Arquivo para novembro, 2011

ensino médio profissionalizante – anúncio da construção do instituto federal tecnológico em união da vitória/pr

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O Partido dos Trabalhadores de União da Vitória/PR promoveu encontro nesta sexta feira, 11/11/2011, para anunciar a instalação de um Instituto Tecnológico Federal na cidade. A iniciativa foi do ex-deputado estadual Pedro Ivo Ilkiv (em pé, na imagem acima). A reunião contou com a presença de lideranças e representantes dos municípios vizinhos, prefeitos e vereadores, dos deputados federais Angelo Vanhoni e Assis do Couto, do deputado estadual Péricles de Mello e do pró-reitor de Administração e Infraestrutura do Instituto Federal do Paraná, Paulo Yamamoto.

Os Ifets integram uma política de ampliação do ensino técnico e profissionalizante em curso no país desde 2008. Para isso foi necessário o empenho do Congresso Nacional em transformar a legislação possibilitando investimentos do governo federal no ensino médio, o que antes era uma atribuição exclusiva dos estados e municípios. Um dos aspectos estruturais desta política, gestada durante o governo Lula, é a percepção de uma enorme lacuna na formação profissional dos jovens brasileiros, tradicionalmente vinculada ao ensino superior, com um pequeno número de vagas ofertadas pela rede pública e a consequente exclusão da maioria dos jovens do acesso à formação profissional.

Os Ifets cumprem ainda um papel estratégico na formação de professores nas áreas de ciências e tecnologias para suprir a grande carência destes profissionais no Brasil, além de estimular o desenvolvimento regional, formando profissionais capacitados em todo o território nacional para atender as demandas do mercado de trabalho de acordo com as especificidades de cada localidade.

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Nós somos uma região do Paraná que é totalmente diferente. Temos aqui uma diversidade cultural como poucas que ocorrem no nosso Estado, com os poloneses, ucranianos e os faxinais. Temos a questão ambiental, pois os remanescentes das florestas existentes no Paraná estão nesta região. Nós temos municípios com 85% a 90% da população em área rural. Por outro lado, nós também somos responsáveis por 30% da produção de portas e janelas do Brasil. A questão das águas, as lindas cachoeiras de União da Vitória e de Prudentópolis, que é o segundo município em número de cachoeiras, todas nascem aqui na Serra da Esperança. O rio Iguaçu quando se aproxima de Porto Amazonas aumenta a sua vazão em 10 vezes o volume de água, porque aqui é um berçário de águas. Então, é muito complexo conviver neste ambiente, conciliar a natureza, tendo uma população tão elevada na área rural e ser um grande produtor de portas e janelas no setor madeireiro. Isso demonstrava que nós tinhamos qualificação e que seria importante recebermos um Instituto Técnico Federal. É bem verdade que foram várias as lutas e que estes institutos não vieram por acaso para o Paraná. Foi um esforço de nossas lideranças políticas que lutaram para que o IFET viesse para União da Vitória e, por último, teve uma interferência decisiva da ministra Gleisi Hoffmann.

Pedro Ivo Ilkiv

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A criação do instituto prevê que a oferta das vagas se distribua da seguinte forma: 50% das vagas para a formação técnica e profissional, 20% das vagas para a licenciatura e formação de professores e 30% para graduação e pós graduação. Este é o perfil que nós temos que seguir.

Inicia-se agora o processo de implantação. O primeiro passo é a doação do terreno, depois vem o projeto de engenharia e o lançamento do edital de concorrência para a execução das obras. O prazo hábil estimado para que possamos ofertar os cursos regulares é de 1 ano e meio a 2 anos. Nós temos uma equipe de implantação que está fazendo os estudos para detectar e levantar as necessidades locais e regionais. Esperamos que o campus de União da Vitória possa ser modelo não só para o Paraná, mas para todos os Ifets do Brasil.

