19º festival de inverno da ufpr em antonina – abertura oficial e entrevista com lucia mion e guilherme romanelli

antonina_foto_gilsoncamargo_19festivaldeinverno_ufpr001Angelo Vanhoni, acompanhado pelo reitor da Universidade Federal do Paraná, Zaki Akel Sobrinho e pelo prefeito de Antonina, Carlos Augusto Machado, na abertura oficial da 19º edição do festival, no último domingo, dia 12/07.

O litoral do Paraná e sobretudo a cidade de Antonina tem essa caracteristica forte da cultura, da arte, do gosto pelas tradições, além de toda a beleza natural que encontramos na região. No que depender do Governo Federal, do Ministério da Cultura, os próximos anos do Festival de Antonina terão um apoio ainda maior. Desejo a todos um bom festival, que vocês possam fruir as diversas manifestações culturais e os cursos que estão sendo oferecidos, e que a cidade possa receber, como sempre tão bem recebeu, todos os visitantes que aqui estão, os jovens e as pessoas que se interessam pela arte e pela cultura no Estado do Paraná. “

antonina_foto_gilsoncamargo_19festivaldeinverno_ufpr154aPúblico presente na solenidade de abertura, em 12/07/09.

O Festival de Inverno da UFPR, em Antonina, chega a sua 19º edição movimentando anualmente cerca de 50 mil pessoas através de espetáculos, oficinas e atividades culturais diversas.  O mandato do deputado Angelo Vanhoni colaborou na sensibilização de parceiros como a Caixa Econômica Federal, Itaipu e o Ministério da Cultura para que o festival pudesse se realizar. Este é o evento mais importante da cidade depois do carnaval e contribui expressivamente no desenvolvimento cultural da população, ativando a economia local, o comércio, a hotelaria e a gastronomia.
Veja abaixo
imagens dos festivais anteriores na entrevista com Lucia Mion e Guilherme Romanelli, organizadores do festival pela UFPR.

Confira aqui a programação do festival para este ano.
Confira aqui o blog UFPR Cultural.

lucinha&guilherme_ufpr_foto_gilsoncamargo_julho2009curitiba10Lucinha Mion e Guilherme Romanelli, coordenadora executiva e coordenador geral do XIX Festival de Inverno de Antonina, durante entrevista na sala de ensaios da orquestra da UFPR.

Ana Carolina Caldas: Primeiramente gostaria que vocês contassem um pouco da origem do festival e um pouco da sua história.
Lucia Mion: A idéia do festival teve início na gestão do professor Faraco, com as professoras Marcia Kersten e Marcia Fontoura, quando assumiram a Coordenadoria de Cultura e a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura. A idéia e a inspiração foi o festival de inverno da UFMG, que na época acontecia em Ouro Preto; e a gente achava aquilo muito bacana, tirar a cultura de dentro das quatro paredes da instituição e levá-la para outro lugar, torná-la acessivel a toda uma população e a todas as pessoas que desejassem participar. Então a idéia inicial partiu disso. O primeiro festival foi complicadíssimo porque a gente tinha a idéia, botou a programação no papel, mas, não tinha a equipe, ninguém nunca tinha feito nada disso, então dividimos as funções e cada um correu atrás de pessoas que pudessem dar uma luz, ou até de caminhos que pudessem facilitar. Foi um festival complicado, mas por outro lado foi muito gostoso, porque no momento em que acabou, vimos que tínhamos capacidade, que a gente conseguiria levar aquela idéia adiante, até porque a comunidade de Antonina nos recebeu muito bem. Então ali começou um namoro fantástico, que a cada ano a gente ia crescendo um pouquinho, aumentando, sempre procurando fazer uma avaliação do festival anterior pra preservar a qualidade do evento e aumentá-lo de tamanho na medida em que as nossas pernas pudessem ir suportando, porque a gente tinha que adquirir experiência trabalhando nele. Por volta do sétimo festival de inverno a gente atingiu o limite do seu tamanho, e aí a partir daí viemos trabalhando a cada ano a sua qualidade, mas, os sete primeiros anos foram fundamentais pra se chegar no formato e no tamanho que ele tem hoje. Porque no início a gente usava só o miolo do Centro, a gente foi se espalhando, se espalhando, e a cidade foi deixando a gente se espalhar, e hoje a gente usa a cidade inteira, literalmente.

antonina_foto_gilsoncamargo_1995bwebPúblico presente na abertura do V festival, em 1995.

