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ensino público – depoimento de marlei fernandes de carvalho, presidente do sindicato dos trabalhadores em educação pública do paraná (app sindicato)

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“Recebemos com muita satisfação a notícia da eleição do deputado Angelo Vanhoni para a Comissão de Educação e Cultura. Ele sempre foi um companheiro nosso da educação. Eu estive nestes últimos anos em Brasilia na Comissão de Educação e Cultura acompanhando vários projetos de âmbito nacional que interessam os professores e funcionários do nosso país e o deputado esteve sempre presente com um debate bastante afirmativo, esteve sempre em diálogo com a APP para saber nossas reivindicações e para se apropriar melhor dos nosso projetos. Para nós é muito importante ter a frente desta Comissão um paranaense, companheiro da educação brasileira. Digo brasileira porque o Vanhoni possui um trânsito significativo, por exemplo, junto à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Trata-se de um reflexo, porque o Vanhoni tem uma importante trajetória na defesa destes interesses e, também, devido a sua atuação neste mandato como deputado federal.

Temos um acúmulo grande de projetos significativos nos últimos anos. Teremos uma reorganização agora na Conferência Nacional da Educação, da Frente Parlamentar em defesa do Piso Salarial Nacional dos professores. Mesmo este tema tendo ficado um ano em debate no Congresso, com muitas audiências na Comissão da Educação e Cultura, ele está sob júdice. Acredito que uma das prioridades é a Comissão retomar a defesa do piso, pois, nós demoramos duzentos anos para conquistá-lo! O piso foi aprovado em 2008, já é lei, mas, tivemos uma ação de inconstitucionalidade gerando grandes dificuldades na sua aplicação. A partir do momento em que temos uma lei que está sob júdice pelo Supremo Tribunal Federal, isso cria uma dissonância. Já é difícil que alguns prefeitos e governadores apliquem o piso, 70%  dos professores em nosso país não recebem um salário de novecentos reais por uma jornada de 40 horas e isso tem acarretado um grande atraso para a comunidade educacional do Brasil. Neste dia 16 de março teremos uma grande mobilização nacional para reivindicar que o Supremo vote esta matéria. Acho, portanto, que o papel da Comissão de Educação é dialogar com o poder judiciário para que os trabalhadores em educação possam ter este piso que é o início das suas carreiras.

Avançamos muito neste último período. Aumentamos os investimentos para educação, agora estamos chegando a 5% do PIB. A Conferência Nacional de Educação é um grande marco deste governo. Reunirmos um milhão de trabalhadores da educação brasileira é uma grande conquista. Como sempre diz o presidente, “nunca na história deste país” nós pudemos chegar em municípios pequenos com profissionais que nunca haviam debatido políticas públicas. Realmente a Conferencia vai consolidar um processo, ainda lento, mas, progressivo de alteração do cenário educacional brasileiro e vai trazer o que mais desejamos para a sociedade brasileira que é uma educação pública de qualidade, laica e para todos e todas.

Outros temas que estão na pauta educacional: as novas diretrizes de carreira, que é um projeto que passou pelo Congresso e agora vai para o Senado e é  importante que seja reafirmado. As diretrizes de carreira para os funcionários de escolas, a qual nós conseguimos aprovar a lei para que eles estejam categorizados como profissionais da educação.

E, por último, acredito que a participação da Comissão de Educação na Conferência Nacional seja fundamental para que possamos consolidar no Plano Nacional da Educação diversas políticas, o financiamento, a gestão democrática e as relacionadas às universidades, entre outras. A sociedade civil fará um amplo debate, porém, quem vai votar e decidir são os deputados. Estaremos fazendo uma ação junto ao parlamento e se tivermos aliados na Comissão, como temos o deputado Vanhoni, faremos uma boa disputa dentro do Congresso.”

Foto: Gilson Camargo

produção cultural – depoimento de joão luiz fiani, presidente do sindicato dos empresários e produtores de espetáculos de diversão do estado do paraná (seped)

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Da platéia do Teatro Lala Schneider, inaugurado há 15 anos, João Luiz Fiani dirige um dos espaços de maior índice de público da cena teatral curitibana, além de presidir o SEPED, produzir, adaptar, dirigir e atuar em centenas de espetáculos levados na cidade.

“Para nós é um grande orgulho o Angelo ocupar a presidência da Comissão de Educação e Cultura da Câmara. Principalmente porque o Paraná sempre fica relegado a segundo plano nesta área. E de outro lado é uma vitória. O Angelo sempre esteve envolvido com as questões culturais e eu o vejo como uma luz no fim do túnel. Estou orgulhoso e feliz por ser amigo dele e saber que o seu trabalho sempre foi muito sério. Um dos debates que passará por esta Comissão é a Lei Rouanet. Eu vejo ainda este assunto como uma utopia para nós aqui no Paraná. Fazer uso dela é uma situação utópica. Rezo para que o Vanhoni a frente desta Comissão possa fazer com que nós, reles mortais,  possamos ter acesso a este mecanismo. Esta é a nossa expectativa.

Como representante dos produtores de cultura, como presidente do SEPED, acho que a gente ainda sofre muito com a falta de recursos e incentivos. Temos apenas a lei municipal, nada em nível estadual e muito pouco na esfera federal. Com o Vanhoni, temos um aliado de Curiitba e do Paraná. Temos aqui muitos produtores de qualidade, artistas maravilhosos e o que falta realmente é esta projeção e respeito nacional. Mas, este é um importante passo, ter um paranaense sensível à cultura a frente deste processo.

