encontro com a militância petista – análise de conjuntura para as eleições municipais 2012 – curitiba/pr

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A corrente interna do Partido dos Trabalhadores, Construindo um Novo Brasil, se reuniu neste sábado, 17/12 para fazer uma análise da conjuntura política para o pleito de 2012. Um dos assuntos da pauta, além do diagnóstico dos municípios onde há perspectivas de vitória do partido no Paraná, foi o encaminhamento da proposta da política de alianças para as eleições municipais do ano que vem. Segundo a presidente do PT de Curitiba, Roseli Isidoro, o encontro de sábado teve por objetivo abrir esta discussão na ala majoritária do partido, contudo, as definições e decisões finais sobre o rumo que o PT adotará ano que vem no tocante às eleições majoritária e proporcional serão definidas oficialmente apenas no encontro municipal que ocorrerá em abril de 2012.

 

Estiveram presentes ao debate os ministros Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann, o deputado federal Angelo Vanhoni, o deputado estadual Péricles de Mello, o prefeito de Pinhais, Luizão Goulart e vereadores das cidades de Curitiba, Pinhais e São José dos Pinhais.

 

O ministro Paulo Bernardo, ao discursar sobre a conjuntura nacional, salientou o desempenho da presidente Dilma, que alcançou aprovação de 72% na última pesquisa, índice recorde para um primeiro ano de mandato. Dilma conseguiu dar continuidade aos principais programas do governo Lula e enfrentou a crise internacional que vem abalando diversos países da Europa, com crescimento econômico e resgate social.

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Eu considero que este primeiro ano em que a presidente Dilma excerceu o governo foi um primeiro ano vitorioso. Nós tivemos em 2010 uma situação quase apoteótica. O presidente Lula saiu como o presidente mais bem avaliado da história deste país, fizemos uma belíssima campanha com uma candidata que dois anos antes era desconhecida, nunca tinha pedido voto e nunca tinha disputado uma eleição. Foi uma excelente candidata e se saiu muito bem. Foi eleita e assumiu para substituir uma pessoa que saiu do governo com 87% de aprovação. É evidente que a presidenta Dilma entrou já com uma sombra. Será que ela vai conseguir fazer como ele? Será que vai ter a mesma sensibilidade para olhar as questões sociais? Será que vai ter a mesma preocupação de fazer crescer e desenvolver o país?

Além disso nós entramos este ano com uma preocupação grande na área econômica. Por um lado, nós entramos com a inflação do crescimento. Isso é um problema enorme. Quando bate a inflação cria um problema para o governo, cria um problema para as empresas e normalmente a conta da inflação vai bater no assalariado que não tem como repassar para ninguém, que continua com o seu salário desvalorizado e vai ter que pagar as contas do supermercado e o aluguel com a inflação. Essa era uma preocupação grande e o governo adotou medidas fortes. Tivemos que contingenciar o orçamento, tivemos que mexer na nossa política fiscal, a política do Banco Central fez uma inflexão para olhar estas questões todas e acho que hoje podemos dizer que fomos vitoriosos nesta questão.

A outra preocupação na área economica, tão grande ou talvez maior do que essa é a questão da crise internacional. Esta crise vem desde 2007, atingiu um ponto muito alto nos Estados Unidos em 2008, nos afetou e causou milhares e milhares de demissões. Eu lembro que de dezembro para janeiro de 2009 nós tivemos quase 650 mil demissões, principalmente na indústria brasileira. O governo na época agiu forte e conseguimos nos recuperar. O ano passado crescemos 7,5%, mas a crise continua lá fora, e neste ano de 2011 ela continua forte, especialmente na Europa. A Europa tem uma moeda única, que é o euro, mas as condições de desenvolvimento nos paises são desiguais. Então os paises da periferia deste continente não estão aguentando os efeitos da crise. Divida altíssima e juros altos.