Paulo Yamamoto, pró-reitor de Administração e Infraestrutura do Instituto Federal do Paraná

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O governo federal está começando a pagar uma divida com o país e também com a região de União da Vitória, que tem um potencial muito grande de desenvolvimento. Há dez anos atrás não tinhamos uma política educacional profissionalizante no Brasil. O governo federal estava praticamente impedido de dar dinheiro para uma prefeitura ou para os governos dos estados investirem na educação profissional. O ex-presidente Lula e sua equipe tiveram um novo entendimento do processo educacional, entenderam que o jovem, ao completar 17 anos de idade, tem que ter uma educação profissional para poder entrar no mercado de trabalho e garantir a sua sobrevivência. Além disso temos uma enorme carência de professores nas áreas de ciências e tecnologias em nosso país. A presidenta Dilma esta dando continuidade a este projeto trazendo mais 7 Institutos Tecnológicos Federais para o nosso estado. O Brasil precisa se preparar para o futuro e é atraves do conhecimento que vamos construir o país que sonhamos, respeitando o direito de nossos jovens de desenvolverem sua autonomia e terem acesso a uma formação profissional.

Angelo Vanhoni

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Fotos: Gilson Camargo

turismo e desenvolvimento regional – estrada de ferro e estação central de porto união da vitória/pr

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Mais conhecida como Maria Fumaça ou simplesmente “310”, a locomotiva acima pertenceu à rede Viação Paraná-Santa Catarina e à Rede Ferroviária Federal, foi desativada e virou monumento aos ferroviários enquanto ficou estacionada por 28 anos na Praça Visconde de Nácar. Recuperada recentemente, se tornou um dos principais atrativos das cidades de União da Vitória/PR e Porto União/SC.

A linha-tronco da Rede de Viação Paraná-Santa Catarina (RVPSC, 1942-1975) Itararé-Uruguai, teve a sua construção iniciada em 1896 e o seu primeiro trecho aberto em 1900, entre Piraí do Sul e Rebouças, entroncando-se em Ponta Grossa com a Estrada de Ferro Paraná. Ao Sul, atingiu União da Vitória em 1905 e Marcelino Ramos, no Rio Grande do Sul, em 1910. Trens de passageiros, inclusive o famoso Trem Internacional São Paulo-Montevideo (este entre 1943 e 1954) passaram anos por sua linha. Em 1995, o trecho Engenheiro Gutierrez-Porto União foi erradicado e o trecho Porto União-Marcelino Ramos é utilizado hoje apenas por trens turísticos de periodicidade irregular (caso do passeio da Maria Fumaça) e trens de capina.

A cidade de União da Vitória, junto com Porto União, se tornou o foco da Guerra do Contestado entre os anos de 1912 e 1916; uma guerra civil com duração de quatro anos desencadeada após a iniciativa do governo brasileiro de ceder em pagamento pela construção da ferrovia São Paulo-Rio Grande as terras marginais à estrada numa faixa de 15 quilômetros de largura. Sede do Quartel General e campo de pouso das primeiras aeronaves em ações bélicas no país, o conflito reuniu as polícias estaduais, exército e milícias da Lumber Colonization (empresa encarregada de construir a estrada de ferro) para retirar, a força, sertanejos, índios, pequenos proprietários ou apenas posseiros das terras no trajeto da estrada.

A guerra terminou com um acordo de limites assinado pelos Estados do Paraná e Santa Catarina em 1917, com milhares de sertanejos mortos, feridos, prisioneiros e miseráveis andarilhos circulando pela região, chegando às cidades pela mesma ferrovia que lhes tirara as terras.

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No mesmo local é possível conhecer a Estação Ferroviária União, uma das mais belas do interior do Brasil. Constituída de dois corpos iguais, um em cada Estado que, unidos por enorme arco, carregam parte da história e sugerem o resgate da união, do povo e da terra, dividida ao final do conflito.

Conhecidas como “Gêmeas do Iguaçu” as duas cidades possuem ainda hoje atrativos que se completam no território de cada município. Na Rota dos Tropeiros, caminho para alcançar o mercado de Viamão/SP, situa-se o local de passagem do gado pelo Rio Iguaçu, o Marco da Divisa e a área onde aportavam os vapores que deram motivação ao nome da cidade de Porto da União, além de inúmeras e belas cachoeiras.

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Sr. Antônio Xavier Paes, 76 anos. Mecânico da locomotiva, foi supervisor da manutenção de trens da extinta Rede Ferroviária Federal, em União da Vitória de 1960 a 1990.

Segundo o último levantamento, restam hoje em todo o Brasil 419 locomotivas a vapor. Destas, trafegando em trens turísticos não existem mais que 20 e, no Paraná, esta é a única funcionando. O trem é um marco histórico do desenvolvimento da região.

