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plano nacional de educação – leitura do relatório

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Foto: Reinaldo Ferrigno/Agência Câmara, 06/12/11.

O relator da proposta que estabelece o Plano Nacional de Educação para o decênio 2011-2020, deputado Angelo Vanhoni, apresentou seu parecer à Câmara Federal nesta terça-feira, 6 de dezembro. O texto encaminhado pelo parlamentar traz grandes avanços em relação à proposta do governo, com a inclusão de diversas emendas apresentadas pelos deputados. No que diz respeito à meta 20, que se refere ao financiamento, Vanhoni sugeriu o aumento do investimento público total em educação dos atuais 5% para pelo menos 8% do Produto Interno Bruto (PIB) em dez anos. Apesar de diversas entidades da sociedade civil e parlamentares pedirem a aplicação de 10% do PIB, a proposta elaborada pelo governo previa o aumento para 7%. O texto foi protocolado no dia 5 de dezembro, possibilitando à Comissão Especial o cumprimento das sessões regimentais para que a proposta seja votada ainda este ano.

A Comissão Especial do Plano Nacional de Educação aprovou na sessão de hoje requerimento para que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, compareça à Câmara para expor as razões do governo em relação à questão do investimento público em educação. A partir da apresentação do relatório, os deputados têm até 15 de dezembro para apresentar novas emendas. O relator Angelo Vanhoni prospecta a apresentação do substitutivo para o dia 16 de dezembro.

“Gostaria de agradecer o empenho e a dedicação que os funcionários da Câmara dos Deputados tiveram desde o primeiro momento da instalação desta Comissão até a data de hoje. Nós não terminamos ainda o nosso trabalho e vamos continuar por mais algum tempo, mas a possibilidade de trazer este roteiro de discussão a respeito do Plano Nacional foi um grande trabalho e contou com a colaboração de especialistas, de gente que se debruça sobre os problemas da educação em nosso país, como os nossos técnicos aqui da Câmara, o Ricardo, o Paulo, a Ana, a Carolina e outros, com muito afinco. Nós não tivemos problemas de tempo entre nós para poder chegar a este relatório.

Os problemas da educação em nosso país de certa maneira todos nós sabemos. A deputada Alice Portugal fez uma referência sobre o que aconteceu com a escola pública nestes últimos anos. Nós chegamos a universalizar a escola pública em nosso país mas deixamos de lado tanto a função do magistério como deixamos de lado a preocupação com a qualidade da escola pública, e agora nestes últimos anos, nós estamos tentando reverter, há uma tendência em nosso país de uma reversão de algo históricamente colocado nestes últimos 30 anos. Esta reversão eu gostaria de destacar com três atitudes que o Congresso Nacional e a sociedade brasileira tomaram em relação à educação.

Em primeiro lugar a constituição do Fundef e do Fundeb que é a criação institucional de um grande fundo que na realidade aponta para uma parceria entre estados, municípios e União para o financiamento da educação em nosso país. Esta legislação é um marco recente na história educacional brasileira. A outra é a emenda 59, da qual o deputado Rogério Marinho brilhantemente foi o relator, que retirou a possibilidade do governo remanejar o orçamento com as verbas designadas para a educação. A educação não faz mais parte da DRU, da desvinculação da receita, e junto com esta legislação dois avanços são importantes de serem consignados aqui hoje.

Primeiro a extensão da obrigatoriedade de 4 a 17 anos. A legislação anterior previa obrigatoriedade apenas dos 6 aos 14 anos, e nós estendemos esta obrigação constitucional para que o estado brasleiro absorva, acolha e entenda que deva fazer parte da educação obrigatória as crianças estarem na escola a partir dos 4 anos e os jovens até os 17 anos de idade. Esta é uma mudança de conceito importante para o disciplinamento do ordenamento jurídico, para as políticas públicas, para o envolvimento dos estados e municípios na busca da formação educacional do povo brasileiro. E a outra mudança importante é esta da qual o deputado Ivan Valente e o deputado Lelo Coímbra já fizeram menção: de que o plano nacional previsto na legislação deveria ter necessáriamente um índice, um percentual do PIB como referência de investimentos para as metas elencadas pelo Plano Nacional. A partir de 2009 para cá, dando prosseguimento à legislação, as entidades, o poder público municipal, o poder público dos estados, e com o estímulo determinado da União promoveu um amplo debate na sociedade fazendo com que as Conferências Municipais acabassem se afunilando numa grande Conferência Nacional debatendo os temas da educação brasileira que foi a Conae, que se realizou no primeiro semestre do ano passado.

O fruto da discussão da Conae, do diagnóstico feito sobre todas as etapas da educação brasileira, passando pela créche, passando pelo ensino médio, passando pelas dificuldades de transporte, pela educação de jóvens e adultos, pelos problemas da educação no campo, da educação indígena, da educação dos afrodescendentes, da educação para os quilombolas, entendendo também os problemas da educação especial, todo o debate que a sociedade brasileira trava hoje sobre a maneira mais coerente, a que tenha maior possibilidade de alcançar êxito sobre a inclusão daqueles que tem alguma necessidade especial, todos os debates a respeito da educação brasileira tiveram como meta e centralidade a discussão das Conferências combinadas na Conferência Nacional. O ensino superior, as políticas de avaliação, tanto do ensino superior como do ensino básico brasileiro, foram fruto de um amplo debate.

Este debate redundou numa peça que o poder executivo, o Ministério da Educação, enviou ao Congresso Nacional ainda sob a presidência do ex-presidente Lula, em 20 de dezembro de 2010. Este projeto consta de 12 artigos e de 20 metas. Diferente do plano nacional anterior, que tinha 290 metas, este tem 20 metas muito claramente definidas e nós optamos por conservar esta estrutura para que a sociedade facilmente se apodere destas 20 metas e possa compreender qual é o papel do estado em relação a educação em nosso país, desde a criança de 0 a 3 anos até a formação de mestres e doutores no regime de pós graduação em todo o território nacional.

Olhando os problemas do passivo que nós temos em nosso o país. Isto é, os índices de escolarização, nós precisamos alcançar uma média como os países mais desenvolvidos, que seja no mínimo de 12 anos de escolarização. Os problemas de analfabetismo que nós temos ainda, que chega a índices de 12% a 14%.  O analfabetismo funcional de jovens e adultos que é outro gravíssimo problema. O Plano Nacional se debruça sobre o passivo educacional brasileiro, pretende olhar para os problemas da educação do presente mas, sobretudo, apontando para o país do futuro, para a escola pública que nós queremos em 2023. Foi com este objetivo que nós procuramos produzir um relatório, um texto, um substitutivo que pudesse orientar, elencar as principais diretrizes na área da educação brasileira e que pudesse fazer a combinação que nós queremos: a inclusão no sistema educacional de todas as crianças em idade escolar, corrigir o passivo educacional que o país tem mas, sobretudo, garantir a qualidade do processo educacional em nosso país. Foi com esse objetivo que nós produzimos este relatório que estou agora, neste momento, trazendo a público para os senhores deputados.

