Arquivo da Categoria 'Projetos de Lei'

O dia 11 de junho poderá ser conhecido como o “Dia Nacional da Diplomacia Cultural”, e a década de 2013 a 2023 a década da diplomacia cultural brasileira

De autoria do deputado federal Angelo Vanhoni, o projeto de lei que institui estas datas, tem por objetivo chamar atenção para um aspecto da ação cultural do Brasil que vem se ampliando cada vez mais. O papel da cooperação cultural como fator de desenvolvimento de relações comerciais e políticas e como elemento da diplomacia cultural do país.

A data  homenageia o embaixador Waladimir Amaral Murtinho: nascido em 11 de junho de 1919 e falecido no dia 16 de dezembro 2003, aos 83 anos de idade, deixando um legado de dedicação ao Brasil e à cultura brasileira difícil de ser equiparado. “A importância de sua atuação ao longo de mais de 65 anos de serviço público e nos últimos anos à frente da Assessoria Internacional do Ministério da Cultura, justifica a homenagem pela qual não apenas manifestamos nossa admiração por seu trabalho, mas também a incansável atuação na divulgação do Brasil e da cultura na sua diversidade “, afirma Vanhoni.

O projeto estabelece ainda que o período de 2011 a 2012 seja destinado à  discussão e aprovação do Plano Nacional Estratégico de Cooperação e Diplomacia Cultural. Para o autor do projeto, “com a realização da Copa 2014 e das Olimpíadas 2016, entre outros de projeção internacional, observa-se o valor estratégico desses eventos para a divulgação do Brasil e para a preparação das diversas instâncias de governo para o novo papel que o país tem exercido junto à comunidade das nações.”

idade de matrícula no ensino fundamental – Audiência Pública na Comissão de Educação e cultura da câmara federal – 20/05/10

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A discussão em torno da idade de matrícula no ensino fundamental ganhou novos rumos na manhã desta quinta-feira (20/05) em debate proposto pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal. A comissão ouviu estudiosos e representantes de diversas entidades sobre o Projeto de Lei 6755/10, originário do Senado, que torna obrigatória a matrícula no ensino fundamental aos cinco anos e não mais aos seis. O deputado Joaquim Beltrão (PMDB/AL), afirmou que apresentará susbstitutivo determinando que a idade para matrícula permaneça aos seis anos. A audiência resultou no consenso com as entidades presentes, que se posicionaram contrárias à redução da idade de matrícula.

A polêmica decorre de divergências na interpretação da Emenda Constitucional 53, que não deixa claro o corte etário de transição entre a educação infantil e o ensino fundamental. Esta situação já motivou decisões judiciais em alguns estados permitindo a matrícula de crianças com cinco anos no ensino fundamental, embora a lei 11.114/05 determine que a matrícula no ensino fundamental seja aos seis anos.

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Compuseram a mesa nesta reunião: Carlos Eduardo Sanches, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME), deputado Joaquim Ribeiro, autor do requerimento, Angelo Vanhoni, presidente da CEC e Carlos Artexes Simões, da Diretoria de Concepções e Orientações Curriculares para a Educação Básica do Ministério da Educação (MEC).

Carlos Artexes Simões, diretor de Concepções e Orientações Curriculares para Educação Básica, representante do Ministério da Educação na audiência, afirmou que o corte deve estar explícito na lei para evitar novas confusões, mas, posicionou-se favorável ao estabelecido pelo Conselho Nacional de Educação, que determina a matrícula apenas aos seis anos completos ou a completar até o dia 31 de março do ano em curso. O presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) também defendeu que sejam respeitadam as determinações do CNE, alegando que o ingresso aos cinco anos pode corroborar para o fracasso do aprendizado da criança.

Segundo Vital Didonet, representante da Rede Nacional Primeira Infância, estudos comprovam que a criança que ingressa no ensino fundamental com cinco anos tem rendimento inferior às crianças matriculadas aos seis. Gizele Souza, representante do Movimento Interforuns de Educação, acrescentou que “a Educação Infantil está pedagogicamente preparada para receber as crianças dessa faixa etária”.

