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incentivo a agricultura familiar – campo magro/pr

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A comunidade de Conceição dos Correias (imagem acima), em Campo Magro, no Paraná, recebeu nesta quinta feira, 12/01/2012 as chaves de uma retroescavadeira adquirida atráves de emenda parlamentar do deputado Angelo Vanhoni. O município tem hoje cerca de 1.300 pequenas propriedades rurais, uma agricultura familiar forte e um número expressivo de criadores de peixes.

O novo equipamento será utilizado na construção de viveiros para piscicultura, limpeza, manutenção ou melhoria de tanques antigos e pequenas obras de saneamento ambiental das propriedades rurais, bem como em obras para a instalação de projetos de irrigação.

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Sentados à mesa durante a reunião, a secretária municipal de Agricultura, Sandra Maria Ribas Machado e o prefeito de Campo Magro, José Pase.

“No início deste projeto, quando nos reunimos em 2009 aqui na Casa do Agricultor, o deputado Angelo Vanhoni estava junto com a gente e se comprometeu em ajudar nas nossas reivindicações. Ele levou esta demanda do Conselho de Desenvolvimento Rural de Campo Magro até Brasilia e nos destinou uma emenda parlamentar no valor de R$ 195 mil, que possibilitou a compra desta retroescavadeira que estamos recebendo aqui agora.”
Sandra Maria Ribas Machado, secretária de Agricultura de Campo Magro

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Em nome dos agricultores da região, o sr. Francelino Pereira Ribas recebeu do prefeito José Antônio Pase as chaves do equipamento disponibilizado. Representantes do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável estiveram presentes no evento para definir o número máximo de horas de uso a serem inscritas por ano para cada produtor beneficiado e as regras de compartilhamento dos custos de operação da máquina.

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As inscrições para o uso da escavadeira serão realizadas na Casa do Agricultor e, para programas de piscicultura, remoção de solo e limpeza de tanques as inscrições deverão ser feitas na Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente. A elaboração de projetos de piscicultura será feita por um técnico da Emater de acordo com as normas ambientais e encaminhado a Suderhsa para verificação da dispensa de outorga do uso da água.

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Localizado em Conceição dos Correias, o Morro da Palha, com 1.190 metros é o ponto mais alto de Campo Magro e proporciona uma visão panorâmica do município. A cidade conta com diversos atrativos para o turismo rural, esportes como vôo livre, paraglider e cavalgadas, além de diversas pousadas e excelentes opções culinárias nos restaurantes da região.

Fotos: Gilson Camargo

entrevista com angelo vanhoni – gazeta do povo/pr, 03/01/12

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“Continuo com a mesma visão: humanizar Curitiba, fazer dela uma cidade preocupada com as pessoas. E continuo com o mesmo diagnóstico porque o modo de governar a cidade continua igual”. Foto: Henry Milleo

Entrevista concedida à jornalista Caroline Olinda, publicada na Gazeta do Povo/PR, em 03/01/12

Ao ser informado de que a entrevista trataria da eleição para a prefeitura de Curitiba, o deputado federal Angelo Vanhoni (PT) hesitou. Relator do Plano Nacional de Educação na Câmara dos Deputados, disse que ainda estava muito envolvido com o projeto e a cabeça longe das discussões locais. Depois de alguma insistência da reportagem, aceitou falar.

Vanhoni mostrou que não está disposto a entrar numa briga interna para defender uma candidatura própria do PT. “Nenhuma candidatura pode ser obstáculo para a possibilidade de uma aliança. Mesmo porque eu acredito que todos os aliados têm propostas semelhantes”, disse.

Angelo Vanhoni (PT/PR) cumpre o segundo mandato como deputado federal, nasceu em Paranaguá em 1955 e foi candidato à prefeitura de Curitiba em 1996, 2000 e 2004. Nas duas últimas, chegou a disputar o segundo turno.

Integrante da ala majoritária do PT, o parlamentar foi lançado como pré-candidato em julho, depois que o deputado federal Dr. Rosinha e o deputado estadual Tadeu Veneri – das alas mais à esquerda – expuseram a vontade de disputar a prefeitura.

O PT quer só um candidato da base da presidente Dilma Rous­­­seff em cada capital. Como isso afeta Curitiba?
Antes de conversar sobre união, nós temos de expressar para a cidade um conjunto de propostas, ter um programa para Curitiba. O nosso partido acumulou uma visão da cidade e os seus principais problemas. Trataremos de precisar um diagnóstico sobre a cidade e as iniciativas que precisam ser tomadas.

A sua candidatura é irrevogável?

Nenhuma candidatura pode ser obstáculo para a possibilidade de uma aliança. Podemos conversar para ter uma unidade. Mesmo porque eu acredito que todos os aliados têm propostas semelhantes.

O senhor, então, não descarta a possibilidade de uma aliança?
Os partidos que têm proposta em comum podem discutir sobre a possibilidade de estarem juntos. Caso isso não aconteça, cada um se coloca e conversamos no segundo turno.

Quais lições o senhor aprendeu das três vezes que disputou a prefeitura de Curitiba?
Aprendi muito, a respeito de tudo. Cada campanha teve um momento. Em 1996 era uma candidatura frágil, em 2000 perdemos por um conjunto de fatores. Mas continuo com a mesma visão: humanizar Curitiba, fazer dela uma cidade preocupada com as pessoas. Em 1996, [o tema foi] Humana Curitiba. Na segunda eleição, o mesmo tema: A cidade quer ser gente. E continuo com o mesmo diagnóstico, porque o modo de governar a cidade continua igual.

Curitiba é uma cidade marcada por inovações, o senhor pensa em alguma inovação para a cidade?
Resgatar a energia intelectual que a cidade perdeu. Seja do ponto de vista social, seja da perspectiva da força urbana. Quero que a cidade se renove e inove fazendo uma relação com o seus valores.

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plano nacional de educação – leitura do relatório

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Foto: Reinaldo Ferrigno/Agência Câmara, 06/12/11.

O relator da proposta que estabelece o Plano Nacional de Educação para o decênio 2011-2020, deputado Angelo Vanhoni, apresentou seu parecer à Câmara Federal nesta terça-feira, 6 de dezembro. O texto encaminhado pelo parlamentar traz grandes avanços em relação à proposta do governo, com a inclusão de diversas emendas apresentadas pelos deputados. No que diz respeito à meta 20, que se refere ao financiamento, Vanhoni sugeriu o aumento do investimento público total em educação dos atuais 5% para pelo menos 8% do Produto Interno Bruto (PIB) em dez anos. Apesar de diversas entidades da sociedade civil e parlamentares pedirem a aplicação de 10% do PIB, a proposta elaborada pelo governo previa o aumento para 7%. O texto foi protocolado no dia 5 de dezembro, possibilitando à Comissão Especial o cumprimento das sessões regimentais para que a proposta seja votada ainda este ano.

A Comissão Especial do Plano Nacional de Educação aprovou na sessão de hoje requerimento para que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, compareça à Câmara para expor as razões do governo em relação à questão do investimento público em educação. A partir da apresentação do relatório, os deputados têm até 15 de dezembro para apresentar novas emendas. O relator Angelo Vanhoni prospecta a apresentação do substitutivo para o dia 16 de dezembro.

“Gostaria de agradecer o empenho e a dedicação que os funcionários da Câmara dos Deputados tiveram desde o primeiro momento da instalação desta Comissão até a data de hoje. Nós não terminamos ainda o nosso trabalho e vamos continuar por mais algum tempo, mas a possibilidade de trazer este roteiro de discussão a respeito do Plano Nacional foi um grande trabalho e contou com a colaboração de especialistas, de gente que se debruça sobre os problemas da educação em nosso país, como os nossos técnicos aqui da Câmara, o Ricardo, o Paulo, a Ana, a Carolina e outros, com muito afinco. Nós não tivemos problemas de tempo entre nós para poder chegar a este relatório.

Os problemas da educação em nosso país de certa maneira todos nós sabemos. A deputada Alice Portugal fez uma referência sobre o que aconteceu com a escola pública nestes últimos anos. Nós chegamos a universalizar a escola pública em nosso país mas deixamos de lado tanto a função do magistério como deixamos de lado a preocupação com a qualidade da escola pública, e agora nestes últimos anos, nós estamos tentando reverter, há uma tendência em nosso país de uma reversão de algo históricamente colocado nestes últimos 30 anos. Esta reversão eu gostaria de destacar com três atitudes que o Congresso Nacional e a sociedade brasileira tomaram em relação à educação.

Em primeiro lugar a constituição do Fundef e do Fundeb que é a criação institucional de um grande fundo que na realidade aponta para uma parceria entre estados, municípios e União para o financiamento da educação em nosso país. Esta legislação é um marco recente na história educacional brasileira. A outra é a emenda 59, da qual o deputado Rogério Marinho brilhantemente foi o relator, que retirou a possibilidade do governo remanejar o orçamento com as verbas designadas para a educação. A educação não faz mais parte da DRU, da desvinculação da receita, e junto com esta legislação dois avanços são importantes de serem consignados aqui hoje.

