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aula magna do instituto federal do paraná – ifet jacarezinho / pr

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Sede do IFET Jacarezinho, em fase de conclusão. A finalização das obras está prevista para o inicio de maio.

Para dar início ao ano letivo dos IFETs no Paraná, foi realizada nesta segunda-feira,  dia 02 de março, aula inaugural proferida pelo reitor Alipio Santos Leal com transmissão simultânea de Curitiba, do auditório do Instituto Federal do Paraná para todos os 12 campi do estado. O reitor destacou o crescimento do Instituto informando que a meta para 2010 é atender a 5 mil alunos em cursos presenciais e outros 50 mil em cursos à distância. Hoje há 20 mil alunos matriculados neste tipo de curso. Também destacou a importância deste ano para a expansão do IFPR em todas as regiões do estado: “2010 será o ano da consolidação de tudo que iniciamos no ano passado. Estamos na expectativa com a vinda dos novos professores e técnicos para que possamos ir preparando a expansão dos cursos e vagas”.

Em 2008, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que mudou a organização do ensino tecnológico brasileiro. Agora, as escolas técnicas e agropecuárias e os centros Federais de Educação Tecnológica (CEFET) estão agrupados em novos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFET). Criado através da lei federal 11.892, o Instituto Federal do Paraná teria, inicialmente, 07 unidades (Curitiba, Paranaguá, Telêmaco Borba, Jacarezinho, Umuarama, Foz do Iguaçu e Paranavaí), mas, através de parcerias com municípios e a viabilização do MEC, o processo seletivo de 2009 contemplou vagas também em Londrina (com campus já estabelecido), Irati, Campo Largo, Assis Chateaubriand e Ivaiporã. No ano passado, os deputados da bancada paranaense no Congresso se reuniram com o ministro da Educação, Fernando Haddad e conseguiram a aprovação para a construção de mais 08 novas unidades do Instituto Federal do Paraná no estado. Em breve o IFPR chegará a 20 unidades com campus próprios e unidades avançadas.

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O deputado federal Angelo Vanhoni participou do evento de abertura das aulas no IFET de Jacarezinho. A aula inaugural foi assistida no Cine Teatro Iguaçu pelos 120 alunos matriculados e aprovados para os cursos de Alimentos, Eletromecânica e Informática. A prefeita Tina Toneti destacou a importância do envolvimento do município e de autoridades na conquista do IFET para a cidade. “Tive que convencer o ministro da Educação sobre o potencial da nossa cidade e para isso contei com a ajuda fundamental do deputado federal Angelo Vanhoni. Agora a história é outra, nossos jovens não precisarão mais sair da sua cidade para estudar e ajudarão de forma qualificada a desenvolver Jacarezinho e toda a região.”

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Eu pude acompanhar o surgimento dos IFETs desde o início até eles se tornarem uma realidade. Antes do governo Lula havia uma lei no Congresso Nacional que proibia investimentos do Ministério da Educação no ensino tecnológico. A maioria das escolas agrícolas que tinhamos no Paraná e em outras cidades do Brasil foram fechadas e o estudante que não teve acesso a uma vaga no ensino superior ficou sem alternativas de qualificação profissional.

O ministro Haddad, a pedido do presidente Lula, desenvolveu um plano que muda a concepção de trabalho do Ministério e do Governo Federal. O Ministério da Educação cuidava apenas das Universidades Federais, das 50 que existem em nosso país. Temos, no entanto, 11 milhões de crianças de 2 a 6 anos de idade fora da escola no Brasil. No ensino fundamental temos 93% dos jovens matriculados, no ensino medio, até 17 anos, o índice é de 92%. Existe, portanto, uma grande defasagem no acesso ao ensino superior e também no acesso ao ensino de base. Para reverter este quadro o governo está realizando o Pŕo-Infância, direcionando recursos para a construção de creches em todo o Brasil. Agora os prefeitos estão recebendo recursos para construção de creches. Aqui em Jacarezinho duas estão sendo construídas. Surgiu o entendimento de que a criança precisa estudar desde pequena, ser estimulada para a aprendizagem, para entrar no ensino fundamental já com um nível de escolarização e com melhores oportunidades de se desenvolver.

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Outro investimento forte do governo federal é no ensino técnico para resolver o problema do jovem que não chega até a universidade por falta de vagas. Os milhões de jovens que ficam fora das universidades, com o ensino profissionalizante poderão  disputar o mercado de trabalho com dignidade. São 150 escolas iguais a essa de Jacarezinho, localizadas principalmente no interior dos estados para valorizar o potencial das cidades pólo de todo o país. O Brasil está num momento crucial, pois, acabamos de descobrir uma nova reserva de petróleo, o pré-sal. Nos próximos anos poderemos exportar petróleo, o que significa o aporte de muitos recursos, que serão usados para resolver problemas sociais brasileiros. Para isso precisaremos de capacitação técnica e recursos humanos qualificados para dar conta deste importante desafio.
Angelo Vanhoni

O evento foi encerrado com a apresentação do diretor do IF Campus de Jacarezinho, Gustavo Villani Serra, que anunciou o inicio das aulas para 24 de maio, além de dar as primeiras informações sobre o funcionamento dos cursos. O Instituto Federal começa a funcionar com os cursos técnicos de Alimentos (manhã), Eletromecânica (noite), e Informática (manhã e noite).

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Vanhoni e a prefeita Tina Toneti, durante visita à obra do Ifet.

Alguns dos IFETs, como o de Jacarezinho, adiaram o início das aulas devido à finalização das obras enquanto aguardam ajustes necessários para a realização de concursos para a contratação de professores. O Ministério do Planejamento autorizou no dia 31 de dezembro a realização de concursos para 8.900 vagas nas Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica vinculadas ao Ministério da Educação. Deste total, 5 mil são para professores e 3.900 para técnicos administrativos. Segundo informações da prefeitura, o Ifet Jacarezinho inicialmente contratará 10 professores e dará prioridade aos que morem na região.

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Fotos: Gilson Camargo

paranaguá – regularização fundiária da ilha dos valadares – entrega dos primeiros títulos de propriedade

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Ponte sobre o Rio Itiberê, que liga a Ilha dos Valadares à cidade de Paranaguá.

Moradores da Ilha dos Valadares, no litoral paranaense, assistiram ao início do processo de regularização fundiária das 4 mil famílias que a décadas aguardam a regularização de suas propriedades. Neste sãbado, dia 06 de fevereiro, as primeiras 15 familias receberam seus titulos de posse. O processo de zoneamento da Ilha dos Valadares começará já em 2010. O Plano Diretor de Paranaguá prevê tratamento diferenciado para a ilha através de um planejamento específico que leva em conta as características do local. A solenidade de entrega foi realizada na presença do ministro do planejamento Paulo Bernardo, do superintendente do Patrimônio da União no Paraná, Dinarte Vaz e do prefeito José Baka.

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Praça Ciro Abalém, um dos pontos de encontro para os moradores, logo na entrada da Ilha dos Valadares.

Valadares situa-se à margem esquerda do Rio Itiberê. É habitada por pescadores que se dedicam à pesca artesanal e cultuam tradições como o fandango paranaense, dança típica das cidades litorâneas. Na ilha também prepara-se o barreado como atração culinária e pratica-se o artesanato, principalmente a cestaria, cerâmica e objetos utilitários característicos da região. O acesso pode ser feito por uma passarela que liga a ilha ao continente e à cidade de Paranaguá, ou através de barcos pelo rio.

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Atualmente 25 mil pessoas moram na Ilha dos Valadares. A maioria comprou os terrenos e casas, porém, nunca tiveram a garantia de oficialiizar seus títulos. A regularização fundiária foi possível com o repasse das terras da União ao município de Paranaguá, definida por portaria aprovada no Congresso Nacional em 2009. O ministro do Planejamento Paulo Bernardo destacou que o assunto da regularização fundiária era discutido há 20 anos e somente agora, no governo do presidente Lula a posse dos terrenos se tornou realidade. “Tivemos que mudar a legislação duas vezes e agora resolvemos o problema da posse na Ilha dos Valadares”. Informou também que além da estrutura da prefeitura, o governo federal montará um escritório para agilizar o processo de emissão dos títulos.

