Arquivo para setembro, 2011

debate sobre o plano nacional de educação – colombo/pr

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Realizou-se no município de Colombo, nesta segunda feira, 19/09/2011, debate sobre o Plano Nacional de Educação. Compuseram a mesa de abertura, da esquerda para a direita: o chefe do Núcleo Regional de Educação Área Metropolitana Norte, Sérgio Ferraz, a secretária da Educação, Cultura e Esporte de Colombo, Dirlei Ribeiro Elias, o deputado federal Angelo Vanhoni, o vereador Onéias Ribeiro e a presidente da APP-Sindicato, Marlei Fernandes de Carvalho.

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Vou falar rapidamente sobre os desafios que o Brasil tem do ponto de vista da educação e o que estamos discutindo no Congresso Nacional. Nós temos 2 milhões e 300 mil professores e temos perto de 60 milhões de matrículas de alunos do ciclo básico no Brasil inteiro, que vai desde a creche até o final do ensino médio. Há gravíssimos problemas dentro do sistema e a dívida que o Brasil tem com as crianças do nosso país é imensa.

Primeiro; creche de 0 a 3 anos, nosso atendimento é muito limitado. Segundo; pré escola de 4 a 6 anos, nosso atendimento é muito limitado no Brasil inteiro. O ex-presidente Lula mandou um projeto para a Câmara dos Deputados, nós discutimos o projeto e fizemos uma emenda na Constituição tornando obrigatório o ensino não mais de 6 a 14 anos, mas de 4 a 17 anos de idade. Isso a partir de 2016, que é o prazo para que os estados e municípios façam sua adequação orçamentaria e o seu planejamento, e que em 2016, todas as crianças de 4 anos de idade estejam numa sala de aula, e também todo o jovem até 17 anos de idade. E o jovem que não estiver na escola, o pai ou o gestor público poderão ser responsabilizados, como pode hoje pela nossa Constituição.

Esta medida tem por finalidade garantir a extensão da educação para a pré escola porque no Brasil – e vocês que atuam aqui no município no ensino fundamental sabem da realidade de Colombo, que é próxima a uma capital de um estado rico como o Paraná, imaginem então os problemas da pré escola e da educação infantil no resto do Brasil – a maior parte das crianças está fora da escola, e isto é uma injustiça muito grande, porque as crianças que frequentam a pré escola tem muito mais condições de continuar estudando, de realizar o ciclo de alfabetização a partir dos seis anos e completar com tranquilidade o ensino médio.

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A grande maioria, filhos de trabalhadores que não tem dinheiro para pagar uma creche, uma pré escola, ficam com uma desvantagem muito grande em relação àqueles que são filhos de uma família da classe media, que tem recursos para pagar a pré escola. A criança que tem acesso a educação nesta idade começa a desenvolver-se na linguagem, do ponto de vista cognitivo, e quando entra no processo de alfabetização tem mais condições de aprender e completar as etapas do sistema educacional. O Brasil pratica uma injustiça terrível e transfere para a educação a mesma divisão que existe na sociedade brasileira.

Nós vamos perceber o mesmo problema no ensino médio. Temos hoje 8 milhões de jovens entre 15 e 17 anos de idade fequentando a escola, mas, apenas 2 milhões concluem o curso. Vejam a gravidade! E depois, sabemos o esforço que a sociedade tem que fazer para trazer de volta este jovem com 19, 20, 25 anos ou mais para o sistema educacional, para que ele possa completar o ensino médio e ter acesso a uma profissionalização.

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O ensino médio que oferecemos para 90% dos jovens no Brasil é um ensino acadêmico, não é profissionalizante, e esta é uma das principais razões da grande evasão no ensino médio. Porque a nossa juventude não percebe o sentido desta formação.

Para vocês terem uma idéia, nós temos hoje 35 milhões de brasileiros entre 18 e 24 anos de idade, justamente no período de entrar numa universidade, e quantas vagas temos em nossas universidades públicas ofertadas anualmente? Temos 1 milhão e 200 mil vagas. Ou seja, são 33 milhões de jovens que não podem entrar no ensino superior a não ser que paguem 900 reais ou mais de mensalidade numa universidade particular, e que ainda assim são poucas. Este é o sistema que nós temos hoje.