Primeiro a extensão da obrigatoriedade de 4 a 17 anos. A legislação anterior previa obrigatoriedade apenas dos 6 aos 14 anos, e nós estendemos esta obrigação constitucional para que o estado brasleiro absorva, acolha e entenda que deva fazer parte da educação obrigatória as crianças estarem na escola a partir dos 4 anos e os jovens até os 17 anos de idade. Esta é uma mudança de conceito importante para o disciplinamento do ordenamento jurídico, para as políticas públicas, para o envolvimento dos estados e municípios na busca da formação educacional do povo brasileiro. E a outra mudança importante é esta da qual o deputado Ivan Valente e o deputado Lelo Coímbra já fizeram menção: de que o plano nacional previsto na legislação deveria ter necessáriamente um índice, um percentual do PIB como referência de investimentos para as metas elencadas pelo Plano Nacional. A partir de 2009 para cá, dando prosseguimento à legislação, as entidades, o poder público municipal, o poder público dos estados, e com o estímulo determinado da União promoveu um amplo debate na sociedade fazendo com que as Conferências Municipais acabassem se afunilando numa grande Conferência Nacional debatendo os temas da educação brasileira que foi a Conae, que se realizou no primeiro semestre do ano passado.

O fruto da discussão da Conae, do diagnóstico feito sobre todas as etapas da educação brasileira, passando pela créche, passando pelo ensino médio, passando pelas dificuldades de transporte, pela educação de jóvens e adultos, pelos problemas da educação no campo, da educação indígena, da educação dos afrodescendentes, da educação para os quilombolas, entendendo também os problemas da educação especial, todo o debate que a sociedade brasileira trava hoje sobre a maneira mais coerente, a que tenha maior possibilidade de alcançar êxito sobre a inclusão daqueles que tem alguma necessidade especial, todos os debates a respeito da educação brasileira tiveram como meta e centralidade a discussão das Conferências combinadas na Conferência Nacional. O ensino superior, as políticas de avaliação, tanto do ensino superior como do ensino básico brasileiro, foram fruto de um amplo debate.

Este debate redundou numa peça que o poder executivo, o Ministério da Educação, enviou ao Congresso Nacional ainda sob a presidência do ex-presidente Lula, em 20 de dezembro de 2010. Este projeto consta de 12 artigos e de 20 metas. Diferente do plano nacional anterior, que tinha 290 metas, este tem 20 metas muito claramente definidas e nós optamos por conservar esta estrutura para que a sociedade facilmente se apodere destas 20 metas e possa compreender qual é o papel do estado em relação a educação em nosso país, desde a criança de 0 a 3 anos até a formação de mestres e doutores no regime de pós graduação em todo o território nacional.

Olhando os problemas do passivo que nós temos em nosso o país. Isto é, os índices de escolarização, nós precisamos alcançar uma média como os países mais desenvolvidos, que seja no mínimo de 12 anos de escolarização. Os problemas de analfabetismo que nós temos ainda, que chega a índices de 12% a 14%.  O analfabetismo funcional de jovens e adultos que é outro gravíssimo problema. O Plano Nacional se debruça sobre o passivo educacional brasileiro, pretende olhar para os problemas da educação do presente mas, sobretudo, apontando para o país do futuro, para a escola pública que nós queremos em 2023. Foi com este objetivo que nós procuramos produzir um relatório, um texto, um substitutivo que pudesse orientar, elencar as principais diretrizes na área da educação brasileira e que pudesse fazer a combinação que nós queremos: a inclusão no sistema educacional de todas as crianças em idade escolar, corrigir o passivo educacional que o país tem mas, sobretudo, garantir a qualidade do processo educacional em nosso país. Foi com esse objetivo que nós produzimos este relatório que estou agora, neste momento, trazendo a público para os senhores deputados.

Angelo Vanhoni

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Assista a íntegra dos vídeos da sessão da Comissão Especial na página da Câmara Federal

Leia a íntegra do relatório apresentado pelo deputado Angelo Vanhoni

Acompanhe os gráficos apresentados pelo relator

Leia matéria de Ana Carolina Moreno publicada pelo G1 em 08/12/2011

Resenhamos abaixo as ponderações do deputado Angelo Vanhoni a respeito das metas do PNE e os pontos de avanço do relatório em relação ao texto encaminhado pelo governo.

Meta 1: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de 4 e 5 anos e ampliar, até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender a 50% da população até 3 anos.

Situação atual: Pré escola, crianças de 4 a 6 anos. Temos 4,7 milhões de matrículas. Nós precisamos incluir 1 milhão de crianças. O número vai para 5,8 milhões. Nós estamos mantendo a meta, o valor pago pelo governo é de R$ 2.252,00. Nós estamos propondo o valor de R$ 2.904,00.

Meta 2: Criar mecanismos para o acompanhamento individual de cada estudante do ensino fundamental.

Ensino fundamental: São 31 milhões de matriculados. O MEC propõe 29 milhões de matriculados em 2020. Isto é uma diferença do bônus demográfico. O censo do IBGE nos aponta que está havendo um declínio do crescimento da população nos próximos anos. O MEC já considerou o bonus demográfico e nós também estamos considerando. O MEC coloca o custo de R$ 2.632,00 e o custo do CAQi nosso é de R$ 2.745,00.

Meta 3: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%, nesta faixa etária.

Ensino médio: a situação atual é de  8,3 milhões de alunos. Aqui está um dos graves problemas da educação brasileira. Nós estamos querendo fazer a correção e incluir perto de 1,5 milhão de jovens e chegar ao número de 10,2 milhões. O MEC está propondo, nós também estamos mantendo esta meta e temos um outro valor, o de R$ 2.793,00 enquanto o do MEC é de R$ 2.632,00.

Meta 4: Universalizar, para a população de 4 a 17 anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino.

Educação especial: Esta é uma diferença que tem da proposta original enviada pelo governo. A situação atual é de 700 mil matriculados na rede. O gasto disso é de R$ 2.2 milhões.  O PL enviado pelo governo federal fala em universalizar o ensino de 3 a 17 anos de idade mas, não estipula gastos. Nós estamos adotando uma outra metodologia. Os dados do censo é de que temos no mínimo 2 milhões com deficiência grave ou gravíssima. Este dado foi publicado agora recentemente, e tem muita gente fora da escola. Nós estamos fazendo o gasto equivalente a R$ 3.569,00, que é o gasto no ensino fundamental acrescido de um percentual, porque a educação especial exige um acréscimo do ponto de vista do atendimento, e além disso, aquele que está no ensino regular, se for atendido numa outra escola também tem que contar em dobro o atendimento gasto pelo aluno. Nós estamos estipulando um valor do PIB para a educação especial que a proposta original do governo não estipula.

Meta 5: Alfabetizar todas as crianças até, no máximo, os 8 anos de idade.

56% das crianças com até 8 anos estão alfabetizadas hoje. A meta é de alfabetizar 100%,  e a meta não tem custo porque está diluido no sistema. Nós concordamos com o governo.

Meta 6: Oferecer educação em tempo integral em 50% das escolas públicas de educação básica.

Aqui há um diferença significativa. Nós mudadmos o conceito da meta. A meta diz o seguinte: 50% das escolas do ensino básico brasileiro. Nós estamos mudando para 25% das matrículas do ensino básico brasileiro. Por que mudamos? Porque achamos que fica mais preciso, diz diretamente o que nós queremos atingir, que é 11,3 milhões de matrículas em todo o território nacional. Qual é a diferença financeira? O governo fez um cálculo levando em conta o programa Mais Educação, que é uma ajuda de R$ 370,00 para uma escola em regime integral sob o regime do Mais Educação. Nós estamos trabalhando com um outro valor que é o de R$ 2.333,00 porque nós achamos que devemos passar da transição do Mais Educação para um regime integral de jornada mesmo, de duplicidade de jornada, para que as crianças tenham uma concepção pedagógica, com  diretrizes pedagógicas, para que o curriculum seja organizado para o regime integral e não apenas entender o regime de contraturno como se fosse um regime para de alguma forma ocupar as crianças. Não. É uma educação integral como deve ser, como a LDB prevê e como nós queremos que seja. Neste sentido nós estamos acrescendo uma quantia substancial na modificação da política que o Ministério da Educação tem na educação integral.

Se nós, com esses 11 milhões, que é 25% da escola básica do Brasil daqui há 10 anos estivermos com esta proposta realizada, eu não tenho dúvida de que a qualidade da educação em nosso país vai mudar. Nós podemos incorporar praticamente a pré escola toda, aqui não está computada a creche, que nós estamos considerando que a creche é de regime integral, mas a pré escola de 4 a 6 anos e as séries iniciais do ensino fundamental e as séries de 5 a 6 também podem estar abrangidas por este percentual de estudantes no Brasil inteiro.