Ana Carolina Caldas: E da origem dele pra hoje, o que vocês conseguiram superar, existe alguma diferença de concepção?
Lucia Mion: Não, de concepção não tem nenhuma diferença gritante. A gente procurou usar aquela idéia inicial sempre, que era a de não fazer um festival invasivo, de sair de Curitiba, levar um festival num caminhão e, ao final tirar de lá e trazer de volta. Desde o primeiro festival a gente sempre teve uma preocupação em deixar coisas, de trabalhar com a comunidade antoninense, achar nichos de demandas deles e trabalhar esses nichos lá, então a gente sempre trabalhou com as crianças, a gente sempre trabalhou com os professores da rede pública de ensino, começamos a trabalhar com a APAE a partir do terceiro ao quarto festival, a desenvolver um trabalho dentro da APAE, tanto com os alunos quanto com os professores, os artesãos. O projeto de cerâmica está presente desde o primeiro festival, e a gente foi só ampliando, sempre procurando se utilizar de coisas que realmente eles pudessem achar dentro da cidade, porque não adiantaria levar um artesanato onde eles tivessem que importar coisas, então procuramos fazer essa pesquisa e estar trabalhando… a banda Filarmônica Antoninese, também presente desde o primeiro festival, hoje é uma das bandas mais premiadas do Brasil, todos os anos a gente leva profissionais que eles mesmos sugerem, aonde eles estão precisando, pra estar aprimorando esses jovens, porque eles têm um trabalho social lindíssimo na banda.

antonina_foto_gilsoncamargo_19festivaldeinverno_ufpr008Oficina prática de big band, com Nailor Proveta, líder da Banda Mantiqueira, em 13/07/09, na sede da Filarmônica Antoninense.

Ana Carolina Caldas: Como foi a escolha de Antonina e como é a relação com a cidade desde a origem até hoje?
Lucia Mion: No começo a gente foi parar lá porque o professor Eduardo Nascimento, que era ligado a equipe do festival, professor da universidade, é antoninense, então ele abriu essas portas lá, e eu não digo só a prefeitura, mas, a comunidade recebeu tão bem o festival e o absorveu, que hoje esse festival nao é só da universidade, é nosso, é da universidade e de Antonina, eu não digo nem da prefeitura de Antonina, porque ele é da cidade, da comunidade. Mas, isso, é claro, foi construído durante o tempo, a gente vai criando vinculos e estreitando os laços. Mas, no início foi através do professor Eduardo Nascimento.

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Luís Melo e Guta Stresser, no III festival, em 1993, durante oficina ministrada pelo ator nos galpões Matarazzo, região portuária de Antonina.

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Ana Carolina Caldas: Fazendo um balanço nesse quesito da extensão, que é importante, é uma das referências importantes da UFPR, o que se pode dizer? O festival é citado inclusive como uma das grandes mostras de extensão…
Lucia Mion: Se não for o maior, é seguramente um dos maiores projetos de extensão da universidade, e é fundamental, porque enquanto extensão ele tem o professor, ele tem o técnico, ele tem o aluno envolvido, e conhecendo uma outra realidade, que é a realidade da comunidade de Antonina. Então essa troca é muito importante, e eu acho que é riquissima para ambos os lados.

antonina_foto_gilsoncamargo_1995webPerformance “Cigarra”, no restaurante do Hotel Regency Capela, durante oficina de Composição ministrada por Chico Mello, em 1995.

Ana Carolina Caldas: Guilherme, gostaria que voce falasse um pouquinho sobre o festival deste ano.
Guilherme Romanelli: O décimo nono festival é um festival heróico, porque na realidade, não havia nenhuma possibilidade técnica dele acontecer, e isso em virtude de toda uma conjuntura, especialmente um ano de crise, um ano difícil pra todo mundo, e é interessante porque o primeiro lugar onde vai haver um corte eventualmente, em qualquer lugar, infelizmente é na área da cultura. Justamente o que deveria ser uma área que segura uma comunidade, uma sociedade, é a primeira a sofrer cortes, especialmente num ano de crise. Então esse ano foi muito difícil, o festival não tinha viabilidade técnica, e está sendo feito com um esforço muito grande, aí certamente a gente teve o apoio  do Vanhoni, pra desatar nós, tentar encontrar soluções. Isso foi muito interessante, discutir possibilidades e ver o que era possível fazer.

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Hermeto Pascoal no Teatro Municipal de Antonina, 1994.

Ana Carolina Caldas: E este festival, o que tem a se destacar, qual a sua programação?
Guilherme Romanelli: A primeira questão é que a gente sentiu por parte de Antonina uma vontade enorme de fazer todo o esforço possível para que esse festival acontecesse, isso envolveu as várias esferas da sociedade de Antonina, naturalmente também a prefeitura municipal, mas houve um empenho muito grande da comunidade, colocando tudo o que fosse possível à disposição para que o festival nao deixasse de acontecer. Isso eu acho muito importante, porque de alguma forma demonstra o reconhecimento da comunidade que tem a sua visão sobre o festival – o que para nós é motivo de orgulho também – uma visão muito crítica, no bom sentido. É uma populaçào que sabe se posicionar com relação a esse festival, sabe muito bem criticar o festival, tem uma opinião artística muito bem estruturada, sabe criticar quando não gostou de uma apresentação, de um espetáculo, sabe dizer: – “olha, eu não gostei porque eu tenho referência”, porque eles assistiram durante 19 anos uma porção de espetáculos, daqui a pouco 20 anos, acho que a população reconhece o festival como algo que pertence a eles todos e também significa que o festival tem motivos pra acontecer na cidade de Antonina, e isso pra nós é um voto de confiança.

