posse do conselho municipal de cultura – curitiba/pr

Os membros da sociedade civil e da comunidade artística eleitos em 2012 para o Conselho Municipal de Cultura tomaram posse no dia 24 de maio de 2013, às 19 horas, no Teatro Londrina, no Memorial de Curitiba. O Conselho, que tem mandato de dois anos, reúne representantes da Prefeitura, da Câmara Municipal e da sociedade civil. O Conselho Municipal de Cultura é o órgão que, no âmbito do município, institucionaliza a relação entre a administração municipal e os setores da sociedade civil ligados à cultura. Ele participa da elaboração e da fiscalização das políticas culturais. Foi instituído pela lei 11.834, de 4 de julho de 2006.

O primeiro desafio do Conselho será organizar a Conferência Municipal de Cultura, a ser realizada em julho, e na qual serão debatidos o cenário atual e uma série de mudanças propostas para o setor. A conferência também vai selecionar propostas e representantes para a 3ª Conferência Nacional de Cultura, que ocorre em Brasília de 26 a 29 de novembro e cujo tema será “Uma Política de Estado para a Cultura: desafios do Sistema Nacional de Cultura”.

Dos 25 membros titulares, nove são indicados pela sociedade civil e sete pela comunidade artística e cultural organizada. Os demais membros são representantes do Poder Executivo Municipal e da Câmara Municipal de Curitiba. Integram ainda o conselho 25 membros suplentes. Por lei, a presidência do Conselho é exercida pelo presidente da Fundação Cultural de Curitiba.

Conheça a lista dos membros empossados, na página da prefeitura.

A prefeita em exercício, Mirian Gonçalves, assinou o decreto que deu posse aos membros do Conselho e referiu outro importante avanço para a descentralização do acesso a cultura em Curitiba como a construção do Centro Cultural da CIC.

Nesta semana o Marcos Cordiolli me trouxe dois grandes presentes: o primeiro foi assinar a ordem de serviço para a construção do primeiro Centro Cultural da Cidade Industrial de Curitiba, e agora, dar posse a este Conselho. Daqui a cinquenta anos ninguém vai lembrar mais de mim, mas eu vou lembrar que a minha assinatura está nestes dois documentos e vou guardar com muito carinho. A novidade são vocês, com essa vontade de modificar e de fazer. Do ponto de vista desta administração na prefeitura, vocês, além de serem recebidos com muito carinho, serão também respeitados.

Mirian Gonçalves

Para o presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Marcos Cordiolli, uma das principais missões do grupo é fazer com que ele próprio se torne maior, mais representativo, amplo e democrático.

Senhora prefeita em exercício, Mirian Gonçalves, senhor secretário de governo, Ricardo Mac Donald, vereador Mestre Pop, deputado Angelo Vanhoni, cujo nome se confunde com as lutas pelas políticas culturais em Curitiba, doutora Chloris Casagrande Justen, signo maior da representação daquilo que a cultura paranaense expressa, fico muito feliz com a sua presença aqui, Jewan Antunes, representante importante destes que lutaram durante anos para que a gente estivesse hoje implantando este Conselho. Muitos dos que estão aqui tiveram papel decisivo na construção deste momento histórico da cidade e principalmente do caminho que nós estamos procurando trilhar: a conquista incessante da universalização do acesso a cultura na cidade de Curitiba, marcada pela transparência, pela descentralização e pela participação em todas as dimensões que a democracia participativa requer.

Nosso grande amigo e importante pensador da cultura da cidade, Octavio Camargo, sempre nos faz lembrar que uma das obras lapidares do Ocidente, a Ilíada, começa justamente num Canto onde todos os generais helênicos estão reunidos num Conselho. É significativo que uma obra da envergadura da Ilíada, desempenhando um papel na história extremamente importante, não só na consolidação da identidade helênica, mas naquilo que dá base para todo o Ocidente hoje – e nós não podemos nos furtar de compreender a obra homérica como sendo uma obra que arquetipicamente nos orienta – comece justamente com um Conselho.

Este Conselho que está sendo hoje instaurado é composto por pessoas que tem participação importante na cultura, na sociedade, nas respectivas regionais de Curitiba, à frente da Fundação Cultural, da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, todas profundamente envolvidas nos processos que demandam avanços para a cultura em nossa cidade. O papel deste Conselho é de fazer com que ele mesmo se transforme em algo maior, mais radicalmente democrático e mais amplamente participativo. Este Conselho nasce hoje para ser ele próprio o seu embrião para uma nova ressurreição, especialmente no ano que vem, mais amplo, mais diversificado e principalmente mais democrático, podendo assumir segmentos cada vez maiores de decisão nas políticas públicas de cultura na cidade de Curitiba. Por isso estamos caminhando, a partir deste momento, para a criação e instituição da nossa Conferência Municipal de Cultura, que vai dar origem a um Plano Municipal de Cultura, que estabelecerá novas formas de trabalho, novas formas de participação e que significativamente vai espelhar aquilo que Curitiba sempre desejou: – uma política que seja efetivamente construída por todos.

É fundamental que o Conselho tenha múltiplas tarefas. Ele não vai ser um órgão assessor da Fundação Cultural. Vai ser sempre um órgão a altura, da mesma estatura, da mesma expressão que a Fundação Cultural no momento da elaboração, do planejamento, do desenvolvimento e da avaliação das políticas públicas de cultura desta cidade, mas nós queremos que ele seja também o principal órgão fiscalizador. Porque a democracia pressupõe mais do que uma ação democrática, mais do que uma ação descentralizada, pressupõe também uma relação muito ativa com a sociedade civil no sentido da fiscalização, em particular no momento em que estamos vivendo, de ampliação e disseminação das mídias, sobretudo das redes sociais.

Por último, acreditamos também que o Conselho é o principal, não o único, mas o principal instrumento de voz da sociedade civil. Porque nós entendemos que as políticas públicas, na sua grande essência, vão se materializar cada vez mais como políticas de estado. Precisamos juntos, Fundação Cultural e Conselho, trabalhar no sentido de fomentarmos a cultura em todas as categorias, para que todas as regiões da cidade possam dispor de condições de acesso à cultura e de condições de produção de cultura.

Nós também temos que trabalhar para que os agentes culturais sejam cada vez mais protagonistas, e que, em diversas situações eles possam decidir com o poder público. Essa é uma grande aspiração da sociedade e quanto mais os agentes culturais forem protagonistas, seguramente nós vamos ter políticas culturais cada vez mais sólidas.

O que eu gostaria de fazer hoje aqui é o que nos propomos já no início de nossa gestão. Nós queremos que o Conselho junto com a Fundação Cultural prepare uma grande Conferencia Municipal de Cultura, e que ao final desta Conferência de Cultura nós possamos fazer uma grande chamada à cidade, para que todos os segmentos da sociedade de Curitiba possam fazer um pacto pela cultura, e que através deste pacto, nós possamos realizar efetivamente o desejo de todos os que estão aqui nesta sala e de todos os que lutaram para que estivéssemos aqui. Muito obrigado.

Marcos Cordiolli

Fotos: Gilson Camargo

1 Comentário

  1. Lucidalva A Pires
    23 de março de 2014

    ha muntas artistas e talentos nos bairos como podemos atrair estes talentos para incorporar-los nos projetos da cidade de guarulhos.e como ajuda-los.a ser conhecidos

Publicar um comentário

Seu e-mail nunca será publicado. Campos com * são obrigatórios

*
*

Preencha os campos corretamente!