Na época da campanha eleitoral foi falado muito em estadualização da Lei Rouanet, o que para mim é uma grande sacada e poderia ser a salvação da cultura brasileira. Infelizmente pelo que eu soube o eixo Rio-São Paulo foi totalmente contra e, se essa briga não for resolvida mais uma vez ficaremos relegados ao último plano. As grandes empresas preferem investir nos artistas de São Paulo e Rio, que normalmente tem maior visibilidade. Então espero que isso possa ser revertido. Não podemos esquecer que isso foi promessa de campanha e ainda não foi realizada.”

Foto: Gilson Camargo

aula magna do instituto federal do paraná – ifet jacarezinho / pr

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Sede do IFET Jacarezinho, em fase de conclusão. A finalização das obras está prevista para o inicio de maio.

Para dar início ao ano letivo dos IFETs no Paraná, foi realizada nesta segunda-feira,  dia 02 de março, aula inaugural proferida pelo reitor Alipio Santos Leal com transmissão simultânea de Curitiba, do auditório do Instituto Federal do Paraná para todos os 12 campi do estado. O reitor destacou o crescimento do Instituto informando que a meta para 2010 é atender a 5 mil alunos em cursos presenciais e outros 50 mil em cursos à distância. Hoje há 20 mil alunos matriculados neste tipo de curso. Também destacou a importância deste ano para a expansão do IFPR em todas as regiões do estado: “2010 será o ano da consolidação de tudo que iniciamos no ano passado. Estamos na expectativa com a vinda dos novos professores e técnicos para que possamos ir preparando a expansão dos cursos e vagas”.

Em 2008, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que mudou a organização do ensino tecnológico brasileiro. Agora, as escolas técnicas e agropecuárias e os centros Federais de Educação Tecnológica (CEFET) estão agrupados em novos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFET). Criado através da lei federal 11.892, o Instituto Federal do Paraná teria, inicialmente, 07 unidades (Curitiba, Paranaguá, Telêmaco Borba, Jacarezinho, Umuarama, Foz do Iguaçu e Paranavaí), mas, através de parcerias com municípios e a viabilização do MEC, o processo seletivo de 2009 contemplou vagas também em Londrina (com campus já estabelecido), Irati, Campo Largo, Assis Chateaubriand e Ivaiporã. No ano passado, os deputados da bancada paranaense no Congresso se reuniram com o ministro da Educação, Fernando Haddad e conseguiram a aprovação para a construção de mais 08 novas unidades do Instituto Federal do Paraná no estado. Em breve o IFPR chegará a 20 unidades com campus próprios e unidades avançadas.

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O deputado federal Angelo Vanhoni participou do evento de abertura das aulas no IFET de Jacarezinho. A aula inaugural foi assistida no Cine Teatro Iguaçu pelos 120 alunos matriculados e aprovados para os cursos de Alimentos, Eletromecânica e Informática. A prefeita Tina Toneti destacou a importância do envolvimento do município e de autoridades na conquista do IFET para a cidade. “Tive que convencer o ministro da Educação sobre o potencial da nossa cidade e para isso contei com a ajuda fundamental do deputado federal Angelo Vanhoni. Agora a história é outra, nossos jovens não precisarão mais sair da sua cidade para estudar e ajudarão de forma qualificada a desenvolver Jacarezinho e toda a região.”

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Eu pude acompanhar o surgimento dos IFETs desde o início até eles se tornarem uma realidade. Antes do governo Lula havia uma lei no Congresso Nacional que proibia investimentos do Ministério da Educação no ensino tecnológico. A maioria das escolas agrícolas que tinhamos no Paraná e em outras cidades do Brasil foram fechadas e o estudante que não teve acesso a uma vaga no ensino superior ficou sem alternativas de qualificação profissional.

O ministro Haddad, a pedido do presidente Lula, desenvolveu um plano que muda a concepção de trabalho do Ministério e do Governo Federal. O Ministério da Educação cuidava apenas das Universidades Federais, das 50 que existem em nosso país. Temos, no entanto, 11 milhões de crianças de 2 a 6 anos de idade fora da escola no Brasil. No ensino fundamental temos 93% dos jovens matriculados, no ensino medio, até 17 anos, o índice é de 92%. Existe, portanto, uma grande defasagem no acesso ao ensino superior e também no acesso ao ensino de base. Para reverter este quadro o governo está realizando o Pŕo-Infância, direcionando recursos para a construção de creches em todo o Brasil. Agora os prefeitos estão recebendo recursos para construção de creches. Aqui em Jacarezinho duas estão sendo construídas. Surgiu o entendimento de que a criança precisa estudar desde pequena, ser estimulada para a aprendizagem, para entrar no ensino fundamental já com um nível de escolarização e com melhores oportunidades de se desenvolver.

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Outro investimento forte do governo federal é no ensino técnico para resolver o problema do jovem que não chega até a universidade por falta de vagas. Os milhões de jovens que ficam fora das universidades, com o ensino profissionalizante poderão  disputar o mercado de trabalho com dignidade. São 150 escolas iguais a essa de Jacarezinho, localizadas principalmente no interior dos estados para valorizar o potencial das cidades pólo de todo o país. O Brasil está num momento crucial, pois, acabamos de descobrir uma nova reserva de petróleo, o pré-sal. Nos próximos anos poderemos exportar petróleo, o que significa o aporte de muitos recursos, que serão usados para resolver problemas sociais brasileiros. Para isso precisaremos de capacitação técnica e recursos humanos qualificados para dar conta deste importante desafio.
Angelo Vanhoni

O evento foi encerrado com a apresentação do diretor do IF Campus de Jacarezinho, Gustavo Villani Serra, que anunciou o inicio das aulas para 24 de maio, além de dar as primeiras informações sobre o funcionamento dos cursos. O Instituto Federal começa a funcionar com os cursos técnicos de Alimentos (manhã), Eletromecânica (noite), e Informática (manhã e noite).