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Vanhoni presidiu a reunião e opinou sobre o impasse na legislação: “Não faz muito tempo que a educação infantil se tornou objeto de preocupação da sociedade e dos educadores do país. Como política de Estado isso é muito recente. Por isso, é natural encontrar problemas como essa brecha na legislação”. O deputado destacou a relevância dos participantes presentes na audiência “Hoje, aqui, estamos fazendo uma lei ao entrar no consenso de um substitutivo. De forma transparente vamos queimar etapas para diminuir as brechas na lei, nesse momento em que o Brasil está consolidando uma política de Estado para a educação infantil”.

Também estiveram presentes os deputados Fátima Bezerra (PT/RN), Ivan Valente (PSOL/SP), José Genoíno (PT/SP), Nilmar Ruiz (PR/TO), Pedro Wilson (PT/GO) e Wilson Picler (PDT/PR).

Texto: Vanessa Vieira – Comunicação CEC, 20/05/10
Fotos: Saulo Cruz

texto da nova lei rouanet chega ao congresso nacional

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Fontes: Folha de São Paulo / SP (28/01/2010) e Diário Oficial da União (27/01/2010).

O projeto da nova Lei Rouanet foi assinado pelo presidente Lula e seguiu ontem para análise na Câmara Federal. A expectativa oficial é de que a proposta seja aprovada até o segundo semestre; para o governo, a essência do texto é a mesma do fim de 2009. O Projeto de Lei chegou a ser entregue simbolicamente no fim do ano passado, mas a proposta só foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva anteontem. O ministro interino da Cultura, Alfredo Manevy, afirma que faltavam “formalizações” para que a proposta fosse mandada ao Congresso, que deverá analisá-la a partir da semana que vem.

Link para a íntegra do projeto de lei encaminhado ao Congresso.

Link para matéria no blog da rouanet / MinC.

sancionada a lei que cria o dia nacional da comunidade ucraniana

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De autoria do deputado federal Angelo Vanhoni, a lei que institui o dia 24 de agosto o Dia Nacional da Comunidade Ucraniana no Brasil foi sancionada nesta terça, 19/01/2010, pelo Presidente Lula, atendendo a reivindicação desta grande comunidade que vive, em sua grande maioria, no Paraná. Em 24 de agosto de 1991 o parlamento ucraniano declarou a Independência da Ucrânia.

“É pela noção integral de patrimônio cultural, que propus 24 de agosto como o Dia Nacional da Comunidade Ucraniana, como data simbólica em reconhecimento a expressão cultural destas comunidades que perpassa pelas tradições, códigos e valores simbólicos do povo ucraniano. O Brasil abriga hoje a maior comunidade ucraniana da América Latina, contando com aproximadamente 500 mil pessoas, entre ucranianos e descendentes, 75% deles vivendo no estado do Paraná. Estima-se que foram mais de 10 mil famílias que formaram comunidades em Curitiba e no interior do estado.”

Angelo Vanhoni

O projeto de lei se respalda no § 2.º do Art. 215 da Constituição Federal, que dispõe sobre a fixação de datas comemorativas de alta significação para os segmentos étnicos nacionais. Afirma a Constituição Federal que “o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.” O projeto de lei também baseia-se pela Convenção para Salvaguarda do Patrimônio Imaterial em 2003, da UNESCO, na qual se reconhece “a profunda interdependência entre patrimônio cultural imaterial e o patrimônio material cultural e natural.”

Em 2009 as comunidades ucranianas de Mallet, Irati e Prudentópolis foram visitadas pelo Ministro da Cultura Juca Ferreira, e por Vasyl Vovkun, Ministro da Cultura da Ucrânia. Uma série de eventos comemorativos está sendo preparada para 2011, nos dois países, em celebração aos 120 anos da chegada dos primeiros imigrantes ao Brasil.

Cartaz: Foca Cruz

ampliação dos acervos dos museus federais – políticas de estímulo à doação de obras de arte via incentivo fiscal

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José do Nascimento Junior, presidente do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM).

No Brasil, doar e receber obras de arte não é uma questão simples, tampouco é problema específico apenas de um museu. Como as regras e as políticas de aquisição de obras para instituições ainda se firmam no país, os museus, sem verba para a compra de peças artísticas, têm de esperar a boa vontade de colecionadores ou dos próprios artistas que queiram doar suas obras.