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Representando os moradores de Valadares, Ataliba do Carmo, que reside na ilha há 35 anos, falou  sobre a conquista do título de propriedade.

Eu conheço esta ilha há 70 anos e lá atrás eram apenas uns 20 moradores. Hoje vou fazer 89 anos e sinto-me feliz com esta vitória alcançada pela Ilha dos Valadares. A presença dos senhores aqui, autoridades, ministro e deputados, é o símbolo que marca em nosso coração a esperança da prosperidade. E lembrem-se: aqui não é apenas uma ilha, é um ambiente de moradores e trabalhadores que sonham com uma vida melhor.
Ataliba do Carmo

Paulo Bernardo, destacou o apoio do Senado e da bancada federal para que a regularização fundiária nos Valadares se tornasse realidade. “Osmar Dias nos ajudou no Senado, o deputado Angelo Vanhoni se empenhou na Câmara Federal e agora será possível à prefeitura passar os títulos de propriedade aos moradores da ilha. Entendo que uma grande conquista que tivemos neste governo foi a da inclusão social das famílias”.

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“É uma grande satisfação ver se realizar aqui em Valadares um sonho muito antigo, fruto de uma luta de mais de 20 anos. Nasci em Paranaguá, minha família é toda daqui, passei minha juventude vendo a dificuldade dos moradores da ilha em regularizarem suas propriedades; por isso, sei bem o que vocês estão sentindo neste dia tão importante. O aforamento da ilha ao município, permitindo que cada morador tenha a titulação definitiva traz segurança para as famílias, para os seus filhos e netos e traz também a condição para que a prefeitura possa planejar benfeitorias, repensar a urbanização de Valadares e dar melhores condições de vida aos moradores.

O ministro Paulo Bernardo, antes mesmo do governo federal autorizar este repasse, já tinha vindo aqui com o Dinarte Vaz, diretor do Patrimônio da União, para se reunir com vocês e com o prefeito José Baka e pensar na melhor forma de viabilizar a regularização fundiária. Quero fazer um agradecimento especial ao ministro e ao senador Osmar Dias pelo empenho em agilizar este processo. Esperamos que o governo federal continue nos ajudando, reconhecendo os direitos dos moradores da Ilha dos Valadares, difundindo o patrimônio cultural do nosso litoral e valorizando a importância de Paranaguá.”
Angelo Vanhoni

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Fotos: Gilson Camargo

reunião com prefeitos paranaenses – palestra sobre pac 2 e fundo de participação dos municípios, com dilma rousseff, paulo bernardo e reinhold stephanes

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Mais de 170 prefeituras se fizeram representar no encontro promovido pela Associação de Municípios Paranaenses (AMP) no auditório do Campus 2 da PUC, em São José dos Pinhais, neste sábado, 06/02/2010. A reunião, que teve por objetivo debater os projetos para o estado e ouvir as reivindicações dos prefeitos, contou com a presença da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, do chefe de Gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, do senador Osmar Dias, do vice-governador Orlando Pessuti e do prefeito de São José dos Pinhais, Ivan Rodrigues.

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O presidente da Associação dos Municipios do Paraná e prefeito da cidade de Castro, Moacyr Elias Fadel Junior abriu a reunião expondo as principais reivindicações das prefeituras paranaenses junto ao governo federal. Dentre os assuntos em pauta estão a emenda 29, em tramitação há mais de 6 anos, que define parâmetros sobre gastos em saúde e adiciona recursos à rede pública e a emenda do deputado Ibsen Pinheiro que redistribui recursos do pré-sal. O Fundo de Participação dos Municípios, (FPM) foi outro assunto abordado. Elias Fadel lembrou aos presentes que 80% dos municípios paranaenses dependem quase que exclusivamente destes recursos que tiveram uma queda brutal nos últimos anos e o presidente da AMP demonstrou preocupação com as taxas do FPM para 2010. Fadel pediu também uma agilidade maior na chegada dos recursos do PAC que já estão aprovados para os municipios paranaenses e lembrou que os cofres públicos, em alguns casos, tem pago multa diária por atrasos acarretados pela burocracia. Ao final pediu aos representantes do governo apoio emergencial para os municipios que sofreram com as fortes chuvas em diversas regiões do Paraná.

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A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef anunciou durante o encontro que o Plano de Aceleração do Crescimento 2 prevê mais investimentos em infraestrutura no Paraná. A ministra está ouvindo as lideranças de todo o Brasil para agregar sugestões ao programa que deve ser lançado pelo presidente Lula no mês de março. Dilma destacou que o governo federal vai investir na construção de creches nos municípios, de Unidades de Pronto Atendimento de Saúde 24h (UPAS), em obras de drenagem e em popularizar o acesso à internet de alta velocidade, a banda larga. Projetos de investimentos para a exploração do petróleo da camada pré-sal também estarão no PAC 2.

O novo projeto pretende beneficiar também os pequenos municípios (com até 50 mil habitantes) que hoje não estão contemplados no programa federal. O programa terá entre suas prioridades investimentos em obras de drenagem, com o objetivo de amenizar os problemas decorrentes do excesso de chuvas, como os que estão ocorrendo em alguns estados. No encontro o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, anunciou que o governo vai destinar emergencialmente R$ 32 milhões para 40 cidades prejudicadas pelas fortes chuvas de janeiro. A ministra Dilma também discutiu o tema de repasse de verbas pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Ao ouvir pedidos dos prefeitos de aumento dos repasses, ela afirmou que neste ano haverá um incremento nas verbas do fundo de participação em razão do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que gerará maior arrecadação de impostos.

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“Esta reunião é muito importante. Se perguntarem para nós qual é o grande legado do governo do presidente Lula, um deles é sem sombra de dúvida a construção de uma outra relação federativa aprimorando o diálogo entre o governo federal, os prefeitos e os governadores. Aqui no Paraná nós não conseguiríamos fazer o PAC se essa parceria não fosse estabelecida. Nós mudamos o patamar desta relação, mudamos a forma como ela se dá. No PAC conseguimos, em diálogo com vocês, estrutrar os projetos na área mais importante que é o eixo social urbano, o eixo que cuida do saneamento, do abastecimento de água, do esgoto, do recolhimento do lixo, da drenagem e da habitação. Foi neste processo de diálogo, recebendo pessoas em Brasilia, vindo até aqui, voltando, tendo essa inter-relação, que conseguimos mudar esta prática no Brasil. Faz mais de 25 anos que o país não tinha um investimento planejado estruturante e sustentável na área de saneamento. Em drenagem, nem pensar! Mas também o governo federal não botava dinheiro, ajudava um pouco, mas a responsabilidade principal era dos prefeitos e dos governos estaduais.”

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“Infraestrura não é somente construir estradas, rodovias, hidroéletricas, gasodutos, etc… é isso também, mas, é sobretudo introduzir a questão social no âmbito da infraestrutura. Os jornais dizem que o Brasil pode ser a 5a potência mundial, segundo as consultorias internacionais, mas eu pergunto para vocês: é possivel ser a 5 potência mundial se o povo não está a altura deste reconhecimento? Se nossas cidades estão sem cobertura de coleta de lixo e tratamento de esgoto? Em 2007 o presidente Lula exigiu de nós: coloquem infra-estrutra dentro do PAC no sentido social urbano, porque distribuição de renda, além de aumentar o salário minimo, aumentar o Bolsa Família e multiplicar os postos de trabalho, é também qualificar os serviços que os prefeitos prestam à sua comunidade, é garantir habitação digna, saneamento digno, com saúde e educação.

Nós vamos continuar a fazer hidroelétricas, rodovias, ferrovias, obras de infraestrutura e saneamento. O PAC 2 é dirigido para aglomerações urbanas, porém incluíndo também as médias e as pequenas aglomerações. É imprescindível que a gente olhe para os bairros brasileiros que são hoje chamados favelas, vilas populares e transforme estas regiões em verdadeiros bairros populares cidadãos. Isso implica em ampliar o investimento de forma integrada num determinado território. Nós não podemos deixar de considerar que uma parte da violência urbana no país decorre da ausência do Estado dentro de cada uma destas localidades e voltar com a presença do Estado significa não só voltar com saneamento e habitação, mas também colocar educação, saúde, cultura, esporte, lazer, segurança e além disso trazer a digitalização e o acesso à internet.”