O que vem sendo feito nos ultimos anos? O governo vem investindo na criação de universidades, vem ampliando as vagas, criou o Prouni, onde o jovem de uma família de baixa renda, que ganha até 1.500 reais por mês, que fizer o ENEM, tiver nota e entrar numa escola particular, o governo paga os estudos durante os 4 anos para este jovem, integralmente. Começou pagando 50% e hoje paga 100%.

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Nós formamos no mês de julho do ano passado a primeira turma de médicos através do Prouni. Foram 465 médicos e estamos ampliando o número de vagas. Hoje temos perto de 900 mil jovens estudando em escolas particulares de nível superior para os quais o governo federal paga integralmente as suas mensalidades. E o governo fez também um programa de financiamento. O jovem que entrar numa faculdade particular e tiver renda maior pode financiar, com juros de praticamente zero, e depois este aluno tem dois anos de carência para começar a pagar. Se o jovem fizer uma licenciatura, como o governo quer estimular a formação de professores, ele não precisa pagar. Se for posteriormente trabalhar na rede pública, vai pagar com dias de aula, e se for trabalhar no ensino particular, também poderá abater o financiamento.

O Plano Nacional de Educação prevê, até 2020, que 50% das crianças do Brasil possam estar numa creche. Prevê ainda, até 2020, 100% das crianças nas escolas para a educação infantil. Hoje nós temos 8 milhões de jovens no ensino médio e estamos formando apenas 2 milhões. Queremos, até 2020, estar formando 85% dos jovens no ensino médio.

Nós temos hoje 6 milhões de jovens nas universidades. Queremos chegar, pelo plano, a 13 milhões de jovens nas universidades em 2020, ou seja, duplicar este número. Além disso temos um conjunto de metas que prevê a qualificação da educação, e a qualidade do nosso sistema educacional está muito debilitada. O Ideb, que é um instrumento de avaliação para que a gente possa planejar a educação em nosso país, revela que a média do Brasil é um pouco superior a 4, enquanto a média mínima nos países desenvolvidos é 6. Então, há um conjunto de iniciativas para que, até 2020 a média do Brasil esteja, também, pelo menos neste patamar.

Angelo Vanhoni

debate sobre o plano nacional de educação – pinhais/pr

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O município de Pinhais sediou debate sobre o Plano Nacional de Educação nesta sexta feira, 16/09/2011. Participaram da mesa de abertura o prefeito de Pinhais, Luizão Goulart, a presidente da Câmara Municipal de Pinhais, Ivone Carvalho dos Santos, o vereador Edson Ribeiro, a secretária de Educação de Pinhais, Rosa Maria de Jesus Colombo, a secretária municipal de Educação de Piraquara, Loireci Dalmolim de Oliveira e a vice-prefeita de Pinhais, Marli Paulino.

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Luizão Goulart referiu as inciativas do município para melhorar a qualidade da educação, como a escola em tempo integral e os preparativos para sediar um centro de estudos tecnológicos. O prefeito porém ressaltou a dependência da chegada de novos recursos do governo federal.

Podemos inovar e melhorar com o que a gente tem hoje, mas, não podemos ir muito além se não tivermos mais recursos para a educação. Em Pinhais estamos implantando gradativamente a escola em tempo integral, fizemos eleições diretas em nossas escolas e um trabalho inovador na educação especial. Pinhais vai ter a oportunidade de sediar um Centro de Estudos Tecnológicos e nosso grande desafio é aperfeiçoar cada vez mais a educação básica. Nós esperamos que saia do Congresso Nacional um Plano de Educação que venha acompanhado de recursos novos, senão estaremos apenas remediando o que a gente tem. Nós precisamos de repasse de recursos novos, da União principalmente.

Luizão Goulart

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O deputado Angelo Vanhoni defendeu o aumento da dotação orçamentaria do PIB para a educação. A proposta enviada pelo governo é de 7% e a idéia é lutar pela ampliação deste patamar. O relator citou a última avaliação do Enem como um demonstrativo da necessidade de maior financiamento à educação e lembrou que o investimento por aluno, no caso das escolas particulares é muito superior ao do ensino público, assim como a remuneração dos professores.

Das 100 escolas que tiraram as melhores notas no Enem, a grande maioria particulares, a média salarial passa de 5.000 reais por professor. Tem escola que cobra 7.000 reais por aluno! Quem paga menos está pagando na faixa de 900 reais de mensalidade. Se vocês somarem isso dá quase 12.000 reais por ano! O investimento por aluno na escola particular é muito maior do que na escola pública. Na escola pública estamos pagando 2.300 reais por aluno/ano. As opções mais baratas na inciativa privada pagam 12.000, e algumas chegam a pagar de 30 até 35 mil reais por ano!