Antônio Xavier Paes

Um roteiro para quem quer passar o dia em contato com a natureza e conhecer parte da história do Paraná: belas cachoeiras (Campo Alto, 50m de altura; Cintura de Noiva, 40m de altura, Cachoeira da Gruta, Piscina), a Gruta da Nossa Senhora da Salette, uma histórica Igreja Ucraniana e o Parque Histórico Iguassú.

O Parque segue a característica de um Museu ao Ar Livre. Conta a história da ocupação ao longo do vale do rio Iguaçu, da região centro-sul do Estado do Paraná incluindo aspectos sócio econômicos da colonização, desenvolvimento da cultura, modos de vida, religiosidade e tradições.

Foram recriados ambientes que caracterizam os diversos períodos da colonização e restaurados equipamentos de transformação de produtos agrícolas reconstituindo os ciclos econômicos: moinho colonial, engenho de erva mate (barbaquá), moenda, monjolo, atafona (beneficiamento de farinha de mandioca).

Uma trilha denominada “Caminho Histórico do Paraná” está sendo criada para retratar o ciclo histórico desde os primeiros habitantes indígenas, as primeiras expedições militares, tropeiros e o Contestado e os ciclos econômicos da erva mate e da madeira.

Com agendamento, o Parque oferece almoço e passeios de barco na represa de Foz do Areia fazendo aproximação às cachoeiras do Rio Palmital e do Tigre. A capacidade máxima do barco C. Iguassu é de 15 pessoas

Os passeios da Rota Sul são comercializados pelas Agências Caminhos do Iguassú e a Centrus Idiomas e Viagens. Grupo mínimo: 08 pessoas.

City Tour
Conheça os principais atrativos de União da Vitória, a cidade que, junto com Porto União, se tornou o foco da Guerra do Contestado entre os anos de 1912 e 1916. Sede do Quartel General e campo de pouso das primeiras aeronaves em ações bélicas no país, o conflito reuniu as polícias estaduais, exército e milícias da Lumber Colonization para retirar – a força – sertanejos, índios, pequenos proprietários ou apenas posseiros das terras no trajeto da estrada de ferro.

Uma verdadeira guerra civil com duração de quatro anos desencadeada após a iniciativa do governo brasileiro de ceder em pagamento – pela construção da ferrovia São Paulo – Rio Grande, as terras marginais à estrada numa faixa de 15 quilômetros de largura, de cada lado.

A guerra termina com um Acordo de Limites assinado pelos Estados do Paraná e Santa Catarina em 1917 com milhares de sertanejos mortos, feridos, prisioneiros e miseráveis andarilhos trôpegos e famintos circulando pela região, chegando às cidades pela mesma ferrovia que lhes tirara as terras.

Diz-se que por comodismo, a divisão do território na área central das cidades acompanhou o trajeto da estrada de ferro o que traz, hoje, uma condição quase única de, estando com um pé de cada lado, vivenciar a sensação de alcançar – em um só momento – os dois Estados.

Na mesma área é possível conhecer a Estação Ferroviária União, uma das mais belas do interior do Brasil. Constituída de dois corpos iguais, um em cada Estado e, unidos por enorme arco, carrega parte da história e sugere o resgate da união – do povo e da terra – dividida ao final do conflito.

Conhecidas como “Gêmeas do Iguaçu” as duas cidades possuem ainda hoje atrativos que se alternam e se completam no território de cada município. Na Rota dos Tropeiros, caminho para alcançar o mercado de Viamão/SP, vale a pena conhecer o local de passagem do gado pelo Rio Iguaçu, chamado de Vau; o pequeno monumento que resgata a lembrança das grandes enchentes, o Marco da Divisa e a área onde aportavam os vapores que deram motivação ao nome da cidade: Porto da União.

As cercanias das praças Hercílio Luz e Coronel Amazonas e parte da Rua Carlos Cavalcanti trazem a paisagem comum das cidades com destaque a um bom número de construções da década de 30 de estilo “eclético” e “art-deco”.

Mas é o ambiente natural, a paisagem que se vislumbra a partir do Morro do Cristo onde está a imagem do Sagrado Coração de Jesus (2ª maior do Brasil) e do Morro da Cruz – com sua Gruta do Monge João Maria que reflete a beleza cênica das cidades: o Rio Iguaçu, as três pontes (não deixe de ver a Ponte do Arco), as principais igrejas e o próprio rio serpenteando ao redor de casas, prédios e do Parque Ambiental Ary de Queirós.