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“Para o presidente Lula onde houver Brasil tem que haver ação do governo do mesmo padrão que em qualquer outro lugar do país. Não podemos privilegiar somente as áreas de maior concentração populacional e desenvolvimento econômico. Ninguém respeita uma família que deixa uma parte de seus membros na pobreza. Nós conseguimos fazer com que 32 milhões de brasileiros saissem de uma condição de miséria e ingressassem nas classes B e C. Se não tivessemos feito isso, nâo teriamos adquirido o respeito. O Brasil amadureceu muito e concretizou esse processo de mobilidade social. Na minha infância a gente falava apenas que fulano ou ciclano tinha subido de vida. Hoje se fala com orgulho que o povo brasileiro subiu de vida, e isso é uma grande vitória para todos nós.
Dilma Rousseff

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Compondo a mesa, da direita para a esquerda: Gilberto Carvalho, chefe de Gabinete da Presidência, senador Osmar Dias, Ivan Rodrigues, prefeito de São José dos Pinhais, Moacyr Elias Fadel Junior, presidente da AMP e prefeito de Castro, Dilma Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil, Paulo Bernardo, ministro do Planejamento, Orlando Pessuti, vice-governador do Paraná e Reinhold Stephanes, ministro da Agricultura.

Fotos: Gilson Camargo

colombo / pr – 120 anos de emancipação política do município e 11 anos de circuito italiano de turismo rural

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A cidade de Colombo completa 120 anos de sua emancipação política no dia 05 de fevereiro de 2010. O município, atualmente com 233.916 habitantes é um dos maiores da região metropolitana de Curitiba e conta com 42 bairros e mais de 200 loteamentos, sendo 70% do seu território áreas de proteção ambiental. Dos 198,7 km2 de área total do município, 128 Km são de área rural. A maioria da população mora na área urbana contígua a Curitiba em bairros como Alto Maracanã, Guaraituba e Jardim Osasco. A área rural com menor densidade populacional preserva as características agrícolas herdadas dos imigrantes italianos que ali chegaram no final do século XIX.

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Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário, em frente ao marco zero de Colombo. Obra iniciada em 1895, em estilo romano, réplica de uma igreja de Vicenza, na Itália.

A partir de setembro de 1878, surgiu no Paraná a Colônia Alfredo Chaves, que recebeu naquela ocasião 160 colonos de nacionalidade italiana. Estes imigrantes, inicialmente chegaram em Morretes e subiram a Serra do Mar conduzidos pelo Pe. Angelo Cavalli para se estabelecerem em 80 lotes rurais doados por Dom Pedro II, formando o embrião da atual cidade, que foi elevada a categoria de vila em 1890 e no mesmo ano oficializada como municipio em homenagem ao descobridor da América, o genoves Cristovão Colombo.

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Vista parcial dos bairros Santa Terezinha e Maracanã.

Em contraponto a grande extensão e tranquilidade das áreas rurais do município, os bairros de Santa Terezinha, Guaraituba e Maracanã são zonas de grande adensamento populacional, com aproximadamente 200 mil habitantes, reflexo do crescimento acelerado da cidade nos últimos 30 anos.

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A atividade agrícola predominante baseia-se na produção de hortifrutigranjeiros como milho, tomate, batata-doce, caqui, morangos, mandioca e feijão, com destaque para a uva.

O Circuito Italiano de Turismo Rural completa 11 anos também em fevereiro. Com o objetivo de incentivar o turismo, o circuito abriga mais de 50 pontos turísticos e apresentam a cultura italiana que influenciou tão fortemente a formação do município, passando também por diversas áreas de produção agrícola, valorizando as técnicas de cultivo orgânico, incentivando a fixação do produtor rural, a geração de emprego e o aumento da renda familiar.

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A colheita gera diversas oportunidades de emprego temporário para os moradores da região, sendo um importante fator de desenvolvimento econômico do município e um dos principais legados da imigração italiana
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Em janeiro e fevereiro acontece a colheita nas vinícolas, como na Vinícola Cavalli, em atividade desde 1958, recebendo moradores da região que chegam a colher 500 caixas de uvas por dia. Colombo é o principal produtor de uvas no Paraná. Segundo dados do IBGE existem 175 agricultores se dedicando a esta atividade no município, ocupando uma área de 130 hectares e produzindo 1.396 toneladas/ano, segundo dados do IBGE (fonte: site da prefeitura), o que corresponde a 53% da produção de uvas dos municípios da Região Metropolitana de Curitiba.

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A comercialização da uva in natura ou da fruta processada em forma de vinhos, sucos, geléias, e outros, na maioria das vezes ocorre na propriedade, onde o consumidor busca produtos artesanais e o contato direto com o fabricante. A venda dos produtos derivados e da uva também é praticada no comércio local do município, em feiras livres em Curitiba, em redes de supermercados e no CEASA. A Festa da Uva, que acontece anualmente sempre no inicio do mês de fevereiro, foi criada em 1959 para incentivar o cultivo da uva e a produção do vinho.

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Museu Municipal Cristóforo Colombo e Memorial da Imigração Italiana.

O Museu Municipal Cristóforo Colombo, primeira instituição museológica do município, inaugurado em 2007, tem como sede o prédio que é uma réplica da Societá Italiana Cristóforo Colombo, criada pelos imigrantes italianos no inicio do século XX. O acervo inclui mais de 250 objetos doados por moradores da região e 26 banners contando a história da cidade.

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Retrato do casal Mottin no interior da residência construída em 1922 que abriga hoje o Memorial Italiano.

Outro ponto de destaque para a memória dos imigrantes é a Casa Eugenio Mottin, reinaugarada em 2009. Neste espaço, existe um pequeno acervo de utensílios, roupas e móveis das primeiras familias que chegaram na cidade.

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Parque Municipal Gruta de Bacaetava.

Como parte das belezas naturais que integram o circuito, um dos pontos fortes é a visita ao Parque Municipal da Gruta de Bacaetava, palavra indígena que significa “casa de pedra”. No último mês de 2009, mais de 2000 pessoas realizaram a visita às grutas. O parque, criado em 2000, abriga acervo nativo da mata da região. A gruta possui cerca de 200 metros de comprimento com duas aberturas, um sumidouro por onde o rio Bacaetava começa o seu trajeto pelo interior e a ressurgência mais a frente, onde o rio volta a correr para fora da caverna. Além da beleza, o local guarda histórias interessantes. Durante a 2a. Guerra Mundial, segundo relatos de moradores antigos, os filhos dos imigrantes ficavam escondidos na gruta para não serem convocados.

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Igreja da comunidade do Ribeirão das Onças.

Para melhorar o acesso ao circuito turístico a prefeitura abriu licitação para a pavimentação asfáltica de parte do roteiro. Segundo a Secretaria de Turismo de Colombo, a estrada apresenta condições ruins afetada pela passagem de caminhões e também devido a ação das chuvas. Com recursos provenientes de emenda proposta pelo deputado federal Angelo Vanhoni, será realizada a pavimentação completa de 500 metros do trajeto do santuário da Igreja do Ribeirão das Onças até o asfalto na Rua Orlando Ceccon. O recapeamento da rua principal será feito como contrapartida municipal.

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Maria Micheli Mocelin, secretária municipal de Turismo.

Segundo a secretária municipal de Turismo, Maria Michele Mocelin, nos últimos anos diversos investimentos ampliaram os atrativos para os visitantes e também para a população da cidade, como o Museu Municipal e o Memorial Italiano. Novos pontos foram agregados com especial destaque para o turismo rural e para as tradições culinárias, dentre eles: Chácara Engenho Verde, Paladar Queijos & Vinhos, Pesque-e-Pague Recanto Morro das Pedras, Da Cantina Produtos Naturais, Cantina Nonna Antonia e o Parque Vale dos Sonhos.

Fotos: Gilson Camargo

região metropolitana de curitiba – pinhais / pr – calçamento para pedestres nas ruas do bairro jardim amélia

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Obras de calçamento em execução na Avenida Getúlio Vargas.

