A comunidade de Conceição dos Correias (imagem acima), em Campo Magro, no Paraná, recebeu nesta quinta feira, 12/01/2012 as chaves de uma retroescavadeira adquirida atráves de emenda parlamentar do deputado Angelo Vanhoni. O município tem hoje cerca de 1.300 pequenas propriedades rurais, uma agricultura familiar forte e um número expressivo de criadores de peixes.
O novo equipamento será utilizado na construção de viveiros para piscicultura, limpeza, manutenção ou melhoria de tanques antigos e pequenas obras de saneamento ambiental das propriedades rurais, bem como em obras para a instalação de projetos de irrigação.
Sentados à mesa durante a reunião, a secretária municipal de Agricultura, Sandra Maria Ribas Machado e o prefeito de Campo Magro, José Pase.
“No início deste projeto, quando nos reunimos em 2009 aqui na Casa do Agricultor, o deputado Angelo Vanhoni estava junto com a gente e se comprometeu em ajudar nas nossas reivindicações. Ele levou esta demanda do Conselho de Desenvolvimento Rural de Campo Magro até Brasilia e nos destinou uma emenda parlamentar no valor de R$ 195 mil, que possibilitou a compra desta retroescavadeira que estamos recebendo aqui agora.”
Sandra Maria Ribas Machado, secretária de Agricultura de Campo Magro
Em nome dos agricultores da região, o sr. Francelino Pereira Ribas recebeu do prefeito José Antônio Pase as chaves do equipamento disponibilizado. Representantes do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável estiveram presentes no evento para definir o número máximo de horas de uso a serem inscritas por ano para cada produtor beneficiado e as regras de compartilhamento dos custos de operação da máquina.
As inscrições para o uso da escavadeira serão realizadas na Casa do Agricultor e, para programas de piscicultura, remoção de solo e limpeza de tanques as inscrições deverão ser feitas na Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente. A elaboração de projetos de piscicultura será feita por um técnico da Emater de acordo com as normas ambientais e encaminhado a Suderhsa para verificação da dispensa de outorga do uso da água.
Localizado em Conceição dos Correias, o Morro da Palha, com 1.190 metros é o ponto mais alto de Campo Magro e proporciona uma visão panorâmica do município. A cidade conta com diversos atrativos para o turismo rural, esportes como vôo livre, paraglider e cavalgadas, além de diversas pousadas e excelentes opções culinárias nos restaurantes da região.
Rosa e Celso Costa, responsáveis pela fabricação semanal de cerca de 200 pães que vão direto para a merenda escolar na comunidade de Conceição dos Correias, em Campo Magro/PR. Na cozinha comunitária são produzidos também geléias, sucos e mel.
O Brasil mudou! Nos últimos anos, enquanto os países mais ricos do mundo passaram por grandes dificuldades com a crise econõmica, o Brasil cresceu e tomou o caminho da promoção do desenvolvimento social com geração de emprego e renda. Em 2009, as taxas de desemprego caíram e o salário mínimo teve aumento real de 74%. A fome, que era um problema crônico em nosso país, foi combatida de frente pelo governo do presidente Lula. Hoje cerca de 11 milhões de famílias são assistidas pelo Programa Bolsa Família. Como resultado desta inciativa mais de 20 milhões de pessoas deixaram a linha da pobreza para integrar a nova classe média brasileira.
Construção de residências nas Moradas Jandaia, Vila Osternack, bairro Sítio Cercado, em Curitiba.Obra financiada com recursos da Caixa Econômica Federal.
Estamos investindo em soluções para o deficit habitacional como nenhum outro governo. Através do Programa Minha Casa Minha Vida, serão construídas 1 milhão de novas casas populares para famílias com renda de até dez salários mínimos. Hoje, com apenas 50 reais, uma família pode ter acesso ao crédito da Caixa Econômica e conquistar a sua casa própria. O que antes era privilégio de poucos, tornou-se um direito de todo o povo brasileiro.
Educação pública de qualidade e cultura como direito de cidadania. É por aí que o Brasil vai superar as desigualdades.
Da esquerda para a direita: deputado Maurício Rands, Juca Ferreira, Angelo Vanhoni e o deputado Paulo Rubem Santiago, durante reunião na Comissão de Educação e Cultura.
Neste ano, como presidente da Comissão de Educação e Cultura na Câmara Federal, pude contribuir na aprovação de projetos de lei importantes, que vão orientar as politicas públicas deste setor para os próximos 10 anos. As áreas de Educação e Cultura estão entre as que mais se desenvolveram dentro do governo. Tanto no que diz respeito à dotação orçamentária quanto no desenvolvimento das políticas públicas. A cultura passou de 0.3% a 1% do orçamento neste período, e está tramitando no Congresso Federal a PEC-150 que fixará este valor em 2%, para que o Brasil se equipare aos indices propostos pela UNESCO e se atualize em relação ao desenvolvimento das normativas internacionais.
Pela primeira vez o governo federal está comprometido com a educação em todas as suas etapas. Mudamos para 4 anos a idade obrigatória para o ingresso escolar. Com o Programa ProInfância, as prefeituras podem reivindicar recursos para construção de creches. Serão construídas mais de 6.000 unidades até 2014. Temos o FUNDEB para investimentos no ensino médio. Estamos construindo 250 IFETS – Institutos de Educação Tecnológica, que são escolas de ensino profissionalizante voltadas à qualificação dos jovens para o mercado de trabalho, além de formar professores nas áreas de ciências e tecnologia. O ensino superior também ganhou novas universidades e recentemente a Universidade da Integração Latino Americana (UNILA) abriu o processo seletivo para estudantes, visando a integração dos países da América do Sul e o diálogo internacional.