Ontem pela manhã, 03/12/2209, o ministro da Cultura, Juca Ferreira se reuniu com diretores de instituições nacionais e representantes do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) tendo como tema a política de aquisição de acervos. Trata-se de uma continuidade das discussões sobre a questão, alavancada ainda, pelo episódio do incêndio de obras de Hélio Oiticica (1937-1980) e de seu pai, o fotógrafo José Oiticica Filho (1906-1964), ocorrido em outubro na casa da família dos criadores no Rio – as peças deveriam estar em uma instituição, mas, como familiares podem ceder as criações aos aparatos museológicos?

“Desde 2003 há um edital do Ministério da Cultura de modernização de museus, que permite aquisição de obras, mas, poucas instituições o utilizam porque, primeiro necessitam da qualificação das reservas técnicas. Nossa intenção é que tenhamos um edital específico de R$ 10 milhões para aquisição de acervo, via Petrobrás ou Ministério”.
José do Nascimento Junior

Outra proposta de estímulo à doação/cessão é o projeto de lei do deputado Angelo Vanhoni (PT-PR) de dedução do valor de obras de arte doadas a muses federais em até 6% do Imposto de Renda devido e o anteprojeto de Michel Etlin, da Associação Nacional das Entidades Culturais Não-Lucrativas, também de incentivo fiscal para patrimônio de herança – e pode-se citar ainda os editais da Caixa Econômica Federal e da Funarte, ambos da esfera federal. “Governos estaduais e municipais também têm de adquirir” diz Nascimento.

link para a íntegra da matéria publicada pelo jornal O Estado de São Paulo, em 03/12/09

Foto: Gilson Camargo

campanha de apoio aos museus – aprovado pela comissão de educação e cultura projeto de lei que incentiva doações de obras de arte e bens de valor histórico e cultural a museus públicos federais

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Escadaria interna do Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, sede atual do Museu da República. O edifício era utilizado como residência presidencial antes da construção de Brasília.

O Projeto de Lei 2764/08, aprovado nesta semana pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal preenche uma importante lacuna na política de preservação de acervos culturais, além de democratizar o acesso à esta produção, que em grande parte pertence a coleções particulares. O projeto garantirá maior segurança jurídica às doações filantrópicas no Brasil e permitirá que contribuintes (entidades e associações) deduzam do Imposto de Renda devido o valor de obras de arte e bens de valor histórico e cultural que forem doados a museus públicos federais. De acordo com a proposta o valor a ser deduzido não poderá ultrapassar a 6% do imposto devido, somando-se também as doações feitas aos fundos da criança e do adolescente, a projetos culturais e ao incentivo a atividades audiovisuais.

link para o Projeto de Lei 2764/08 de autoria do deputado Angelo Vanhoni
leia mais sobre o assunto

Foto: Gilson Camargo

moção de apoio pela pec 150 – 2% do orçamento federal destinado para a cultura

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O deputado federal Angelo Vanhoni está em campanha pela aprovação da PEC 150. Uma moção de apoio à proposta, além do pedido ao Presidente da Câmara Federal, Michel Temer, de inclusão desta pauta na ordem do dia, está sendo levada aos participantes das etapas municipais e estaduais da II Conferência Nacional de Cultura.

“Estamos vivendo um momento histórico para a democracia brasileira: a valorização do ser humano e de sua produção simbólica. O entendimento da cultura como direito de cidadania e a sua inscrição nas prioridades do Estado. O país está amadurecendo na percepção da transversalidade dos investimentos na cultura e do seu reflexo em todos os setores da administração pública. A importância da economia da cultura no desenvolvimento de nossa sociedade, na multiplicação das oportunidades de trabalho e na melhoria da qualidade de vida da população é cada vez mais evidente. O respeito ao legado das diversas tradições que compõem nossa identidade e a expressão subjetiva de cada indivíduo através da arte, além de ser um dever do Estado, exerce uma ação transformadora em diversos setores da sociedade, gera novas perspectivas de sustentabilidade econômica, de distribuição de renda e cria oportunidades de circulação de nossa produção cultural, colocando-a em diálogo com o mundo.