Meta 7: Atingir as médias nacionais para o Ideb já previstas no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE)

Nós mantivemos o Ideb. Há uma discussão sobre os sistemas de avaliação. Nós debatemos aqui na Câmara dos Deputados, e este debate continua. Ele perpassa as instâncias da educação, os Conselhos Estaduais e o Conselho Nacional. O Brasil está consolidando uma política de avaliação do sistema educacional para orientar as políticas públicas. Nós incorporamos algumas emendas que de alguma forma aprofundam uma visão estratégica do sistema de avaliação. Incorporamos emendas de diversos deputados, ma,s nós mantivemos a proposta que o MEC  enviou do Ideb porque esta proposta consta de praticamente todas as redes municipais de ensino no nosso país. Já foi conveniado com os municípios e com os governos. Acho que estas metas serão superadas antes do prazo. No entanto, para efeito da discussão, nós preferimos manter estas metas do que abrir um processo de discussão com todos os municípios e abrir um processo de discussão com todos os estados. É um processo de conveniamento, o governo federal não faz isso só por decisão própria, teve que ter o acordo das redes municipais porque é um regime federativo, então, nós mantivemos a meta do Ideb.

Meta 8: Elevar a escolaridade média da população de 18 a 24 anos de modo a alcançar mínimo de 12 anos de estudo para as populações do campo, da região de menor escolaridade no país e dos 25% mais pobres, bem como igualar a escolaridade média entre negros e não negros, com vistas à redução da desigualdade educacional.

Aqui talvez esteja o maior alcance social para que nós possamos diminuir estas diferenças em nosso país. Esta meta é direcionada aos 25% da população mais pobre. Ela procura combater as desigualdades do povo do campo, do povo mais pobre e dos afrodecendentes do ponto de vista da escolarização média em nosso pais. Esta é uma meta que os custos estão diluidos no sistema porque o sistema todo dá conta, se a gente tiver vontade política, de realizar essa média de 12 anos de escolaridade para toda a populaçao tendo como prioridade os 25% da população mais pobre em todo o país.

Meta 9: Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e erradicar, até 2020, o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional.

A Educação de Jovens e Adultos (EJA). Nós estamos trabalhando com o número de 14 milhões de analfabetos. A proposta do MEC não dimensiona custos, acha que os custos estão dentro do sistema. Nós estamos dimensionando este custo que para nós é de R$ 2.193,00 por aluno. Nós estamos dimensionando custos que não estão no projeto original. Hoje a situação atual é de 14 milhões de analfabetos funcionais, sendo que 900 mil estão matriculados. O MEC está propondo escolarizar 50% deste percentual e nós estamos propondo escolarizar 100% , além de apontar custos.

Meta 10: Oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de educação de jovens e adultos na forma integrada à educação profissional nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.

No EJA Profissionalização nós temos hoje 52 mil alunos. A meta é chegar a 845 mil. Estamos mantendo a meta do governo  e arredondando para chegar a 850 mil e o custo por aluno é de R$ 3.569,00.

Meta 11: Duplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta.

Aqui tem uma mudança grande de conceito e também do ponto de vista das metas. A situação atual é de 1 milhão e 100 mil matriculados sendo destes 600 mil na rede pública. O gasto atual é de R$ 2 milhões. O projeto original do governo prevê 2.3 milhões de matrículas no ensino profissionalizante. Nós estamos propondo triplicar este número e chegar em 2022 com 3,4 milhões de matriculados sendo 1,7 milhão na rede pública.

Meta 12: Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade da oferta.

A situação atual do ensino superior é de 6 milhões de matriculados, sendo 1.6 milhão na rede pública, somando as municipais, estaduais e federais. O governo está propondo chegar a 11 milhões de matriculados, sendo 3 milhões na rede pública. 50% presencial e 50% à distância. Esta é a proposta original.

A nossa proposta é aumentar para 12 milhões de matriculados sendo 4 milhões na rede pública com 70% de ensino presencial e 30% de ensino à distância. Isto tem um peso porque o custo do ensino presencial é de R$ 15.500,00 e o do ensino à distância é de R$ 3.100,00. Então tem uma diferença muito grande sob o ponto de vista orçamentário. Esta mudança é bastante audaciosa. Nós chegamos a 800 mil alunos na rede pública federal do Brasil em 100 anos e nós estamos, no prazo de 10 anos acrescentando mais 1 milhão.

Meta 13: Elevar a qualidade da educação superior pela ampliação da atuação de mestres e doutores nas instituições de educação superior para 75%, no mínimo, do corpo docente em efetivo exercício, sendo, do total, 35% doutores.

Hoje nós temos 63% dos docentes do ensino superior titulados, 27 % são doutores. A proposta do MEC é que 75% dos docentes sejam titulados e 35% doutores. Nós estamos propondo a manutençao desta meta. É uma meta sistêmica, que vê o ensino superior como um todo, entendendo o sistema de nível superior privado, o filantrópico, e o público estadual e federal.

Meta 14: Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu de modo a atingir a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores. 9 estratégias.

Hoje nós temos 35 mil mestres e 11 mil doutores. O MEC está propondo passar para 60 mil mestres e 25 mil doutores. Nós estamos propondo formar 70 mil mestres e 35 mil doutores. O gasto disso é de 4.5 bilhões.

Meta 15: Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios, que todos os professores da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam.

Hoje nos temos 60% de professores na formação básica com curso superior. O MEC está propondo 100%. Nós também estamos propondo 100%. O gasto está incluído na formação.

Meta 16: Formar 50% dos professores da educação básica em nível de pós-graduação lato e stricto sensu, garantir a todos formação continuada em sua área de atuação.

25% dos professores da educação básica tem pós graduaçaõ. O MEC está propondo aumentar para 50% dos professores da educação basica com pós graduação. Nós estamos alterando o custo. O MEC faz o calculo de 1 ano para a pós graduação e nos estamos considerando 1 ano e meio, que é o tempo minimo para completar o mestrado, por isso o nosso valor é maior. O MEC estipulou em R$ 780 milhões e nós estamos passando este custo para R$ 1.7 bilhão.

Meta 17: Valorizar o magistério público da educação básica a fim de aproximar o rendimento médio do profissional do magistério com mais de onze anos de escolaridade do rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente.

Aqui uma das principais metas e talvez individualmente a meta que tem o maior peso no conjunto do plano. O salário hoje da educação básica é 60% do que ganha um profissional com nível equivalente de escolaridade.

O MEC está propondo chegar em R$ 2.796,00 nos próximos 10 anos. Nós estamos mantendo a meta com um valor a mais. Estamos considerando o aumento de professores na rede, porque até 2016 nós temos que universalizar a educação infantil. Estamos estimando o número de professores necessários para a complementação do sistema, seja na créche, seja na educação infantil em todo o terrritório nacional. Nós estamos trabalhando com um universo de 2 milhões e meio de professores. O MEC trabalha com um universo de 1 milhão e 900. Daí a discrepância de valores.

Meta 18: Assegurar, no prazo de dois anos, a existência de planos de carreira para os profissionais do magistério em todos os sistemas de ensino.

50% dos docentes de educação básica não tem plano de carreira. Nós estamos propondo 100% dos professores de educação básica com plano de carreira. Nós estamos mantendo a meta. A meta nao tem custo específico mas nós achamos que tem. Achamos que o MEC deveria fazer seminários, deveria estimular os municípios, as redes públicas estaduais, fazer conveniamento com estados e municípios, organizar planos de formação de gestores, de formação de plano de cargos e salários. Nós achavamos que tínhamos que ter um dinheiro reservado para esta atividade em todo o território nacional. Resolvemos não consignar recursos em função das discussões com a área das finanças a respeito do conjunto do índice. Não só para os professores, mas para todos os profissionais do magistério e os técnicos administrativos que fazem parte do processo educacional.

Meta 19: Garantir, mediante lei específica aprovada no âmbito dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, a nomeação comissionada de diretores de escola vinculada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à participação da comunidade escolar.

Esta meta prevê a escolha de diretores escolares considerando o mérito e a participação da comunidade. Nós mudamos a redação, conservamos o principio da escolha de diretores e a participaçao da comunidade. Só mudamos a redação da meta e deixamos, na estratégia 19.1 toda a redação, porém fazendo uma indução de que o MEC priorize, do ponto de vista de conveniamento em todos os seus planos, aqueles que se definirem com legislação própria a respeito da gestão democrática nas escolas. Nós não entendemos a gestão democrática apenas como a eleição do diretor ou a existência de Conselhos, mas, é um conjunto de variantes que faz com que uma unidade escolar se baseie numa gestão democrática. Desde a participação da comunidade até a designação de gestores e a eleição de diretores pelos critérios que forem definidos pelas redes municipais e estaduais.