O Brasil sempre foi considerado campeão em taxas de juros. A Itália está pagando juro igual ao do Brasil sendo que nós devemos 37% do nosso PIB e a Itália deve 120% do PIB! Então você imagine que situação! A Grécia quase quebrou, a Espanha está com desemprego de 22% a 24%. A Itália está com grandes dificuldades e isso pressiona o conjunto da economia européia com um problema para nós também. A Europa, se considerarmos todos os paises, é o maior comprador do Brasil. As nossas exportações, consideradas em conjunto, tem a Europa como maior destino. Essa é uma crise muito difícil de resolver. Do nosso ponto de vista, no Brasil, temos que fazer a mesma política que fizemos em 2008, baixar juros, diminuir as amarras fiscais e liberar crédito para a economia.

Esta crise é o segundo grande desafio e, apesar de todos os problemas lá fora, nós vamos ter um crescimento na ordem de 3,5%. Não vai ser um ano exuberante como o ano passado, mas, nós vamos salvar o ano e com um detalhe: o desemprego não aumentou. Vamos nos manter na faixa de 5,9%, um índice historicamente muito baixo para o Brasil e com ganho salarial para muitas categorias.

Na área política o governo conseguiu aprovar projetos importantes no Congresso. Lançamos o Plano Brasil Sem Miséria. Foram beneficiadas mais de 400 mil famílias que viviam na miséria e que não tinham qualquer assistência por parte do Estado, que sequer eram identificadas, em municípios quase sem estrutura, onde a pessoa não faz cadastro, não consegue receber o Bolsa Família, não consegue ser atendido na rede do SUS, não consegue colocar as crianças na escola, então este programa está fazendo uma busca. Em vez da gente ficar esperando as pessoas procurarem o Estado, o Estado está procurando e identificando as famílias mais necessitadas.

O programa de habitação do governo federal Minha Casa Minha Vida é um sucesso e uma consagração total. Aqui no Paraná nós tinhamos reservado para o estado 44 mil habitações e fechamos o ano com 53 mil habitações sendo construídas.

Paulo Bernardo

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Um partido como o nosso, ao longo destes últimos 20 anos, foi consolidando a sua relação com o povo e os movimentos sociais em cima de suas teses, em cima de suas idéias. E nós tivemos êxito, nós estamos governando o país. Agora não são só as idéias do PT. As idéias do PT estão dentro das políticas de governo do Brasil!

Devemos olhar o quadro geral e apontar perspectivas de futuro para a cidade de Curitiba com vistas ao governo do Paraná, olhando a Região Metropolitana e o que vai acontecer em 2014. Não estamos em período de construção partidária ou apenas de marcar posição. Se é possivel a gente fazer uma ampla aliança com os partidos da base do governo, eu acho que a gente deve fazer e tentar definir esta eleição já no primeiro turno.

Angelo Vanhoni

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A gente está comemorando muito este final de ano com a presidenta Dilma. Ela está com 72% de aprovação, fato inédito para um governante em primeiro ano de mandato, e o governo com 56%! O pessoal pergunta aí fora. Como ela conseguiu isso? É muito simples. É por que as pessoas julgam pelo que elas sentem no dia a dia, pelo que elas vem de mudança em sua vida, e a vida do povo brasileiro melhorou. Com toda esta crise internacional nós não tivemos problema de emprego no país. Eu estava agora na prefeitura por conta da Hora da Copa. O governo federal está colocando 181 milhões de reais aqui para fazer obras de mobilidade urbana para a copa do mundo. Eu fui até lá. O prefeito ía assinar a ordem de serviço para fazer as licitações e estava falando que Curitiba tinha diminuido a miséria e a pobreza. O nível de desemprego aqui é menor que 5%! Deve ser 4,2%, ou 4,3%. Falta gente qualificada e preparada para trabalhar. Claro que tem os méritos locais, mas, com certeza, o que faz esta diferença é a gestão da macro economia.

Eu queria dar um depoimento que foi muito emocionante. Há duas semanas atrás nos visitou no Palácio do Planalto a Christine Lagarde, que é responsável pelo Fundo Monetário Internacional. Foi a primeira vez que alguém do Fundo Monetário Internacional visita o Brasil para pedir dinheiro para ajudar os outros países. Isto é histórico! Eu não achei que ia ver isso, porque a gente lembra daquela figura do FMI com a bolsinha vir aqui ditando regras do que a gente tinha que fazer. Nós tinhamos que cortar salários, tinhamos que cortar investimentos, acabar com os Programas e era isso que ia melhorar, e quando nós começamos a fazer o inverso do que o Fundo pregava é que nós melhoramos a situação do país. E a Europa está fazendo exatamente o que o Fundo está dizendo e vai ser muito difícil para os europeus sairem do buraco em que estão. Nós estamos nos dispondo, junto com outros países sul-americanos a ajudar o Fundo Monetário Internacional.

