paranaguá – entrega de caminhão frigorífico e encontro com pescadores – subsídios para a preservação, comercialização do pescado e abastecimento de combustível para as embarcações

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Maria Célia Bindi (secretária municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento), José Wigineski (superintendente federal da Pesca e Aquicultura no Paraná), José Baka Filho (prefeito de Paranaguá), Angelo Vanhoni, Antonio Ricardo dos Santos (presidente da Câmara Municipal de Paranaguá) e o deputado estadual Péricles de Mello, no momento da assinatura do comodato da prefeitura em favor das colônias de pescadores.

Pescadores e aquicultores de Paranaguá contam agora com um novo veículo para transportar o pescado. O caminhão frigorífico, obtido através de edital do Ministério da Pesca, no valor de 250 mil, foi entregue ao município nesta sexta, 13/11/09. O caminhão atendeu à solicitação do projeto elaborado pela Secretaria de Agricultura e Pesca do município. Em Paranaguá são cerca de 1500 pescadores que terão seu trabalho facilitado. Segundo Maria Celia, secretária de Agricultura e Pesca do município, “era o que estava  nos faltando para agilizarmos a comercialização e conservação do pescado”. De acordo com ela, os pescadores e aquicultores poderão pensar novas maneiras de comercialização, “com este caminhão poderemos participar de mais eventos e comercializar o  pescado com a qualidade garantida para os consumidores e maior renda para os produtores”. José Baka, prefeito de Paranaguá, ao agradecer o empenho de todos os envolvidos informou sobre novos projetos que estão previstos, também em parceria com o governo federal. “A prefeitura sempre está pensando em projetos que beneficiem a vida dos pescadores, para isso teremos em breve dois novos trapiches, estamos desapropriando a área próxima ao mercado novo para pôr, futuramente, a fábrica de gelo”. Além disso, Baka destacou que o projeto de reforma do mercado do peixe já foi aprovado e deve iniciar em breve. “Todos estes projetos são pensados visando o melhor para as famílias que vivem do mar”.

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Representando os pescadores, Diarone das Neves, presidente da Colônia de Pescadores da Ilha dos Valadares, destacou a importância do caminhão e reivindicou a continuidade de projetos. “Este é um começo, mas, precisamos de mais coisas para que a pesca não acabe. O trabalho do pescador hoje passa por dificuldades, os peixes estão acabando por causa da poluição e trabalhamos com muita dificuldade e falta de estrutura. O pescador precisa voltar a trabalhar contente e satisfeito.“

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Angelo Vanhoni destacou a importância dos governos federal, estadual e municipal trabalharem juntos para ajudar o pescador a exercer sua profissão.

“Recentemente tivemos duas grandes conquistas para os pescadores brasileiros. A criação do Ministério da Pesca, que é um avanço importantíssimo para a autonomia administrativa do setor, e a Lei da Pesca. A partir da edição desta lei, as mulheres que ficam trabalhando na rede, ajudando os seus maridos e seus filhos a irem ao mar de madrugada para buscar o pescado, passam a ter direitos como pescadores, com todos os benefícios da profissão, que agora se equiparam aos do agricultor no que diz respeito ao acesso aos programas de financiamentos e de crédito para comprar equipamentos e investir na sua profissão. A legislação protege os agricultores familiares, que podem chegar a uma agência do Banco do Brasil e obter crédito, dinheiro emprestado quase sem juros, para comprar sementes, um pequeno trator e assim por diante. Temos 1 milhão de pescadores no país, responsáveis por 70% de todo o pescado que a gente consome e eles agora poderão, assim como os agricultores, obter este benefício”

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Após a solenidade na prefeitura, pescadores e representantes das colônias de pesca do litoral paranaense se reuniram na casa do deputado em Paranaguá. O encontro teve por objetivo auxiliar a organização das colônias no conjunto dos municípios do litoral agilizando a chegada dos benefícios das novas políticas e programas do Ministério. Uma reivindicação antiga dos pescadores deverá começar a ser atendida pelo governo federal, segundo informou José Wigineski, superintendente do Ministerio da Pesca no Paraná. “Os pescadores terão a instalação de bombas de óleo diesel nas suas colônias com valor subsidiado em até 40 por cento para o abastecimento dos barcos.” explicou. Vanhoni reforçou a importância em atender a esta reivindicação e se comprometeu em ajudar. “Vamos fazer uma força tarefa, percorrer as colônias e agilizar a instalação das bombas para que os pescadores possam abastecer suas embarcações por um valor mais baixo.”