Meta 20: Ampliar progressivamente o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

A situação do financiamento público quando nós começamos a estudar o Plano era de 4.94% do PIB. Hoje está perto de 5.1%. O MEC mandou o texto para a Câmara Federal com o índice de 7% e a nossa proposta é de 8% do PIB.

ensino médio profissionalizante – anúncio da construção do instituto federal tecnológico em união da vitória/pr

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O Partido dos Trabalhadores de União da Vitória/PR promoveu encontro nesta sexta feira, 11/11/2011, para anunciar a instalação de um Instituto Tecnológico Federal na cidade. A iniciativa foi do ex-deputado estadual Pedro Ivo Ilkiv (em pé, na imagem acima). A reunião contou com a presença de lideranças e representantes dos municípios vizinhos, prefeitos e vereadores, dos deputados federais Angelo Vanhoni e Assis do Couto, do deputado estadual Péricles de Mello e do pró-reitor de Administração e Infraestrutura do Instituto Federal do Paraná, Paulo Yamamoto.

Os Ifets integram uma política de ampliação do ensino técnico e profissionalizante em curso no país desde 2008. Para isso foi necessário o empenho do Congresso Nacional em transformar a legislação possibilitando investimentos do governo federal no ensino médio, o que antes era uma atribuição exclusiva dos estados e municípios. Um dos aspectos estruturais desta política, gestada durante o governo Lula, é a percepção de uma enorme lacuna na formação profissional dos jovens brasileiros, tradicionalmente vinculada ao ensino superior, com um pequeno número de vagas ofertadas pela rede pública e a consequente exclusão da maioria dos jovens do acesso à formação profissional.

Os Ifets cumprem ainda um papel estratégico na formação de professores nas áreas de ciências e tecnologias para suprir a grande carência destes profissionais no Brasil, além de estimular o desenvolvimento regional, formando profissionais capacitados em todo o território nacional para atender as demandas do mercado de trabalho de acordo com as especificidades de cada localidade.

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Nós somos uma região do Paraná que é totalmente diferente. Temos aqui uma diversidade cultural como poucas que ocorrem no nosso Estado, com os poloneses, ucranianos e os faxinais. Temos a questão ambiental, pois os remanescentes das florestas existentes no Paraná estão nesta região. Nós temos municípios com 85% a 90% da população em área rural. Por outro lado, nós também somos responsáveis por 30% da produção de portas e janelas do Brasil. A questão das águas, as lindas cachoeiras de União da Vitória e de Prudentópolis, que é o segundo município em número de cachoeiras, todas nascem aqui na Serra da Esperança. O rio Iguaçu quando se aproxima de Porto Amazonas aumenta a sua vazão em 10 vezes o volume de água, porque aqui é um berçário de águas. Então, é muito complexo conviver neste ambiente, conciliar a natureza, tendo uma população tão elevada na área rural e ser um grande produtor de portas e janelas no setor madeireiro. Isso demonstrava que nós tinhamos qualificação e que seria importante recebermos um Instituto Técnico Federal. É bem verdade que foram várias as lutas e que estes institutos não vieram por acaso para o Paraná. Foi um esforço de nossas lideranças políticas que lutaram para que o IFET viesse para União da Vitória e, por último, teve uma interferência decisiva da ministra Gleisi Hoffmann.

Pedro Ivo Ilkiv

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A criação do instituto prevê que a oferta das vagas se distribua da seguinte forma: 50% das vagas para a formação técnica e profissional, 20% das vagas para a licenciatura e formação de professores e 30% para graduação e pós graduação. Este é o perfil que nós temos que seguir.

Inicia-se agora o processo de implantação. O primeiro passo é a doação do terreno, depois vem o projeto de engenharia e o lançamento do edital de concorrência para a execução das obras. O prazo hábil estimado para que possamos ofertar os cursos regulares é de 1 ano e meio a 2 anos. Nós temos uma equipe de implantação que está fazendo os estudos para detectar e levantar as necessidades locais e regionais. Esperamos que o campus de União da Vitória possa ser modelo não só para o Paraná, mas para todos os Ifets do Brasil.

Paulo Yamamoto, pró-reitor de Administração e Infraestrutura do Instituto Federal do Paraná

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O governo federal está começando a pagar uma divida com o país e também com a região de União da Vitória, que tem um potencial muito grande de desenvolvimento. Há dez anos atrás não tinhamos uma política educacional profissionalizante no Brasil. O governo federal estava praticamente impedido de dar dinheiro para uma prefeitura ou para os governos dos estados investirem na educação profissional. O ex-presidente Lula e sua equipe tiveram um novo entendimento do processo educacional, entenderam que o jovem, ao completar 17 anos de idade, tem que ter uma educação profissional para poder entrar no mercado de trabalho e garantir a sua sobrevivência. Além disso temos uma enorme carência de professores nas áreas de ciências e tecnologias em nosso país. A presidenta Dilma esta dando continuidade a este projeto trazendo mais 7 Institutos Tecnológicos Federais para o nosso estado. O Brasil precisa se preparar para o futuro e é atraves do conhecimento que vamos construir o país que sonhamos, respeitando o direito de nossos jovens de desenvolverem sua autonomia e terem acesso a uma formação profissional.

Angelo Vanhoni

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Fotos: Gilson Camargo

turismo e desenvolvimento regional – estrada de ferro e estação central de porto união da vitória/pr

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Mais conhecida como Maria Fumaça ou simplesmente “310”, a locomotiva acima pertenceu à rede Viação Paraná-Santa Catarina e à Rede Ferroviária Federal, foi desativada e virou monumento aos ferroviários enquanto ficou estacionada por 28 anos na Praça Visconde de Nácar. Recuperada recentemente, se tornou um dos principais atrativos das cidades de União da Vitória/PR e Porto União/SC.

A linha-tronco da Rede de Viação Paraná-Santa Catarina (RVPSC, 1942-1975) Itararé-Uruguai, teve a sua construção iniciada em 1896 e o seu primeiro trecho aberto em 1900, entre Piraí do Sul e Rebouças, entroncando-se em Ponta Grossa com a Estrada de Ferro Paraná. Ao Sul, atingiu União da Vitória em 1905 e Marcelino Ramos, no Rio Grande do Sul, em 1910. Trens de passageiros, inclusive o famoso Trem Internacional São Paulo-Montevideo (este entre 1943 e 1954) passaram anos por sua linha. Em 1995, o trecho Engenheiro Gutierrez-Porto União foi erradicado e o trecho Porto União-Marcelino Ramos é utilizado hoje apenas por trens turísticos de periodicidade irregular (caso do passeio da Maria Fumaça) e trens de capina.

A cidade de União da Vitória, junto com Porto União, se tornou o foco da Guerra do Contestado entre os anos de 1912 e 1916; uma guerra civil com duração de quatro anos desencadeada após a iniciativa do governo brasileiro de ceder em pagamento pela construção da ferrovia São Paulo-Rio Grande as terras marginais à estrada numa faixa de 15 quilômetros de largura. Sede do Quartel General e campo de pouso das primeiras aeronaves em ações bélicas no país, o conflito reuniu as polícias estaduais, exército e milícias da Lumber Colonization (empresa encarregada de construir a estrada de ferro) para retirar, a força, sertanejos, índios, pequenos proprietários ou apenas posseiros das terras no trajeto da estrada.

A guerra terminou com um acordo de limites assinado pelos Estados do Paraná e Santa Catarina em 1917, com milhares de sertanejos mortos, feridos, prisioneiros e miseráveis andarilhos circulando pela região, chegando às cidades pela mesma ferrovia que lhes tirara as terras.

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No mesmo local é possível conhecer a Estação Ferroviária União, uma das mais belas do interior do Brasil. Constituída de dois corpos iguais, um em cada Estado que, unidos por enorme arco, carregam parte da história e sugerem o resgate da união, do povo e da terra, dividida ao final do conflito.

Conhecidas como “Gêmeas do Iguaçu” as duas cidades possuem ainda hoje atrativos que se completam no território de cada município. Na Rota dos Tropeiros, caminho para alcançar o mercado de Viamão/SP, situa-se o local de passagem do gado pelo Rio Iguaçu, o Marco da Divisa e a área onde aportavam os vapores que deram motivação ao nome da cidade de Porto da União, além de inúmeras e belas cachoeiras.

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Sr. Antônio Xavier Paes, 76 anos. Mecânico da locomotiva, foi supervisor da manutenção de trens da extinta Rede Ferroviária Federal, em União da Vitória de 1960 a 1990.

Segundo o último levantamento, restam hoje em todo o Brasil 419 locomotivas a vapor. Destas, trafegando em trens turísticos não existem mais que 20 e, no Paraná, esta é a única funcionando. O trem é um marco histórico do desenvolvimento da região.

Antônio Xavier Paes

Um roteiro para quem quer passar o dia em contato com a natureza e conhecer parte da história do Paraná: belas cachoeiras (Campo Alto, 50m de altura; Cintura de Noiva, 40m de altura, Cachoeira da Gruta, Piscina), a Gruta da Nossa Senhora da Salette, uma histórica Igreja Ucraniana e o Parque Histórico Iguassú.

O Parque segue a característica de um Museu ao Ar Livre. Conta a história da ocupação ao longo do vale do rio Iguaçu, da região centro-sul do Estado do Paraná incluindo aspectos sócio econômicos da colonização, desenvolvimento da cultura, modos de vida, religiosidade e tradições.