Não dá para comparar o nivel de investimento no ensino particular com o do ensino público no Brasil. Não tem 20 anos que universalizamos o acesso ao ensino básico. E também não dá para comparar o ensino no Brasil com o ensino na Europa. Muitas vezes vemos a imprensa dizer, “o problema da educação no Brasil não é de dinheiro, é de gestão”, daí eles mostram uma escola na periferia, onde as famílas, muitas delas estão desorganizadas, o ambiente em casa é muito dificil, o pai e a mãe nao se preocupam com os filhos, o ambiente na escola é violento, etc… e dizem que este problema é apenas de gestão. Argumentam que o Brasil já investe 5% do PIB em educação enquanto a Alemanha investe 5,5%. O PIB da Alemanha, porém, é duas vezes maior do que o nosso e a populaçao é de 80 milhões, enquanto no Brasil é de 190 milhões.

Angelo Vanhoni

minha casa, minha vida – colombo/pr

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A Sra. Renilce de Castro, acompanhada pela família, foi uma das primeiras a receber as chaves de sua residência.

Na manhã deste sábado, 27/08/2011, 240 apartamentos e 8 casas do Residencial Ilha do Arvoredo, em Colombo/PR foram entregues aos seus proprietários. As novas unidades habitacionais foram construídas através do Programa Minha Casa, Minha Vida para a população com renda de 1 a 3 salários mínimos. A obra é uma iniciativa do governo federal em parceria com a prefeitura de Colombo e a Caixa Econômica Federal.

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As pessoas interessadas em se cadastrar no Minha Casa, Minha Vida, devem, a partir do lançamento do programa em seu município, dirigir-se à prefeitura ou a Caixa Econômica Federal para fazer a inscrição.

As famílias com renda de até 3 salários mínimos deverão observar as seguintes condições: (i) não ter sido beneficiada anteriormente em programas de habitação social do governo, (ii) não possuir casa própria ou financiamento de imóvel, (iii) estar enquadrada na faixa de renda de até 3 salários mínimos ,e (iv) assumir financiamento de até 10% de sua renda durante dez anos para o pagamento das prestações.

Não há análise de risco, ou seja, mesmo que o interessado tenha restrições nos órgãos de proteção ao crédito ele poderá ser incluído no programa. O financiamento tem prestação mínima de R$ 50,00 corrigida pela TR, com o registro do imóvel preferencialmente em nome da mulher, sem entrada e sem pagamento de prestações durante a obra.

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Gleisi Hoffmann, ministra-chefe da Casa Civil e os superintendentes
da Caixa Econômica Federal, Fábio Carnelós e Jorge Kalache Filho.

A cerimônia de entrega das chaves contou com a presença do prefeito J. Camargo, do presidente da Câmara Municipal de Colombo, Onéias Ribeiro, de representantes da Construtora Cobec, que empreendeu o projeto, de lideranças políticas da prefeitura, do governo do estado, da Assembléia Legislativa, da Câmara Federal e do Senado, além dos superintendentes da Caixa Econômica Federal e da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que participou da solenidade representando a presidente da república, Dilma Rousseff.

As casas do residencial Ilha do Arvoredo são as únicas do programa preparadas para receber portadores de necessidades especiais. A ministra Gleisi Hoffmann comentou que o desafio é fazer com que todas as casas ofereçam condições de acessibilidade e anunciou ainda novas linhas de crédito com juros baixos para micro empreendedores, além da perspectiva das donas de casa contribuírem com apenas 5% de sua renda para o INSS.

