encontro com a militância petista – curitiba/pr – 28/07/2011

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O campo majoritário do Partido do Trabalhadores, Construindo um Novo Brasil (CNB), promoveu encontro em Curitiba nesta quinta feira, 28/07, reunindo mais de 200 pessoas para debater a conjuntura política local, os problemas e alternativas para a cidade e preparar-se para o pleito eleitoral de 2012. O debate contou com a presença de militantes do partido, representantes das zonais dos bairros, da região metropolitana de Curitiba, do deputado federal Angelo Vanhoni e do presidente da Itaipu Binacional, Jorge Samek, além dos deputados estaduais Toninho Wandscheer e Péricles de Mello, do ex-vereador André Passos, do prefeito de Pinhais, Luizão Goulart, do presidente da CUT/PR, Roni Barbosa, do cientista político Ricardo Oliveira e da presidente do PT Curitiba, Roseli Isidoro.

Um dos pontos principais do debate é o aprofundamento do diagnóstico da conjutura politica municipal. Segundo o deputado Angelo Vanhoni o objetivo do encontro não é definir nomes para a disputa da prefeitura em 2012, mas, a consolidação de um plano de governo para a cidade de Curitiba.

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Eu quero cumprimentar a militância do PT que comparece à esta reunião de forma expressiva com diversos setores do nosso partido aqui representados. A política depende fundamentalmente de compartilhamento. Se nós não tivermos laços de confiança e não compartilharmos as decisões não construiremos aquele partido que nós queremos, que seja propulsor de mudanças sociais, um partido que lá na base da estrutura social, ao administrar o governo, faça transformações profundas na sociedade. Esse é o projeto do PT.

Nós estamos chegando a um momento de decisão na cidade de Curitiba e em todas as cidades do Brasil. No ano que vem teremos eleições municipais e precisamos avaliar a conjuntura nacional para fazermos um diagnóstico dos problemas e alternativas para a nossa cidade. Estamos vivendo um processo riquíssimo de experiências, o governo do presidente Lula foi um governo de sucesso, soube combinar o desenvovimento econômico com distribuição de renda. Isso não é facil! É uma coisa fantástica o que aconteceu nestes últimos anos. Perto de 30 milhões de brasileiros mudaram de classe social, passaram a ter mais renda e acessaram benefícios essenciais na perspectiva de conquista da cidadania.

Eu estive no Maranhão, um estado pobre em relação a outros estados brasileiros e que tem uma população de 7 milhões de pessoas. Nós temos 900 mil bolsas família neste estado. Significa que aproximadamente 3 milhões de pessoas sobrevivem com o salário do Bolsa Família. Esta é a realidade que nós encontramos quando chegamos no governo, e é também a realidade que encontramos nas periferias das grandes cidades e nas regiões metropolitanas do Brasil inteiro. Mas, o governo federal tem investido. Hoje numa cidade de 300 mil habitantes como Imperatriz, no Maranhão, só no projeto Minha Casa Minha Vida, 10.000 unidades estão sendo construídas e mais 8.000 unidades do sistema habitacional para financiamento de moradia.

Isso mostra o que? Que aquele primeiro momento, o de ajudar as pessoas mais pobres para que elas pudesssem conquistrar ao menos a dignidade de estarem vivendo, e no momento seguinte, se colocarem no mercado de trabalho através de uma política correta da macro economia, com distribuiçao de renda, fez com que o Maranhão hoje apresente – e o nordeste como um todo – um dos maiores índices de crescimento do país, chegando à níveis de crescimento do PIB da ordem de 10% ao ano. Um crescimento maior do que todas as outras regiões do Brasil!

Se tomarmos apenas o exemplo do que está acontecendo no nordeste, para um partido de esquerda que quer transformar o Brasil, que quer trazer dignidade para o povo, só com estes dados sobre as transformações nas regiões mais pobres e no conjunto do tecido social brasileiro, onde 30 milhões de pessoas mudaram de classe social, o governo do presidente Lula já foi um sucesso. Mas não para aí, temos muito o que conquistar, o Brasil ainda tem muitos problemas.