A ampliação dos investimentos no setor cultural para 2% do orçamento do país é a base mínima para que possamos realizar uma política pública de cultura efetiva em todo o territorio nacional. Chegamos a grandes conquistas nos últimos anos do governo Lula, fruto dos debates que vem acontecendo nas conferências em todo o país. No entanto, estas reformas dependem da garantia de recursos para sua realização. Temos pela primeira vez em nossa história um Plano Nacional de Cultura, que estabelece diretrizes e metas a serem atingidas nos próximos dez anos, temos o Sistema Nacional de Cultura, que será votado em breve e normatizará os repasses do governo federal para os estados e municípios, redistribuindo os recursos de forma equitativa sem concentrações e polaridades em nosso extenso território. A reforma da lei Rouanet, qué é o principal instrumento de incentivo à cultura no Brasil, permitirá uma participação maior da sociedade civil na escolha dos projetos, além de possibilitar que os recursos cheguem diretamente aos artistas e produtores culturais através dos fundos setoriais.

Todas estas reformas em nossas políticas culturais necessitam agora de sua participação e de seu apoio. É o momento de toda a sociedade se mobilizar para garantir esta vitória do cidadão brasileiro sobre os imperativos imediatos da vida em pról de sua dignidade maior, que é a expressão de sua alma e a valorização da memória de sua coletividade e de seus ancestrais.

Atualmente os investimentos do governo federal na área da cultura estão fixados em apenas 0.6% da arrecadação nacional. A elevação deste patamar para 2% do orçamento do país, dedicados à preservação, acesso e fomento à cultura é absolutamente necessária para o desenvolvimento de nossa sociedade, para que o Brasil se equipare, em termos de investimentos no setor cultural, aos índices mínimos aceitáveis para os países em desenvolvimento, segundo critérios estabelecidos internacionalmente pela UNESCO.”

link para Plano Nacional de Cultura – pdf
link para PEC150 – doc

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Participe você também desta campanha. Faça o download da Moção de Apoio, imprima, passe aos amigos, conhecidos e entidades. Você pode nos enviar por e-mail para imprensa.depangelovanhoni@gmail.com ou através do correio para o escritório em Curitiba: Rua XV de Novembro, 1234, conj. 402. CEP 80060-000

MOÇÃO DE APOIO PELA PEC 150 – download

Nós, participantes e delegados(as) das Conferências Municipais de Cultura do Estado do Paraná, abaixo-assinado, pedimos ao Presidente da Câmara Federal que insira na ordem do dia a votação da Proposta de Emenda Constitucional 150, que eleva a 2% do orçamento federal, 1,5% do orçamento estadual e 1% do orçamento municipal as verbas destinadas para Cultura. A aprovação da PEC 150 é fundamental para que as políticas públicas de cultura, temas dos nossos debates, possam ser estruturadas e fortalecidas. Cultura na pauta do Brasil. Cultura como um direito de cidadania é o que reivindicamos.

Clique aqui para assinar a Moção “on-line” de Apoio à PEC-150

Fotos: Gilson Camargo

preservação do patrimônio histórico e cultural brasileiro e democratização do acesso à produção artística nacional – incentivo à doação de obras de arte aos acervos dos museus públicos federais

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Hélio Oiticica, um dos artistas brasileiros mais importantes do século 20, em fotografia tirada pelo cineasta Ivan Cardoso. Pelo menos 90% das obras do artista plástico carioca foram destruídas devido a um incêndio na noite de 16/10/2009 no primeiro andar da casa da família, no Jardim Botânico, zona sul do Rio de Janeiro. Lá estavam abrigadas mais de mil peças do acervo do Projeto Hélio Oiticica e nada se salvou. A tragédia provocou grande comoção entre os artistas. Em entrevista à CBN e à Rádio Câmara, o ministro Juca Ferreira e o deputado Angelo Vanhoni falaram sobre a necessidade de legislação específica para a preservação do patrimônio cultural brasileiro e de instrumentos que garantam a democratização do acesso a esta produção.