Angelo Vanhoni

Sem Título-6a

Assista a íntegra dos vídeos da sessão da Comissão Especial na página da Câmara Federal

Leia a íntegra do relatório apresentado pelo deputado Angelo Vanhoni

Acompanhe os gráficos apresentados pelo relator

Leia matéria de Ana Carolina Moreno publicada pelo G1 em 08/12/2011

Resenhamos abaixo as ponderações do deputado Angelo Vanhoni a respeito das metas do PNE e os pontos de avanço do relatório em relação ao texto encaminhado pelo governo.

Meta 1: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de 4 e 5 anos e ampliar, até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender a 50% da população até 3 anos.

Situação atual: Pré escola, crianças de 4 a 6 anos. Temos 4,7 milhões de matrículas. Nós precisamos incluir 1 milhão de crianças. O número vai para 5,8 milhões. Nós estamos mantendo a meta, o valor pago pelo governo é de R$ 2.252,00. Nós estamos propondo o valor de R$ 2.904,00.

Meta 2: Criar mecanismos para o acompanhamento individual de cada estudante do ensino fundamental.

Ensino fundamental: São 31 milhões de matriculados. O MEC propõe 29 milhões de matriculados em 2020. Isto é uma diferença do bônus demográfico. O censo do IBGE nos aponta que está havendo um declínio do crescimento da população nos próximos anos. O MEC já considerou o bonus demográfico e nós também estamos considerando. O MEC coloca o custo de R$ 2.632,00 e o custo do CAQi nosso é de R$ 2.745,00.

Meta 3: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%, nesta faixa etária.

Ensino médio: a situação atual é de  8,3 milhões de alunos. Aqui está um dos graves problemas da educação brasileira. Nós estamos querendo fazer a correção e incluir perto de 1,5 milhão de jovens e chegar ao número de 10,2 milhões. O MEC está propondo, nós também estamos mantendo esta meta e temos um outro valor, o de R$ 2.793,00 enquanto o do MEC é de R$ 2.632,00.

Meta 4: Universalizar, para a população de 4 a 17 anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino.

Educação especial: Esta é uma diferença que tem da proposta original enviada pelo governo. A situação atual é de 700 mil matriculados na rede. O gasto disso é de R$ 2.2 milhões.  O PL enviado pelo governo federal fala em universalizar o ensino de 3 a 17 anos de idade mas, não estipula gastos. Nós estamos adotando uma outra metodologia. Os dados do censo é de que temos no mínimo 2 milhões com deficiência grave ou gravíssima. Este dado foi publicado agora recentemente, e tem muita gente fora da escola. Nós estamos fazendo o gasto equivalente a R$ 3.569,00, que é o gasto no ensino fundamental acrescido de um percentual, porque a educação especial exige um acréscimo do ponto de vista do atendimento, e além disso, aquele que está no ensino regular, se for atendido numa outra escola também tem que contar em dobro o atendimento gasto pelo aluno. Nós estamos estipulando um valor do PIB para a educação especial que a proposta original do governo não estipula.

Meta 5: Alfabetizar todas as crianças até, no máximo, os 8 anos de idade.

56% das crianças com até 8 anos estão alfabetizadas hoje. A meta é de alfabetizar 100%,  e a meta não tem custo porque está diluido no sistema. Nós concordamos com o governo.

Meta 6: Oferecer educação em tempo integral em 50% das escolas públicas de educação básica.

Aqui há um diferença significativa. Nós mudadmos o conceito da meta. A meta diz o seguinte: 50% das escolas do ensino básico brasileiro. Nós estamos mudando para 25% das matrículas do ensino básico brasileiro. Por que mudamos? Porque achamos que fica mais preciso, diz diretamente o que nós queremos atingir, que é 11,3 milhões de matrículas em todo o território nacional. Qual é a diferença financeira? O governo fez um cálculo levando em conta o programa Mais Educação, que é uma ajuda de R$ 370,00 para uma escola em regime integral sob o regime do Mais Educação. Nós estamos trabalhando com um outro valor que é o de R$ 2.333,00 porque nós achamos que devemos passar da transição do Mais Educação para um regime integral de jornada mesmo, de duplicidade de jornada, para que as crianças tenham uma concepção pedagógica, com  diretrizes pedagógicas, para que o curriculum seja organizado para o regime integral e não apenas entender o regime de contraturno como se fosse um regime para de alguma forma ocupar as crianças. Não. É uma educação integral como deve ser, como a LDB prevê e como nós queremos que seja. Neste sentido nós estamos acrescendo uma quantia substancial na modificação da política que o Ministério da Educação tem na educação integral.

Se nós, com esses 11 milhões, que é 25% da escola básica do Brasil daqui há 10 anos estivermos com esta proposta realizada, eu não tenho dúvida de que a qualidade da educação em nosso país vai mudar. Nós podemos incorporar praticamente a pré escola toda, aqui não está computada a creche, que nós estamos considerando que a creche é de regime integral, mas a pré escola de 4 a 6 anos e as séries iniciais do ensino fundamental e as séries de 5 a 6 também podem estar abrangidas por este percentual de estudantes no Brasil inteiro.

Meta 7: Atingir as médias nacionais para o Ideb já previstas no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE)

Nós mantivemos o Ideb. Há uma discussão sobre os sistemas de avaliação. Nós debatemos aqui na Câmara dos Deputados, e este debate continua. Ele perpassa as instâncias da educação, os Conselhos Estaduais e o Conselho Nacional. O Brasil está consolidando uma política de avaliação do sistema educacional para orientar as políticas públicas. Nós incorporamos algumas emendas que de alguma forma aprofundam uma visão estratégica do sistema de avaliação. Incorporamos emendas de diversos deputados, ma,s nós mantivemos a proposta que o MEC  enviou do Ideb porque esta proposta consta de praticamente todas as redes municipais de ensino no nosso país. Já foi conveniado com os municípios e com os governos. Acho que estas metas serão superadas antes do prazo. No entanto, para efeito da discussão, nós preferimos manter estas metas do que abrir um processo de discussão com todos os municípios e abrir um processo de discussão com todos os estados. É um processo de conveniamento, o governo federal não faz isso só por decisão própria, teve que ter o acordo das redes municipais porque é um regime federativo, então, nós mantivemos a meta do Ideb.

Meta 8: Elevar a escolaridade média da população de 18 a 24 anos de modo a alcançar mínimo de 12 anos de estudo para as populações do campo, da região de menor escolaridade no país e dos 25% mais pobres, bem como igualar a escolaridade média entre negros e não negros, com vistas à redução da desigualdade educacional.

Aqui talvez esteja o maior alcance social para que nós possamos diminuir estas diferenças em nosso país. Esta meta é direcionada aos 25% da população mais pobre. Ela procura combater as desigualdades do povo do campo, do povo mais pobre e dos afrodecendentes do ponto de vista da escolarização média em nosso pais. Esta é uma meta que os custos estão diluidos no sistema porque o sistema todo dá conta, se a gente tiver vontade política, de realizar essa média de 12 anos de escolaridade para toda a populaçao tendo como prioridade os 25% da população mais pobre em todo o país.

Meta 9: Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e erradicar, até 2020, o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional.