Um amplo programa de calçamento está entre as prioridades da prefeitura do município de Pinhais. As benfeitorias estã sendo realizadas na Avenida Getúlio Vargas, Rua Prudente de Morais, Rua Juscelino Kubistchek, Rua Afonso Pena e Rua Nilo Peçanha. O valor de R$ 536 mil, obtido através da emenda parlamentar de autoria do deputado federal Angelo Vanhoni foi destinado para o calçamento em um dos bairros mais necessitados, a Vila Amélia. As ruas que serão beneficiadas também receberão, com a contrapartida da prefeitura, investimentos para anti-pó, dragagem e pavimentação. O projeto de calçamento voltado para toda a cidade totalizará mais de R$ 1,5 milhão, com recursos da própria prefeitura e outras fontes.

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Rua Nilo Peçanha, no Jardim Amélia, em Pinhais / PR, uma das vias que está recebendo as benfeitorias.

Segundo a Secretária Municipal de Obras, Leila Gissi da Rocha, esta é uma reivindicação antiga dos moradores. “O calçamento irá evitar acidentes que até então eram corriqueiros no bairro, além de dar segurança e melhor mobilidade aos pedestres e em especial às crianças, idosos e portadores de necessidades especiais”.

As três diretrizes que foram escolhidas em audiências públicas pelos moradores: saúde, segurança e infra-estrutura, vem sendo atendidas pela prefeitura municipal. Desde o inicio da nova gestão já foram instalados 10 mil m2 de calçadas em volta de prédios públicos, escolas, praças e hospitais.

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Luizão Goulart – PT/PR, prefeito de Pinhais.

As obras terão um prazo de 08 meses para execução. O prefeito Luizão Goulart destaca que estes investimentos estão inseridos num amplo plano de desenvolvimento sustentável de Pinhais. “Estamos priorizando ações que contribuam para o desenvolvimento de nossa cidade. Todas as obras estão sendo feitas após detalhados estudos e muito planejamento, e a instalação de calçadas contemplará diversos bairros de Pinhais”.

Fotos: Gilson Camargo

região metropolitana de curitiba – fazenda rio grande / pr – revitalização e instalação de equipamentos de ginástica em praças públicas

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Praça na Rua Rio Faxinal esquina com Rua Rio Tapajós, no Bairro Iguaçu. Uma das que receberá as benfeitorias.

O município de Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba, adquiriu sua autonomia em 1985, desmembrando-se do município de Mandirituba. No início do século XVI, nesta região existiam apenas terras indígenas, sendo uma delas a aldeia Capocu. Hoje, Fazenda Rio Grande se caracteriza por ser um dos municípios brasileiros com maior crescimento populacional, na ordem de 10% ao ano. Em função do alto crescimento demográfico e de carências estruturais em vários setores, o município atualmente ocupa o 11º lugar nos índices de criminalidade no Paraná. Para os jovens, crianças e famílias há pouquíssima oferta de lazer e entretenimento na cidade. Por estes motivos, a Secretaria Municipal de Esportes, desde o início do ano, criou uma série de projetos para propiciar a inclusão social através de atividades esportivas e assim diminuir a violência. Um deles é a instalação de sete academias ao ar livre em praças e terrenos nos bairros e na região central da cidade. Os recursos, no valor de R$ 151 mil,  para a instalação dos equipamentos vem da emenda parlamentar proposta pelo deputado federal Angelo Vanhoni. Além das sete academias, a emenda também destina recursos para a implantação de 1.000 m2 de ciclovia pavimentada na Praça Brasil.

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Julio Cesar Teodoro, coordenador de Esportes da Prefeitura Municipal e Paulo Eduardo dos Santos, secretário de Esportes de Fazenda Rio Grande.

Paulo Eduardo dos Santos, secretário municipal de Esportes, explica que as academias terão instrutores, “haverá um projeto de  incentivo à pratica de esportes principalmente nos fins de semana, quando há maior ociosidade por parte dos jovens.” Segundo estimativas do último censo do IBGE, Fazenda Rio Grande possui 79.255 habitantes, sendo que 22.256 são alunos da rede pública de ensino. O deputado federal Angelo Vanhoni enfatiza a importância de se priorizar atenção à população jovem através do esporte e da cultura. “Além de elevar o conhecimento e auto estima, o esporte tira as crianças e adolescentes das ruas e da ociosidade, evitando assim o contato com as causas da violência.”

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Uma das Academias será instalada na Praça Vila Miranda, ao lado da Escola Municipal Nossa Senhora de Fátima, no Bairro Iguaçu II, o mais populoso do município.

Ao todo serão duas academias para a terceira idade, três academias para crianças e adolescentes e duas academias para portadores de necessidades especiais. Serão instaladas na Praça Brasil (imagem abaixo), no Bairro Nações, no Bairro Iguaçu e Praça Vila Miranda no Bairro Iguaçu II.

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Fotos: Gilson Camargo

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Em primeiro plano, propriedade no bairro da Caximba, no limite Sul de Curitiba. Ao centro as Cavas do Rio Iguaçu e ao fundo o município de Fazenda Rio Grande. Imagem do ensaio Olhar Comum – Os Limites da Cidade – Curitiba / 2006

2º conferência estadual de cultura do paraná – campo mourão

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A solenidade de abertura contou com apresentações artísticas de expressões culturais da cidade, dentre elas a do Corpo de Ballet Municipal da FUNDACAM – Fundação Cultural de Campo Mourão.

A II Conferência Estadual de Cultura do Paraná foi realizada em Campo Mourão, no dia 27 de novembro de 2009. Mais de 200 municípios participaram do debate através de delegados eleitos nas etapas anteriores, concluídas em outubro, demonstrando a grande mobilização ocorrida no estado do Paraná na discussão das políticas públicas de cultura. Durante o encontro, após as falas expositivas de autoridades e representantes do Ministério, foram eleitos 28 delegados, sendo 19 da sociedade civil e 9 do poder governamental, para representarem o Paraná, entre os dias 11 e 14 de março de 2010, em Brasília, na Conferência Nacional de Cultura.

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Amani Spachinski de Oliveira, membro da Academia Mouraoense de Letras, Vera Lucia da Silva Zanatta, prefeita do município de Terra Boa, a secretária de Estado da Cultura, Vera Maria Haj Mussi Augusto, Zeca Dirceu, prefeito de Cruzeiro do Oeste e vice-presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMPR), o prefeito municipal Nelson Tureck, a diretora-presidente da Fundacam, Sonia Singer, a vice-prefeita de Campo Mourão, Regina Dubay e o vereador Edoel Rocha, durante a execução do Hino do Estado do Paraná.

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A Secretária Municipal de Cultura, Sonia Singer deu as boas vindas aos participantes da Conferência e destacou a importância dos investimentos em cultura, tendo em vista o patamar alcançado por Campo Mourão nas pesquisas realizadas pelo IBGE.

Nós temos uma grande responsabilidade hoje aqui: a de elencar propostas do Paraná para a II Conferência Nacional de Cultura. Temos que ajudar este país a arredondar a roda da cultura, que até então tem vindo muito quadrada, e por isso precisamos muito das políticas públicas, precisamos que elas sejam implantadas em nível nacional. Nós temos uma realidade aqui em Campo Mourão bastante diferente de muitas outras cidades paranaenses. Temos, para com a gestão de cultura, o respeito e o carinho de todas as administrações que por aqui já passaram. Temos o compromisso de dar continuidade às políticas culturais, de manter a estrutura e o corpo técnico e dar condições aos artistas de produzirem. Tanto que a escolha do município para sediar a Conferência se deve muito a esta visão diferenciada e aos índices positivos alcançados pela cidade nos dados publicados pelo IBGE. Temos hoje, segundo estas pesquisas, o terceiro melhor índice de gestão cultural do país, o segundo melhor em gestão democrática e o primeiro no índice de cultura do Estado do Paraná. Aqui a população participa nas decisões da cidade. Temos o Conselho de Cultura, o Conselho de Patrimônio e o Fórum de Cultura funcionando. Mas é preciso ainda trabalhar muito, apresentar resultados consistentes e continuar crescendo na cultura, ajudando a cidade a se desenvolver. Desejo uma ótima Conferência a todos!
Sônia Singer

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A conferência contou com 414 participantes, sendo: 287 delegados eleitos nas etapas municipais, 34 observadores, 16 convidados, 36 autoridades, 11 componentes da Secretaria Estadual de Cultura e 30 membros da equipe da Fundacam.

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Durante a abertura da conferência, o deputado Angelo Vanhoni falou sobre a importância da cultura para o desenvolvimento do ser humano e da sociedade.