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Vanhoni e a prefeita Tina Toneti, durante visita à obra do Ifet.

Alguns dos IFETs, como o de Jacarezinho, adiaram o início das aulas devido à finalização das obras enquanto aguardam ajustes necessários para a realização de concursos para a contratação de professores. O Ministério do Planejamento autorizou no dia 31 de dezembro a realização de concursos para 8.900 vagas nas Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica vinculadas ao Ministério da Educação. Deste total, 5 mil são para professores e 3.900 para técnicos administrativos. Segundo informações da prefeitura, o Ifet Jacarezinho inicialmente contratará 10 professores e dará prioridade aos que morem na região.

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Fotos: Gilson Camargo

angelo vanhoni eleito presidente da comissão de educação e cultura do congresso nacional

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O deputado Angelo Vanhoni (PT-PR) foi eleito presidente da Comissão de Educação e Cultura, em substituição à deputada Maria do Rosário (PT-RS). O deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE) foi eleito 1º vice-presidente, e o deputado Antônio Carlos Chamariz (PTB-AL) foi eleito 2º vice. O 3º vice ainda não foi escolhido.

CLIQUE E OUÇA – Entrevista de Angelo Vanhoni para a Rádio PT/PR

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O novo presidente disse que vai dar prosseguimento ao trabalho da sua antecessora. Segundo ele, Maria do Rosário trouxe equilíbrio à comissão. Vanhoni, 54 anos, bancário, é formado em Letras. Está no primeiro mandato como deputado federal, mas já foi vereador e deputado estadual no Paraná. O parlamentar é membro titular da Comissão de Educação e Cultura desde 2007. Também participou da comissão especial da PEC 416/05, que cria o Sistema Nacional de Cultura, e da CPI das Tarifas de Energia.

CLIQUE E OUÇA – Entrevista de Angelo Vanhoni para o programa 91 minutos, da Rádio 91 Rock / Curitiba.

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Entre suas iniciativas parlamentares, apresentou o Projeto de Lei 2764/08, que permite a dedução do Imposto de Renda do valor de obras de artes doadas a museus. É relator do PL 5660/09 que inclui no Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) os projetos de atualização e aprimoramento profissional para áreas técnicas do audiovisual.

Fonte: Agência Câmara
Fotos: Salu Parente

assembléia geral da representação central ucraíno brasileira – comissão organizadora das comemorações dos 120 anos da imigração ucraniana

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Compondo a mesa, da esquerda para a direita: Vitório Sorotiuk (em pé), Marcos Nogas, bispo Volodemer Koubetch, Larysa Myronenko, cônsul da Ucrânia no Brasil, Felipe Lucas, deputado estadual, e Angelo Vanhoni.

A Representação Central Ucraniana Brasileira – RCUB, reuniu-se em assembléia no dia 27/02/2010, convidando parlamentares e representantes oficiais do governo para articular parcerias e dar sequência ao planejamento da Comemoração dos 120 Anos da Imigração Ucraniana no Brasil. No início da solenidade foram entregues as primeiras 40 Carteiras de Ucraniano do Exterior – UdE – que facilitam o trânsito de brasileiros descendentes de ucranianos em visita ao país.

link para fazer o requerimento da Carteira de Ucraniano do Exterior

Vitório Sorotiuk, presidente da RCUB, ao falar sobre o início dos trabalhos para as Comemorações disse que 2009 foi um dos anos mais importantes para a afirmação do povo ucraniano no Brasil. Cita alguns fatos que marcaram este reconhecimento como a visita do Ministro da Cultura Juca Ferreira à Mallet, Prundentópolis e Irati e relembrou uma das suas frases no discurso “Sintam-se ä vontade para serem ucranianos no Brasil. O Brasil é um país multi-étnico e multicultural” Segundo Sorotiuk isto significa um avanço na postura do Governo Federal no reconhecimento da imigração ucraniana como componente importante na formação cultural do povo brasileiro. Falou também da visita oficial do Ministro da Cultura da Ucrânia, em dezembro, dos acordos assinados entre os dois presidentes em Kiev e das perspectivas trazidas pelo duplo reconhecimento, no Brasil e na Ucrânia, das festividades dos 120 anos da imigração ucraniana.

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“O Brasil e a Ucrânia vão comemorar juntos os 120 anos da imigração. Esta celebração, que seria inicialmente restrita à nossa comunidade, passa a ser também um ato estatal com apoio tanto do governo brasileiro como do governo da Ucrânia. Após os acordos assinados entre os dois presidentes em Kiev, em dezembro do ano passado, que estabelece convênios importantes nas áreas de cultura e educação, e do sancionamento pelo presidente Lula do projeto de lei que institui o Dia Nacional do Imigrante Ucraniano, agora no início do ano, temos a alegria de ver, como reconhecimento da nossa contribuição na formação cultural brasileira, a inscrição de nossas comunidades no calendário das festividades oficiais do país. É deste ponto de partida que nós começamos a desenvolver uma programação para as comemorações dos 120 anos da imigração em 2011. O planejamento está sendo organizado em três eixos principais:
1 – o que é próprio da comunidade ucraniana, seus ritos, costumes e saberes tradicionais,
2 – o que fazemos para a sociedade e todo o conjunto de produções da nossa cultura no Brasil,
3 – a Ucrânia e as perspectivas de aproximação com o nosso país de origem.”
Vitório Sorotiuk

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O deputado Angelo Vanhoni anunciou a criação de uma comissão parlamentar na Camara Federal para ajudar na organização das Comemorações dos 120 Anos da Imigração Ucraniana.