A Educação de Jovens e Adultos (EJA). Nós estamos trabalhando com o número de 14 milhões de analfabetos. A proposta do MEC não dimensiona custos, acha que os custos estão dentro do sistema. Nós estamos dimensionando este custo que para nós é de R$ 2.193,00 por aluno. Nós estamos dimensionando custos que não estão no projeto original. Hoje a situação atual é de 14 milhões de analfabetos funcionais, sendo que 900 mil estão matriculados. O MEC está propondo escolarizar 50% deste percentual e nós estamos propondo escolarizar 100% , além de apontar custos.

Meta 10: Oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de educação de jovens e adultos na forma integrada à educação profissional nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.

No EJA Profissionalização nós temos hoje 52 mil alunos. A meta é chegar a 845 mil. Estamos mantendo a meta do governo  e arredondando para chegar a 850 mil e o custo por aluno é de R$ 3.569,00.

Meta 11: Duplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta.

Aqui tem uma mudança grande de conceito e também do ponto de vista das metas. A situação atual é de 1 milhão e 100 mil matriculados sendo destes 600 mil na rede pública. O gasto atual é de R$ 2 milhões. O projeto original do governo prevê 2.3 milhões de matrículas no ensino profissionalizante. Nós estamos propondo triplicar este número e chegar em 2022 com 3,4 milhões de matriculados sendo 1,7 milhão na rede pública.

Meta 12: Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade da oferta.

A situação atual do ensino superior é de 6 milhões de matriculados, sendo 1.6 milhão na rede pública, somando as municipais, estaduais e federais. O governo está propondo chegar a 11 milhões de matriculados, sendo 3 milhões na rede pública. 50% presencial e 50% à distância. Esta é a proposta original.

A nossa proposta é aumentar para 12 milhões de matriculados sendo 4 milhões na rede pública com 70% de ensino presencial e 30% de ensino à distância. Isto tem um peso porque o custo do ensino presencial é de R$ 15.500,00 e o do ensino à distância é de R$ 3.100,00. Então tem uma diferença muito grande sob o ponto de vista orçamentário. Esta mudança é bastante audaciosa. Nós chegamos a 800 mil alunos na rede pública federal do Brasil em 100 anos e nós estamos, no prazo de 10 anos acrescentando mais 1 milhão.

Meta 13: Elevar a qualidade da educação superior pela ampliação da atuação de mestres e doutores nas instituições de educação superior para 75%, no mínimo, do corpo docente em efetivo exercício, sendo, do total, 35% doutores.

Hoje nós temos 63% dos docentes do ensino superior titulados, 27 % são doutores. A proposta do MEC é que 75% dos docentes sejam titulados e 35% doutores. Nós estamos propondo a manutençao desta meta. É uma meta sistêmica, que vê o ensino superior como um todo, entendendo o sistema de nível superior privado, o filantrópico, e o público estadual e federal.

Meta 14: Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu de modo a atingir a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores. 9 estratégias.

Hoje nós temos 35 mil mestres e 11 mil doutores. O MEC está propondo passar para 60 mil mestres e 25 mil doutores. Nós estamos propondo formar 70 mil mestres e 35 mil doutores. O gasto disso é de 4.5 bilhões.

Meta 15: Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios, que todos os professores da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam.

Hoje nos temos 60% de professores na formação básica com curso superior. O MEC está propondo 100%. Nós também estamos propondo 100%. O gasto está incluído na formação.

Meta 16: Formar 50% dos professores da educação básica em nível de pós-graduação lato e stricto sensu, garantir a todos formação continuada em sua área de atuação.

25% dos professores da educação básica tem pós graduaçaõ. O MEC está propondo aumentar para 50% dos professores da educação basica com pós graduação. Nós estamos alterando o custo. O MEC faz o calculo de 1 ano para a pós graduação e nos estamos considerando 1 ano e meio, que é o tempo minimo para completar o mestrado, por isso o nosso valor é maior. O MEC estipulou em R$ 780 milhões e nós estamos passando este custo para R$ 1.7 bilhão.

Meta 17: Valorizar o magistério público da educação básica a fim de aproximar o rendimento médio do profissional do magistério com mais de onze anos de escolaridade do rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente.

Aqui uma das principais metas e talvez individualmente a meta que tem o maior peso no conjunto do plano. O salário hoje da educação básica é 60% do que ganha um profissional com nível equivalente de escolaridade.

O MEC está propondo chegar em R$ 2.796,00 nos próximos 10 anos. Nós estamos mantendo a meta com um valor a mais. Estamos considerando o aumento de professores na rede, porque até 2016 nós temos que universalizar a educação infantil. Estamos estimando o número de professores necessários para a complementação do sistema, seja na créche, seja na educação infantil em todo o terrritório nacional. Nós estamos trabalhando com um universo de 2 milhões e meio de professores. O MEC trabalha com um universo de 1 milhão e 900. Daí a discrepância de valores.

Meta 18: Assegurar, no prazo de dois anos, a existência de planos de carreira para os profissionais do magistério em todos os sistemas de ensino.

50% dos docentes de educação básica não tem plano de carreira. Nós estamos propondo 100% dos professores de educação básica com plano de carreira. Nós estamos mantendo a meta. A meta nao tem custo específico mas nós achamos que tem. Achamos que o MEC deveria fazer seminários, deveria estimular os municípios, as redes públicas estaduais, fazer conveniamento com estados e municípios, organizar planos de formação de gestores, de formação de plano de cargos e salários. Nós achavamos que tínhamos que ter um dinheiro reservado para esta atividade em todo o território nacional. Resolvemos não consignar recursos em função das discussões com a área das finanças a respeito do conjunto do índice. Não só para os professores, mas para todos os profissionais do magistério e os técnicos administrativos que fazem parte do processo educacional.

Meta 19: Garantir, mediante lei específica aprovada no âmbito dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, a nomeação comissionada de diretores de escola vinculada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à participação da comunidade escolar.

Esta meta prevê a escolha de diretores escolares considerando o mérito e a participação da comunidade. Nós mudamos a redação, conservamos o principio da escolha de diretores e a participaçao da comunidade. Só mudamos a redação da meta e deixamos, na estratégia 19.1 toda a redação, porém fazendo uma indução de que o MEC priorize, do ponto de vista de conveniamento em todos os seus planos, aqueles que se definirem com legislação própria a respeito da gestão democrática nas escolas. Nós não entendemos a gestão democrática apenas como a eleição do diretor ou a existência de Conselhos, mas, é um conjunto de variantes que faz com que uma unidade escolar se baseie numa gestão democrática. Desde a participação da comunidade até a designação de gestores e a eleição de diretores pelos critérios que forem definidos pelas redes municipais e estaduais.

Meta 20: Ampliar progressivamente o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

A situação do financiamento público quando nós começamos a estudar o Plano era de 4.94% do PIB. Hoje está perto de 5.1%. O MEC mandou o texto para a Câmara Federal com o índice de 7% e a nossa proposta é de 8% do PIB.

audiência pública sobre a regulamentação da profissão de tecnólogo – auditório da faculdade de tecnologia de curitiba

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Elton Welter e Angelo Vanhoni.