Promover o desenvolvimento econômico com justiça social e acima de tudo com distribuição de renda é o compromisso do nosso governo.
E mais! Já está tramitando no Congresso Nacional o Procultura, que permitirá que recursos cheguem diretamente aos proponentes de projetos artisticos e culturais através dos Fundos Setoriais de Cultura e também o Sistema Nacional de Cultura, que permitirá que os investimentos, que hoje estão concentrados em apenas 2% de nossas cidades, sejam repassados à todos os municípios brasileiros.
O presidente Lula governou o país com sabedoria e trabalhou com o coração. E será assim, da mesma forma, com Dilma Roussef. Ela vai governar o Brasil do futuro. Por isso fiz questão de mencionar alguns avanços que a sociedade brasileira realizou neste governo, e peço mais uma vez o seu voto de confiança. Preciso dele para continuar representando você como deputado federal, e sensibilizar cada vez mais o Congresso Nacional sobre a centralidade da Educação e da Cultura para o desenvolvimento da nossa sociedade, trabalhando com dedicação, em sintonia com esse projeto transformador. Ainda há muito por fazer para construir o Brasil de nossos sonhos: um país com justiça social, cultura como direito de cidadania, educação de qualidade em todos os níveis e dignidade e respeito entre as pessoas.
Em visita a cidade de Campo Magro, o deputado Angelo Vanhoni conversou com o prefeito José Pase e reuniu-se com agricultores e moradores da região na Casa do Agricultor. Campo Magro é um dos municípios mais novos da Região Metropolitana de Curitiba e tem como base de sua economia a agricultura familiar orgânica, o artesanato e o turismo rural, fortemente impulsionado por sua natureza exuberante e por atrativos como as Cachoeiras Gêmeas e o Morro da Palha.
Para José Pase, terceiro prefeito do município, há muito por fazer, “existem ainda dificuldades para aumentar a produção e gerar mais empregos. Muita gente acaba indo trabalhar fora da cidade”. Uma das reivindicações da prefeitura para melhorar o acesso ao município é a revitalização do trecho urbano da Estrada do Cerne (PR-090), a 15 km de Curitiba – entre o Contorno Norte e o Centro de Campo Magro.
Ponto forte do município, a agricultura familiar tem recebido investimentos do Governo Federal, como é o exemplo dos projetos desenvolvidos na Casa do Agricultor, na comunidade de Conceição dos Correias. Reunido com os agricultores da região, Vanhoni ficou a par dos projetos, ouviu as reivindicações e se comprometeu em contribuir para o desenvolvimento de Campo Magro. Atualmente existem 18 comunidades rurais, com 1400 famílias que produzem – em sua grande maioria – produtos orgânicos destinados à movimentação da economia local e ao desenvolvimento do turismo rural, além de destinarem parte da sua produção para a merenda escolar do município através dos programas do governo federal: o Compra Direta e o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos). Na Casa do Agricultor há também uma cozinha comunitária para o feitio de pães e armazenamento das verduras trazidas semanalmente pelos agricultores.
Da esquerda para a direita: Sandra Maria Ribas Machado, secretária de Agricultura de Campo Magro, o prefeito José Pase, Angelo Vanhoni, Ana Rita, diretora da Secretaria Municipal de Agricultura e agricultores do municipio durante reunião na comunidade de Conceição dos Correias.
A secretária municipal de Agricultura, Sandra Maria Ribas Machado, explica que “há um esforço da prefeitura para fazer com que todos os agricultores façam a transição para a produção orgânica que, além de ser mais saudável, contribuirá para o desenvolvimento do turismo rural, que é um dos nossos carros chefes.” A aquisição de maquinários, a regularização fundiária e a revitalização da estrada PR-090 foram algumas das reivindicações feitas pelos moradores nesta reunião.
Celso e Rosa Costa, responsáveis pela fabricação semanal de cerca de 200 pães que vão direto para a merenda escolar. Na cozinha comunitária são produzidos também geléias, sucos e mel.
Trecho da Rodovia PR-090 entre Campo Magro e Curitiba.
A Estrada do Cerne foi a principal obra de infraestrutura da década de 1930 no estado. Chamada na época de “a maior rodovia que se construiu no Paraná em todos os tempos”, faz a ligação entre o Sul e o Norte do Estado, de Curitiba a Alvorada do Sul, já na divisa com São Paulo. Durante 20 anos ela foi uma das principais vias de escoamento da produção agrícola paranaense, notadamente o café que, antes era em grande parte exportado pelo Porto de Santos através da Estrada de Ferro Sorocabana, e passou, desde a década de 1940 a movimentar o Porto de Paranaguá.
Os reflexos da via na região e em sua zona de influência foram imediatos. Três grandes empreendimentos industriais foram erguidos ao longo e nas imediações da nova estrada: uma indústria de papel, a exploração em grande escala do carvão paranaense em Figueira e a usina de açúcar em Porecatu, que atraíram o capital e o empresariado paulista sob o estímulo das facilidades criadas pelo interventor Manuel Ribas. O Paraná não só cresceu como celeiro agrícola e maior exportador de café do Brasil, como também se industrializou a passos largos, transformando o Porto de Paranaguá no mais importante do País.
No início dos anos 60, com a abertura da Rodovia do Café, inteiramente asfaltada entre Ponta Grossa e Apucarana, o tráfego mais intenso deixou a Estrada do Cerne, que começou a perder importância econômica, como quase toda a região por ela servida. Além disso, o deslocamento da fronteira agrícola, expandida para o Nordeste e o extremo Oeste provocou o esvaziamento econômico e demográfico da área. Hoje, com a revitalização da estrada, o governo do estado pretende voltar a fortalecer a economia da região.