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Vista da baía de Antonina, a partir da Ponta da Pita.

Ana Carolina Caldas: Quantas pessoas estão envolvidas no festival?
Guilherme Romanelli: Entre 40 e 50 mil pessoas, contando o público que participa das oficinas, as pessoas que trabalham no festival e as pessoas que vem ao festival. Um dos pontos centrais é de que é um festival de imersão, você vai lá e tem uma overdose, no bom sentido, de arte e cultura. Porque o sujeito fica lá, ele acorda de manhã e vai pra oficina, e ele tem um espetáculo ao meio dia e meio, depois ele tem uma outra oficina, eventualmente, ou ele tem tempo pra circular, depois disso ele tem um espetáculo as 18:30h, as 20:00h, as 21h e as 22 horas, e depois disso você ainda tem essa vontade de arte e cultura que está muito forte nas pessoas e que depois estrapola. Então depois do show das 21h tem mais uma pessoa tocando violão aqui, outra tocando flauta ali. É uma das raras ocasiões onde durante tantos dias a pessoa vai refletir profundamente sobre o papel da arte e cultura na sua vida. A tal ponto que não existe pessoa que fique neutra em relação ao festival, isso é impossivel.

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Zeca Wachelke, regendo o incrível coral “Vá de Retro”, que andava pra trás nas ruas de Antonina, em 1997.

Ana Carolina Caldas: Para o festival, o que é pensar arte e cultura? O que é a arte e cultura para a formação do ser humano?
Guilherme Romanelli: A primeira coisa é que a arte e a cultura não são acessórios, são essenciais, a nossa propria definição de ser humano é o sujeito artístico, a nossa grande diferenciação em relação aos outros animais é essa capacidade de fazer e apreciar a arte, ressignificar as coisas enquanto arte. Nós somos os únicos que podem ouvir o canto de um passarinho e ver naquilo um trabalho estético, ter um prazer e fruir com aquilo, essa é a primeira coisa; a outra é pensar que faz parte da vida e que é acessivel a todos, isso é uma coisa importante do festival, você vai ter na frente de um espetáculo de dança contemporânea uma pessoa que estudou, que tem nivel superior, que já viajou pra Europa etc e tal, e ao mesmo tempo, ao lado dessa pessoa vai ter um sujeito que é garí, os dois em pé de igualdade vão estar usufruindo daquilo. Por isso a idéia de lutar pela continuidade, até porque é muito raro uma iniciativa no Brasil que tenha 19 anos de edição ininterruptas, a gente nesse ano arriscou perder esse titulo, mas graças a um esforço coletivo muito grande a gente está conseguindo realizar.

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Ruas da cidade durante a oficina de Performance e Intervenção Urbana, ministrada por Rafael Camargo,
Octavio Camargo e Chico Mello, em 1997.

Ana Carolina Caldas: Quais são as idéias para o próximo, o vigésimo festival?
Guilherme Romanelli: A primeira coisa em relação ao vigésimo festival, é que todos os projetos que a gente teve nos anos anteriores foram projetos de sonhos, então os projetos eram muito maiores do que de fato aconteceu. A cada ano teve uma dificuldade diferente, e foram várias: teve um ano em que nós tivemos uma greve na universidade, e este ano de 2009 foi um ano realmente atípico, porque além de todas as dificuldades, ainda houve a questão de total ausência de patrocinadores. Para o vigésimo não pretendemos reinventar a roda, pretendemos é poder colocar em prática tudo aquilo que a gente sempre sonhou. Primeiro ter as condições pra começar o festival já em agosto, naturalmente com um bom projeto, bons contatos e tempo pra organizar, esse ano foi realmente um sufoco. Nós podemos ter algumas oficinas que aconteçam ao longo do ano, evidentemente não todas, mas, algumas oficinas centrais, o que já aconteceu, por exemplo, com a Associação dos Artesãos de Antonina, eles cresceram, eles nasceram em torno do festival. Então ter essas oficinas centrais, que possam construir durante setembro, outubro e novembro, e depois fevereiro, março, abril, maio, junho, e que culminem no festival. Também a gente gostaria de ter algumas ações culturais ao longo do ano, alguns espetáculos em Antonina ligados ao festival, a bandeira e a marca ao longo do ano todo e o festival sendo a apoteose deste trabalho. O circo é um sonho antigo e está todos os anos no projeto, mas normalmente não podemos fazer, porque com poucas verbas, é uma área que acaba sendo cortada. E essa idéia da arte circense tem uma peculiaridade, dentro do espaço do circo, porque dentro de uma sala de aula é uma coisa, mas, no espaço do circo, embaixo da lona, aí ela é efetivamente uma arte circense. Vai ser um festival grande, motivo de comemoração, serão 20 anos e a gente vai ter que comemorar bastante e, esperamos, vai ser o festival dos sonhos.

