ensino médio profissionalizante – anúncio da construção do instituto federal tecnológico em união da vitória/pr

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O Partido dos Trabalhadores de União da Vitória/PR promoveu encontro nesta sexta feira, 11/11/2011, para anunciar a instalação de um Instituto Tecnológico Federal na cidade. A iniciativa foi do ex-deputado estadual Pedro Ivo Ilkiv (em pé, na imagem acima). A reunião contou com a presença de lideranças e representantes dos municípios vizinhos, prefeitos e vereadores, dos deputados federais Angelo Vanhoni e Assis do Couto, do deputado estadual Péricles de Mello e do pró-reitor de Administração e Infraestrutura do Instituto Federal do Paraná, Paulo Yamamoto.

Os Ifets integram uma política de ampliação do ensino técnico e profissionalizante em curso no país desde 2008. Para isso foi necessário o empenho do Congresso Nacional em transformar a legislação possibilitando investimentos do governo federal no ensino médio, o que antes era uma atribuição exclusiva dos estados e municípios. Um dos aspectos estruturais desta política, gestada durante o governo Lula, é a percepção de uma enorme lacuna na formação profissional dos jovens brasileiros, tradicionalmente vinculada ao ensino superior, com um pequeno número de vagas ofertadas pela rede pública e a consequente exclusão da maioria dos jovens do acesso à formação profissional.

Os Ifets cumprem ainda um papel estratégico na formação de professores nas áreas de ciências e tecnologias para suprir a grande carência destes profissionais no Brasil, além de estimular o desenvolvimento regional, formando profissionais capacitados em todo o território nacional para atender as demandas do mercado de trabalho de acordo com as especificidades de cada localidade.

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Nós somos uma região do Paraná que é totalmente diferente. Temos aqui uma diversidade cultural como poucas que ocorrem no nosso Estado, com os poloneses, ucranianos e os faxinais. Temos a questão ambiental, pois os remanescentes das florestas existentes no Paraná estão nesta região. Nós temos municípios com 85% a 90% da população em área rural. Por outro lado, nós também somos responsáveis por 30% da produção de portas e janelas do Brasil. A questão das águas, as lindas cachoeiras de União da Vitória e de Prudentópolis, que é o segundo município em número de cachoeiras, todas nascem aqui na Serra da Esperança. O rio Iguaçu quando se aproxima de Porto Amazonas aumenta a sua vazão em 10 vezes o volume de água, porque aqui é um berçário de águas. Então, é muito complexo conviver neste ambiente, conciliar a natureza, tendo uma população tão elevada na área rural e ser um grande produtor de portas e janelas no setor madeireiro. Isso demonstrava que nós tinhamos qualificação e que seria importante recebermos um Instituto Técnico Federal. É bem verdade que foram várias as lutas e que estes institutos não vieram por acaso para o Paraná. Foi um esforço de nossas lideranças políticas que lutaram para que o IFET viesse para União da Vitória e, por último, teve uma interferência decisiva da ministra Gleisi Hoffmann.

Pedro Ivo Ilkiv

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A criação do instituto prevê que a oferta das vagas se distribua da seguinte forma: 50% das vagas para a formação técnica e profissional, 20% das vagas para a licenciatura e formação de professores e 30% para graduação e pós graduação. Este é o perfil que nós temos que seguir.

Inicia-se agora o processo de implantação. O primeiro passo é a doação do terreno, depois vem o projeto de engenharia e o lançamento do edital de concorrência para a execução das obras. O prazo hábil estimado para que possamos ofertar os cursos regulares é de 1 ano e meio a 2 anos. Nós temos uma equipe de implantação que está fazendo os estudos para detectar e levantar as necessidades locais e regionais. Esperamos que o campus de União da Vitória possa ser modelo não só para o Paraná, mas para todos os Ifets do Brasil.

Paulo Yamamoto, pró-reitor de Administração e Infraestrutura do Instituto Federal do Paraná

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O governo federal está começando a pagar uma divida com o país e também com a região de União da Vitória, que tem um potencial muito grande de desenvolvimento. Há dez anos atrás não tinhamos uma política educacional profissionalizante no Brasil. O governo federal estava praticamente impedido de dar dinheiro para uma prefeitura ou para os governos dos estados investirem na educação profissional. O ex-presidente Lula e sua equipe tiveram um novo entendimento do processo educacional, entenderam que o jovem, ao completar 17 anos de idade, tem que ter uma educação profissional para poder entrar no mercado de trabalho e garantir a sua sobrevivência. Além disso temos uma enorme carência de professores nas áreas de ciências e tecnologias em nosso país. A presidenta Dilma esta dando continuidade a este projeto trazendo mais 7 Institutos Tecnológicos Federais para o nosso estado. O Brasil precisa se preparar para o futuro e é atraves do conhecimento que vamos construir o país que sonhamos, respeitando o direito de nossos jovens de desenvolverem sua autonomia e terem acesso a uma formação profissional.

Angelo Vanhoni

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Fotos: Gilson Camargo

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  1. […] para cá quando o Pedro Ivo era deputado estadual uma das principais reivindicações era trazer um IFET para a cidade. Nós sabíamos o quanto era importante ter um curso técnico para os jovens que […]

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