“A Comemoração dos 120 Anos da Imigração nos possibilita dar maior visibilidade à presença ucraniana no Brasil e reafirmar nossos laços culturais. O governo federal está reconhecendo a importância da contribuição dos imigrantes na formação da identidade nacional, no desenvolvimento econômico da nossa sociedade e está disposto a ajudar neste ato comemorativo. É o momento propício para divulgar este legado em outras localidades do Brasil, resgatando potencialidades de intercâmbio e troca de experiências nas diversas áreas do conhecimento, lembrando às outras etnias, que igualmente compôe a nação brasileira, que o país sabe respeitar e valorizar os seus costumes e tradições, não apenas no que se refere ao patrimônio histórico, às obras de arquitetura,  à memória dos primeiros imigrantes, mas também no que esta cultura tem de atual, em sua expressão viva, e nas perspectivas que traz para o fortalecimento da nossa sociedade e abertura de novos horizontes.”

“Estamos agora em fase de planejamento deste ato comemorativo, desenvolvendo uma agenda de atividades que façam repercutir a cultura ucraniana através de suas manifestações artísticas, e por isso trago uma motivação especial, para estimular vocês a solicitarem o que temos de melhor em termos de espaços públicos e equipamentos culturais, elaborando propostas que envolvam tanto a Prefeitura de Curitiba, como o Governo do Estado e o Governo Federal num esforço conjunto. Pensar um festival de teatro, por exemplo, que possa itinerar pelo interior do estado, nas cidades de maior presença ucraniana, mas que também ocupe espaços institucionais como o Teatro Guaira, o Museu Oscar Niemeyer e o Teatro Nacional de Brasília, dando o destaque merecido à programação. Conceber um ciclo de apresentações de grupos folclóricos ucranianos que possa também divulgar as artesanias agregadas à esta tradição, as técnicas de bordado presentes nos figurinos, a lutieria, na confecção de instrumentos tipícos, oportunizar intercâmbio entre os construtores de instrumentos, o resgate das técnicas de marcenaria. Gerar oficinas que possam ser desenvolvidas também ao longo dos preparativos para as comemorações, com o apoio das nossas universidades para o intercâmbio acadêmico, para a recepção de docentes visitantes, aprofundando as trocas culturais e estabelecendo perspectivas de continuidade. È importante dar destaque à produção literária, estimular traduções, publicações, incentivar o diálogo entre os escritores. Divulgar a música erudita ucraniana, de relevância internacional, que é pouco conhecida do público brasileiro. Fazer projetos que possam incluir a Orquestra Sinfônica do Paraná, a Camerata Antiqua de Curitiba, os grupos de música vocal, para ampliar o acesso à este repertório”

“Nas próximas semanas estaremos constituindo oficialmente uma comissão parlamentar para ajudar na organização das comemorações dos 120 anos, reunindo deputados das regiões onde a imigração foi mais expressiva, e esta comissão estará encarregada de conversar com o Ministério da Educação, da Cultura, do Turismo e com o Itamarati para articular os encaminhamentos que se fizerem necessários.”
Angelo Vanhoni

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Ao centro na imagem, o cônsul honorário da Ucrânia em Paranaguá, sr. Mariano Czaikowski, a sua direita o sr. Wolodymyr Galat.

Segundo Marcos Nogas, coordenador da Comissão de Organização das Comemorações dos 120 anos da Imigração Ucraniana, todos estão chamados a participar. Mesmo os que não souberem exatamente de qual forma contribuir, mas, que tiverem o desejo de colaborar podem encaminhar sugestões. A comunicação poderá ser feita por e-mail para: marcosnogas@onda.com.br ou pela via Postal: Coordenação da Comemoração dos 120 anos da imigração Ucraniana no Brasil. Rua Brigadeiro Franco, 374. CEP 80430-210 – Curitiba / PR, e por telefone para Marcos Nogas (41)  3350 4339 / 9253 2333.

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O secretário da Representação Central Ucraino Brasileira, sr. Wolodymyr Galat, observa obra do acervo da Sociedade Amigos da Cultura Ucraniana, em Curitiba. Pintura de Dmetro Smailovich /1939, artista eslavo que imigrou para o Brasil na primeira metade do século 20, radicando-se no Rio de Janeiro.

Fotos: Gilson Camargo

lei rouanet e sistema nacional de cultura em debate no congresso nacional

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Está em tramitação na Câmara Federal o Projeto de Lei 6722/10, do Poder Executivo, que cria o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura (Procultura) e revoga a legislação vigente sobre o assunto, como a Lei Rouanet. A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) foi designada relatora do projeto na Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal, o qual também foi apensado ao PL 1139/2007, do deputado Raul Henry (PMDB-PE), que define que os recursos via renúncia fiscal devem ser proporcionais à população de cada estado.