O deputado Angelo Vanhoni participou, nesta sexta feira, 28/10, em Curitiba/PR, de Audiência Pública sobre o Projeto de Lei 2245/2007, que regulamenta a profissão do tecnólogo. A iniciativa de promover o debate foi do deputado estadual Elton Welter (PT-PR). Segundo dados constantes no projeto, a regulamentação é um fator de inclusão de milhares de profissionais qualificados no mercado de trabalho. O número de cursos superiores de tecnologia cresceu 96,67% entre 2004 e 2006, passando de 1.804 para 3.548 em todo o país. Só no estado de São Paulo, de 1998 a 2004, a quantidade de alunos ingressantes nas graduações tecnológicas aumentou 395%, de acordo com o Censo Nacional da Educação Superior realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

A Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal designou o deputado Angelo Vanhoni para substituir a deputada Maria do Rosário na relatoria do PL 2245/2007, após sua nomeação para o Ministério dos Direitos Humanos pela presidente Dilma Rousseff. O projeto, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), foi aprovado por unanimidade pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal, em 19 de outubro de 2011. A tramitação da proposta ocorre em caráter conclusivo, faltando apenas ser analisada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.

link para a integra da proposta PL – 2245/2007

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Nós estamos em 2011 e fazem apenas 10 anos que começou a se debater seriamente no Brasil, no Ministério da Educação e nas Universidades, sobre a importância da educação infantil como uma obrigação do estado, como um dever do estado de ofertar educação para o conjunto das crianças do país. A Europa ja trata disso há mais de cinquenta anos. Lá um pai e uma mãe podem ter sua criança, de 0 a 3 anos de idade, numa creche. Nem todas as creches são públicas, sendo algumas conveniadas, mas a partir dos 3 anos de idade, na Europa inteira os pais deixam a criança na escola as 7h30 da manhã e vão buscar as 5h30 da tarde. O ensino fundamental é assim e o ciclo básico da educação também é assim. O jovem, na maior parte do tempo, tem uma jornada escolar de seis a sete horas diárias em todo o território europeu.

No Brasil nós não tinhamos a obrigação de garantir a educação para as crianças de quatro anos, era só a partir dos seis, e até os 14 anos de idade. A constituição estipulava assim, até 2009, quando nós mudamos a constituição para que todo o município e todo o estado do país fosse obrigado a dar educação a partir dos 4 até os 17 anos de idade. Isso significa o que? Significa que um estado e um município que achava que não tinha dinheiro para aplicar na educação não fazia educação infantil e tampouco tinha obrigação com relação ao ensino médio, que é dos 15 aos 17 anos de idade.

Esta obrigatoriedade na constituição faz com que a sociedade garanta, através do poder público, o investimento para a abertura de vagas e obrigue os pais a manterem as crianças na escola. Há uma diferença de enfoque sobre o papel da educação e o papel do estado quando garantimos esta obrigatoriedade. Nós mudamos isso na constituição, e demos um prazo para que o Brasil faça a sua adaptação, porque precisamos construir escolas, contratar professores, garantir merenda escolar, reavaliar o sistema de ensino e repensar as práticas pedagógicas do sistema educacional no Brasil inteiro.

A Universidade Federal do Paraná, há 10 anos atrás, tinha poucos professores que se preocupavam com a educação infantil. Agora, as universidades federais do Brasil inteiro, e as particulares também, assim como as filantrópicas, já estão colocando em suas grades curriculares das licenciaturas em pedagogia, a preocupação sobre as diretrizes pedagógicas e as diretrizes curriculares no que diz respeito à educação infantil. Esta preocupação com a educação de forma sistêmica no Brasil está evoluindo rapidamente.

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Sobre a profissão de tecnológo, há dez anos atrás o Brasil estava proibido e o MEC estava proibido, em função de uma lei que foi votada no Congresso Nacional, de repassar dinheiro para fazer escolas técnicas de nível médio no Brasil. Esta lei foi mudada e nos últimos dez anos um movimento inverso aconteceu. Não apenas sob o ponto de vista da compreensão do papel do Estado na educação em nosso pais, mas, porque o Brasil mudou. Começou a crescer economicamente e esta realidade trouxe um novo paradigma. Os gestores públicos, a classe politica percebeu que era um erro muito grande nós não optarmos por um investimento expressivo na formação técnica em nosso país.

Nós temos 9 milhões de jovens matriculados no ensino médio no Brasil. Há uma evazão de quase 50%, e menos de um terço dos alunos conclui. Perto de dois milhões apenas. Destes, quantos estão num curso técnico federal ou estadual integrado, como é na Europa, para fazer uma profissionalização? Esta visão está errada. Nós fizemos um ensino médio para jovens de 15 a 17 anos e não demos uma formação técnica para a maioria deles. Dissemos o seguinte para a a nossa juventude: “se vocês querem uma formação profissional devem buscar o ensino superior”. Mas, o Brasil passou quase 100 anos construindo poucas universidades! Então, o total de jovens que está em idade de ingressar numa universidade é perto de 40 milhões, e apenas 5 milhões e 300 mil estão no ensino superior. Em relação à formação profissional de nossa juventude aconteceu isso, um problema grave de orientação no ensino médio.

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Da esquerda para a direita: Sr. Casemiro, representando os estudantes, Ramon Romero, professor da Fatec, Ariel Scheffer, professor do Instituto Federal do Paraná (IFPR), deputado estadual Elton Welter, deputado Angelo Vanhoni, e o professor Sávio Moreira, representante da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Nós tornamos o ensino obrigatório não só até os 14 anos, mas até os 17 anos de idade e na questão do ensino técnico o governo foi mais radical. Nestes últimos anos nós vamos chegar a 400 escolas técnicas federais construídas no Brasil e queremos ter perto de 600 mil alunos matriculados nestas escolas. Além disso o governo federal lançou um programa em parceira com a iniciativa privada e com o Sistema S, o SESC, o SESI e o SENAI, que tem expertize neste setor e formam trabalhadores. Este sistema iria sempre funcionar de forma complementar, mas agora o estado está participando de forma ativa. Foi criado um programa de facilitação de acesso aos estudantes, para que o Sistema S tenha condições de recebê-los. O governo vai financiar, através de bolsas, tanto as escolas quanto os estudantes a ingressarem nos cursos técnicos do Sistema S em todo o território nacional. E não só nas escolas do Sistema S, mas, também nas escolas de nível técnico da inciativa privada, ou de área filantrópica, ou de fundações. Não é uma formação de nível técnico como a que nós conhecemos no sistema integrado, onde o jovem se prepara durante 3 anos, estuda de manhã a formação geral e de tarde tem o desenvolvimento tecnológico, com experiência em laboratório e aprendizado no sistema de ensino médio.