Foram recriados ambientes que caracterizam os diversos períodos da colonização e restaurados equipamentos de transformação de produtos agrícolas reconstituindo os ciclos econômicos: moinho colonial, engenho de erva mate (barbaquá), moenda, monjolo, atafona (beneficiamento de farinha de mandioca).

Uma trilha denominada “Caminho Histórico do Paraná” está sendo criada para retratar o ciclo histórico desde os primeiros habitantes indígenas, as primeiras expedições militares, tropeiros e o Contestado e os ciclos econômicos da erva mate e da madeira.

Com agendamento, o Parque oferece almoço e passeios de barco na represa de Foz do Areia fazendo aproximação às cachoeiras do Rio Palmital e do Tigre. A capacidade máxima do barco C. Iguassu é de 15 pessoas

Os passeios da Rota Sul são comercializados pelas Agências Caminhos do Iguassú e a Centrus Idiomas e Viagens. Grupo mínimo: 08 pessoas.

City Tour
Conheça os principais atrativos de União da Vitória, a cidade que, junto com Porto União, se tornou o foco da Guerra do Contestado entre os anos de 1912 e 1916. Sede do Quartel General e campo de pouso das primeiras aeronaves em ações bélicas no país, o conflito reuniu as polícias estaduais, exército e milícias da Lumber Colonization para retirar – a força – sertanejos, índios, pequenos proprietários ou apenas posseiros das terras no trajeto da estrada de ferro.

Uma verdadeira guerra civil com duração de quatro anos desencadeada após a iniciativa do governo brasileiro de ceder em pagamento – pela construção da ferrovia São Paulo – Rio Grande, as terras marginais à estrada numa faixa de 15 quilômetros de largura, de cada lado.

A guerra termina com um Acordo de Limites assinado pelos Estados do Paraná e Santa Catarina em 1917 com milhares de sertanejos mortos, feridos, prisioneiros e miseráveis andarilhos trôpegos e famintos circulando pela região, chegando às cidades pela mesma ferrovia que lhes tirara as terras.

Diz-se que por comodismo, a divisão do território na área central das cidades acompanhou o trajeto da estrada de ferro o que traz, hoje, uma condição quase única de, estando com um pé de cada lado, vivenciar a sensação de alcançar – em um só momento – os dois Estados.

Na mesma área é possível conhecer a Estação Ferroviária União, uma das mais belas do interior do Brasil. Constituída de dois corpos iguais, um em cada Estado e, unidos por enorme arco, carrega parte da história e sugere o resgate da união – do povo e da terra – dividida ao final do conflito.

Conhecidas como “Gêmeas do Iguaçu” as duas cidades possuem ainda hoje atrativos que se alternam e se completam no território de cada município. Na Rota dos Tropeiros, caminho para alcançar o mercado de Viamão/SP, vale a pena conhecer o local de passagem do gado pelo Rio Iguaçu, chamado de Vau; o pequeno monumento que resgata a lembrança das grandes enchentes, o Marco da Divisa e a área onde aportavam os vapores que deram motivação ao nome da cidade: Porto da União.

As cercanias das praças Hercílio Luz e Coronel Amazonas e parte da Rua Carlos Cavalcanti trazem a paisagem comum das cidades com destaque a um bom número de construções da década de 30 de estilo “eclético” e “art-deco”.

Mas é o ambiente natural, a paisagem que se vislumbra a partir do Morro do Cristo onde está a imagem do Sagrado Coração de Jesus (2ª maior do Brasil) e do Morro da Cruz – com sua Gruta do Monge João Maria que reflete a beleza cênica das cidades: o Rio Iguaçu, as três pontes (não deixe de ver a Ponte do Arco), as principais igrejas e o próprio rio serpenteando ao redor de casas, prédios e do Parque Ambiental Ary de Queirós.

Este roteiro pode ser adaptado de acordo com o interesse e tempo disponível do grupo. Agências que comercializam: Agência Caminhos do Iguassú e Centrus Idiomas e Viagens.

Passeios de Maria Fumaça
Neste passeio você irá reviver a experiência dos primeiros viajantes que cruzaram de trem os Estados do Paraná e Santa Catarina em direção ao sul do Brasil. A locomotiva foi construída nos Estados Unidos em 1913 e batizada com o número 310.

Mais conhecida como Maria Fumaça ou simplesmente “310”, pertenceu à rede Viação Paraná – Santa Catarina e depois à Rede Ferroviária Federal S/A. Com o advento das rodovias a “310” foi desativada e ganhou vida como monumento aos ferroviários enquanto ficou estacionada por 28 anos na Praça Visconde de Nácar. Recuperada recentemente se tornou um dos principais atrativos das cidades.

O passeio é realizado pela Associação Amigos do Trem com saídas da Estação Ferroviária União seguindo até a Estação de Engenheiro Melo em Porto União – SC. Neste trajeto de seis quilômetros a Maria Fumaça passa pela área central das cidades exatamente sobre a divisa dos Estados e um túnel. Ainda na Estação União é possível conhecer a história da ferrovia através de uma exposição de fotos antigas.

Os passeios são realizados sob agendamento. Agências que comercializam: Agência Caminhos do Iguassú, Centrus Idiomas e Viagens e Associação Amigos do Trem.

Passeios de Barco Caminhos do Iguassu
União da Vitória é cercada pelo Rio Iguaçu em todo o seu entorno e é a porta de entrada de todo sistema de geração de energia do Estado do Paraná. As represas oferecem uma enorme variedade de atividades esportivas e de lazer, especialmente o turismo fluvial.

Há 30 km da cidade está localizado o Parque Histórico Iguassu local de partida do barco C.Iguassu I para passeios no Lago da Usina de Foz do Areia.

Os passeios complementam as atividades histórico culturais no Parque oferecendo uma rara oportunidade para apreciar a natureza em contato direto com a água. Com o barco são oferecidos passeios de aproximação às cachoeiras do Rio Palmital e do Tigre.

Dependendo da temperatura e dos níveis do lago esta aproximação inclui banho de cachoeira ou pequenas caminhadas entre as corredeiras.
Os passeios têm duração média de 1 hora podendo ser ampliado em função interesse ou necessidade do turista. O barco tem capacidade máxima para grupos de 15 pessoas podendo – porém – realizar passeios dentro das demandas do turista.

Os passeios são comercializados pelas Agências Caminhos do Iguassú, a Centrus Idiomas e Viagens e pelo Parque Histórico Iguassu.

Regiões Turísticas

Localização

União da Vitória está localizada a 237 km da capital do estado.

Acesso

Por terra: União da Vitória tem como acessos principais as rodovias federais BR-153, BR-476, e as rodovias

debate sobre o plano nacional de educação – união da vitória/pr

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A cidade de União da Vitória sediou debate sobre o Plano Nacional de Educação nesta sexta feira, 11/11/2011. O evento foi uma iniciativa do ex-deputado estadual Pedro Ivo Ilkiv em parceria com a prefeitura de União da Vitória, a APP Sindicato e os municípios de Paula Freitas, General Carneiro, Bituruna, Antônio Olinto, São Mateus do Sul e São João do Triunfo.

O Plano Nacional de Educação definirá as metas e estratégias que vão orientar as políticas educacionais no país para os próximos 10 anos. A Comissão Especial da Câmara Federal que analisa a proposta vem percorrendo as cinco regiões do Brasil, promovendo debates e audiências públicas para ampliar a participação da sociedade civil e identificar as demandas específicas de cada localidade.

O deputado Angelo Vanhoni antecipou que a leitura do relatório está marcada para a semana que sucede o feriado de 15 de Novembro, durante sessão da Comissão Especial do Plano Nacional de Educação, na Câmara Federal.

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Da esquerda para a direita: Marlei Fernandes, presidente da APP-Sindicato, Carlos Alberto Young, prefeito de União da Vitória, Angelo Vanhoni, Paulo Yamamoto, pró-reitor do IFPR, e Kurt Nielsen, prefeito de Porto Vitória.

A região de União da Vitória e dos municípios vizinhos precisa do apoio do governo federal e do governo estadual para se desenvolver de forma integrada. O potencial aqui é muito grande! O que nós queremos é que haja geração e oferta de empregos, desenvolvimento econômico e, principalmente, que haja educação de qualidade para a nossa juventude, para que os filhos e filhas dos moradores de União da Vitória possam ter um emprego decente, com acesso a uma formação profissional qualificada. É por isso que estamos anunciando hoje, com grande alegria, a instalação de um Instituto Tecnológico Federal na cidade de União da Vitória, que irá beneficiar também ao conjunto de municípios da região.