Bom dia à todos. Esta Conferência conclui uma etapa importante dos debates em nosso estado e nos prepara para participarmos da II Conferência Nacional de Cultura, em março de 2010, em Brasília. Diversos municípios e regiões reuniram produtores culturais, empresários ligados à cultura, gestores públicos, diretores de teatro, artistas e pessoas relacionadas às mais diferentes áreas: ao folclore, ao cinema, poesia, a literatura e à preservação do patrimônio histórico. Para nós é um momento de muita alegria. Destacamos o empenho que as diversas secretarias municipais tiveram, o apoio da secretaria estadual de cultura e o acompanhamento dos facilitadores do Ministério, para que este processo se realizasse.

O Ministério da Cultura brasileiro tem apenas 15 anos de existência e uma boa parte dos nossos municípios ainda não possui um setor com atuação dedicada a área da cultura. Muitos, infelizmente, acreditam que a cultura é um apêndice, ou da secretaria de esporte, ou da secretaria da educação e assim trabalham como se fossem um pequeno departamento, subordinado às outras áreas. Isso faz parte de um processo de tomada de consciência de nossa sociedade e dos gestores públicos das prefeituras que se relacionam diretamente com a maior parte da população.

Nós temos, de uma forma geral no Brasil, uma percepção ainda equivocada da importância da cultura para o ser humano e para o desenvolvimento da sociedade. Já sabemos, por exemplo, reconhecer a importância da educação, que transmite o conhecimento através da razão e sabemos que o ser humano sem educação não tem condições de evoluir, sobretudo nos tempos modernos, onde educação e conhecimento estão diretamente ligados à capacidade de produção dos indivíduos, que precisam renovar seus saberes em função de um mercado em contínua transformação. O desenvolvimento da educação é fundamental para a inserção no mundo do trabalho, para que cada um tenha condições de produzir, de ser independente e de se colocar na vida como um ser autônomo. Essa consciência nós já adquirimos. Porém, no âmbito da cultura, ainda estamos dando os primeiros passos. Somos uma sociedade complexa, cheia de contradições, que está começando a se desenvolver recentemente, que é marcada por uma exclusão social monumental e por uma elite que domina a riqueza do país há muitos anos. Neste ponto que chegamos, após vários avanços em outros setores da nossa sociedade, precisamos romper com a visão da cultura tratada como simples entretenimento, como adereço e em última análise, como algo supérfluo. Num país como o nosso em que as carências culturais são tão prementes, frente as dificuldades sociais, fica difícil tematizar e esclarecer aos nossos representes públicos que a previsão de recursos orçamentários para a cultura, para o desenvolvimento efetivo das políticas culturais em nosso país é tão importante quanto acabar com a fome.

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Para mim, o grande avanço que tivemos no governo Lula foi o de entender a cultura como um direito sócial, além de começar a estabelecer uma política cultural de estado. Uma visão que contempla o direito de todos os cidadãos de usufruírem dos bens culturais que o Brasil e a sociedade constroem cotidianamente e também o direito de cada indivíduo de se expressar culturalmente, afirmando seus valores com liberdade, superando assim a visão de cultura como entretenimento. Não é um dinheiro para o artista ir apresentar seu trabalho, não é apenas isso. Isto é o final do processo. Estamos falando da dignidade de cada tradição, de cada grupo social que constitui a nossa identidade enquanto nação. A verdadeira política pública de cultura, a que queremos para o Brasil, é aquela que integra a estrutura de governo, as suas três esferas, em uma grande rede, para que os recursos do governo federal possam ser aplicados nos estados e nos municípios, de forma distributiva e descentralizada, fomentando a vida cultural do nosso povo não apenas nos centros mais desenvolvidos econômicamente, mas em todo o território nacional. Cultura forma, cultura constrói a vida e o cidadão nos seus valores simbólicos. Boa conferência para vocês.
Angelo Vanhoni

Link para palestra de Angelo Vanhoni sobre as políticas culturais que estão sendo debatidas no Congresso Nacional
Link para palestra de Rejane Nóbrega sobre os eixos temáticos da Conferência Nacional de Cultura

campomourao_foto_gilsoncamargo2009novembro17Representando o Ministério da Cultura, Américo Córdula – Secretário de Diversidade Cultural, enfatizou  a importância de algumas diretizes básicas a serem discutidas pelos grupos.

Nós, do Ministério, queremos democratizar a cultura com as pautas colocadas no Congresso Nacional, dando acesso, por exemplo, através do Vale Cultura, aos bens culturais e aumentando o fomento com a aprovação da PEC 150, lembrando que 2% é o mínimo necessário para trazermos dignidade para a cultura deste país. Nós temos que caminhar atrás da sensibilização dos demais municípios sobre a importância da cultura. Portanto, esta Conferência vem como reflexão estratégica para que possamos implementar as propostas que estão sendo votadas no Congresso, e todas saíram da I Conferência em 2005. Agora é importante destacar que a articulação para esta segunda vem em uma nova realidade e aproveito para destacar a importância do trabalho da Rejane Nóbrega, articuladora pelo MINC das conferências municipais no estado do Paraná.

Qual é a nossa preocupação? Tenho observado nas últimas conferências que algumas diretrizes que estão sendo colocadas pelos delegados são temas que já foram debatidos na I conferência e muitas delas já foram atendidas. O que nós precisamos agora é estabelecer estratégias de implementação destas ferramentas, nos apropriarmos do que já existe. Pensar por exemplo o que o Plano Nacional de Cultura preconiza? O que a Reforma da Rouanet diz? O que é o Sistema Nacional de Cultura?

Os delegados que sairão aqui do Paraná tem que ter em mente que vão levar as diretrizes do estado. Portanto, é preciso se conscientizar de que não são diretrizes apenas do seu segmento. Os delegados têm que estar capacitados para, lá em Brasília, saberem defender os interesses do Paraná,  representando todos os segmentos artístico-culturais.
Américo Córdula

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Tela do artista mouraoense Silvio Rocha, em exposição na Biblioteca Municipal Egydio Martello, retratando a história do povo Xetá, indígenas nativos da região, com fotos dos últimos descendentes e pinturas.

Os índios Xetá foram a última etnia do Paraná a entrar em contato com a sociedade nacional. As evidências de sua presença na região já eram registradas pelas frentes de colonização desde o final da década de 1940, mas, seu primeiro contato oficial aconteceu em 6 de dezembro de 1954, na Serra dos Dourados, região noroeste do estado.

A maioria dos Xetá morreu, em menos de uma década, por causa da selvagem colonização do território em que viviam. Poucos sobreviveram. A maioria destes foram crianças literalmente arrancadas de seus pais e criadas por familiares dos fazendeiros que invadiram suas terras ou por funcionários do antigo Serviço de Proteção ao Índio.

No dia 11 de junho de 2007, morreu, aos 60 anos, Tukanambá José Paraná, um dos sobreviventes do massacre Xetá. Agora, restam apenas seis sobreviventes conhecidos. Hoje, eles têm descendentes e juntos somam cerca de noventa pessoas, mas, eles vivem separados. Moram em cidades ou em terras dos povos Kaingang e Guarani. Os sobreviventes estão envelhecendo e dois já faleceram. Por isso, regularizar a terra do povo Xetá é cada vez mais urgente. Há mais de uma década, Tuka, como ele era conhecido, juntamente com Tikuein Mã – falecido no final de 2005 – lideravam seu povo na luta pela reconquista de sua terra. A morte de Tuka foi mais um duro golpe aos Xetá. Os sobreviventes do massacre deste povo têm, agora, importante papel de manter seus descendentes em contato.

“Eu entendo tudo quando o Tikuein Mã, o Tuca e o Kuein falam. Eu tenho vergonha de falar e não falo porque estou sozinha, mas, se eu tivesse com quem prosear na nossa língua para não esquecer o que ainda me lembro eu seria muito feliz. Não se conversa só, não é mesmo? É preciso outra pessoa que proseie como nós, não é?”

(trechos de depoimento retirado da dissertação de mestrado “Sobreviventes do Extermínio: Uma Etnografia das Narrativas e Lembranças da Sociedade Xetá”, de Carmen Lucia da Silva – Universidade Federal de Santa Catarina -  Florianópolis, 1998).

