visita à região oeste do paraná


Ponte da Amizade, sobre o Rio Paraná, que liga Foz do Iguaçu a Ciudad del Este, na divisa do Brasil com o Paraguai.

Em visita à região Oeste do estado do Paraná nesta quinta feira (20/09), o deputado Angelo Vanhoni esteve em São Miguel do Iguaçu e Toledo participando de reuniões partidárias e em Cascavel para um debate com professores e reitores sobre o Plano Nacional de Educação recentemente aprovado pela Comissão Especial da Câmara Federal.

Em sua palestra o deputado falou sobre o índice de financiamento da educação estabelecido pelo plano em 10% do PIB do país e sobre os principais avanços para o ensino básico e fundamental em tempo integral e ensino médio profissionalizante.


Em Cascavel, em reunião com professores e reitores organizada pelo deputado estadual Professor Lemos.

Nós aprovamos o Plano Nacional de Educação no mês retrasado na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. Foi um ano e sete meses de discussão na Câmara e vocês sabem que a grande polêmica ficou em torno do índice de financiamento da educação. O governo mandou uma proposta inicial de 7% que nós conseguimos aumentar para 7.5%, e perto dos últimos dias chegamos a uma proposta, com apoio de uma área do governo, na ordem de 8% com uma formulação de ampliação com os royalties do Pré-sal. O Pré-sal é uma reserva de petróleo que está começando a ser explorada no Brasil e que nos próximos 20 anos será uma grande fonte de receita para o nosso país. No entanto, a Comissão ficou muito temorosa de aprovar os 8% com a introdução da cláusula de que os royalties do Pré-sal pudessem completar os 10% porque esta era uma sugestão do Plano Nacional de Educação, mas a Lei dos Royalties está sendo votada no Congresso Nacional e lá não está garantido que 50% dos royalties do Pré-sal fossem investidos diretamente em educação. Se isto já estivesse consignado na lei talvez nós tivessemos aprovado esta outra alternativa. Então, diante desta temeridade a Comissão aprovou por unanimidade os 10% do PIB em investimento para a educação.

São basicamente dois pontos essenciais para a gente falar do plano: um que diz respeito a vida das crianças no sistema educacional brasileiro e outro que diz respeito a qualidade de educação e os dois se entrelaçam.

O governo vai fazer um esforço para que a educação em regime integral possa ser alcançada no Brasil. Nós falamos com satisfação dos índices educacionais que a Europa tem. Nós ainda temos a tarefa de garantir escola em tempo integral para as nossas crianças. Nos países europeus a escola começa as 7h30 da manha e termina as 5h30 da tarde. Isso traz uma outra realidade educacional para a familia, os pais podem trabalhar e a proposta pedagógica é organizada com muito mais tranquilidade para repassar os conteúdos do que numa grade apertada como temos no Brasil e a vida dos professores também passa a ter uma organicidade. Não vai ter aquele problema de um professor ter que dar aula de manhã numa escola e à tarde em outra para completar sua renda.

O PNE prevê educação em tempo integral. Nós temos 1.5 milhões de crianças na educação integral no Brasil e a ideia é passar para 11 milhões de crianças até 2022. O MEC encaminhou a proposta inicial do plano, com índice de 7% do PIB,  calculando o repasse de R$ 370,00 por aluno, isso com base no Programa Mais Educação, que não paga uma jornada dobrada de um professor. Paga apenas um atendente, em regime de contraturno, alguém que vem fazer um monitoramento das crianças 3 vezes por semana na escola. Isso não é educação integral propriamente dita. As escolas não vão poder organizar a sua grade de aprendizagem e transferência de conteúdo se os professores não tiverem o pagamento de jornada dupla, se não tiver recurso para pagar mais 20 horas de trabalho para o professor na mesma escola, e aí nós temos que computar alimentação, transporte, estrutura pedagógica e tudo mais.

O que nos fizemos no relatório? Nós mantivemos a meta de 11 milhões, mas aumentamos o valor do recurso para R$ 2.333,00 por aluno. Passamos a pagar o que o FUNDEB paga para as escolas em jornada dupla, para atingir esta meta com uma estrutura efetiva de ensino integral. Se nós organizarmos isso para as crianças do país inteiro nós vamos dar um salto na qualidade da educação no Brasil.

Nós precisamos de uma segunda coisa ainda. Incentivar a permanência do jovem no ensino médio. O jovem tem abandonado o ensino médio porque não encontra sentido no escola que está vivendo. Isto porque organizamos a nossa rede escolar com uma proposta acadêmica sem capacitar os jovens para o mundo do trabalho.

O governo está tendo a seguinte proposta para mudar isso: ofertar ensino profissionalizante de qualidade no ensino médio brasileiro. Por isso começou a criar os Institutos Federais Tecnológicos, e a outra perspectiva é o Brasil Profissionalizado. O Instituto Federal de Educação Tecnológica vem para cá, haverá um aqui em Cascavel, com duas obrigações. A primeira é trazer ensino médio profissionalizante para as crianças e a segunda é ter uma reserva de vagas para o ensino superior na área de licenciatura, porque o Brasil não tem professores de ciências. Faltam 200 mil professores nas áreas de física matemática, biologia e química.

A outra perpectiva importante no ensino médio é repensar os conteúdos desta escola. Uma das tendências no MEC e também do Conselho Nacional de Educação é remodelar esta discussão curricular, que é uma discussão difícil. Diminuir determinadas matérias e acrescentar outras e tornar o ensino mais atraente para a juventude. Na nossa visão, o ensino médio brasileiro precisa se reconectar com o que há de mais importante na vida que são os valores.
Angelo Vanhoni


Em Toledo, no escritório político do deputado estadual Elton Welter.


Em São Miguel do Iguaçu, com Roseli Cavalheiro, o vice prefeito Volnei Adamante, o prefeito Armando Polita e Joel de Lima, assistente do diretor geral brasileiro da usina de Itaipu.

Fotos: Gilson Camargo

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