Link para a ìntegra da proposta de alteração da Lei Rouanet (Pró-cultura)

Foi instalada também no mês de fevereiro,  em 10/02/2010,  a comissão especial para analisar a Proposta de Emenda à Constituição 416/05, que cria o Sistema Nacional de Cultura. A PEC, de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), se inspira no Sistema Único de Saúde (SUS) e estabelece princípios e diretrizes comuns a estados, municípios e União. O deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), foi designado relator da comissão.

O Sistema Nacional de Cultura funcionará em regime de colaboração, de forma horizontal, aberta, descentralizada e participativa. O sistema será formado pelo Ministério da Cultura; pelo Conselho Nacional da Cultura; pelos sistemas de cultura de estados e municípios; por instituições públicas e privadas ligadas à promoção de atividades culturais; e pelos chamados subsistemas complementares, que incluem os sistemas de museus, de bibliotecas e de incentivo à cultura.

fonte:  Agência Camara

link para a íntegra da proposta:  PEC-416/2005

link para o debate realizado em Curitba em 07/04/2009

paranaguá – regularização fundiária da ilha dos valadares – entrega dos primeiros títulos de propriedade

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Ponte sobre o Rio Itiberê, que liga a Ilha dos Valadares à cidade de Paranaguá.

Moradores da Ilha dos Valadares, no litoral paranaense, assistiram ao início do processo de regularização fundiária das 4 mil famílias que a décadas aguardam a regularização de suas propriedades. Neste sãbado, dia 06 de fevereiro, as primeiras 15 familias receberam seus titulos de posse. O processo de zoneamento da Ilha dos Valadares começará já em 2010. O Plano Diretor de Paranaguá prevê tratamento diferenciado para a ilha através de um planejamento específico que leva em conta as características do local. A solenidade de entrega foi realizada na presença do ministro do planejamento Paulo Bernardo, do superintendente do Patrimônio da União no Paraná, Dinarte Vaz e do prefeito José Baka.

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Praça Ciro Abalém, um dos pontos de encontro para os moradores, logo na entrada da Ilha dos Valadares.

Valadares situa-se à margem esquerda do Rio Itiberê. É habitada por pescadores que se dedicam à pesca artesanal e cultuam tradições como o fandango paranaense, dança típica das cidades litorâneas. Na ilha também prepara-se o barreado como atração culinária e pratica-se o artesanato, principalmente a cestaria, cerâmica e objetos utilitários característicos da região. O acesso pode ser feito por uma passarela que liga a ilha ao continente e à cidade de Paranaguá, ou através de barcos pelo rio.

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Atualmente 25 mil pessoas moram na Ilha dos Valadares. A maioria comprou os terrenos e casas, porém, nunca tiveram a garantia de oficialiizar seus títulos. A regularização fundiária foi possível com o repasse das terras da União ao município de Paranaguá, definida por portaria aprovada no Congresso Nacional em 2009. O ministro do Planejamento Paulo Bernardo destacou que o assunto da regularização fundiária era discutido há 20 anos e somente agora, no governo do presidente Lula a posse dos terrenos se tornou realidade. “Tivemos que mudar a legislação duas vezes e agora resolvemos o problema da posse na Ilha dos Valadares”. Informou também que além da estrutura da prefeitura, o governo federal montará um escritório para agilizar o processo de emissão dos títulos.

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Representando os moradores de Valadares, Ataliba do Carmo, que reside na ilha há 35 anos, falou  sobre a conquista do título de propriedade.

Eu conheço esta ilha há 70 anos e lá atrás eram apenas uns 20 moradores. Hoje vou fazer 89 anos e sinto-me feliz com esta vitória alcançada pela Ilha dos Valadares. A presença dos senhores aqui, autoridades, ministro e deputados, é o símbolo que marca em nosso coração a esperança da prosperidade. E lembrem-se: aqui não é apenas uma ilha, é um ambiente de moradores e trabalhadores que sonham com uma vida melhor.
Ataliba do Carmo

Paulo Bernardo, destacou o apoio do Senado e da bancada federal para que a regularização fundiária nos Valadares se tornasse realidade. “Osmar Dias nos ajudou no Senado, o deputado Angelo Vanhoni se empenhou na Câmara Federal e agora será possível à prefeitura passar os títulos de propriedade aos moradores da ilha. Entendo que uma grande conquista que tivemos neste governo foi a da inclusão social das famílias”.

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“É uma grande satisfação ver se realizar aqui em Valadares um sonho muito antigo, fruto de uma luta de mais de 20 anos. Nasci em Paranaguá, minha família é toda daqui, passei minha juventude vendo a dificuldade dos moradores da ilha em regularizarem suas propriedades; por isso, sei bem o que vocês estão sentindo neste dia tão importante. O aforamento da ilha ao município, permitindo que cada morador tenha a titulação definitiva traz segurança para as famílias, para os seus filhos e netos e traz também a condição para que a prefeitura possa planejar benfeitorias, repensar a urbanização de Valadares e dar melhores condições de vida aos moradores.

O ministro Paulo Bernardo, antes mesmo do governo federal autorizar este repasse, já tinha vindo aqui com o Dinarte Vaz, diretor do Patrimônio da União, para se reunir com vocês e com o prefeito José Baka e pensar na melhor forma de viabilizar a regularização fundiária. Quero fazer um agradecimento especial ao ministro e ao senador Osmar Dias pelo empenho em agilizar este processo. Esperamos que o governo federal continue nos ajudando, reconhecendo os direitos dos moradores da Ilha dos Valadares, difundindo o patrimônio cultural do nosso litoral e valorizando a importância de Paranaguá.”
Angelo Vanhoni

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Fotos: Gilson Camargo

reunião com prefeitos paranaenses – palestra sobre pac 2 e fundo de participação dos municípios, com dilma rousseff, paulo bernardo e reinhold stephanes

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Mais de 170 prefeituras se fizeram representar no encontro promovido pela Associação de Municípios Paranaenses (AMP) no auditório do Campus 2 da PUC, em São José dos Pinhais, neste sábado, 06/02/2010. A reunião, que teve por objetivo debater os projetos para o estado e ouvir as reivindicações dos prefeitos, contou com a presença da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, do chefe de Gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, do senador Osmar Dias, do vice-governador Orlando Pessuti e do prefeito de São José dos Pinhais, Ivan Rodrigues.