O Plano Nacional de Educação recebeu um grande número de emendas, mais do que qualquer outro projeto de lei desde a Constituinte de 1988, com a participação de representantes de todos os partidos brasileiros. São quase 3 mil contribuições! Entre os temas mais apontados pelos parlamentares está o aumento do financiamento da educação. A proposta encaminhada pelo governo em dezembro de 2010 estipulava um investimento de 7% do PIB. A maioria dos deputados, no entanto, entende que precisamos de um percentual ainda maior, sendo que grande parte das emendas sugerem a elevação deste índice a 10%. Isso a partir de uma análise da conjuntura atual. É preciso, porém, lembrar que o Brasil está se desenvolvendo rapidamente e que este percentual deverá implicar em recursos mais expressivos nos próximos anos. Estamos negociando com os diversos setores do governo para aumentar este índice e chegarmos a um patamar que possibilite garantir a realização das 20 metas que deverão transformar a qualidade da educação no país nos próximos 10 anos.

Os debates públicos sobre O PNE estão chegando a sua fase final. Como relator da proposta estive presente em 18 estados brasileiros nos últimos meses, percorrendo também diversas cidades do interior do Paraná, coletando informações sobre as necessidades de cada região, na perspectiva de desenvolver uma visão de conjunto, uma visão que contemple as diferenças locais e torne efetivas e viáveis as estratégias contidas no Plano. O relatório deverá ser lido já na semana que sucede ao feriado de 15 de novembro, na Câmara Federal.

Angelo Vanhoni

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Fotos: Gilson Camargo

inauguração do restauro da igreja de são miguel arcanjo – mallet/pr

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Moradores da Serra do Tigre, no município de Mallet, no interior do Paraná, reuniram-se neste domingo, dia 06/11/2011, para celebrar a inauguração do restauro da igreja de São Miguel Arcanjo. A edificação, integralmente construída em madeira, é considerada o principal marco da imigração ucraniana no Brasil. Situada em terreno elevado na região Centro-Sul do Paraná, sua visitação propicia uma vista privilegiada da exuberante paisagem local.

As obras de restauro iniciaram em 2009 e foram concluídas em 2011, ano em que se comemora os 120 anos da Imigração Ucraniana no Brasil. No entanto, as articulações para a sua realização remontam a 2005, desde as primeiras visitas ao local, a elaboração do projeto, captação dos recursos e realização da obra. O deputado Angelo Vanhoni esteve presente desde o início, garantindo a chegada de recursos do governo federal através da Caixa Econômica e do Banco Nacional de Desenvolvimento Social, além de ser de sua autoria a lei que institui o dia 24 de agosto como Dia Nacional da Comunidade Ucraniana no Brasil, sancionada pelo ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, em 19/01/2010.

Acesse neste link o histórico das obras de restauro da igreja de São Miguel Arcanjo, desde a primeira visita do ministro da Cultura, Juca Ferreira à região, em abril de 2009.

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Os ucranianos chegaram ao Brasil no mesmo período das grandes imigrações européias, no final do século 19, após a abolição da escravatura. Nos primeiros tempos se destacaram na agricultura; plantadores de trigo, foram os primeiros a instalar no Paraná a pequena indústria moageira e deram início ao movimento cooperativista, fundando as primeiras 14 sociedades, já a partir de 1913.

A igreja ucraniana católica é a maior organização comunitária de cunho religioso e cultural entre os ucranianos no Brasil e está presente no país desde 1896. Foi a igreja um dos grandes pilares que manteve acesa a chama da organização social ucraniana. Atualmente 264 igrejas com suas cúpulas e ícones bizantinos marcam a paisagem urbana e rural do sul do Brasil, várias delas já tombadas pelo patrimônio histórico e cultural.

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A Missa Solene de inauguração foi ministrada pelo eparca da Igreja de São João Batista, de Curitiba, Dom Volodemer Koubetch e contou com a participação de 33 integrantes do coral da Catedral Ucraniana de São João Batista, sob a regência do maestro Leonardo Davebida.

Vamos fechar os olhos e imaginar, por um instante, que estamos em 1881. Depois de uma longa viagem através do Atlântico e de uma travessia não menos difícil por terra, oito famílias de imigrantes vindos da distante Ucrânia desembarcam suas bagagens e esperanças na chamada Colônia Santa Bárbara, entre Palmeira e Ponta Grossa. Que lugar eles encontram! Que história eles inauguram! Que desafios enfrentam!

Mas se estes homens, mulheres e crianças foram os pioneiros, não há dúvida de que foram as grandes levas de 1895, 1896 e 1897 que deram a esse movimento o caráter migratório. Em um período de apenas três anos, mais de 20 mil imigrantes chegaram aos portos de Paranaguá e Santos. Destes, os chegados em 1895 instalaram-se nos arredores de Curitiba, onde estão até hoje, concentrados no bairro do Bigorrilho, em torno do Campo da Galícia. À maior parte, porém, coube um trabalho mais árduo. Encaminhados às terras pioneiras do segundo planalto paranaense, hoje Mallet e Prudentópolis, tiveram de desbravar, construir casas, organizar a família, derrubar matas e preparar o plantio, até o estabelecimento de sua cultura. Mais de 100 anos se passaram desde então. Hoje se calcula que o grupo étnico dos ucraínos e seus descendentes soma mais de 400 mil pessoas no Brasil. Com o tempo, muitos deles integraram-se à história e à cultura do Estado, como Miguel Bakun, na pintura, e Helena Kolody, na poesia, destacando-se na sociedade.

Mas o que os ucranianos nos oferecem, nesses mais de 100 anos, não é só uma história: é um exemplo. Um exemplo de luta e coragem. E nos provam o quanto, em um país multicultural como o nosso, é importante, mais do que nunca, valorizar a diversidade como patrimônio. Pois só daí, do convívio harmonioso entre povos que elegem suas diferenças como fator de atração e integração, nasce uma sociedade diferente, capaz de respeitar e preservar suas diferentes tradições e culturas. E nada expressa isso melhor do que a igreja de Mallet. Não bastasse a força da religiosidade e a beleza da sua arquitetura, o que nos toca e emociona aqui é a perpetuação dos valores mais sagrados de um povo, o povo eslavo. E exatamente por isso a restauração desse patrimônio adquire conotação maior: ela é a garantia para as gerações futuras da celebração e da permanência dos valores simbólicos dessa cultura no país.

Construída em 1889 e inaugurada em 1903, a igreja situa-se na Serra do Tigre, tendo sua base de sustentação constituída por troncos encaixados e recobertos com madeira, com paredes triplas, onde a madeira foi encaixada sem o uso de pregos. Um prodígio arquitetônico. Com uma rica iconografia onde as imagens de São Nicolau, Nossa Senhora e São José se destacam, é uma obra tipicamente parananense e sua cultura é preservada pela religiosidade e pela vida social que inclui tradicões, ensino da língua e atividades de folclore.

Todo trabalho de restauração, coordenado pelo Instituto Arquibrasil, com o apoio do IphaN e patrocínio da Caixa Econômica Federal e BNDES, só nos ajuda a reafirmar o que vemos aqui: se a cultura de um povo é a sua voz, uma voz que nos diz que somos diferentes uns dos outros, temos aqui, mais do que em qualquer lugar, a possibilidade de nos reconhecermos em nossa essência. Acima de tudo, essa igreja é o exemplo da resistência e da força cultural de um povo. Mais do que uma obra, a restauração da Igreja de São Miguel Arcanjo é uma celebração da memória, é o Brasil olhando e agradecendo a presença do povo eslavo na constituição da história do Brasil.

Angelo Vanhoni

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A cúpula restaurada da igreja tem em seu centro a figura de Cristo ladeada pelos arcanjos Miguel, Uriel, Yehudyil, Rafael, Baraquiel, Selafyl, e Maria, mãe de Deus.

A Igreja de São Miguel Arcanjo teve como projetista o primeiro padre ucraniano radicado no Brasil, Nikon Rosdolskey. Iniciada em 1899 e finalizada em 1903, foi a segunda igreja construída no estilo oriental bizantino e é o simbolo maior que marca a cultura ucraniana e seus descendentes no país.

Os ícones e as pinturas nos templos bizantinos podem ser considerados como uma “teologia em cores”, um método de transmissão de informação espiritual por meio de uma linguagem especial. Assim, escrever e desenhar estes ícones exige profundo conhecimento teológico da história da Igreja Católica e da Igreja Greco Católica (Rito Bizantino Ucraniano), além das caracteristicas iconográficas e estilísticas. Dentro desta tradição, os ícones não são apenas obras pictóricas, mas, também objetos litúrgicos.

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Esta igreja tem uma importância enorme para nós ucranianos porque é uma das únicas igrejas de madeira original que se preservou. Existem ainda umas duas ou três por aí, abandonadas. E essa igreja foi construída no início do século passado pelo pioneiro padre Rosdolskey. A própria comunidade é que manteve essa igreja até agora, e, graças ao deputado Vanhoni, isso ninguém pode negar, ele fez um empenho para que nós pudessemos preservá-la, porque um restauro como esse ninguém poderia fazer com seus próprios recursos; a gente sabe disso e a comunidade está muito agradecida.