Quando as pessoas colocam que o Brasil está bem, que a presidenta está bem, estão falando disso. Esse vai ser um dos natais que nós vamos ter com o maior índice de compras. As pessoas estão com recursos, nós estamos conseguindo fazer a distribuição de renda. Ontem a ministra Teresa Campello fez um balanço do País Sem Miséria. Nós já conseguimos ultrapassar a meta de inclusão do Bolsa Família com a Busca Ativa. Um país com busca ativa não espera a pessoa que está com dificuldade vir buscar o Estado, ele vai atrás da pessoa. Nós incluímos 407 mil famílias. Isso é muito significativo! Nós vamos cumprir a meta da inclusão total das pessoas que estão na linha da miséria.

Em 2014 o Brasil não vai mais ter população miserável. São muito poucos os países do mundo que tem isso! O mundo está olhando o Brasil de forma diferente. Quando a presidenta vai na ONU fazer um pronunciamento e todo mundo assiste é por isso. Porque há um respeito internacional pelo Brasil! É por isso que a presidenta tem 72 % de aprovação e que o governo tem 56% de aprovação. É um orgulho para nós e um orgulho para o Partido dos Trabalhadores.

Gleisi Hoffmann

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1 Comentário

  1. 28 de dezembro de 2011

    Otávio Demasi
    TURISMO
    23/12/2008 : TURISMO NAS ELIÇÕES MUNICIPAIS

    É recente, candidatos à prefeito(a), montarem equipes visando elaborar plano de governo. Governador por São Paulo Franco Montoro do PMDB, abriu essa porta. Inseri-me e trabalhei muito na elaboração de políticas públicas específicas para área turística. O que se viu e o que se realizou, nem de longe foi o que estava escrito… mas , em setembro de 1984, à pedido do então prefeito Nion Albernaz, conseguiu-se reunir 144 participantes que juntos elaboraram no Fórum Turismo e Participação Comunitária a Carta Turística de Goiânia, que serviu de alicerce à cidade.
    É sabido que da arrecadação federal, chega pouco aos municípios; da estadual menos ainda, restando , o IPTU, ISS, taxas, multas , que são de competência das municipalidades. Dinheiro novo quem traz aos municípios são os turistas, que estão à passeio e muito mais os que vão à negócios, feiras, eventos.. Dinheiro esse que atua como efeito multiplicador na economia local, movimentando toda a cadeia produtiva, gerando oportunidades, renda, empreendedorismo, trabalho, negócios e empregos , além de reempregar no município o lucro obtido e redistribuir renda na comunidade.
    Como envolver a população como um todo, em tão pouco tempo, visando formatar ações concretas, que serão inseridas no plano de governo e esse esforço respaldado nas urnas em forma de votos ? A grande lição é abrir, escancarar, criar canais de comunicação com o empresariado urbano e rural, envolvidos direta ou indiretamente com o setor. Trazer para esse debate, toda a comunidade, seja envolvida com ecologia, cultura, esportes, meio ambiente; etc. abrindo assim espaços para se manifestarem , opinarem e sugerirem ações concretas.
    Mais do que tudo, cabe sensibilidade, politização, maturidade, participação, visando apoio à um candidato majoritário –prefeito- e a esse prescinde ter compromisso que com a vitória, terá essa plêiade de colaboradores desdobrando-se na implementação do que foi proposto e acordado. Mais do que mandar é participar coletivamente nas decisões que emanam das políticas públicas em prol do desenvolvimento turístico sustentável. Precisamos ter em mente que a responsabilidade e a sensibilização dos candidatos à Vereadores(as) são de fundamental importância, pois é na Câmara Municipal que se discute, determina e vota as prioridades orçamentárias da cidade. O turismo merece um voto de apoio em todo o Brasil.

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