Este roteiro pode ser adaptado de acordo com o interesse e tempo disponível do grupo. Agências que comercializam: Agência Caminhos do Iguassú e Centrus Idiomas e Viagens.

Passeios de Maria Fumaça
Neste passeio você irá reviver a experiência dos primeiros viajantes que cruzaram de trem os Estados do Paraná e Santa Catarina em direção ao sul do Brasil. A locomotiva foi construída nos Estados Unidos em 1913 e batizada com o número 310.

Mais conhecida como Maria Fumaça ou simplesmente “310”, pertenceu à rede Viação Paraná – Santa Catarina e depois à Rede Ferroviária Federal S/A. Com o advento das rodovias a “310” foi desativada e ganhou vida como monumento aos ferroviários enquanto ficou estacionada por 28 anos na Praça Visconde de Nácar. Recuperada recentemente se tornou um dos principais atrativos das cidades.

O passeio é realizado pela Associação Amigos do Trem com saídas da Estação Ferroviária União seguindo até a Estação de Engenheiro Melo em Porto União – SC. Neste trajeto de seis quilômetros a Maria Fumaça passa pela área central das cidades exatamente sobre a divisa dos Estados e um túnel. Ainda na Estação União é possível conhecer a história da ferrovia através de uma exposição de fotos antigas.

Os passeios são realizados sob agendamento. Agências que comercializam: Agência Caminhos do Iguassú, Centrus Idiomas e Viagens e Associação Amigos do Trem.

Passeios de Barco Caminhos do Iguassu
União da Vitória é cercada pelo Rio Iguaçu em todo o seu entorno e é a porta de entrada de todo sistema de geração de energia do Estado do Paraná. As represas oferecem uma enorme variedade de atividades esportivas e de lazer, especialmente o turismo fluvial.

Há 30 km da cidade está localizado o Parque Histórico Iguassu local de partida do barco C.Iguassu I para passeios no Lago da Usina de Foz do Areia.

Os passeios complementam as atividades histórico culturais no Parque oferecendo uma rara oportunidade para apreciar a natureza em contato direto com a água. Com o barco são oferecidos passeios de aproximação às cachoeiras do Rio Palmital e do Tigre.

Dependendo da temperatura e dos níveis do lago esta aproximação inclui banho de cachoeira ou pequenas caminhadas entre as corredeiras.
Os passeios têm duração média de 1 hora podendo ser ampliado em função interesse ou necessidade do turista. O barco tem capacidade máxima para grupos de 15 pessoas podendo – porém – realizar passeios dentro das demandas do turista.

Os passeios são comercializados pelas Agências Caminhos do Iguassú, a Centrus Idiomas e Viagens e pelo Parque Histórico Iguassu.

Regiões Turísticas

Localização

União da Vitória está localizada a 237 km da capital do estado.

Acesso

Por terra: União da Vitória tem como acessos principais as rodovias federais BR-153, BR-476, e as rodovias

debate sobre o plano nacional de educação – união da vitória/pr

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A cidade de União da Vitória sediou debate sobre o Plano Nacional de Educação nesta sexta feira, 11/11/2011. O evento foi uma iniciativa do ex-deputado estadual Pedro Ivo Ilkiv em parceria com a prefeitura de União da Vitória, a APP Sindicato e os municípios de Paula Freitas, General Carneiro, Bituruna, Antônio Olinto, São Mateus do Sul e São João do Triunfo.

O Plano Nacional de Educação definirá as metas e estratégias que vão orientar as políticas educacionais no país para os próximos 10 anos. A Comissão Especial da Câmara Federal que analisa a proposta vem percorrendo as cinco regiões do Brasil, promovendo debates e audiências públicas para ampliar a participação da sociedade civil e identificar as demandas específicas de cada localidade.

O deputado Angelo Vanhoni antecipou que a leitura do relatório está marcada para a semana que sucede o feriado de 15 de Novembro, durante sessão da Comissão Especial do Plano Nacional de Educação, na Câmara Federal.

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Da esquerda para a direita: Marlei Fernandes, presidente da APP-Sindicato, Carlos Alberto Young, prefeito de União da Vitória, Angelo Vanhoni, Paulo Yamamoto, pró-reitor do IFPR, e Kurt Nielsen, prefeito de Porto Vitória.