Professora Meroslawa Krevey, diretora do Museu do Milênio, de Prudentópolis/PR

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principal construção ucraniana do brasil, totalmente restaurada, será inaugurada no domingo, dia 06/11/2011

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No próximo domingo, dia 06 de novembro de 2011, será inaugurada a restauração da Igreja de São Miguel Arcanjo, em Mallet/PR, que teve sua obra viabilizada pela Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com patrocínio da Caixa Econômica Federal (CEF) e do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), num valor de R$ 1,090 milhão. A construção é um bem tombado pela Coordenadoria do Patrimônio Cultural do Paraná desde 1982 e tem como proprietária a Eparquia Ucraniana de São João Batista. Agora terá iniciado o processo de Tombamento Nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

“É um dos exemplares mais belos e o remanescente mais antigo deste tipo de arquitetura. Até hoje permanece em um contexto rural, impressionando pela imponência e pelo zelo com que a comunidade a trata”, justifica a arquiteta Jussara Valentini, sócia e responsável técnica da ArquiBrasil Arquitetura e Restauração. O outro sócio é o arquiteto Roberto Martins. Ambos trabalham desde o segundo semestre de 2006, período em que o morador da comunidade e presidente da comissão da Igreja (da época), Demetrio Mudrek, se sensibilizou e procurou ajuda. Jussara Valentini elaborou um projeto e encaminhou para a Lei Roaunet. Roberto coordenou todos os detalhes de restauro do edifício e estruturas.

Depois de aprovado, inicialmente foi feito um estudo técnico e um levantamento das intervenções necessárias na construção. Depois se seguiu a obra que incluiu a restauração do edifício da igreja, execução de pinturas iconográficas, restauração de bens móveis (ícones sobre tela, altares, lustres), construção da nova sacristia, serviços na área externa (drenagem, paisagismo, cerca, restauração monumentos, cruz, torre sineira). Tudo buscando recuperar características da época em que o edifício foi construído, como a cobertura com tabuinhas (telhas de madeira).

O interlocutor do projeto foi o deputado federal Angelo Vanhoni (PT/PR) que levou a proposta para a CEF e BNDES e buscou o patrocínio. Por tratar-se de uma construção peculiar e símbolo da cultura eslava no Brasil, de acordo com Vanhoni, as empresas se sensibilizaram e patrocinaram a obra. A Igreja teve como projetista Nikon Rosdolskey, o primeiro padre ucraniano erradicado no Brasil. A obra foi iniciada em 1899 e finalizada em 1903. Foi a segunda construída no estilo oriental bizantino e o edifício mais antigo existente atualmente no Brasil. É o símbolo maior que marca a cultura ucraniana e seus descendentes no país e fica num ambiente rural, no alto da Serra do Tigre, em Mallet/PR.

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Fonte: assessoria de imprensa do projeto – ArquiBrasil

audiência pública sobre a regulamentação da profissão de tecnólogo – auditório da faculdade de tecnologia de curitiba

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Elton Welter e Angelo Vanhoni.

O deputado Angelo Vanhoni participou, nesta sexta feira, 28/10, em Curitiba/PR, de Audiência Pública sobre o Projeto de Lei 2245/2007, que regulamenta a profissão do tecnólogo. A iniciativa de promover o debate foi do deputado estadual Elton Welter (PT-PR). Segundo dados constantes no projeto, a regulamentação é um fator de inclusão de milhares de profissionais qualificados no mercado de trabalho. O número de cursos superiores de tecnologia cresceu 96,67% entre 2004 e 2006, passando de 1.804 para 3.548 em todo o país. Só no estado de São Paulo, de 1998 a 2004, a quantidade de alunos ingressantes nas graduações tecnológicas aumentou 395%, de acordo com o Censo Nacional da Educação Superior realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

A Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal designou o deputado Angelo Vanhoni para substituir a deputada Maria do Rosário na relatoria do PL 2245/2007, após sua nomeação para o Ministério dos Direitos Humanos pela presidente Dilma Rousseff. O projeto, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), foi aprovado por unanimidade pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal, em 19 de outubro de 2011. A tramitação da proposta ocorre em caráter conclusivo, faltando apenas ser analisada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.

link para a integra da proposta PL – 2245/2007

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Nós estamos em 2011 e fazem apenas 10 anos que começou a se debater seriamente no Brasil, no Ministério da Educação e nas Universidades, sobre a importância da educação infantil como uma obrigação do estado, como um dever do estado de ofertar educação para o conjunto das crianças do país. A Europa ja trata disso há mais de cinquenta anos. Lá um pai e uma mãe podem ter sua criança, de 0 a 3 anos de idade, numa creche. Nem todas as creches são públicas, sendo algumas conveniadas, mas a partir dos 3 anos de idade, na Europa inteira os pais deixam a criança na escola as 7h30 da manhã e vão buscar as 5h30 da tarde. O ensino fundamental é assim e o ciclo básico da educação também é assim. O jovem, na maior parte do tempo, tem uma jornada escolar de seis a sete horas diárias em todo o território europeu.

No Brasil nós não tinhamos a obrigação de garantir a educação para as crianças de quatro anos, era só a partir dos seis, e até os 14 anos de idade. A constituição estipulava assim, até 2009, quando nós mudamos a constituição para que todo o município e todo o estado do país fosse obrigado a dar educação a partir dos 4 até os 17 anos de idade. Isso significa o que? Significa que um estado e um município que achava que não tinha dinheiro para aplicar na educação não fazia educação infantil e tampouco tinha obrigação com relação ao ensino médio, que é dos 15 aos 17 anos de idade.

Esta obrigatoriedade na constituição faz com que a sociedade garanta, através do poder público, o investimento para a abertura de vagas e obrigue os pais a manterem as crianças na escola. Há uma diferença de enfoque sobre o papel da educação e o papel do estado quando garantimos esta obrigatoriedade. Nós mudamos isso na constituição, e demos um prazo para que o Brasil faça a sua adaptação, porque precisamos construir escolas, contratar professores, garantir merenda escolar, reavaliar o sistema de ensino e repensar as práticas pedagógicas do sistema educacional no Brasil inteiro.

A Universidade Federal do Paraná, há 10 anos atrás, tinha poucos professores que se preocupavam com a educação infantil. Agora, as universidades federais do Brasil inteiro, e as particulares também, assim como as filantrópicas, já estão colocando em suas grades curriculares das licenciaturas em pedagogia, a preocupação sobre as diretrizes pedagógicas e as diretrizes curriculares no que diz respeito à educação infantil. Esta preocupação com a educação de forma sistêmica no Brasil está evoluindo rapidamente.

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Sobre a profissão de tecnológo, há dez anos atrás o Brasil estava proibido e o MEC estava proibido, em função de uma lei que foi votada no Congresso Nacional, de repassar dinheiro para fazer escolas técnicas de nível médio no Brasil. Esta lei foi mudada e nos últimos dez anos um movimento inverso aconteceu. Não apenas sob o ponto de vista da compreensão do papel do Estado na educação em nosso pais, mas, porque o Brasil mudou. Começou a crescer economicamente e esta realidade trouxe um novo paradigma. Os gestores públicos, a classe politica percebeu que era um erro muito grande nós não optarmos por um investimento expressivo na formação técnica em nosso país.

Nós temos 9 milhões de jovens matriculados no ensino médio no Brasil. Há uma evazão de quase 50%, e menos de um terço dos alunos conclui. Perto de dois milhões apenas. Destes, quantos estão num curso técnico federal ou estadual integrado, como é na Europa, para fazer uma profissionalização? Esta visão está errada. Nós fizemos um ensino médio para jovens de 15 a 17 anos e não demos uma formação técnica para a maioria deles. Dissemos o seguinte para a a nossa juventude: “se vocês querem uma formação profissional devem buscar o ensino superior”. Mas, o Brasil passou quase 100 anos construindo poucas universidades! Então, o total de jovens que está em idade de ingressar numa universidade é perto de 40 milhões, e apenas 5 milhões e 300 mil estão no ensino superior. Em relação à formação profissional de nossa juventude aconteceu isso, um problema grave de orientação no ensino médio.

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Da esquerda para a direita: Sr. Casemiro, representando os estudantes, Ramon Romero, professor da Fatec, Ariel Scheffer, professor do Instituto Federal do Paraná (IFPR), deputado estadual Elton Welter, deputado Angelo Vanhoni, e o professor Sávio Moreira, representante da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Nós tornamos o ensino obrigatório não só até os 14 anos, mas até os 17 anos de idade e na questão do ensino técnico o governo foi mais radical. Nestes últimos anos nós vamos chegar a 400 escolas técnicas federais construídas no Brasil e queremos ter perto de 600 mil alunos matriculados nestas escolas. Além disso o governo federal lançou um programa em parceira com a iniciativa privada e com o Sistema S, o SESC, o SESI e o SENAI, que tem expertize neste setor e formam trabalhadores. Este sistema iria sempre funcionar de forma complementar, mas agora o estado está participando de forma ativa. Foi criado um programa de facilitação de acesso aos estudantes, para que o Sistema S tenha condições de recebê-los. O governo vai financiar, através de bolsas, tanto as escolas quanto os estudantes a ingressarem nos cursos técnicos do Sistema S em todo o território nacional. E não só nas escolas do Sistema S, mas, também nas escolas de nível técnico da inciativa privada, ou de área filantrópica, ou de fundações. Não é uma formação de nível técnico como a que nós conhecemos no sistema integrado, onde o jovem se prepara durante 3 anos, estuda de manhã a formação geral e de tarde tem o desenvolvimento tecnológico, com experiência em laboratório e aprendizado no sistema de ensino médio.