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O presidente da Associação dos Municipios do Paraná e prefeito da cidade de Castro, Moacyr Elias Fadel Junior abriu a reunião expondo as principais reivindicações das prefeituras paranaenses junto ao governo federal. Dentre os assuntos em pauta estão a emenda 29, em tramitação há mais de 6 anos, que define parâmetros sobre gastos em saúde e adiciona recursos à rede pública e a emenda do deputado Ibsen Pinheiro que redistribui recursos do pré-sal. O Fundo de Participação dos Municípios, (FPM) foi outro assunto abordado. Elias Fadel lembrou aos presentes que 80% dos municípios paranaenses dependem quase que exclusivamente destes recursos que tiveram uma queda brutal nos últimos anos e o presidente da AMP demonstrou preocupação com as taxas do FPM para 2010. Fadel pediu também uma agilidade maior na chegada dos recursos do PAC que já estão aprovados para os municipios paranaenses e lembrou que os cofres públicos, em alguns casos, tem pago multa diária por atrasos acarretados pela burocracia. Ao final pediu aos representantes do governo apoio emergencial para os municipios que sofreram com as fortes chuvas em diversas regiões do Paraná.

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A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef anunciou durante o encontro que o Plano de Aceleração do Crescimento 2 prevê mais investimentos em infraestrutura no Paraná. A ministra está ouvindo as lideranças de todo o Brasil para agregar sugestões ao programa que deve ser lançado pelo presidente Lula no mês de março. Dilma destacou que o governo federal vai investir na construção de creches nos municípios, de Unidades de Pronto Atendimento de Saúde 24h (UPAS), em obras de drenagem e em popularizar o acesso à internet de alta velocidade, a banda larga. Projetos de investimentos para a exploração do petróleo da camada pré-sal também estarão no PAC 2.

O novo projeto pretende beneficiar também os pequenos municípios (com até 50 mil habitantes) que hoje não estão contemplados no programa federal. O programa terá entre suas prioridades investimentos em obras de drenagem, com o objetivo de amenizar os problemas decorrentes do excesso de chuvas, como os que estão ocorrendo em alguns estados. No encontro o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, anunciou que o governo vai destinar emergencialmente R$ 32 milhões para 40 cidades prejudicadas pelas fortes chuvas de janeiro. A ministra Dilma também discutiu o tema de repasse de verbas pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Ao ouvir pedidos dos prefeitos de aumento dos repasses, ela afirmou que neste ano haverá um incremento nas verbas do fundo de participação em razão do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que gerará maior arrecadação de impostos.

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“Esta reunião é muito importante. Se perguntarem para nós qual é o grande legado do governo do presidente Lula, um deles é sem sombra de dúvida a construção de uma outra relação federativa aprimorando o diálogo entre o governo federal, os prefeitos e os governadores. Aqui no Paraná nós não conseguiríamos fazer o PAC se essa parceria não fosse estabelecida. Nós mudamos o patamar desta relação, mudamos a forma como ela se dá. No PAC conseguimos, em diálogo com vocês, estrutrar os projetos na área mais importante que é o eixo social urbano, o eixo que cuida do saneamento, do abastecimento de água, do esgoto, do recolhimento do lixo, da drenagem e da habitação. Foi neste processo de diálogo, recebendo pessoas em Brasilia, vindo até aqui, voltando, tendo essa inter-relação, que conseguimos mudar esta prática no Brasil. Faz mais de 25 anos que o país não tinha um investimento planejado estruturante e sustentável na área de saneamento. Em drenagem, nem pensar! Mas também o governo federal não botava dinheiro, ajudava um pouco, mas a responsabilidade principal era dos prefeitos e dos governos estaduais.”

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“Infraestrura não é somente construir estradas, rodovias, hidroéletricas, gasodutos, etc… é isso também, mas, é sobretudo introduzir a questão social no âmbito da infraestrutura. Os jornais dizem que o Brasil pode ser a 5a potência mundial, segundo as consultorias internacionais, mas eu pergunto para vocês: é possivel ser a 5 potência mundial se o povo não está a altura deste reconhecimento? Se nossas cidades estão sem cobertura de coleta de lixo e tratamento de esgoto? Em 2007 o presidente Lula exigiu de nós: coloquem infra-estrutra dentro do PAC no sentido social urbano, porque distribuição de renda, além de aumentar o salário minimo, aumentar o Bolsa Família e multiplicar os postos de trabalho, é também qualificar os serviços que os prefeitos prestam à sua comunidade, é garantir habitação digna, saneamento digno, com saúde e educação.