Fotos: Gilson Camargo

pontos de memória – mupe (museu de periferia do sítio cercado) – exposição de desenhos e redações dos alunos da Escola Guilherme Lacerda Braga Sobrinho

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Alunos da Escola Guilherme Lacerda Braga Sobrinho – CAIC (Centro de Ação Integrada à Criança), no Sítio Cercado, em Curitiba, mostraram seus desenhos e redações sobre o bairro neste sábado, dia 21/11/09 durante a comemoração do Dia Nacional da Consciência Negra. São mais de 150 desenhos e redações produzidos por alunos de diferentes faixas etárias do ensino fundamental. A proposta de documentação é do MUPE – Museu de Periferia do Sítio Cercado – em fase de implantação como Ponto de Memória, que conta com a orientação em metodologia e processos museais da equipe técnica do IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus). Os trabalhos foram exibidos em murais de cartolina. A atividade teve orientação da professora de história Simone Raia e será proposto em outras escolas do bairro em 2010.

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Os desenhos e redações estão sendo reproduzidos fotograficamente e transcritos pela equipe do MUPE seguindo critérios museológicos de documentação e arquivamento e serão disponibilizados para o público como acervo digital na página do MUPE. A criação deste acervo permitirá a capacitação de moradores do bairro, através de oficinas de metodologias de reprodução digital de imagens e documentos, catalogação, arquivamento e disponibilização de conteúdos na internet.

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O MUPE desenvolve projeto de pesquisa sobre a “Memória Viva do Sítio Cercado” através dos relatos e das representaçôes dos moradores.  O bairro era uma área rural até o final da década de 70 e teve um crescimento gigantesco nos últimos 30 anos, abrigando hoje aproximadamente 180 mil moradores. Para além da história oficial produzida academicamente, os depoimentos expressam a mitologia ativa na comunidade sob a perspectiva de cada indivíduo e indicam novos caminhos para o desenvolvimento social.  Os desenhos revelam características locais presentes no imaginário dos alunos, dentre elas o grande adensamento habitacional, o trânsito de automóveis, a violência urbana e os equipamentos de lazer das escolas, com suas canchas de esportes, gangorras e escorregadores.

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Gabriella R.Rocha

Visite a página do Mupe – www.mupesitiocercado.wordpress.com

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Fotos: Gilson Camargo

conferência das cidades – desenvolvimento urbano – pontal do paraná – 19/11/2009

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A solenidade de abertura da conferência contou com as presenças de: Rudisney Gimenes, prefeito de Pontal do Paraná, Cida Gimenes, primeira dama do município, Rubens Marcelino da Veiga, vice prefeito, Lazaro de Lima, secretário de Habitação, Ana Lucia Pires, coordenadora da conferência,
Angelo Vanhoni, deputado federal, Péricles Holeben de Mello, deputado estadual, e dos vereadores Marcos Casquinha, Marcos Cambará e Aramis Calixto.

Pontal do Paraná realizou nesta quinta feira dia 19, na Casa da Cultura do Balneário de Ipanema,  a Conferência Municipal das Cidades / Litoral do Paraná. Um dos objetivos do encontro foi a eleição dos delegados do município para a 4ª Conferência Estadual das Cidades, que será realizada em março de 2010.

A idéia central das conferências é propor a interlocução entre autoridades e gestores públicos com os diversos segmentos da sociedade sobre assuntos relacionados a política municipal, estadual e nacional, no tema da 4ª edição da Conferência das Cidades: “Avanços, dificuldades e desafios na implementação das políticas de desenvolvimento urbano”.

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Em sua palestra na abertura do evento,
Angelo Vanhoni abordou os avanços das politicas públicas do governo federal para as cidades litorâneas.

Os participantes se organizaram em grupos de trabalho para a discussão dos sub temas e apreciação das propostas para aprovação pela assembléia, constituindo quatro eixos temáticos que refletem os principais desafios para implantação desta política:
- Criação e implementação de conselhos das cidades, planos, fundos e seus conselhos gestores nos níveis federal, estadual, municipal e no Distrito Federal.
- Aplicação do Estatuto da Cidade, dos planos diretores e efetivação da função social da propriedade do solo urbano.
- Integração da política urbana no território: política fundiária, mobilidade e acessibilidade, habitação e saneamento.
- Relação entre os programas governamentais – como PAC e Minha Casa, Minha Vida – e as políticas de desenvolvimento urbano municipais.

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O número total de delegados dos municípios para o encontro estadual será de 2.734. A quantidade de delegados deve respeitar o limite de 40% de representantes do poder público e 60% da sociedade civil.
Informações pelo telefone (041) 3352 8448, e pelo site www.concidades.pr.gov.br

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Na ocasião, foram premiados os alunos das escolas municipais de Pontal do Paraná que participaram do concurso de redação com o tema: ”A cidade dos meus sonhos”.

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Vanhoni e Rudisney Gimenes, prefeito de Pontal do Paraná, em frente a Casa da Cultura, no Balneário de Ipanema.

Fotos: Gilson Camargo

conferência municipal de cultura de antonina – encerramento das etapas municipais – convocação para a ll conferência estadual de cultura em campo mourão em 27/11/2009

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Execução do Hino Nacional Brasileiro pela Filarmônica Antoninense durante a abertura da Conferência de Cultura de Antonina, no dia 30/10/2009.

As etapas municipais da II Conferência Nacional de Cultura foram concluídas no final de outubro. O Paraná teve uma participação expressiva no debate e mais de 200 municípios se mobilizaram para tirar resoluções e eleger delegados para a etapa estadual. A II Conferência Estadual de Cultura se realizará na cidade de Campo Mourão, no dia 27 de novembro, reunindo os representantes indicados pelos municípios e preparando um relatório para ser encaminhado à Conferência Nacional. Na abertura da Conferência de Cultura de Antonina, Rejane Nobrega, facilitadora das conferências no Paraná pelo Ministério da Cultura, fez uma sinópse dos eixos propostos pelo texto base, rememorando o temário de debates que estão sendo realizados nacionalmente. A etapa estadual, em Campo Mourão, elegerá os representantes e delegados do Paraná que participarão da II Conferência Nacional de Cultura, em Brasília, em março de 2010. Esses encontros visam estimular a criação e o fortalecimento de redes de agentes e instituições culturais do país, para dar prosseguimento, em caráter permanente, às discussões e articulações das políticas públicas de cultura.

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Na abertura da Conferência Municipal de Cultura de Antonina, realizada nos dia 30 e 31 de outubro, Rejane Nobrega falou sobre os temas propostos pelo texto base publicado pelo Ministério.

“Gostaria de desejar uma ótima conferência a todos e um bom dia. Fico muito feliz com esta mobilização. Quero parabenizar a cidade pelo envolvimento e participação no debate, ao prefeito Canduca, e ao secretário de cultura de Antonina, Robison Marciniak, pelo excelente trabalho. O espaço que se cria com a Conferência é muito importante para que possamos discutir as políticas públicas que estão sendo formuladas nacionalmente e incluir as questões da nossa localidade no amplo cenário da diversidade cultural brasileira. Para isso é fundamental a eleição dos Conselhos Municipais de Patrimônio e Cultura. Outro motivo que também me deixou muito feliz foi ver que uma das pautas em discussão se refere a escolha do hino da cidade. Esta é uma reflexão importante sobre identidade cultural além de valorizar um grupo musical de grande prestígio e tradição em nosso estado: a Filarmônica Antoninense.

A II Conferência Nacional de Cultura será realizada no período de 11 a 14 de março, em Brasília. Precedem a ela as etapas preparatórias, que são as conferências livres, onde representantes da sociedade civil e até mesmo do governo se reúnem para discutir os temários da II Conferência Nacional, as conferências municipais, as intermunicipais e a Conferência Estadual de Cultura, que no Paraná, será realizada no dia 27 de novembro, em Campo Mourão. Na reunião de hoje serão eleitos delegados e tiradas as propostas de estratégias a serem levadas à Conferência Estadual de Cultura, que sistematizará o panorama cultural do estado para então somar-se ao debate nacional.