No nível superior o governo está expandindo a rede pública e fomentando mecanismos de apoio ao conjunto de estudantes brasileiros para frequentarem o ensino superior. Só com o Fies nós garantimos perto de 500 e poucos mil alunos na rede pública, e tendo financiamento em qualquer faculdade particular no Brasil! Os alunos pegam o financiamento do governo federal e so vão pagar, com prazo de carência, depois que terminarem o seu curso. Isso com juros de 3 % ao ano, que é o menor juro do sistema financeiro nacional, subsidiado pelo governo, e ainda com a possibilidade de ser repactuado e renegociado, caso o estudante – desde que esteja trabalhando – não possa cumprir depois deste prazo de carência com o pagamento.

Além disso tem um estímulo para as licenciaturas. Todo o jovem que estudar para ser professor, seja de matemática, seja de química, seja de física ou de qualquer licenciatura em qualquer faculdade particular em todo o território nacional, obtém o financiamento do governo e vai pagar só quando estiver dando aula. Vai pagar com aula dada. Ele não vai desembolsar um único centavo! Isso porque faltam no Brasil, em função do atraso que aconteceu nos últimos 20 anos, perto de 250 mil professores nas áreas de química, física, biologia e matemática. Vocês, que estão estudando em cursos de tecnologia sabem como é importante a formação em ciências para a nossa juventude, e se está faltando professores de ciências no ensino médio vocês sabem o drama que vai ser depois na formação educacional no ensino superior. Precisamos incentivar a profissão e estimular os jovens a entrarem nos cursos de licenciatura.

Temos que fazer uma grande agenda política de revalorização do magistério. Os professores não podem ganhar o que estão ganhando em nosso país. A rede pública do ensino médio é responsável por 93 % da formação de toda a juventude brasileira. O salário médio pago para o professor é de R$ 1.700,00. O piso que foi estabelecido por lei é de R$ 1.100,00. Em grande parte do país não pagam o piso por uma jornada de 40 horas. O Rio de Janeiro, que é um estado rico da nação, tem um terço dos seus professores ganhando R$ 730,00 por uma jornada de 40 horas! Vocês sabem que não dá para fazer uma educação de qualidade com o professor neste nível de desprestigiamento e de desvalorização de sua profissão. Por isso não tem estudante de física ou de química dando aula em nossas escolas, eles vão trabalhar na indústria, pois a renda deles vai ser muito maior.

Nós temos que corrigir estas grandes distorções. Do contrário não mudaremos a educação no Brasil do ponto de vista da qualidade, e aí entra o grande projeto de formação tecnológica do nosso país. Por isso o governo está fazendo este esforço de construção de escolas técnicas para ter 600 mil jovens matriculados, e queremos ter, somando o Pronatec e outros sistemas, perto de 1 milhão e 200 mil jovens, em 2016, tendo uma formação técnica.

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O Brasil forma hoje perto de 28 mil engenheiros por ano, e a engenharia é a base para o desenvolvimento técnico-científico de qualquer nação. Os Estados Unidos, a China e a Índia, estes tres gigantes, por exemplo: a Índia tem um PIB menor do que o nosso, a China tem o segundo maior PIB do planeta depois dos EUA, o Brasil hoje é o quinto PIB do planeta. A Índia deve estar em oitavo, mas tem um 1 bilhão e 200 mil habitantes, é muito grande. Eles formam de 250 a 300 mil engenheiros por ano. Em corporações como a Samsung, a Apple e a LG, cada uma delas tem perto de mil engenheiros com pós graduação, doutorado, pensando o desenvolvimento tecnológico de seus produtos.

O Brasil só vai se consolidar como uma nação de desenvolvimento tecnológico se na próxima década investirmos de forma decidida no conhecimento como a espinha dorsal do desenvovimento da nação. Se o Brasil não fizer isso vamos perder um momento histórico, uma janela que a história está nos dando. Nós somos um país que vai se desenvolver muito nos próximos dez anos, mesmo com a crise da Europa, a taxas de no mínimo 3 a 4 % ao ano. Isso é mais do que qualquer país da Europa e da América do Norte. Os Estados Unidos deverão ficar na média de 1 a 2%. Na Europa, em todos os paises, a projeção vai de 0 a 2%, no máximo. Então, com o desenvolvimento contínuo de 3 a 4% ao ano, no Brasil, isso na nossa economia, fará com que não falte emprego, que o desenvolvimento do país aconteça com investimento em infraestrutura e melhoria das condições sociais da população.

Mas nós só vamos competir e ter desenvolvimento tecnológico se aproveitarmos este momento em que a economia nos favorece, se fizermos o que a Coréia, o que Japão, o que os grandes países asiáticos fizeram há 30 anos atrás: investimentos na ordem de 10% do PIB em educação e ciência! Eles estão colhendo os frutos disso hoje. Só uma empresa da Coréia fabrica mais carros do que 5 empresas juntas do Brasil inteiro, e a Coréia tem 60 milhões de habitantes, talvez menos. O Brasil tem 200 milhões de habitantes. Então, o desenvovimento tecnológico, o salto de qualidade que eles deram no mundo do desenvolvimento se deve ao investimento que foi feito no conhecimento, principalmente nas áreas de ciências e tecnologia.

Nós temos que acelerar este processo no Brasil e tomar decisões um pouco mais ousadas. Por isso o governo brasileiro mandou um projeto para a Câmara dos Deputados, que é o Plano Nacional de Educação. Este plano determina o quanto o Brasil vai investir e onde o Brasil vai investir em educação nos próximos dez anos. Vai investir na creche? Vai investir na educação infantil? Vai investir em cursos tecnológicos? Vai investir no ensino medio profissionalizante? Vai investir no ensino médio integral, como existe em outros paises? Vai investir na educação em nível fundamental, no ensino integral? Na totalidade ou numa parte, como vai ser isso? Vai valorizar o salário dos professores? O governo federal vai entrar com mais dinheiro? O fundo do Pré-sal vai repassar o dinheiro obrigatoriamente para a formação em ciência e tecnologia e para a formação profissional do nosso povo? É isso o que nós queremos? Esta lei vai estar em debate este mês e até o final deste ano no Congresso Nacional.

Angelo Vanhoni

Fotos: Gilson Camargo

pac 2 mobilidade – metrô de curitiba – dilma rousseff anuncia investimentos do governo federal

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A presidente Dilma Rousseff, o vice-governador do Paraná, Flávio Arns, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann e o governador do Paraná, Beto Richa, durante a solenidade realizada ontem (13/10) no Salão de Atos do Parque Barigui, em Curitiba.

A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quinta-feira a liberação de 1 bilhão de reais para a primeira fase das obras de implantação do metrô curitibano, prevista para 2016, e de R$ 750 milhões em financiamentos à prefeitura e ao governo do estado. A participação do governo federal com recursos a fundo perdido e empréstimos representa 77% do custo total da obra, orçada em 2,25 bilhões. Em seu discurso, Dilma ressaltou que a construção do metrô será fundamental para possibilitar a integração dos diferentes modais de transporte já existentes na cidade. A presidente afirmou também que o governo federal vai investir cerca de R$ 30 bilhões em mobilidade urbana nas cidades brasileiras até 2014.

A primeira etapa do metrô terá 14 quilômetros de extensão, interligando o bairro da Cidade Industrial, na região sul de Curitiba, com o Centro. Estima-se um número de usuários de aproximadamente 400 mil pessoas por dia. Uma vez implantado, o metrô deverá substituir os 110 ônibus que atualmente realizam o trajeto.

Nas grandes cidades brasileiras, a importância do transporte de massa é um elemento chave. Nós queremos que a população brasileira continue tendo automóveis, que ela compre seu carro, mas, nós queremos que esse carro não seja o principal meio de transporte no cotidiano das populações. Nós não podemos ser um país que segrega o transporte público, limitando-o aos segmentos populares, e o transporte privado, o automóvel, para os mais ricos e para as classes médias. No mundo inteiro o metrô é um instrumento de democratização do espaço urbano.

Dilma Rousseff

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Quero agradecer a presidenta Dilma Rousseff pela liberação de 1,75 bilhão de reais para a construção do metrô de Curitiba. Após 25 anos de espera a cidade conquista mais essa vitória graças a sensibilidade e apoio do Governo Federal. O metrô não será importante apenas para os usuários da linha Norte-Sul. O metrô abre uma nova perspectiva de desenvolvimento urbano para Curitiba, trazendo melhorias para a cidade e seu planejamento do ponto de vista da qualidade de vida de seus habitantes.

Angelo Vanhoni

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Fotos: Gilson Camargo




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