Nós vamos continuar a fazer hidroelétricas, rodovias, ferrovias, obras de infraestrutura e saneamento. O PAC 2 é dirigido para aglomerações urbanas, porém incluíndo também as médias e as pequenas aglomerações. É imprescindível que a gente olhe para os bairros brasileiros que são hoje chamados favelas, vilas populares e transforme estas regiões em verdadeiros bairros populares cidadãos. Isso implica em ampliar o investimento de forma integrada num determinado território. Nós não podemos deixar de considerar que uma parte da violência urbana no país decorre da ausência do Estado dentro de cada uma destas localidades e voltar com a presença do Estado significa não só voltar com saneamento e habitação, mas também colocar educação, saúde, cultura, esporte, lazer, segurança e além disso trazer a digitalização e o acesso à internet.”

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“Para o presidente Lula onde houver Brasil tem que haver ação do governo do mesmo padrão que em qualquer outro lugar do país. Não podemos privilegiar somente as áreas de maior concentração populacional e desenvolvimento econômico. Ninguém respeita uma família que deixa uma parte de seus membros na pobreza. Nós conseguimos fazer com que 32 milhões de brasileiros saissem de uma condição de miséria e ingressassem nas classes B e C. Se não tivessemos feito isso, nâo teriamos adquirido o respeito. O Brasil amadureceu muito e concretizou esse processo de mobilidade social. Na minha infância a gente falava apenas que fulano ou ciclano tinha subido de vida. Hoje se fala com orgulho que o povo brasileiro subiu de vida, e isso é uma grande vitória para todos nós.
Dilma Rousseff

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Compondo a mesa, da direita para a esquerda: Gilberto Carvalho, chefe de Gabinete da Presidência, senador Osmar Dias, Ivan Rodrigues, prefeito de São José dos Pinhais, Moacyr Elias Fadel Junior, presidente da AMP e prefeito de Castro, Dilma Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil, Paulo Bernardo, ministro do Planejamento, Orlando Pessuti, vice-governador do Paraná e Reinhold Stephanes, ministro da Agricultura.

Fotos: Gilson Camargo

festa de 30 anos do pt paraná e posse de ênio verri na presidência estadual do partido

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Da esquerda para a direita: Péricles de Mello, deputado estadual, Paulo Bernardo, ministro do Planejamento, Lygia Pupatto, secretária estadual de Ciência e Tecnologia, Ênio Verri, deputado estadual e presidente do PT/PR, Dilma Rousseff, ministra chefe da Casa Civil, José Eduardo Dutra, presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann e Angelo Vanhoni.

Dilma Rousseff participou da Festa dos 30 anos do Partido dos Trabalhadores no Paraná, que aconteceu neste sábado (06), em Colombo. A ministra conclamou os militantes a valorizarem a história de lutas do PT. “Somos o partido que por 30 anos lutou para mostrar a sociedade que é possível crescimento econômico e desenvolvimento social. O PT é o partido da aliança social.” Cerca de 1500 militantes petistas compareceram, ao lado de prefeitos, deputados e vereadores.

O evento também teve por objetivo dar posse ao novo presidente do PT, o deputado estadual Ênio Verri que assume no lugar da pré -candidata ao senado Gleisi Hoffmann. Participaram da posse e comemoração o ministro Paulo Bernardo, o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra e o secretário especial do presidente Lula, Gilberto Carvalho.

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Os 30 anos do PT foram registrados com o lançamento do livro “Os Anos Heróicos – O Partido dos Trabalhadores do Paraná do Nascimento até 1990”, resultado do Projeto Memórias. A obra, escrita pelo jornalista e ex presidente do PT Curitiba, Roberto Elias Salomão, resgata a primeira década dos 30 anos da história do PT em nosso estado. A edição traz depoimentos de militantes históricos, fotos, materiais impressos do partido e é contextualizada através de fatos políticos do Brasil e do Paraná, destacando a atuação do PT desde a fundação do partido até os anos 1990.

Link para projeto Memórias.

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Vanhoni e Gilberto Carvalho.

Gilberto Carvalho, chefe de gabinete da presidência da república e militante histórico do PT do Paraná destacou a importância deste registro. “Este livro traz fotos das primeiras lutas do PT. Aqui vemos que valeu a pena a luta de cada militante, que sofreu ou foi morto neste período.”

“O registro da nossa história, do Partido dos Trabalhadores, é uma justa homenagem a todos aqueles que acreditaram que seria possível criar um partido que representasse a luta pela justiça social. Hoje vemos nosso  sonho virar realidade. Elegemos um trabalhador presidente do Brasil, o que trouxe dignidade para milhões de brasileiros.”
Angelo Vanhoni

Fotos: Gilson Camargo

colombo / pr – 120 anos de emancipação política do município e 11 anos de circuito italiano de turismo rural

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A cidade de Colombo completa 120 anos de sua emancipação política no dia 05 de fevereiro de 2010. O município, atualmente com 233.916 habitantes é um dos maiores da região metropolitana de Curitiba e conta com 42 bairros e mais de 200 loteamentos, sendo 70% do seu território áreas de proteção ambiental. Dos 198,7 km2 de área total do município, 128 Km são de área rural. A maioria da população mora na área urbana contígua a Curitiba em bairros como Alto Maracanã, Guaraituba e Jardim Osasco. A área rural com menor densidade populacional preserva as características agrícolas herdadas dos imigrantes italianos que ali chegaram no final do século XIX.

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Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário, em frente ao marco zero de Colombo. Obra iniciada em 1895, em estilo romano, réplica de uma igreja de Vicenza, na Itália.