No nível superior o governo está expandindo a rede pública e fomentando mecanismos de apoio ao conjunto de estudantes brasileiros para frequentarem o ensino superior. Só com o Fies nós garantimos perto de 500 e poucos mil alunos na rede pública, e tendo financiamento em qualquer faculdade particular no Brasil! Os alunos pegam o financiamento do governo federal e so vão pagar, com prazo de carência, depois que terminarem o seu curso. Isso com juros de 3 % ao ano, que é o menor juro do sistema financeiro nacional, subsidiado pelo governo, e ainda com a possibilidade de ser repactuado e renegociado, caso o estudante – desde que esteja trabalhando – não possa cumprir depois deste prazo de carência com o pagamento.

Além disso tem um estímulo para as licenciaturas. Todo o jovem que estudar para ser professor, seja de matemática, seja de química, seja de física ou de qualquer licenciatura em qualquer faculdade particular em todo o território nacional, obtém o financiamento do governo e vai pagar só quando estiver dando aula. Vai pagar com aula dada. Ele não vai desembolsar um único centavo! Isso porque faltam no Brasil, em função do atraso que aconteceu nos últimos 20 anos, perto de 250 mil professores nas áreas de química, física, biologia e matemática. Vocês, que estão estudando em cursos de tecnologia sabem como é importante a formação em ciências para a nossa juventude, e se está faltando professores de ciências no ensino médio vocês sabem o drama que vai ser depois na formação educacional no ensino superior. Precisamos incentivar a profissão e estimular os jovens a entrarem nos cursos de licenciatura.

Temos que fazer uma grande agenda política de revalorização do magistério. Os professores não podem ganhar o que estão ganhando em nosso país. A rede pública do ensino médio é responsável por 93 % da formação de toda a juventude brasileira. O salário médio pago para o professor é de R$ 1.700,00. O piso que foi estabelecido por lei é de R$ 1.100,00. Em grande parte do país não pagam o piso por uma jornada de 40 horas. O Rio de Janeiro, que é um estado rico da nação, tem um terço dos seus professores ganhando R$ 730,00 por uma jornada de 40 horas! Vocês sabem que não dá para fazer uma educação de qualidade com o professor neste nível de desprestigiamento e de desvalorização de sua profissão. Por isso não tem estudante de física ou de química dando aula em nossas escolas, eles vão trabalhar na indústria, pois a renda deles vai ser muito maior.

Nós temos que corrigir estas grandes distorções. Do contrário não mudaremos a educação no Brasil do ponto de vista da qualidade, e aí entra o grande projeto de formação tecnológica do nosso país. Por isso o governo está fazendo este esforço de construção de escolas técnicas para ter 600 mil jovens matriculados, e queremos ter, somando o Pronatec e outros sistemas, perto de 1 milhão e 200 mil jovens, em 2016, tendo uma formação técnica.

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O Brasil forma hoje perto de 28 mil engenheiros por ano, e a engenharia é a base para o desenvolvimento técnico-científico de qualquer nação. Os Estados Unidos, a China e a Índia, estes tres gigantes, por exemplo: a Índia tem um PIB menor do que o nosso, a China tem o segundo maior PIB do planeta depois dos EUA, o Brasil hoje é o quinto PIB do planeta. A Índia deve estar em oitavo, mas tem um 1 bilhão e 200 mil habitantes, é muito grande. Eles formam de 250 a 300 mil engenheiros por ano. Em corporações como a Samsung, a Apple e a LG, cada uma delas tem perto de mil engenheiros com pós graduação, doutorado, pensando o desenvolvimento tecnológico de seus produtos.

O Brasil só vai se consolidar como uma nação de desenvolvimento tecnológico se na próxima década investirmos de forma decidida no conhecimento como a espinha dorsal do desenvovimento da nação. Se o Brasil não fizer isso vamos perder um momento histórico, uma janela que a história está nos dando. Nós somos um país que vai se desenvolver muito nos próximos dez anos, mesmo com a crise da Europa, a taxas de no mínimo 3 a 4 % ao ano. Isso é mais do que qualquer país da Europa e da América do Norte. Os Estados Unidos deverão ficar na média de 1 a 2%. Na Europa, em todos os paises, a projeção vai de 0 a 2%, no máximo. Então, com o desenvolvimento contínuo de 3 a 4% ao ano, no Brasil, isso na nossa economia, fará com que não falte emprego, que o desenvolvimento do país aconteça com investimento em infraestrutura e melhoria das condições sociais da população.

Mas nós só vamos competir e ter desenvolvimento tecnológico se aproveitarmos este momento em que a economia nos favorece, se fizermos o que a Coréia, o que Japão, o que os grandes países asiáticos fizeram há 30 anos atrás: investimentos na ordem de 10% do PIB em educação e ciência! Eles estão colhendo os frutos disso hoje. Só uma empresa da Coréia fabrica mais carros do que 5 empresas juntas do Brasil inteiro, e a Coréia tem 60 milhões de habitantes, talvez menos. O Brasil tem 200 milhões de habitantes. Então, o desenvovimento tecnológico, o salto de qualidade que eles deram no mundo do desenvolvimento se deve ao investimento que foi feito no conhecimento, principalmente nas áreas de ciências e tecnologia.

Nós temos que acelerar este processo no Brasil e tomar decisões um pouco mais ousadas. Por isso o governo brasileiro mandou um projeto para a Câmara dos Deputados, que é o Plano Nacional de Educação. Este plano determina o quanto o Brasil vai investir e onde o Brasil vai investir em educação nos próximos dez anos. Vai investir na creche? Vai investir na educação infantil? Vai investir em cursos tecnológicos? Vai investir no ensino medio profissionalizante? Vai investir no ensino médio integral, como existe em outros paises? Vai investir na educação em nível fundamental, no ensino integral? Na totalidade ou numa parte, como vai ser isso? Vai valorizar o salário dos professores? O governo federal vai entrar com mais dinheiro? O fundo do Pré-sal vai repassar o dinheiro obrigatoriamente para a formação em ciência e tecnologia e para a formação profissional do nosso povo? É isso o que nós queremos? Esta lei vai estar em debate este mês e até o final deste ano no Congresso Nacional.

Angelo Vanhoni

Fotos: Gilson Camargo

Cadernos CEC 2011 – PNE: CONSTRUINDO O FUTURO AGORA!

O Plano Nacional de Educação (PNE) está em debate no Congresso Nacional e estabelece a política educacional para o decênio 2011-2020. O PNE é composto por dez diretrizes e vinte metas. Em 2011 este projeto será debatido amplamente pela sociedade brasileira, e em particular, pela comunidade educacional.

Você pode conhecer o projeto de lei, bem como a legislação citada. A Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados publicou o livreto Ação Parlamentar nº 436, organizado por Márcia Abreu e Marcos Cordiolli, visando facilitar o acesso ao texto em tramitação e ampliar o diálogo com a sociedade. Acesse a publicação e ajude a divulgá-la.