A região de União da Vitória e dos municípios vizinhos precisa do apoio do governo federal e do governo estadual para se desenvolver de forma integrada. O potencial aqui é muito grande! O que nós queremos é que haja geração e oferta de empregos, desenvolvimento econômico e, principalmente, que haja educação de qualidade para a nossa juventude, para que os filhos e filhas dos moradores de União da Vitória possam ter um emprego decente, com acesso a uma formação profissional qualificada. É por isso que estamos anunciando hoje, com grande alegria, a instalação de um Instituto Tecnológico Federal na cidade de União da Vitória, que irá beneficiar também ao conjunto de municípios da região.

O Plano Nacional de Educação recebeu um grande número de emendas, mais do que qualquer outro projeto de lei desde a Constituinte de 1988, com a participação de representantes de todos os partidos brasileiros. São quase 3 mil contribuições! Entre os temas mais apontados pelos parlamentares está o aumento do financiamento da educação. A proposta encaminhada pelo governo em dezembro de 2010 estipulava um investimento de 7% do PIB. A maioria dos deputados, no entanto, entende que precisamos de um percentual ainda maior, sendo que grande parte das emendas sugerem a elevação deste índice a 10%. Isso a partir de uma análise da conjuntura atual. É preciso, porém, lembrar que o Brasil está se desenvolvendo rapidamente e que este percentual deverá implicar em recursos mais expressivos nos próximos anos. Estamos negociando com os diversos setores do governo para aumentar este índice e chegarmos a um patamar que possibilite garantir a realização das 20 metas que deverão transformar a qualidade da educação no país nos próximos 10 anos.

Os debates públicos sobre O PNE estão chegando a sua fase final. Como relator da proposta estive presente em 18 estados brasileiros nos últimos meses, percorrendo também diversas cidades do interior do Paraná, coletando informações sobre as necessidades de cada região, na perspectiva de desenvolver uma visão de conjunto, uma visão que contemple as diferenças locais e torne efetivas e viáveis as estratégias contidas no Plano. O relatório deverá ser lido já na semana que sucede ao feriado de 15 de novembro, na Câmara Federal.

Angelo Vanhoni

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Fotos: Gilson Camargo

inauguração do restauro da igreja de são miguel arcanjo – mallet/pr

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Moradores da Serra do Tigre, no município de Mallet, no interior do Paraná, reuniram-se neste domingo, dia 06/11/2011, para celebrar a inauguração do restauro da igreja de São Miguel Arcanjo. A edificação, integralmente construída em madeira, é considerada o principal marco da imigração ucraniana no Brasil. Situada em terreno elevado na região Centro-Sul do Paraná, sua visitação propicia uma vista privilegiada da exuberante paisagem local.

As obras de restauro iniciaram em 2009 e foram concluídas em 2011, ano em que se comemora os 120 anos da Imigração Ucraniana no Brasil. No entanto, as articulações para a sua realização remontam a 2005, desde as primeiras visitas ao local, a elaboração do projeto, captação dos recursos e realização da obra. O deputado Angelo Vanhoni esteve presente desde o início, garantindo a chegada de recursos do governo federal através da Caixa Econômica e do Banco Nacional de Desenvolvimento Social, além de ser de sua autoria a lei que institui o dia 24 de agosto como Dia Nacional da Comunidade Ucraniana no Brasil, sancionada pelo ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, em 19/01/2010.

Acesse neste link o histórico das obras de restauro da igreja de São Miguel Arcanjo, desde a primeira visita do ministro da Cultura, Juca Ferreira à região, em abril de 2009.

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Os ucranianos chegaram ao Brasil no mesmo período das grandes imigrações européias, no final do século 19, após a abolição da escravatura. Nos primeiros tempos se destacaram na agricultura; plantadores de trigo, foram os primeiros a instalar no Paraná a pequena indústria moageira e deram início ao movimento cooperativista, fundando as primeiras 14 sociedades, já a partir de 1913.

A igreja ucraniana católica é a maior organização comunitária de cunho religioso e cultural entre os ucranianos no Brasil e está presente no país desde 1896. Foi a igreja um dos grandes pilares que manteve acesa a chama da organização social ucraniana. Atualmente 264 igrejas com suas cúpulas e ícones bizantinos marcam a paisagem urbana e rural do sul do Brasil, várias delas já tombadas pelo patrimônio histórico e cultural.

