museu de favela (muf) – pavão, pavãozinho e cantagalo – rio de janeiro – memória e cidadania

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Graffiti de Acme – Carlos Esquivel Gomes da Silva – no morro do Pavãozinho.

O MUF tem por característica estabelecer itinerários possibilitando a visitação dos morros do Pavão, Pavãozinho e Cantagalo. Como “Museu de Percurso” a instituição propicia um contato com o cotidiano dos moradores tornando visíveis seus valores culturais. O patrimônio arquitetônico da favela é incomensurável e de relevância histórica mundial. Fruto do trabalho dos moradores que ali construíram as suas casas durante décadas, a favela inova em técnicas de edificação antecipando conceitos de reaproveitamento de materiais que podem encerrar grandes lições para a arquitetura contemporânea. No percurso indicado pelo museu encontram-se trabalhos de artes visuais e grafitagem.

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“O Rio de Janeiro oferece ao turista suas belezas naturais e pontos turísticos reconhecidos internacionalmente, e em meio a tudo isso, fazem parte do cenário as favelas, consideradas por muitos como guetos, associadas só a violencia e a miséria. Contudo, aos olhos de seus moradores e de seus visitantes, são locais com uma riqueza histórica e cultural a ser descoberta por aqueles que nunca se permitiram conhecê-la de perto.”
Rita de Cássia, diretora de Patrimônio do MUF e moradora do Cantagalo.

Link para vídeo de apresentação do MUF no Youtube.

Contatos para visitação:
muf.rio@gmail.com
21 – 2267 6374

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A exposição inaugural do MUF apresenta imagens e relatos dos moradores mais antigos da região. Esta metodologia de valorização da memória da comunidade através de um acervo de depoimentos vivos permitiu a identificação de um relevante potencial museológico: as pessoas que ali residem, suas atividades, valores de vida, desejos e esperanças. A intenção do MUF é de que estas mostras ganhem espaço em outros locais da cidade, levando a produção e a história da comunidade a um maior número de pessoas. Foram entrevistados 14 dos moradores mais antigos e, agora ilustres pelas histórias que contam da favela. As entrevistas foram feitas, gravadas, transcritas e fotografadas. A montagem foi realizada pela produtora teatral Bia Lessa, que é parceira do Museu de Favela desde o nascimento da idéia. A exposição vai itinerar pela cidade do Rio de Janeiro durante 10 meses, passando pelo Museu da República, Museu da Maré, Museu Histórico Nacional e Museu do Folclore.

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Mario Chagas –
coordenador do Departamento de Museus e Centros Culturais do IPHAN.

“Da modernidade ao mundo contemporâneo, os museus são reconhecidos por seu poder de produzir metamorfoses de significados e funções, por sua aptidão para a adaptação aos condicionamentos históricos e sociais e por sua vocação para a mediação cultural. Durante longo tempo os museus serviram para preservar os registros de memória das classes mais abastadas. Na atualidade um fenômeno novo já pode ser observado. O museu esta passando por um processo de democratização, de ressignificação e de apropriação cultural. Não se trata de democratizar o acesso aos museus já constituídos, mas sim de democratizar o próprio museu compreendido como tecnologia, como ferramenta de trabalho para uma relação nova e criativa com o passado, o presente e o futuro.(…) acionados pelos movimentos socias como mediadores entre tempos distintos, grupos sociais distintos e experiencias distintas, os museus se apresentam como práticas comprometidas com a vida, com o presente, com o cotidiano e com a transformação social”

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Nas instalações do BISU – Base de Inserção Social e Urbana, sede para reuniões e escritório do Museu de Favela, foi proposto o intercâmbio cultural entre artistas vinculados ao MUF / RJ para apresentação na ACNAP / Casa Brasil, em Curitiba, no Bairro Sitio Cercado. A mediação deste intercâmbio esta sendo promovida pelo IPHAN em parceria com a Associação Cultural e Artistica Iliadahomero como perspectiva de itineração do acervo vivo do museu e troca de experiências na preservação da memória de comunidades e incentivo a leitura.

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O MUF é coordenado pelos seus 15 sócios fundadores. Seu Conselho está em formação e, até agora, conta com mais de 20 entidades.

Link para vídeo de apresentação do MUF no Youtube.

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Entidades Conselheiras: Academia de Boxe Nobre Arte, Academia de Dança Stilo, Acme Grafitti, AfroReggae, Associação de comerciantes, Associação de Moradores de Cantagalo. Associação de Moradores de Pavão – Pavãozinho, Artistas Plásticos, Corpo Movimento, Corte Arte, Favela Surf Club, G.R.E.S. Alegria da Zona Sul. Grupo de artezãos do Pavão Pavãozinho, Grupo de Teatro Libertando os Cativos, Harmonicanto Musica e Cidadania, Capela Nossa Senhora da Anunciação _ Pavão (Irmã Maria josé), Capela Nossa Senhora de Fátima – Cantagalo (Padre Ramos), igreja Evangélica Assembléia de Deus (Pastor Paulo Solimar), Pão e Vida, Rádio Comunitária Panorama, Rio Arte Popular, Solar Meninos de Luz, Rádio Comunitária Caiçaras, Rádio Comunitária Novas Ondas, Dançando Para Não Dançar.

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MUF – Museu de Favela. Contato: muf.rio@gmail.com – telefone/fax  (21) 2267 6374

Fotos: Gilson Camargo.

5 Comentários

  1. Claudio Machado Filho
    4 de novembro de 2009

    Gostaria de poder apoiar os moradores da comunidade e acredito que o turismo é o grande negócio, como tenho sempre grupos no Rio pergunto: Quet tal um roteiro na comunidade ??

  2. junio
    6 de março de 2010

    oi pessoal tudo bem,sou de belo horizonte venho em meio deste e-mail
    para elogia a grandesa e brilhante umildade di olhor e preucupar com essas criansas
    do nosso brasil.
    parabes por tudo que vcs fazem por eles.

  3. 28 de março de 2010

    ora vivo qua vorrei conoscere qualcuno per fare amicizia

  4. Toni Lameirão
    3 de maio de 2010

    Coordeno o Projeto PROCON MÓVEL, onde o objetivo é informar, orientar, educar e proteger os consumidores locais, nas relações de consumo, baseado no CDC (codigo de defesa do consumidor), gostaria de um contato, para poder apresentar o projeto, e se for viavel, poder atender a comunidade.
    Já estivemos: Na Rocinha, Complexo do Alemão, Preventório e Cidade de Deus
    Sem mais
    Atenciosamente
    Toni Lameirão
    85962323
    23330001 – pela manhã

  5. Durval Peçanha
    11 de setembro de 2012

    Eu pensei que tendo feito um jornal comunitário quase extinto no meu bairro eu tinha feito muita coisa… O projeto do MUF é bem pensado e executado… Extraordinário… Emocionante!

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