A Câmara Federal está analisando projetos de lei que garantem maior segurança jurídica às doações filantrópicas no Brasil. O Projeto de Lei 2764/08, do deputado Angelo Vanhoni, que tramita em caráter conclusivo – será analisado pelas comissões de Educação e Cultura, de Finanças e Tributação, e de Constituição, Justiça e Cidadaniapermitirá que contribuintes (entidades e associações) deduzam do Imposto de Renda devido o valor de obras de arte e bens de valor histórico e cultural que forem doados a museus públicos federais. De acordo com a proposta o valor a ser deduzido não poderá ultrapassar a 6% do imposto devido, somando-se também as doações feitas aos fundos da criança e do adolescente, a projetos culturais e ao incentivo a atividades audiovisuais.

Muitos autores que já fazem parte do acervo cultural nacional e grandes expoentes da expressão artística brasileira indispensáveis em nossa formação ainda são inacessíveis à grande maioria. Autores fundamentais no imaginário nacional como Monteiro Lobato, Cecília Meireles, Paulo Leminski e Hélio Oiticica são alguns dos numerosos exemplos em que as dificuldades entre as instituições, editores, familiares e disposições contratuais a respeito do direito sobres as obras não produzem um consenso que viabilize o acesso amplo a esses bens culturais. Isso se reflete também nas artes visuais, onde obras de inegável valor simbólico em nossa cultura estão restritas a coleções particulares sem que haja uma via direta de acesso para o público.

“Se isso acontecer, nós estaremos garantindo um mecanismo institucional de estímulo, de apoio, de fomento para que grande parte desse patrimônio que não está preservado do ponto de vista do Estado, possa estar muito bem cuidado e a disposição da maior parte do público brasileiro, garantindo assim a fruição aos bens culturais que a sociedade brasileira produziu ao longo da sua história.”
Angelo Vanhoni

link para o Projeto de Lei 2764/08
link para a entrevista com o ministro Juca Ferreira, o deputado Angelo Vanhoni e o presidente do IBRAM, José do Nascimento Júnior na Rádio CBN – Rio
link para a entrevista com o deputado Angelo Vanhoni na Rádio Câmara

aprovação do plano nacional de cultura e da pec 150 – 2% do orçamento da união para cultura – 23/09/09

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Vanhoni frisou a importância do aumento do percentual destinado à cultura no pais. 2% do total da arrecadação nacional para o setor é o patamar mínimo estabelecido pela UNESCO.

“Tivemos hoje um dia de decisões históricas para a área cultural. O governo Lula foi o primeiro governo que reconheceu a cultura como parte importante do desenvolvimento do país. È a primeira vez que temos de fato uma política pública de cultura. A PEC 150 é um dos grandes avanços trazidos por este governo. Aumentar os recursos para a área cultural é apontar para o futuro da consolidação de uma política nacional de cultura, nunca antes reconhecida no país. E 2009 terá outras boas notícias. Faremos os ajustes na Lei Rouanet, que devem trazer benefícios para os brasileiros, para a classe artística e para a cultura em geral”.

Duas propostas fundamentais para a cultura brasileira foram aprovadas pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal: a PEC 150, em tramitação desde 2001, que determina percentuais dos tributos federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal para a preservação do patrimônio cultural brasileiro e para a produção e difusão da cultura nacional, e o Plano Nacional de Cultura (PNC), que orientará as políticas culturais no país nos próximos 10 anos.

Com a aprovoção da PEC 150, que agora segue para análise do plenário, os recursos destinados à Cultura passam dos atuais 0,6% do orçamento federal, cerca R$ 1,3 bilhão, para 2%, o que equivale a pouco mais de R$ 5,3 bilhões. A PEC 150 também prevê a vinculação para a Cultura de 1,5% dos orçamentos dos estados e 1% dos municípios.

O Plano Nacional de Cultura tem como subsídios debates realizados desde 2003, com intensa participação social em todo o Brasil. Passou por uma Conferência Nacional de Cultura em 2005, teve a contribuição de vários especialistas, suas diretrizes foram referendadas em seminários pelos 27 Estados do país entre gestores, produtores e artistas, e foi aprovado pelo Conselho Nacional de Política Cultural.

link para Plano Nacional de Cultura – pdf
link para PEC150 – doc
link para matéria Gazeta do Povo/PR em 23/09/09.
link para matéria Gazeta do Povo/PR em 26/09/09.

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Fotos: Gilson Camargo




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