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A Missa Solene de inauguração foi ministrada pelo eparca da Igreja de São João Batista, de Curitiba, Dom Volodemer Koubetch e contou com a participação de 33 integrantes do coral da Catedral Ucraniana de São João Batista, sob a regência do maestro Leonardo Davebida.

Vamos fechar os olhos e imaginar, por um instante, que estamos em 1881. Depois de uma longa viagem através do Atlântico e de uma travessia não menos difícil por terra, oito famílias de imigrantes vindos da distante Ucrânia desembarcam suas bagagens e esperanças na chamada Colônia Santa Bárbara, entre Palmeira e Ponta Grossa. Que lugar eles encontram! Que história eles inauguram! Que desafios enfrentam!

Mas se estes homens, mulheres e crianças foram os pioneiros, não há dúvida de que foram as grandes levas de 1895, 1896 e 1897 que deram a esse movimento o caráter migratório. Em um período de apenas três anos, mais de 20 mil imigrantes chegaram aos portos de Paranaguá e Santos. Destes, os chegados em 1895 instalaram-se nos arredores de Curitiba, onde estão até hoje, concentrados no bairro do Bigorrilho, em torno do Campo da Galícia. À maior parte, porém, coube um trabalho mais árduo. Encaminhados às terras pioneiras do segundo planalto paranaense, hoje Mallet e Prudentópolis, tiveram de desbravar, construir casas, organizar a família, derrubar matas e preparar o plantio, até o estabelecimento de sua cultura. Mais de 100 anos se passaram desde então. Hoje se calcula que o grupo étnico dos ucraínos e seus descendentes soma mais de 400 mil pessoas no Brasil. Com o tempo, muitos deles integraram-se à história e à cultura do Estado, como Miguel Bakun, na pintura, e Helena Kolody, na poesia, destacando-se na sociedade.

Mas o que os ucranianos nos oferecem, nesses mais de 100 anos, não é só uma história: é um exemplo. Um exemplo de luta e coragem. E nos provam o quanto, em um país multicultural como o nosso, é importante, mais do que nunca, valorizar a diversidade como patrimônio. Pois só daí, do convívio harmonioso entre povos que elegem suas diferenças como fator de atração e integração, nasce uma sociedade diferente, capaz de respeitar e preservar suas diferentes tradições e culturas. E nada expressa isso melhor do que a igreja de Mallet. Não bastasse a força da religiosidade e a beleza da sua arquitetura, o que nos toca e emociona aqui é a perpetuação dos valores mais sagrados de um povo, o povo eslavo. E exatamente por isso a restauração desse patrimônio adquire conotação maior: ela é a garantia para as gerações futuras da celebração e da permanência dos valores simbólicos dessa cultura no país.

Construída em 1889 e inaugurada em 1903, a igreja situa-se na Serra do Tigre, tendo sua base de sustentação constituída por troncos encaixados e recobertos com madeira, com paredes triplas, onde a madeira foi encaixada sem o uso de pregos. Um prodígio arquitetônico. Com uma rica iconografia onde as imagens de São Nicolau, Nossa Senhora e São José se destacam, é uma obra tipicamente parananense e sua cultura é preservada pela religiosidade e pela vida social que inclui tradicões, ensino da língua e atividades de folclore.

Todo trabalho de restauração, coordenado pelo Instituto Arquibrasil, com o apoio do IphaN e patrocínio da Caixa Econômica Federal e BNDES, só nos ajuda a reafirmar o que vemos aqui: se a cultura de um povo é a sua voz, uma voz que nos diz que somos diferentes uns dos outros, temos aqui, mais do que em qualquer lugar, a possibilidade de nos reconhecermos em nossa essência. Acima de tudo, essa igreja é o exemplo da resistência e da força cultural de um povo. Mais do que uma obra, a restauração da Igreja de São Miguel Arcanjo é uma celebração da memória, é o Brasil olhando e agradecendo a presença do povo eslavo na constituição da história do Brasil.

Angelo Vanhoni

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A cúpula restaurada da igreja tem em seu centro a figura de Cristo ladeada pelos arcanjos Miguel, Uriel, Yehudyil, Rafael, Baraquiel, Selafyl, e Maria, mãe de Deus.