A partir de setembro de 1878, surgiu no Paraná a Colônia Alfredo Chaves, que recebeu naquela ocasião 160 colonos de nacionalidade italiana. Estes imigrantes, inicialmente chegaram em Morretes e subiram a Serra do Mar conduzidos pelo Pe. Angelo Cavalli para se estabelecerem em 80 lotes rurais doados por Dom Pedro II, formando o embrião da atual cidade, que foi elevada a categoria de vila em 1890 e no mesmo ano oficializada como municipio em homenagem ao descobridor da América, o genoves Cristovão Colombo.

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Vista parcial dos bairros Santa Terezinha e Maracanã.

Em contraponto a grande extensão e tranquilidade das áreas rurais do município, os bairros de Santa Terezinha, Guaraituba e Maracanã são zonas de grande adensamento populacional, com aproximadamente 200 mil habitantes, reflexo do crescimento acelerado da cidade nos últimos 30 anos.

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A atividade agrícola predominante baseia-se na produção de hortifrutigranjeiros como milho, tomate, batata-doce, caqui, morangos, mandioca e feijão, com destaque para a uva.

O Circuito Italiano de Turismo Rural completa 11 anos também em fevereiro. Com o objetivo de incentivar o turismo, o circuito abriga mais de 50 pontos turísticos e apresentam a cultura italiana que influenciou tão fortemente a formação do município, passando também por diversas áreas de produção agrícola, valorizando as técnicas de cultivo orgânico, incentivando a fixação do produtor rural, a geração de emprego e o aumento da renda familiar.

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A colheita gera diversas oportunidades de emprego temporário para os moradores da região, sendo um importante fator de desenvolvimento econômico do município e um dos principais legados da imigração italiana
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Em janeiro e fevereiro acontece a colheita nas vinícolas, como na Vinícola Cavalli, em atividade desde 1958, recebendo moradores da região que chegam a colher 500 caixas de uvas por dia. Colombo é o principal produtor de uvas no Paraná. Segundo dados do IBGE existem 175 agricultores se dedicando a esta atividade no município, ocupando uma área de 130 hectares e produzindo 1.396 toneladas/ano, segundo dados do IBGE (fonte: site da prefeitura), o que corresponde a 53% da produção de uvas dos municípios da Região Metropolitana de Curitiba.

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A comercialização da uva in natura ou da fruta processada em forma de vinhos, sucos, geléias, e outros, na maioria das vezes ocorre na propriedade, onde o consumidor busca produtos artesanais e o contato direto com o fabricante. A venda dos produtos derivados e da uva também é praticada no comércio local do município, em feiras livres em Curitiba, em redes de supermercados e no CEASA. A Festa da Uva, que acontece anualmente sempre no inicio do mês de fevereiro, foi criada em 1959 para incentivar o cultivo da uva e a produção do vinho.

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Museu Municipal Cristóforo Colombo e Memorial da Imigração Italiana.

O Museu Municipal Cristóforo Colombo, primeira instituição museológica do município, inaugurado em 2007, tem como sede o prédio que é uma réplica da Societá Italiana Cristóforo Colombo, criada pelos imigrantes italianos no inicio do século XX. O acervo inclui mais de 250 objetos doados por moradores da região e 26 banners contando a história da cidade.

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Retrato do casal Mottin no interior da residência construída em 1922 que abriga hoje o Memorial Italiano.

Outro ponto de destaque para a memória dos imigrantes é a Casa Eugenio Mottin, reinaugarada em 2009. Neste espaço, existe um pequeno acervo de utensílios, roupas e móveis das primeiras familias que chegaram na cidade.

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Parque Municipal Gruta de Bacaetava.

Como parte das belezas naturais que integram o circuito, um dos pontos fortes é a visita ao Parque Municipal da Gruta de Bacaetava, palavra indígena que significa “casa de pedra”. No último mês de 2009, mais de 2000 pessoas realizaram a visita às grutas. O parque, criado em 2000, abriga acervo nativo da mata da região. A gruta possui cerca de 200 metros de comprimento com duas aberturas, um sumidouro por onde o rio Bacaetava começa o seu trajeto pelo interior e a ressurgência mais a frente, onde o rio volta a correr para fora da caverna. Além da beleza, o local guarda histórias interessantes. Durante a 2a. Guerra Mundial, segundo relatos de moradores antigos, os filhos dos imigrantes ficavam escondidos na gruta para não serem convocados.

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Igreja da comunidade do Ribeirão das Onças.

Para melhorar o acesso ao circuito turístico a prefeitura abriu licitação para a pavimentação asfáltica de parte do roteiro. Segundo a Secretaria de Turismo de Colombo, a estrada apresenta condições ruins afetada pela passagem de caminhões e também devido a ação das chuvas. Com recursos provenientes de emenda proposta pelo deputado federal Angelo Vanhoni, será realizada a pavimentação completa de 500 metros do trajeto do santuário da Igreja do Ribeirão das Onças até o asfalto na Rua Orlando Ceccon. O recapeamento da rua principal será feito como contrapartida municipal.

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Maria Micheli Mocelin, secretária municipal de Turismo.

Segundo a secretária municipal de Turismo, Maria Michele Mocelin, nos últimos anos diversos investimentos ampliaram os atrativos para os visitantes e também para a população da cidade, como o Museu Municipal e o Memorial Italiano. Novos pontos foram agregados com especial destaque para o turismo rural e para as tradições culinárias, dentre eles: Chácara Engenho Verde, Paladar Queijos & Vinhos, Pesque-e-Pague Recanto Morro das Pedras, Da Cantina Produtos Naturais, Cantina Nonna Antonia e o Parque Vale dos Sonhos.

Fotos: Gilson Camargo





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