políticas públicas e produção de música popular em curitiba 1971 / 1983 – ulisses quadros de moraes

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“Por que temos poucos nomes curitibanos no cenário da música popular brasileira?”. Esta inquietação foi o motivo que levou o músico e historiador Ulisses Galetto a escrever o livro “A Modernidade em Construção – Políticas Públicas e Produção de Música Popular em Curitiba – 1971 a 1983”. Fruto das suas pesquisas realizadas durante o Mestrado em História pela Universidade Federal do Paraná, Ulisses analisa as políticas públicas para a cultura em Curitiba desenvolvidas de 1971 a 1983 com a missão de desvendar o que muita gente chama de “anonimato da produção cultural curitibana”.

A justificativa do recorte temporal se dá porque em 1971 é implementado o 1º Plano Diretor de Curitiba e no decorrer dos anos 70 até 1983 as mudanças na cidade sofreram impacto direto da organização deste plano. Ulisses destaca estes anos como a fase propriamente dita da “modernidade em construção para a cultura”, pois são desta época 80% dos equipamentos públicos que até hoje dão espaço para o que é produzido na cidade. O Solar do Barão, Casa da Memória, Teatro Paiol e o Centro de Criatividade são alguns exemplos. Para a música, ele destaca o incentivo do poder público ao Movimento de Atuação Paiol, a formação da Camerata Antiqua e o patrocínio de discos, como o “Curitiba, Cidade da Gente” que contava a história da cidade através de musicas. “Nesta época, a prefeitura resolveu literalmente por a mão na massa. A construção dos espaços públicos foi desenhando aos poucos a política municipal de cultura e as produções culturais foram se revelando no cenário local”.

“No que diz respeito à indústria fonográfica e audiovisual, o Brasil acertou seus ponteiros em relação ao resto do mundo apenas na década de 60. Curitiba perdeu o bonde e foi acertar os ponteiros com o Brasil apenas no final da década de 70. Por este motivo, enquanto no Rio e em São Paulo a indústria fonográfica já estava a todo vapor, a produção curitibana não tinha infra estrutura técnica para se encaixar.”

“Criada no final da década de 80, por iniciativa do então vereador Angelo Vanhoni, a lei municipal de incentivo a cultura é um marco importante. A produção quantitativa e qualitativa na produção musical em Curitiba se divide em antes e depois da lei. O que nós estamos fazendo com ela agora é um assunto que deve ser debatido nos fóruns, mas, sem sombra de dúvida, se existe algo que possa apontar para o futuro como política pública isto se chama lei de incentivo a cultura”, explica Galetto.

Serviço: “A Modernidade em Construção – Políticas Públicas e Produção de Música Popular em Curitiba – 1971 a 1983”, Editora Annablume. A venda em todas as livrarias ou no site da editora – aqui a R$ 30,00.

Foto: Gilson Camargo

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  1. […] políticas públicas e produção de música popular em curitiba 1971 / 1983 – ulisses quadros de moraes Por vanhoni Leave a Comment Categorias: Uncategorized Tags: curitiba, musica, parana, politicas culturais, ulisses galetto O conteúdo deste post encontra-se em http://www.vanhoni.com.br/2009/09/politicas-publicas-e-producao-de-musica-popular-em-curitiba-1971-1… […]

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