Quero fazer um cumprimento muito especial às mulheres e às crianças. Este é um momento muito importante para cada um de vocês que vai hoje receber a sua casa, vai poder ter um abrigo. E uma casa, como disse o ex-presidente Lula, é a primeria dignidade nossa. É saber que temos uma residência, temos para onde ir e podemos cuidar dos nossos filhos. Por isso ele se dedicou muito fazendo um programa de moradia que atendesse a maioria do povo brasileiro e em 8 anos de governo entregou 3 milhões de casas; muito mais do que foi feito nos últimos 50 anos. Ele entregou casa para as pessoas que mais precisavam, para as pessoas que ganhavam menos, e todo mundo dizia que era dificil fazer isso. “Não, mas o pessoal não pode pagar, não tem dinheiro”, e ele disse: “Como não tem dinheiro? Tem dinheiro sim! O Brasil é um país rico, como é que uma parte da população fica sem acesso à condições dignas de vida? Pois nós vamos melhorar isso”. E através do Fundo de Garantia, recursos de orçamento da União, recursos da Caixa Econômica, fez financiamento barato, colocou dinheiro no programa e mudou a realidade de muitos brasileiros. A ministra Dilma, eleita presidente da república, continua neste mesmo compromisso e diz que nos próximos quatro anos vai entregar mais de 2 milhões de casas para a população brasileira, para a população que ganha de 1 a 3 salários minimos. Conjuntos como esse, casas como essas, que vão melhorar a vida do povo brasileiro, e tenho certeza de que ela vai fazer ainda mais, porque na última reunião que com o pessoal da área habitacional em Brasília ela disse assim: “Dois milhões nós já temos. Agora quero saber o seguinte: como estão as contas do Brasil? Porque eu acho que dois milhões vai ser pouco.” Eu tenho certeza que a presidenta vai terminar o governo dela com muito mais casas do que prometeu, e tenho certeza que isso vai fazer uma mudança grande na vida das pessoas. Primeiro pela dignidade de ter uma moradia, mas também porque fazer casas gera emprego. Quanta gente teve que trabalhar aqui para este conjunto ficar pronto? Carpinteiro, pedreiro, pintor, eletricista, quantos empregos gerou? Entao é isso, ao construirmos as casas, além das pessoas terem acesso à moradia, nós tambem geramos emprego.

Temos aqui casas adaptadas para pessoas com deficiência. O nosso maior desafio, porém, é fazer com que todas as casas tenham acessibilidade. Nós temos quase 15% da população brasileira com algum tipo de deficiência, e queria dizer a vocês que a presidente Dilma nos encomendou e vai lançar em setembro um grande programa para as pessoas com deficiência. Desde tranporte escolar, acesso à escola, acesso à moradia, à habitação. Este é um compromisso dela.

Queria dizer mais. A casa é muito importante, mas ela não vai ser a única coisa que vai dar fundamento aos nossos direitos. Por isso, esta semana, a presidenta lançou em Brasília o microcrédito produtivo. Ao lado daquele projeto que o micro-empreendedor só vai pagar 5% do salário mínimo para o INSS, e quando falo micro-empreendedor eu falo da costureira, do pipoqueiro, do sapateiro, das pessoas que trabalham em pequenos negócios, estas pessoas, para poder ter direito ao INSS vâo pagar 5% do salário minimo. Aproximadamente 20 reais por mês para se aposentar. Pois é, esse pessoal também vai ter acesso a crédito barato. O juro caíu, a presidenta Dilma disse, “Não pode o pessoal ir no banco e sair sem o dinheiro. Uma mulher vai tentar um empréstimo para comprar uma máquina de costura e o banco fica pedindo um monte de documentos, documento do marido, etc… então como é que essa pessoa vai conseguir o empréstimo? Através do microcrédito produtivo ela vai dar como garantia o próprio trabalho, o juro vai ser barato, ela vai sair de lá com o dinheiro, vai poder comprar sua máquina de costura, vai poder comprar o equipamento que precisa, ou vai abrir seu salãozinho, mas ela vai poder ter o dinheiro para investir no seu trabalho e ajudar a sustentar a família, e vai ser através da Caixa Econômica, do Banco do Brasil, e também de outros bancos que vão entrar nesta rede. Nós conseguimos colocar no projeto também – e a presidenta Dilma deve sancionar – que as donas de casa, para se aposentar vão pagar apenas 5% do salário mínimo de contribuição de INSS. Eu espero que dessa forma, com mais avanços que a gente pretende fazer, as mulheres resgatem a dignidade de chegar aos 60 anos e terem sua aposentadoria garantida.

Mas, tem uma coisa mais importante também que a presidenta Dilma coloca como um dos eixos da sua atuação: é a educação que vai ajudar a melhorar e consolidar o nosso crescimento. Temos que ter creches. Aqui em Colombo já tem vários pedidos de supercreche e se Deus quiser, até o término do governo da presidenta Dilma, nós vamos ter creches para atender todas as crianças, para as mães que queiram trabalhar ou mesmo para as que trabalham muito em casa, possam ter suas crianças na creche. E nós também queremos formação para os nossos jovens. É por isso que Colombo foi contemplado com um Instituto Federal de Educação Tecnológica (IFET), e ano que vem já devem começar as construçôes. Nós precisamos de ensino para a nossa juventude. Nossa juventude quer trabalhar mas precisa estar bem preparada, precisa fazer um curso técnico, precisa estar indo bem no ensino médio, precisa fazer um curso superior.