A II Conferência Nacional de Cultura que o Governo Lula está realizando cumpre uma determinação da Constituição brasileira. Nós temos uma temática que norteia os debates, e que foi dividida em eixos, abarcando diferentes aspectos das questões relacionadas à cultura. O mote principal da discussão é o reconhecimento e o respeito à diversidade cultural através do que chamamos de diálogos inter-culturais. Vou falar um pouco sobre os eixos que irão servir de respaldo para as discussões nos grupos, mas antes gostaria de saber se vocês tem conhecimento sobre os objetivos da Conferência. Vamos então rever juntos o documento que foi repassado para todos.”

I – Discutir a cultura brasileira nos seus aspectos da memória, de produção simbólica, da

gestão, da participação social e da plena cidadania;

II – Propor estratégias para o fortalecimento da cultura como centro dinâmico do

desenvolvimento sustentável;

III – Promover o debate entre artistas, produtores, conselheiros, gestores, investidores e

demais protagonistas da cultura, valorizando a diversidade das expressões e o pluralismo das

opiniões;

IV – Propor estratégias para universalizar o acesso dos brasileiros à produção e à fruição dos bens e serviços culturais;

V – Propor estratégias para a consolidação dos sistemas de participação e controle social na gestão das políticas públicas de cultura;

VI – Aprimorar e propor mecanismos de articulação e cooperação institucional entre os entes federativos e destes com a sociedade civil;

VII – Fortalecer e facilitar a formação e funcionamento de fóruns e redes de artistas, agentes, gestores, investidores e ativistas culturais;

VIII – Propor estratégias para a implantação dos Sistemas Nacional, Estaduais e Municipais de Cultura e do Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais;

IX – Propor estratégias para a implementação, acompanhamento e avaliação do Plano Nacional de Cultura e recomendar metodologias de participação, diretrizes e conceitos para subsidiar a elaboração dos Planos Municipais, Estaduais, Regionais e Setoriais de Cultura; e

X – Avaliar os resultados obtidos a partir da I Conferência Nacional de Cultura.

link para a versão integral do Texto-Base
link para a II Conferência Estadual de Cultura

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Os eixos temáticos da Conferência se encontram no texto base publicado pelo Ministério. No entanto, é importante que tenhamos em mente estas considerações, pois elas condensam o conjunto de avanços que o debate público vem produzindo no entendimento das politicas culturais em nosso país. Vou resumidamente lembrar com vocês alguns tópicos

Eixo 1: – Produção simbólica e diversidade cultural.

Produção de Arte e Bens Simbólicos

Este ítem versa sobre a cultura na sua dimensão simbólica considerando a diversidade cultural brasileira, em toda a sua pluralidade de grupos sociais, etnias, práticas e costumes. Toda ação humana é socialmente construída por meio de símbolos que, entrelaçados, formam redes de significados que variam conforme os diferentes contextos sociais e históricos. Esta questão, portanto, remete a uma perspectiva ampliada da cultura, estendendo o conceito para além das cadeias produtivas dos segmentos artísticos, e incluindo em nossas considerações a cultura popular e os fazeres específicos dos diversos grupos e tradições que compõem a nossa identidade cultural.

Convenção da Diversidade e Diálogos Interculturais

Esta pauta da Conferência se fundamenta na Convenção da Diversidade Cultural, da UNESCO, que foi ratificada por quase todos os países do mundo. Trata-se de uma convenção muito importante para respaldar as expressões culturais e reafirma o direito soberano dos Estados de implantar políticas e medidas para proteger e promover a diversidade das expressões culturais existentes em seus territórios, tendo presente que cabe proteção especial aos grupos mais vulneráveis às dinâmicas excludentes do mercado e da globalização.

Cultura Educação e Criatividade

O Ministério da Cultura foi criado em 1985, separando-se do então Ministério da Educação e Cultura e adquirindo autonomia administrativa. Foi um grande passo para o desenvolvimento do setor e para o esclarecimento da sociedade sobre a centralidade da cultura no conjunto das políticas públicas nacionais. No entanto, investir conjuntamente em cultura e educação é estratégico, e para isso é necessário estimular a interação entre as expressões da cultura e o sistema educativo. O que propõe esta discussão? Que a educação e a cultura passem a ter algumas agendas em comum, de forma colaborativa, mas sobretudo, que as ações tenham em vista o incentivo a criatividade.

Cultura, Comunicação e Democracia

Uma das diretrizes deste sub eixo é pensar como as mídias locais podem dar dignidade à produção cultural local. A gente sabe que as programações das TVs e rádios são mais voltadas para o externo, para atender as demandas da indústria cultural de uma forma excludente e massificada. Temos que entender que o espaço da comunicação é também uma forma de educação e de informação da comunidade. É importante objetivar a independência dos meios de comunicação em relação ao mercado e promover a experimentação de linguagens e produção e troca de idéias na busca da autonomia e emancipação das expressões culturais.

Eixo 2: – Cultura, Cidade e Cidadania:

Cidade como Fenômeno Cultural

Tratamos aqui da descentralização do acesso aos equipamentos de cultura, que na maioria dos casos ainda estão situados nas áreas nobres das cidades e excluíndo grande parte da população de participarem das programações. É o momento de repensarmos este modelo, de entendermos a cidade de uma forma mais dinâmica e inclusiva, sendo ela mesma expressão de linguagem em seu planejamento e concepção urbanística. Muitas demandas que aparecem por parte da população indicam que as cidades precisam de espaços culturais descentralizados nos bairros, mas sobretudo, que possam trazer desenvolvimento local, pois a cultura tem assumido um importante papel complementar às políticas educacionais, de segurança e trabalho, na perspectiva de reabilitar áreas urbanas atingidas pela degradação e pelo esvaziamento.

Memória e Transformação Social

Uma tradição só se firma e se mantém como tal na medida em que é capaz de renovar-se, quando ocorrem mudanças históricas que ameaçam sua sobrevivência ou exigem sua transformação. A identidade cultural é um sistema de significados que se fundamenta na memória e a criatividade é o processo de produção de novos significados, que a fortalecem e sinalizam para o futuro. Está proposto neste sub eixo a afirmação de uma identidade coletiva respeitando a diversidade cultural. Para isso é preciso considerar como coletiva a soma das diversas identidades grupais e abandonar o objetivo de construir uma identidade oficial impositiva e dominadora. Ou seja, precisamos operar em um campo no qual ocorrem tensões e conflitos entre os diversos movimentos de identidade. Enfim, trata-se de reconhecer que existe unidade na diversidade, e diversidade na unidade, e entender este movimento como nosso maior patrimônio.

Acesso, Acessibilidade e Direitos Culturais

Aqui temos um itnerário para fazer um diagnóstico do setor cultural em cada localidade através dos direitos consagrados em concensos internacionais como a Declaração Universal dos Direitos do Homem, de 1948, e a Declaração de Princípios da Cooperação Cultural Internacional, de 1966, dentre outros.

Podemos definir como direitos culturais, 1 – O direito à identidade e à diversidade cultural; que garante à todos os grupos étnicos, religiosos e linguísticos o direito de ter sua própria vida cultural, professar e praticar sua própria religião e usar sua própria língua. 2 – O direito à participação na vida cultural, que inclui os direitos à livre criação, livre acesso, livre difusão e livre participação nas decisões de política cultural. 3 – O direito autoral, que permeia a criação, a produção, a distribuição, o consumo e a fruição dos bens culturais, e está na base de todas as cadeias econômicas da cultura. 4 – O direito/dever de cooperação cultural internacional. que assegura intercambio e compartilhamento de saberes entre os povos, coletividades e indivíduos

Eixo 3: – Cultura e Desenvolvimento Sustentável

Centralidade e Transversalidade da Cultura

Este eixo foca na importância estratégica da cultura no processo de desenvolvimento, seja atuando diretamente na economia, multiplicando as oportunidades de geração de renda e trabalho, ou de forma transversal, em parceria com outras áreas. O Ministério da Cultura vem desenvolvendo programas junto a outros ministérios. Agora, há pouco tempo, tivemos o evento de premiação do edital Loucos pela Diversidade, que é um projeto desenvolvido junto com o Ministério da Saúde, pois envolveu também o campo da psiquiatria. Outro projeto em parceria com o Ministério da Justiça, o Territórios da Cidadania, tem atuação da cultura em locais de risco para trabalhar na prevenção à violência e contribuír para a inserção social. Existem ainda outras áreas, além dos vínculos tradicionais entre cultura e educação. As pautas da comunicação se relacionam diretamente com a cultura, pois influem na formação das mentalidades através das programações de radio e televisão, das mídias impressas, e recentemente, e de forma cada vez mais ampliada das mídias digitais.