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O ator Rafael Camargo, na performance “Povo de Antonina!”, em 1997.

Ana Carolina Caldas: Foi dito que este festival esteve a ponto de não acontecer. Como vocês conseguiram reverter este quadro?
Guilherme Romanelli: O mais importante foi o desespero dele não acontecer. Quando tomamos a decisão técnica de que ele era inviável as pessoas ficaram muito assustadas. Foi talvez a primeira vez em que ele esteve realmente muito próximo de não acontecer. Isso mobilizou as pessoas e todos começaram a refletir sobre o que aconteceria caso não houvesse o festival, e isso é bom, porque significa que não podemos mais parar. Têm duas questões, uma é a tramitação no MinC, nós sabemos que o MinC tem muitas responsabilidades, um volume enorme de análises a serem feitas, e na orientação e no encaminhamento dessas análises o empenho do Vanhoni foi fundamental, porque isso tem que ser acompanhado a partir de Brasília, e realmente fez muita diferença. De outro lado, existem outros participantes que foram sensibilizados, sobretudo os patrocinadores, e isso é um trabalho que normalmente faz parte da atividade parlamentar, que é justamente sensibilizar para uma idéia, neste caso defendendo a idéia da arte e cultura, a difusão e promoção da arte e da cultura. A sensibilização da Itaipu foi  central, é uma empresa estatal, uma empresa binacional e foi essencial na promoção daquilo que é mais sagrado para o ser humano e que seria perdido. O festival tem dois impactos principais, especialmente na comunidade capelista. O impacto direto e o indireto. A cidade tem o festival no seu calendário oficial, isso significa que as escolas constroem o seu calendário em função do festival. Isso indica que existe uma porção enorme de comerciantes, de pessoas que se preparam para receber uma quantidade enorme de visitantes em função do festival, e caso ele não acontecesse teríamos um impacto negativo imprevisível, nós não sabemos o que iria acontecer, mas, seria muito, muito grave. Depois do carnaval esse é o evento mais importante de Antonina. Isto é mais ligado a uma questão direta, objetiva. A segunda questão é que indiretamente a cidade é um raro exemplo no Brasil, uma cidade em que as pessoas têm com naturalidade uma relação com a cultura. Significa dizer que se eu pegar um quarteto de cordas tocando Beethoven, uma obra extremamente introspectiva, e colocá-la no Centro da cidade de Antonina, eu vou ter público, e não apenas um público de curiosos, eu vou ter um público crítico, e isso se construiu ao longo de dezenove anos. Isso não é por acaso, então isso seria uma pena perder, e acho que essa sensibilização é importante. Se a gente analisar porque é que cronicamente, todo ano a gente tem o mesmo problema, descobriremos que é porque algumas pessoas ainda não conseguem entender muito bem qual é a função da arte e pra que ela serve. Ela continua como algo acessório, como algo que ilustra, como algo que é a azeitona da empadinha, a cereja do bolo, essas coisas todas….

Fotos: Gilson Camargo

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Sede da antiga Filarmônica Antoninense, em 1995, em foto de Chico Camargo.

No começo a gente foi parar lá porque o professor Eduardo Nascimento, que era ligado à equipe do festival, professor da universidade, é antoninense, então ele abriu essas portas lá. E eu não digo só a prefeitura, mas a comunidade recebeu tão bem o festival e o absorveu, que hoje esse festival não é só da universidade, é nosso, é da universidade e de Antonina, eu não digo nem da prefeitura de Antonina, porque ele é da cidade, da comunidade. Mas, isso, é claro, foi construído durante o tempo, a gente vai criando vínculos e estreitando os laços. Mas, no início foi através do professor Eduardo Nascimento. No começo a gente foi parar lá porque o professor Eduardo Nascimento, que era ligado à equipe do festival, professor da universidade, é antoninense, então ele abriu essas portas lá. E eu não digo só a prefeitura, mas a comunidade recebeu tão bem o festival e o absorveu, que hoje esse festival não é só da universidade, é nosso, é da universidade e de Antonina, eu não digo nem da prefeitura de Antonina, porque ele é da cidade, da comunidade. Mas, isso, é claro, foi construído durante o tempo, a gente vai criando vínculos e estreitando os laços. Mas, no início foi através do professor Eduardo Nascimento.

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