Link para o livreto Ação Parlamentar nº 436 – arquivo pdf

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A educação brasileira passou por uma profunda transformação entre 2002 e 2010. A universalização dos primeiros anos do ensino fundamental foi consolidada. Criou-se a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica ofertando ensino médio para milhares de jovens. O governo federal apresentou a firme disposição de expandir as redes municipais de educação infantil. O atendimento especial e a educação de jovens e adultos foram impulsionados por ações concretas em particular de apoio do governo federal. A educação indígena, de quilombolas e de populações ribeirinhas foi reconhecida com identidades especificas e também focos de atenção especial. Esta nova situação foi possível por que o governo federal, na gestão Lula, decidiu investir efetivamente na educação básica e chamou para si a co-responsabilidade com estados e municípios. Para isto, instituiu o Fundeb, ampliou e qualificou o SAEB e criou o Ideb, além de diversas ações setoriais e específicas. Os professores, força motriz de todo o processo educacional, foram contemplados com o Piso Salarial Profissional Nacional. A educação superior viveu uma verdadeira revolução, com a expansão do setor público (com a ampliação das vagas em universidades federais e a criação dos Institutos Federais) e no setor privado (com a oferta de vagas pelo Prouni). Os novos campi das universidades e institutos federais permitiram a expansão da ciência e tecnologia para diversas regiões desatendidas. Agora, a educação brasileira entra em um novo momento. O Plano Nacional de Educação é expressão desta proposição. Construído a partir da I Conferência Nacional de Educação – CONAE – apresenta proposições concretas para a efetiva universalização de toda a educação básica, com atendimento em crescente da jornada escolar; a grande ampliação da educação superior possibilitando o acesso ao conhecimento, a ciência e a arte por todas as nossas crianças, adolescentes e jovens. Estamos construindo um novo país, com distribuição de renda, com democratização, fortalecimento de nossa identidade nacional e com o reconhecimento de nossa rica e profunda diversidade cultural. O PNE vai ser o instrumento para guiar a educação no processo da construção do Brasil do futuro que estamos realizando hoje.
Angelo Vanhoni – relator da Comissão Especial do Plano Nacional de Educação na Câmara dos Deputados

Procultura é aprovado pela comissão de educação e cultura da câmara federal

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A Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade na manhã desta quarta-feira, 8 de dezembro, o projeto de lei 6722/2010, que institui o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura, ProCultura. A proposta ainda precisa ser analisada pelas Comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição, Justiça e Cidadania. Depois, seguirá para o Senado.

Pelo parecer e substitutivo apresentado pela relatora, deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), com alterações negociadas em encontros realizados em diversos estados, os projetos culturais passam a ser avaliados por comissão composta por governo e sociedade civil e seguirá critérios objetivos. Outro aspecto do documento está na faixa de isenção fiscal. O texto prevê melhor distribuição dos recursos do Fundo Nacional de Cultura (FNC) com objetivo de diminuir distorções dentre as cinco regiões do Brasil.

link para íntegra do relatório e substitutivo apresentado pela deputada Alice Portugal

Veja as principais mudanças no Procultura propostas no substitutivo

O ProCultura possibilitará a democratização dos recursos da Lei Rouanet para todo o território nacional, representando um importante marco no desenvolvimento de nossas políticas culturais. A sessão da CEC de hoje contou com a presença do ministro da Cultura, Juca Ferreira, que destacou a atuação do Congresso na consolidação dos avanços no setor e discorreu também sobre o Plano Nacional de Cultura, recentemente sancionado pelo presidente Lula.

link para Audiência Pública sobre o Procultura em Curitiba, em 03/05/10.

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Ministro, hoje é um dia muito especial e a sua presença demonstra a importância destas duas medidas aprovadas pelo Congresso Nacional e a repercussão que isso pode trazer na vida cultural do povo brasileiro.

Primeiro o Plano Nacional de Cultura recentemente sancionado pelo presidente Lula. Pela primeira vez o governo brasileiro pensa uma forma de articular a cultura entre os Municípios, os Estados e a Nação. Este plano é muito complexo, pois ele prevê a transferência de recursos da União para os fundos municipais e para os fundos estaduais com o objetivo de viabilizar as políticas públicas na área da cultura em todo o território nacional. Mas eu queria destacar que tanto o Plano Nacional de Cultura quanto a lei que aprovamos hoje nesta Comissão, a modificação da lei Rouanet reafirmam o principal conceito que está norteando o trabalho do Ministério e que muda o papel do Estado em relação à cultura no nosso pais: o entendimento da cultura como um direito!

Os valores simbólicos produzidos pela sociedade tem uma importância fundamental no desenvolvimento, no aperfeiçoamento e na formação do ser humano. Esta é uma mudança radical de patamar. O Estado brasileiro e a sociedade passam a entender e a colocar para si mesmos a obrigação de desenvolver políticas e mudanças no arcabouço juridico da nação para fazer com que todo o cidadão tenha o direito de usufruir e de se manifestar através dos bens cuturais produzidos pela sociedade e o Ministério da Cultura tem dado uma contribuição enorme para que este processo possa se consolidar no Brasil.

Há muito o que fazer ainda. Nós sequer temos os 2% da PEC 150 aprovados aqui na Câmara dos Deputados. O orçamento da cultura é um dos menores, no que pese os grandes avanços que tivemos nestes últimos anos do ponto de vista orçamentário.

A lei Rouanet, tematizada pela proposta que a deputada Alice Portugal relatou e à qual fez modificações importantes, há oito anos atrás trabalhava com apenas 300 mil reais. Esta mesma lei vai terminar a gestão do ministro Juca Ferreira, no ano de 2010, com 1 bilhão e 200 milhões de reais! Isso significa que o governo brasileiro, sob a direção do presidente Lula e com o trabalho do Ministério, foram os responsáveis por fazer com que esta modificação orçamentária, apoiando a arte a e cultura através da lei Rouanet, se consolidasse no nosso pais. As distorções no entanto são imensas, por isso o Ministério corretamente lançou a discussão pública sobre o projeto e nós tivemos a honra e o prazer de poder aprovar o relatório da deputada Alice Portugal, que no ano que vem vai continuar sua tramitação e nós estaremos aqui vigilantes e empenhados para fazer as modificações necessárias.
Angelo Vanhoni

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Bom dia à todos e à todas. Eu queria saudar esta Comissão na figura do nosso Paulo Rubem Santiago, que está aqui presidindo a sessão, queria parabenizar também o presidente Angelo Vanhoni e todos os parlamentares. Nós temos tido nestes dois anos da minha gestão uma relação muito próxima com o Congresso, com a Câmara e com o Senado, e evidentemente esta proximidade começa e tem como principal ponto de articulação a Comissão de Educação e Cultura, que é a Comissão que lida, eu diria que diariamente, com as questões da cultura.

Nós temos tido um apoio tão grande que eu não canso de repetir em todos os lugares que tenho ido, dentro do governo, fora do governo, de que parte do sucesso do Ministério da Cultura se deve ao apoio que o Congresso tem dado a esse fortalecimento das políticas culturais no Brasil, tanto o Senado quanto a Câmara, e evidentemente eu queria ressaltar o papel da Comissão de Educação e Cultura, nas diversas gestões, independente do parlamentar que preside, independente do partido que está à frente, que nós conseguimos aqui, além de uma frente parlamentar de apoio a cultura muito forte, eu soube que é a maior do Congresso, é uma frente parlamentar que integra senadores e deputados, e consegumos um diálogo com todos os partidos e com todos os parlamentares. Isso é uma preocupação que nós temos no Ministério. Trabalhar de forma republicana. A cultura não pode ser submetida a interesses imediatos. A democracia vive desse dissenso, desso confronto de idéias, de projetos, de propostas, mas, a democracia precisa também de alguns pontos consensuais, a base que solidifica e cria coesão em torno das grandes metas e dos grandes projetos do país, e a cultura evidentemente que é uma dimensão importante.