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Fotos: Gilson Camargo

1 Comentário

  1. Waldir Triana
    18 de novembro de 2009

    Caro Parlamentar:
    O avanço cultural é a única ferramenta capaz de realizar justiça social, sendo assim, temos de louvar sua postura em favor do desenvolvimento econômico com associação do saber.
    A educação é sempre a base de uma sociedade organizada e, em nosso país, foi marginalizada desde décadas, contrariando grandes pensadores como Paulo Freire, Darcy Ribeiro e outros. Causaram estragos que a classe política não evitou, resultando num empobrecimento por murchação intelectual, cujos sintomas sócio-econômicos são catastróficos e não podem mais ser medidos pelo simplório IDH. Vivemos o “caos”!
    Se no início dos anos 70 o nosso Pelé já pedia para cuidarmos dos nossos “trombadinhas”, para não se tornarem perversos criminosos; mais recentemente, o Betinho já implorava por comida, ciente que estava do “caos social” que já havia se instalado.
    Tenho pra mim que o êxodo rural seja a maior causa deste desajuste, pois que: jamis houve política agrícola eficiente, levando famílias campesinas inteiras às periferias urbanas, daí os bolsões de pobreza… (Plante que o João garante!). Lembra disso, amigo parlamentar? Não foi o mesmo João que incentivou o êxodo rural? Haveria sempre dois discursos: um para o povo e outro para eles mesmos?! È o meu diagnóstico.
    Mas, queremos agora é falar de soluções: com ou sem frases de impacto.
    Amigo: a educação é a base mas precisa de alavanca. A alavanca é o emprego. Daí o meu apreço pelos que, como v.excia, defendem a cultura e a geração de rendas como princípios do desenvolvimento sustentado: até poque não existe outra forma! A equação sempre foi e será esta, com variações apenas quanto ao grau de suas naturezas em cada região: comunidades sertanejas ou metropolitanas. Simples planejamento tático/operacional adequado ao local em que seja aplicado: desenvolvendo cultura e renda, simultaneamente, numa simbiose própria de cada comunidade. Aí estão a base e a alavanca…
    Estrategicamente, é que surgirão discordâncias. Somos um povo ora míope, ora estrábicos. Lideranças locais podem ser mais dóceis e motivadas, levando facilmente a cabo um bom programa de desenvolvimento social, porém, o contexto geral é bem mais amplo e adverso. Extrábicos e míopes enxergam de formas diferentes, com diferentes interesses, exigindo aí uma outra equação: a do entendimento político. Vamos a ela?
    Sinto-me como o velho e estrábico sacristão, “aconselhando” padres e pastores a rezar missas e conduzir rebanhos… Mas, faço minha esta vez.
    Uma nação se faz com homens e leis, isto é que é cidadania. Uma Constituição cidadã, precisa de cidadãos constituintes, representados ou presentes, institucionalmente, como vossas excelências! Leis e projetos são a face de um povo, ou não?!
    Existem leis que pegam e que não pegam; projetos que andam e que desandam. Isto,porque as instituições estão ruindo! Começamos pelo “apartheid” da educação que segregou os doutos dos servis, comprometendo o aprendizado e inciando, assim, o atual vazio de poder que é a perda do princípio da autoridade, ou seja: “o caos”. Tráficos diversos, pistolagens e convulsão social que não serão resolvidos pela segurança pública. Urge, então, um novo modelo. Cidadão e comtemporâneo. Prático e perspectivo. pois que: é preciso aliarmos resultados mediatos com esperanças de melhoria; a força vindo do povo. Isto será possível e reestabelecerá o princípio da autoridade, tão logo sejam aplicados, desde o início, pela inversão das expectativas nas bases do comando, ou seja: comunidades, núcleos, assentamentos, ou onde quer que se instalem tais projetos. Como?! A palavra chave é parceria! Por associações ou cooperativas de base, sustentáveis a partir das potencialidades locais direcionadas mercadologicamente e capitaneadas por líderes e técnicos comprometidos com as instituições já existentes e integradas entre si, tais como: escolas com seus professores, alunos e voluntáarios; empresas
    públicas e privadas com seus colaboradores; e ainda, as autoridades locais, civis e militares, como delegados, comandantes de guarnições policiais, bombeiros, diretores minicipais de departamentos diversos, etc. Procurando sempre evitar as instituições não governamentais, especialmente as estrangeiras, cujos vínculos devam limitar-se apenas ao financiamento dos projetos e como clientes preferencias dos bens produzidos pelos grupos organizados. Sem xenofobismos. Educação e emprego são parceiros intrínsecos e complementares na valorização da cidadania.
    O cidadão que trabalha, estuda e acredita em melhorias, pouco adoece, pouco desvia sua conduta e, geralmente, por meios próprios conquista suas metas; desafogando os prontos socorros e hospitais, delegacias, cadeias e demais serviços que se tornaram gargalos estreitos da administração pública. Assim, segurança e saúde deixariam em pouco tempo este gargalo e poderiam se transformar também em áreas de investimentos no médio prazo, quando a poupança interna estiver estabilizada.
    Contudo, nosso parlamentar, imprescindível é lembrar que a demagogia estará presente, sempre. Não há outra forma de subjugá-la, senão com lideranças fortes e sintonia técnica e política; cabe, portanto, que parlamentares dos três níveis (municipal, estadual e nacional) se identifiquem e se comprometam com tais projetos, pessoalmente.
    cordialmente.
    Waldir Triana

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