A Igreja de São Miguel Arcanjo teve como projetista o primeiro padre ucraniano radicado no Brasil, Nikon Rosdolskey. Iniciada em 1899 e finalizada em 1903, foi a segunda igreja construída no estilo oriental bizantino e é o simbolo maior que marca a cultura ucraniana e seus descendentes no país.

Os ícones e as pinturas nos templos bizantinos podem ser considerados como uma “teologia em cores”, um método de transmissão de informação espiritual por meio de uma linguagem especial. Assim, escrever e desenhar estes ícones exige profundo conhecimento teológico da história da Igreja Católica e da Igreja Greco Católica (Rito Bizantino Ucraniano), além das caracteristicas iconográficas e estilísticas. Dentro desta tradição, os ícones não são apenas obras pictóricas, mas, também objetos litúrgicos.

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Esta igreja tem uma importância enorme para nós ucranianos porque é uma das únicas igrejas de madeira original que se preservou. Existem ainda umas duas ou três por aí, abandonadas. E essa igreja foi construída no início do século passado pelo pioneiro padre Rosdolskey. A própria comunidade é que manteve essa igreja até agora, e, graças ao deputado Vanhoni, isso ninguém pode negar, ele fez um empenho para que nós pudessemos preservá-la, porque um restauro como esse ninguém poderia fazer com seus próprios recursos; a gente sabe disso e a comunidade está muito agradecida.

Professora Meroslawa Krevey, diretora do Museu do Milênio, de Prudentópolis/PR

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principal construção ucraniana do brasil, totalmente restaurada, será inaugurada no domingo, dia 06/11/2011

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No próximo domingo, dia 06 de novembro de 2011, será inaugurada a restauração da Igreja de São Miguel Arcanjo, em Mallet/PR, que teve sua obra viabilizada pela Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com patrocínio da Caixa Econômica Federal (CEF) e do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), num valor de R$ 1,090 milhão. A construção é um bem tombado pela Coordenadoria do Patrimônio Cultural do Paraná desde 1982 e tem como proprietária a Eparquia Ucraniana de São João Batista. Agora terá iniciado o processo de Tombamento Nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

“É um dos exemplares mais belos e o remanescente mais antigo deste tipo de arquitetura. Até hoje permanece em um contexto rural, impressionando pela imponência e pelo zelo com que a comunidade a trata”, justifica a arquiteta Jussara Valentini, sócia e responsável técnica da ArquiBrasil Arquitetura e Restauração. O outro sócio é o arquiteto Roberto Martins. Ambos trabalham desde o segundo semestre de 2006, período em que o morador da comunidade e presidente da comissão da Igreja (da época), Demetrio Mudrek, se sensibilizou e procurou ajuda. Jussara Valentini elaborou um projeto e encaminhou para a Lei Roaunet. Roberto coordenou todos os detalhes de restauro do edifício e estruturas.

Depois de aprovado, inicialmente foi feito um estudo técnico e um levantamento das intervenções necessárias na construção. Depois se seguiu a obra que incluiu a restauração do edifício da igreja, execução de pinturas iconográficas, restauração de bens móveis (ícones sobre tela, altares, lustres), construção da nova sacristia, serviços na área externa (drenagem, paisagismo, cerca, restauração monumentos, cruz, torre sineira). Tudo buscando recuperar características da época em que o edifício foi construído, como a cobertura com tabuinhas (telhas de madeira).

O interlocutor do projeto foi o deputado federal Angelo Vanhoni (PT/PR) que levou a proposta para a CEF e BNDES e buscou o patrocínio. Por tratar-se de uma construção peculiar e símbolo da cultura eslava no Brasil, de acordo com Vanhoni, as empresas se sensibilizaram e patrocinaram a obra. A Igreja teve como projetista Nikon Rosdolskey, o primeiro padre ucraniano erradicado no Brasil. A obra foi iniciada em 1899 e finalizada em 1903. Foi a segunda construída no estilo oriental bizantino e o edifício mais antigo existente atualmente no Brasil. É o símbolo maior que marca a cultura ucraniana e seus descendentes no país e fica num ambiente rural, no alto da Serra do Tigre, em Mallet/PR.

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Fonte: assessoria de imprensa do projeto – ArquiBrasil




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