Nós conseguimos tirar a Cultura da insignificância. A insiginificância orçamentária, insignificância temática. Não se pensava, não se discutia, não se via qual é o papel da cultura no desenvovlimetneo do país, e na verdade, nesses oito anos, e ai eu incorporo os seis anos do ministro Gil, porque de alguma maneira dei continuidade ao processo, durante os oito anos do presidente Lula houve uma unidade, um crescimento, um fortalecimento dia à dia, eu nem diria de ano pra ano, dos primeiros seis anos para os dois seguintes, mas dia à dia nós estamos fazendo um deslocamento importante, tirando a cultura de um território pouco iluminado, com pouca atenção, e nós a estamos trazendo para o centro do projeto de nação. Eu não acredito que o Brasil seja capaz de enfrentar os desafios do século XXI sem oferecer educação de qualidade para todos e sem oferecer acesso pleno à cultura.
Juca Ferreira

Assista a íntegra dos vídeos na página da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal

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Fotos: Pedro França

Presidente lula sanciona o plano nacional de cultura

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A lei que institui o Plano Nacional de Cultura (PNC) e cria o Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais foi publicada no Diário Oficial da União, nesta sexta-feira (03/12). Segundo a lei, o PNC é regido pelos princípios de liberdade de expressão, criação e fruição; diversidade cultural e respeito aos direitos humanos.

A lei prevê ainda a valorização da cultura como vetor do desenvolvimento sustentável, a democratização das instâncias de formulação das políticas culturais, a responsabilidade dos agentes públicos pela implementação das políticas culturais, a colaboração entre agentes públicos e privados para o desenvolvimento da economia da cultura e a participação e controle social na formulação e acompanhamento das políticas culturais.

São objetivos do PNC reconhecer e valorizar a diversidade cultural, étnica e regional brasileira; proteger e promover o patrimônio histórico e artístico, material e imaterial; valorizar e difundir as criações artísticas e os bens culturais, arquivos e coleções; universalizar o acesso à arte e à cultura e estimular a presença da arte e da cultura no ambiente educacional.

Há também, entre os objetivos do plano, a qualificação da gestão da área cultural nos setores público e privado, a profissionalização e especialização dos agentes e gestores culturais, a descentralização das políticas públicas de cultura e a consolidação dos processos de consulta e participação da sociedade na formulação das políticas culturais.

Segundo a lei, compete ao poder público formular políticas públicas e programas que conduzam à efetivação dos objetivos, diretrizes e metas do PNC; garantir a avaliação e a mensuração do desempenho do plano e assegurar sua efetivação pelos órgãos responsáveis.

O Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais, de acordo com a lei, deverá coletar, sistematizar e interpretar dados, fornecer metodologias e estabelecer parâmetros à mensuração da atividade do campo cultural e das necessidades sociais por cultura, que permitam a formulação, monitoramento, gestão e avaliação das políticas públicas de cultura e das políticas culturais, verificando a implementação do PNC e sua revisão nos prazos previstos.

Outro objetivo do Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais é disponibilizar estatísticas e indicadores relevantes para a caracterização da demanda e oferta de bens
culturais para a construção de modelos de economia e sustentabilidade da cultura, para a adoção de mecanismos de indução e regulação da atividade econômica no campo cultural, dando apoio aos gestores culturais públicos e privados.

O Comitê Executivo do PNC será composto por membros indicados pelo Congresso Nacional e pelo Ministério da Cultura, tendo a participação de representantes do Conselho Nacional de Política
Cultural (CNPC) e do setor cultural.

Fonte: g1.globo.com

Em pronunciamento oficial ontem (02/12), o ministro da Cultura, Juca Ferreira, falou sobre a importância do Plano Nacional de Cultura (PNC) para o desenvolvimento das políticas culturais do país e destacou o apoio do parlamento neste processo. O ministro discorreu também sobre outros projetos que estão tramitando na Câmara dos Deputados, como o Vale Cultura e o Procultura.

Link para a íntegra do Plano Nacional de Cultura

O dia 11 de junho poderá ser conhecido como o “Dia Nacional da Diplomacia Cultural”, e a década de 2013 a 2023 a década da diplomacia cultural brasileira

De autoria do deputado federal Angelo Vanhoni, o projeto de lei que institui estas datas, tem por objetivo chamar atenção para um aspecto da ação cultural do Brasil que vem se ampliando cada vez mais. O papel da cooperação cultural como fator de desenvolvimento de relações comerciais e políticas e como elemento da diplomacia cultural do país.

A data  homenageia o embaixador Waladimir Amaral Murtinho: nascido em 11 de junho de 1919 e falecido no dia 16 de dezembro 2003, aos 83 anos de idade, deixando um legado de dedicação ao Brasil e à cultura brasileira difícil de ser equiparado. “A importância de sua atuação ao longo de mais de 65 anos de serviço público e nos últimos anos à frente da Assessoria Internacional do Ministério da Cultura, justifica a homenagem pela qual não apenas manifestamos nossa admiração por seu trabalho, mas também a incansável atuação na divulgação do Brasil e da cultura na sua diversidade “, afirma Vanhoni.

O projeto estabelece ainda que o período de 2011 a 2012 seja destinado à  discussão e aprovação do Plano Nacional Estratégico de Cooperação e Diplomacia Cultural. Para o autor do projeto, “com a realização da Copa 2014 e das Olimpíadas 2016, entre outros de projeção internacional, observa-se o valor estratégico desses eventos para a divulgação do Brasil e para a preparação das diversas instâncias de governo para o novo papel que o país tem exercido junto à comunidade das nações.”

idade de matrícula no ensino fundamental – Audiência Pública na Comissão de Educação e cultura da câmara federal – 20/05/10

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A discussão em torno da idade de matrícula no ensino fundamental ganhou novos rumos na manhã desta quinta-feira (20/05) em debate proposto pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal. A comissão ouviu estudiosos e representantes de diversas entidades sobre o Projeto de Lei 6755/10, originário do Senado, que torna obrigatória a matrícula no ensino fundamental aos cinco anos e não mais aos seis. O deputado Joaquim Beltrão (PMDB/AL), afirmou que apresentará susbstitutivo determinando que a idade para matrícula permaneça aos seis anos. A audiência resultou no consenso com as entidades presentes, que se posicionaram contrárias à redução da idade de matrícula.

A polêmica decorre de divergências na interpretação da Emenda Constitucional 53, que não deixa claro o corte etário de transição entre a educação infantil e o ensino fundamental. Esta situação já motivou decisões judiciais em alguns estados permitindo a matrícula de crianças com cinco anos no ensino fundamental, embora a lei 11.114/05 determine que a matrícula no ensino fundamental seja aos seis anos.