No entanto, estamos vivendo um momento mágico em nossa economia. Saiu ontem no jornal uma notícia sobre os índices de investimento nos diversos países do mundo. Os Estados Unidos foi o que mais recebeu dinheiro, 140 bilhões de dólares em investimentos, em seguida a China, com 120 bilhões de dólares, depois Taiwan, um país territorialmente minúsculo, mas que é um tigre asiático, de alta tecnologia, e em quarto outro pais pequeno da Europa, também de alta tecnologia, a Bélgica. O Brasil é o quinto país que mais recebeu investimentos no mundo, foram 58 bilhões de dólares! Nós resolvemos o problema da macro economia. O professor Ricardo Oliveira mencionou ainda a pouco o exemplo da Italia, Portugal e Grécia. A dívida da Grécia é de 160% do PIB. A de Portugal 90% do PIB. A dívida da Itália é de 147% do PIB. O jornalista da Rede Globo, ao descrever o problema da Europa, que pode ir a falência com a sua moeda se os bancos alemães e franceses não socorrerem a Grécia e estancarem o problema em Portugal e na Irlanda, falou assim: “Estamos vendo a Grécia com um endividamento de 160% do PIB, a Itália com 147%, e nós aqui no Brasil temos uma dívida de 38% do PIB, a qual podemos pagar integralmente com as nossas reservas e ainda sobra dinheiro”. Nós temos que dar parabéns para o Brasil!

Esta é a nossa realidade macro econômica no cenário internacional. Com um partido governando com este princípio de emancipação, de priorizar os mais pobres. Colocando as perspectivas que estão abertas, por exemplo: nós temos o maior rebanho de gado do planeta, somos o maior fornecedor de proteína animal, só perdemos na agricultura para os Estados Unidos, descobrimos uma riqueza fantástica que é o petróleo de uma forma como não sonhavamos. Os números da reserva do Pre- sal hoje, a nível mais baixo, mais pessimista, é de 40 bilhões de barris de reserva. Ao preço de 120 dolares o barril, a receita de exploração desta reserva pode chegar a 4 trilhões de dólares. Uma vez e meia o PIB do Brasil! Sendo que as reservas estão estimadas por alguns especialistas em 80 bilhões de barris.

As perspectivas de desenvolvimento da nação e de distribuição de renda através de políticas sociais emancipadoras fazem com que a gente tenha a possibilidade de resolver os problemas crônicos do nosso país em um curto espaço de tempo. Para isto precisamos ter decisão política para combinar desenvolvimento econômico com distribuição de renda, invesimento em educação, investimento em politicas para as mulheres, com investimento em políticas para educação infantil, para incorporar as crianças de 0 a 3 anos em creches, para fazer com que as crianças de 4 a 6 anos estejam em escola pública de boa qualidade. A Europa ja faz isso desde o fim da segunda guerra mundial. Aumentar o tempo de aprendizagem da criança no ambiente escolar, para que ela tenha condições de concluir o ciclo de ensino e ser um cidadão mais pleno, com acesso à formação em todas as etapas, para isso o Brasil precisa continuar a ser governado sob este binômio: transformação econômica com democracia e distribuição de renda.

Nós estamos reunidos aqui, o PT está representado oficialmente pela sua executiva estadual e pela sua executiva municipal, para definir grupos de trabalho com o objetivo de consolidar um projeto para Curitiba e fazer um diagnóstico do que está acontecendo no mundo, do que está acontecendo em nosso país, olhar para a alma profunda de Curitiba, olhar para os bairros, para a nossa região metropolitana com atenção para os diversos estratos sociais, lembrando que esta cidade tem história, tem densidade do ponto de vista de sua cultura, de sua formação, da sua ancestralidade indígena marcada já pelo seu nome, da chegada aqui dos portugueses, dos italianos, dos afrodescendentes, dos diversos ciclos de imigração de ucranianos, poloneses, alemães e japoneses no século passado, das migrações internas em nosso país e em nosso estado e dos diversos povos e culturas que constituem a nossa identidade.

Temos a tarefa de propor para a cidade um projeto que combine desenvolvimento urbano com desenvolvimento humano e que dialogue com todos os setores da sociedade. Vamos reunir o partido, discutir o plano de governo, chamar todas as forças para conversar; o Tadeu, o Rosinha e, mais adiante, com o acúmulo e as diretrizes advindas deste processo, escolher o candidato que irá disputar as eleições municipais em Curitiba.

Angelo Vanhoni

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Jorge Samek, presidente da Itaipu Binacional, Angelo Vanhoni e Luizão Goulart, prefeito de Pinhais.

Fotos: Gilson Camargo

2 Comentários

  1. Benedito
    31 de julho de 2011

    O encontro foi um momento de reviver muitos momentos bons entre amigos e militantes,mulheres e homens de bem que quer o melhor para curitiba,e região metropolitana.

  2. Da Silva
    2 de agosto de 2011

    Pedir para um militante sair da sala em função do mesmo carregar ou tentar colocar uma faixa, pedindo que o partido tenha candidatura própria, parece mais uma reunião do grupo do presidente da Síria que uma reunião do PT.

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