Quero também parabenizar a prefeitura de Colombo, o prefeito J. Camargo e as lideranças que estão aqui, por que isso é uma conquista. O prefeito me falou que nós já temos mais de 500 casas construídas em processo de entrega e Colombo vai receber mais mil casas nesse novo contrato. Eu espero que ainda tenha mais porque sei que o déficit habitacional aqui é grande.

Que Deus abençõe muito a entrada de vocês nesta casa, e que mais do que uma casa, ela possa ser um lar onde a familia viva feliz. O que importa é a gente ter esse lugar de convívio abençoado.

Gleisi Hoffmann

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O residencial Ilha do Arvoredo está localizado na Rua João Batista Stocco, 1609, no bairro São Gabriel.

Fotos: Gilson Camargo

minha casa, minha vida – paranaguá/pr

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Os 384 apartamentos dos conjuntos residenciais Ilha de Palmas e Ilha do Farol, no bairro São João, em Paranaguá, foram entregues nesta sexta feira, dia 26/08/2011. O projeto é uma iniciativa do governo federal através do Programa Minha Casa Minha Vida, em parceria com a Caixa Econômica Federal e a prefeitura de Paranaguá, que cedeu o terrreno e fez o cadastramento das familias.

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Os beneficiados com o programa têm renda de até três salários mínimos e o financiamento corresponde a 10% do que cada família recebe mensalmente. Os apartamentos dos dois conjuntos habitacionais tem 45 metros quadrados, dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e área de serviço. Os condomínios possuem também salão de festas, playground, guarita e estacionamento.

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A cerimônia de entrega aconteceu no estacionamento de um dos condomínios e contou com a presença do prefeito de Paranaguá, José Baka Filho, da secretária municipal de Urbanismo, Aline Diase, de representantes do governo do estado, da Câmara Municipal, da Caixa Econômica Federal e da FMM, empreendedora responsável pela obra.

O superintendente regional para o Sul do Brasil da Caixa Econômica Federal, Fábio Carnelós, presente na cerimônia, lembrou que a criadora do Programa Minha Casa Minha Vida foi a presidenta Dilma Roussef enquanto estava no cargo de ministra-chefe da Casa Civil, com aval do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Eles se sensibilizaram com a situação para acabar com o déficit de moradias para todos os brasileiros”, lembrou. No governo passado foi alcançada a meta de construir 1 milhão de casas pelo programa. Para o atual governo, o objetivo é edificar pelo menos 2 milhões de habitações.

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A primeira chave foi entregue simbolicamente à Geórgia Cristina Souza Nunes (imagem acima), que falou em nome de todos os moradores.

Sabemos nós, da classe baixa, que a realidade de ter a casa própria era algo muito distante. Hoje temos um sonho realizado e um exemplo para os nossos filhos de que há políticos que lutam pela nossa classe. O pessoal da Caixa trabalhou sem cansaço, com muito amor e nos trataram com humanidade e respeito, mesmo sendo representantes da Caixa e do senhor prefeito, nos trataram como iguais. Não posso deixar de agradecer ao meu Deus, porque tive que dividir o alimento dos meus filhos com o dinheiro do aluguel que eu necessitava pagar. Eu orava muito a Deus pedindo que ele me desse força e realizasse o meu sonho. Hoje eu posso dizer que a minha vitória tem sabor de mel.

Geórgia Cristina Souza Nunes

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No Paraná superamos todas as metas previstas pelo governo federal. Eram 44 mil unidades na primeria etapa; passamos esta meta e fizemos quase 60 mil unidades no Programa Minha Casa Minha Vida. No Brasil a meta era um milhão de unidades e passamos também de um milhão. Esse sonho de ter a casa própria realmente deve ter sabor de mel. Nós temos certeza absoluta de que vocês estão recebendo uma unidade habitacional com toda a qualidade e terão um final de ano e um natal diferente de todos os outros. Que Deus abençõe a cada um de vocês.

Jorge Kalache Filho – superintendente regional da Caixa Econômica Federal para o Leste do Paraná

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Fotos: Gilson Camargo




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