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Compuseram a mesa nesta reunião: Carlos Eduardo Sanches, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME), deputado Joaquim Ribeiro, autor do requerimento, Angelo Vanhoni, presidente da CEC e Carlos Artexes Simões, da Diretoria de Concepções e Orientações Curriculares para a Educação Básica do Ministério da Educação (MEC).

Carlos Artexes Simões, diretor de Concepções e Orientações Curriculares para Educação Básica, representante do Ministério da Educação na audiência, afirmou que o corte deve estar explícito na lei para evitar novas confusões, mas, posicionou-se favorável ao estabelecido pelo Conselho Nacional de Educação, que determina a matrícula apenas aos seis anos completos ou a completar até o dia 31 de março do ano em curso. O presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) também defendeu que sejam respeitadam as determinações do CNE, alegando que o ingresso aos cinco anos pode corroborar para o fracasso do aprendizado da criança.

Segundo Vital Didonet, representante da Rede Nacional Primeira Infância, estudos comprovam que a criança que ingressa no ensino fundamental com cinco anos tem rendimento inferior às crianças matriculadas aos seis. Gizele Souza, representante do Movimento Interforuns de Educação, acrescentou que “a Educação Infantil está pedagogicamente preparada para receber as crianças dessa faixa etária”.

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Vanhoni presidiu a reunião e opinou sobre o impasse na legislação: “Não faz muito tempo que a educação infantil se tornou objeto de preocupação da sociedade e dos educadores do país. Como política de Estado isso é muito recente. Por isso, é natural encontrar problemas como essa brecha na legislação”. O deputado destacou a relevância dos participantes presentes na audiência “Hoje, aqui, estamos fazendo uma lei ao entrar no consenso de um substitutivo. De forma transparente vamos queimar etapas para diminuir as brechas na lei, nesse momento em que o Brasil está consolidando uma política de Estado para a educação infantil”.

Também estiveram presentes os deputados Fátima Bezerra (PT/RN), Ivan Valente (PSOL/SP), José Genoíno (PT/SP), Nilmar Ruiz (PR/TO), Pedro Wilson (PT/GO) e Wilson Picler (PDT/PR).

Texto: Vanessa Vieira – Comunicação CEC, 20/05/10
Fotos: Saulo Cruz

texto da nova lei rouanet chega ao congresso nacional

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Fontes: Folha de São Paulo / SP (28/01/2010) e Diário Oficial da União (27/01/2010).

O projeto da nova Lei Rouanet foi assinado pelo presidente Lula e seguiu ontem para análise na Câmara Federal. A expectativa oficial é de que a proposta seja aprovada até o segundo semestre; para o governo, a essência do texto é a mesma do fim de 2009. O Projeto de Lei chegou a ser entregue simbolicamente no fim do ano passado, mas a proposta só foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva anteontem. O ministro interino da Cultura, Alfredo Manevy, afirma que faltavam “formalizações” para que a proposta fosse mandada ao Congresso, que deverá analisá-la a partir da semana que vem.

Link para a íntegra do projeto de lei encaminhado ao Congresso.

Link para matéria no blog da rouanet / MinC.

sancionada a lei que cria o dia nacional da comunidade ucraniana

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De autoria do deputado federal Angelo Vanhoni, a lei que institui o dia 24 de agosto o Dia Nacional da Comunidade Ucraniana no Brasil foi sancionada nesta terça, 19/01/2010, pelo Presidente Lula, atendendo a reivindicação desta grande comunidade que vive, em sua grande maioria, no Paraná. Em 24 de agosto de 1991 o parlamento ucraniano declarou a Independência da Ucrânia.

“É pela noção integral de patrimônio cultural, que propus 24 de agosto como o Dia Nacional da Comunidade Ucraniana, como data simbólica em reconhecimento a expressão cultural destas comunidades que perpassa pelas tradições, códigos e valores simbólicos do povo ucraniano. O Brasil abriga hoje a maior comunidade ucraniana da América Latina, contando com aproximadamente 500 mil pessoas, entre ucranianos e descendentes, 75% deles vivendo no estado do Paraná. Estima-se que foram mais de 10 mil famílias que formaram comunidades em Curitiba e no interior do estado.”

Angelo Vanhoni

O projeto de lei se respalda no § 2.º do Art. 215 da Constituição Federal, que dispõe sobre a fixação de datas comemorativas de alta significação para os segmentos étnicos nacionais. Afirma a Constituição Federal que “o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.” O projeto de lei também baseia-se pela Convenção para Salvaguarda do Patrimônio Imaterial em 2003, da UNESCO, na qual se reconhece “a profunda interdependência entre patrimônio cultural imaterial e o patrimônio material cultural e natural.”

Em 2009 as comunidades ucranianas de Mallet, Irati e Prudentópolis foram visitadas pelo Ministro da Cultura Juca Ferreira, e por Vasyl Vovkun, Ministro da Cultura da Ucrânia. Uma série de eventos comemorativos está sendo preparada para 2011, nos dois países, em celebração aos 120 anos da chegada dos primeiros imigrantes ao Brasil.

Cartaz: Foca Cruz

ampliação dos acervos dos museus federais – políticas de estímulo à doação de obras de arte via incentivo fiscal

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José do Nascimento Junior, presidente do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM).

No Brasil, doar e receber obras de arte não é uma questão simples, tampouco é problema específico apenas de um museu. Como as regras e as políticas de aquisição de obras para instituições ainda se firmam no país, os museus, sem verba para a compra de peças artísticas, têm de esperar a boa vontade de colecionadores ou dos próprios artistas que queiram doar suas obras.

Ontem pela manhã, 03/12/2209, o ministro da Cultura, Juca Ferreira se reuniu com diretores de instituições nacionais e representantes do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) tendo como tema a política de aquisição de acervos. Trata-se de uma continuidade das discussões sobre a questão, alavancada ainda, pelo episódio do incêndio de obras de Hélio Oiticica (1937-1980) e de seu pai, o fotógrafo José Oiticica Filho (1906-1964), ocorrido em outubro na casa da família dos criadores no Rio – as peças deveriam estar em uma instituição, mas, como familiares podem ceder as criações aos aparatos museológicos?

“Desde 2003 há um edital do Ministério da Cultura de modernização de museus, que permite aquisição de obras, mas, poucas instituições o utilizam porque, primeiro necessitam da qualificação das reservas técnicas. Nossa intenção é que tenhamos um edital específico de R$ 10 milhões para aquisição de acervo, via Petrobrás ou Ministério”.
José do Nascimento Junior

Outra proposta de estímulo à doação/cessão é o projeto de lei do deputado Angelo Vanhoni (PT-PR) de dedução do valor de obras de arte doadas a muses federais em até 6% do Imposto de Renda devido e o anteprojeto de Michel Etlin, da Associação Nacional das Entidades Culturais Não-Lucrativas, também de incentivo fiscal para patrimônio de herança – e pode-se citar ainda os editais da Caixa Econômica Federal e da Funarte, ambos da esfera federal. “Governos estaduais e municipais também têm de adquirir” diz Nascimento.

link para a íntegra da matéria publicada pelo jornal O Estado de São Paulo, em 03/12/09

Foto: Gilson Camargo




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