Cultura e Meio Ambiente e Turismo

Trata-se da proteção não só de bens do patrimônio histórico e artístico, como também de monumentos naturais e sítios de valor paisagístico, arqueológico e etnológico. A natureza e sua preservação não estão dissociadas da cultura. O ecossistema do planeta depende das práticas culturais. Outro aspecto que entra aqui é a questão do respeito à diversidade cultural. Temos uma dívida histórica para com as tradições indígenas e os afrodescendentes. É necessário valorizar o conhecimento acumulado por estas comunidades na preservação do meio ambiente, e também as práticas de agricultura orgânica transmitidas pelos imigrantes, de diversos lugares do mundo. O cuidado pela natureza, além de preservar a saúde do planeta, exerce uma importante dinâmica econômica, com ressonâncias positivas em diversos setores da sociedade. O turismo também é influenciado pela preservação do patrimônio histórico e das manifestações culturais, a exemplo de varias cidades do mundo que nele encontram sua principal riqueza e estratégia de sustentabilidade.

Cultura, Território e Desenvolvimento Local.

Aqui tratamos da distribuição dos benefícios das políticas culturais em todo o território nacional. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, IPEA, mostram que os 10% mais ricos do Brasil são responsáveis por aproximadamente 40% do consumo cultural. A maioria desse público é constituída por pessoas de alta escolaridade e vive nas regiões metropolitanas, que concentram 41% do consumo cultural. Esse desequilíbrio territorial e social do consumo cultural está relacionado à desigualdade também na distribuição de equipamentos pelo país: 82% dos municípios têm baixo número desses equipamentos, sendo que a região Norte apresenta 85% de municípios nessa categoria. Os empregos culturais formais na área da cultura também estão concentrados nas regiões de maior densidade econômica, particularmente no Sudeste e, nessa região, nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo. A grande maioria desses empregos, 98% está localizada na indústria cultural. O percentual de participação de mulheres e negros no mercado de trabalho cultural é menor do que o de homens e brancos, e a desigualdade salarial entre homens e mulheres e entre brancos e negros ainda é uma triste realidade. Aqui eu destaco a importância, por exemplo, das alterações da Lei Rouanet para descentralizar o financiamento para produção cultural, corrigindo uma distorção que acaba concentrando estes recursos apenas no eixo Rio-São Paulo.

Eixo 4: – Cultura e Economia Criativa

Financiamento da Cultura

Aqui se pensa na base econômica das políticas culturais e na garantia de recursos para a sua implantação e efetividade. Atualmente a lei Rouanet é o principal instrumento de incentivo à cultura através da renúncia fiscal. Muito dos avanços na democratização do acesso aos recursos para cultura são decorrentes desta lei, no entanto, algumas distorções devem ser corrigidas: a excessiva concentração no eixo Rio-São Paulo, o beneficiamento de artistas e espetáculos já consagrados pelo consumo de massa, a dificuldade que os proponentes encontram em identificar empresas interessadas no investimento cultural, a pouca participação da iniciativa privada no fomento e o monopólio das estatais na distribuição do recurso. Este é um dos temas mais urgentes na reflexão sobre os rumos que a cultura vai tomar no país. A proposta de reformulação da Lei Rouanet já está na Casa Civil, após um período de ampla consulta popular, e aguarda encaminhamneto para votação no congresso nacional.

Sustentabilidade das Cadeias Produtivas da Cultura

Além dos fomentos e programas especificos do governo para o setor cultural, há muitas iniciativas que podem reforçar a sustentabilidade das cadeias produtivas da cultura multiplicando a distribuição de recursos e criando novas oportunidades. Pesquisas recentes indicam que a economia da cultura é uma das que mais cresce no mundo. O fortalecimento das redes de produção e das perspectivas de sustentabilidade das atividades culturais deve ocorrer sempre em paralelo às politica públicas de fomento, propiciando cada vez mais a autonomia econômica do setor. Na Conferência que fui em Rolândia, os participantes eram predominantemente de trabalhadores artesanais. Acabamos por direcionar bastante a discussão para este tema no sentido de incentivar a formação de cooperativas, refletimos sobre o artesanato, sobre estratégias de divulgação, e quais os espaços que existem para comercializá-lo.

Geração de Trabalho e Renda

O setor cultural é um importante componente do mercado de trabalho e tem grande potencial ainda a ser explorado para gerar mais empregos, renda e bens simbólicos. Grande parte dessa economia ocorre informalmente, talvés até 49%, segundo pesquisas recentes. O mapeamento destes círcuítos de trabalho pode ajudar a fortalecer as redes produtivas estimulando a multiplicação de oportunidades.

Eixo 5: – Gestão e Institucionalidade da Cultura

Sistemas Nacional, Estaduais e Municipais de Cultura

Sob o ponto de vista institucional, a politica cultural no brasil, comparada à outras áreas, ainda está nos seus primórdios. O quinto eixo tem como foco o fortalecimento da ação do Estado e da participação social no campo da cultura. Já está em tramitação no Congresso Nacional a Proposta de Emenda Constitucional que institui o Sistema Nacional de Cultura, PEC no 416/2005. A realização das conferências municipais, estaduais, distrital e nacional de cultura constitui um momento propício ao debate e à mobilização da sociedade para impulsionar a aprovação desses instrumentos legais.

Essa discussão é muito importante para que possamos entender a perspectiva de trabalhar num sistema. Ou seja, eu estou aqui trabalhando, na gestão das políticas locais, porém estou ligada ao que está acontecendo em outros estados. O Sistema vem também para que possamos fazer esta interlocução, dialogar mais entre nós. O mesmo acontece em relação a América Latina. Sabemos e dialogamos muito pouco com os nossos países vizinhos. Parece sempre algo muito distante que a gente não faz parte. Então é bom a gente começar a fazer esta integração.

Planos Nacional, Estaduais, Municipais, Regionais e Setoriais de Cultura

O sistema da cultura vem sendo estruturado em três categorias: Conselho, Plano e Fundo além dos orgãos gestores e das conferências. Os planos, elaborados pelos conselhos a partir das diretrizes definidas nas conferências, têm por finalidade o planejamento a longo prazo e por isso são instrumentos muito importantes para a institucionalização das políticas governamentais, transformando-as em políticas de Estado. Os Conselhos também são fundamentais para o funcionamento dos sistemas. São instâncias colegiadas permanentes, de caráter consultivo e deliberativo, integrantes da estrutura básica do órgão responsável pela política pública, em cada esfera de governo. Conforme as diretrizes apontadas pela I Conferência Nacional de Cultura, a composição dos Conselhos de Política Cultural deve incluir, no mínimo, 50% de representantes da sociedade civil, eleitos democraticamente. Sua principal finalidade é atuar na formulação de estratégias e no controle da execução das políticas.

Sistema de Informações e Indicadores Culturais

Este sub eixo fala do Sistema de Indicadores Culturais. Trocando em miúdos, os municípios, estados e união precisam saber para quem estão elaborando políticas públicas. Neste sentido esta questão dos indicadores culturais é muito importante. Atualmente está em curso a implantação do Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais, SNIIC, que objetiva identificar todos os sistemas já existentes nos estados e municípios e estabelecer as bases tecnológicas para conectá-los, de forma que possam atuar interativamente. Isso possibilitará a produção de indicadores nacionais aplicáveis, de forma coerente, aos processos de formulação e implantação de políticas culturais na União, Estados e Municípios.

Quero para me despedir reforçar a importância deste mapeamento e orientar que os grupos aprofundem a discussão sobre os temas que foram apresentados. Todo este esforço, vocês verão, vale a pena, por que temos um compromisso com a cultura local e com a participação da sociedade na elaboração das políticas públicas nacionais. Iremos realizar a II Conferência Estadual de Cultura no dia 27 de novembro, em Campo Mourão, e estas diretrizes permearão o debate por lá. Desejo uma ótima conferência a todos. Muito obrigada!

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Os debates aconteceram no Teatro Municipal de Antonina, construído em 1875.

Foto: Gilson Camargo




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Twitter Angelo Vanhoni