Arquivo para agosto, 2011

dia nacional da comunidade ucraniana no brasil – conversa com meroslawa krevey, diretora do museu do milênio, prudentópolis/pr

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O deputado Angelo Vanhoni esteve em Prudentópolis durante as comemorações do aniversário da cidade e reuniu-se com a diretora do Museu do Milênio, Meroslawa Krevey, que desde 1995 mantém em atividade um importante acervo da história da colonização ucraniana com mais de 900 objetos catalogados, sendo diversos deles coleções. O museu reúne também grande número de documentos e fotografias e é referência para trabalhos acadêmicos e pesquisas que abordam a temática da imigração eslava no Brasil.

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O encontro aconteceu na igreja da Paróquia de São Josafat, construída entre 1922 e 1932 em estilo bizantino (imagem acima), edifício de relevância museológica para a comunidade ucraniana e uma das principais atrações turísticas da cidade.

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A professora Meroslawa Krevey tem reconhecida atuação na luta pela conservação da cultura dos imigrantes ucranianos e foi recentemente homenageada com a Comenda da Ordem de Honra ao Mérito do 3º Grau, conferida pelo presidente da Ucrânia, pelo importante trabalho na preservação dos traços culturais ucranianos fora deste país. Entre os assuntos tratados durante a visita estiveram as comemorações dos 120 anos da imigração ucraniana no Brasil, a conclusão das obras de restauro da igreja de São Miguel Arcanjo, em Mallet, que já tem data marcada para sua reinauguração, no dia 6 de novembro de 2011, e o Museu do Milênio, com a perspectiva da criação de um primeiro museu federal no Paraná, relacionado à imigração, e que deverá incorporar também, segundo José do Nascimento Junior, presidente do Instituto Brasileiro de Museus, elementos das diversas culturas que integram a formação histórica da região.

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Angelo Vanhoni em visita à Igreja de São Josafat, com Meroslawa Krevey e o empresário Junior Durski.

No ano de 1985 a comunidade da Paróquia São Josafat constituiu o Comitê Pró-Construção do monumento ao poeta Tarás Chevtchenko e ao Milênio do Cristianismo na Ucrânia, e propôs a construção de um complexo arquitetônico na esquina das ruas São Josafat e Cândido de Abreu, em Prudentópolis – hoje praça Ucrânia – para abrigar o monumento ao poeta e no subsolo um espaço para fins culturais. O monumento a Tarás Chevtchenko, poeta maior da Ucrânia, em forma de estátua em bronze, foi obra do escultor Leo Moll, do Canadá e o complexo arquitetônico do arquiteto Myroslau Nimciw, dos EUA e Jonel Iurk, do Brasil.

O Museu do Milênio foi inaugurado em 1995. Seu acervo reúne objetos de trabalho e do cotidiano dos imigrantes ucranianos e descendentes radicados em Prudentópolis a partir do final do século XIX. Retrata aspectos históricos da colonização, vida e costumes do povo ucraniano e também conta com uma sala dedicada ao poeta Tarás Chevtchenko.

Temos no museu a parte da igreja e alguns objetos, com materiais do início da colonização, alguns mapas da divisão de lotes com os locais onde se estabeleceram as primeiras famílias, um tear completo, indumentária e quadros, além de um grande número de fotografias e documentos. O museu tem também uma sala dedicada à agroindústria. A agricultura familiar é acentuada aqui em Prudentópolis, temos mais de 8 mil pequenos produtores rurais. Isso se deve muito à maioria dos imigrantes terem vindo trabalhar no campo. Aqui ainda se vê agricultor com arado e carro de boi. Meroslawa Krevey

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Campanário da Igreja de São Josafat, instalado em 1946.

A cidade de Prudentópolis esteve em festa para comemorar o Dia Nacional da Comunidade Ucraniana no Brasil e os 120 anos da imigração. A data para esta celebração, 24 de agosto, foi criada atendendo a reivindicação da grande comunidade que vive, em sua grande maioria no Paraná – Prudentópolis tem 70% de sua população com descendência ucraniana – e passou a fazer parte do calendário oficial de comemorações do Brasil, a partir de Projeto de Lei de autoria do deputado Angelo Vanhoni, sancionado pelo ex-presidente Lula, em janeiro de 2010.

Em 24 de agosto de 1991 o parlamento ucraniano declarou a Independência da Ucrânia. As comemorações dos 120 anos da imigração ucraniana no Brasil se iniciaram em 13 de novembro de 2010 e se estendem até novembro de 2011.

Fotos: Gilson Camargo

visita à igreja de são miguel arcanjo – mallet/pr

Mallet 19-08

O deputado Angelo Vanhoni esteve na cidade de Mallet/PR na última sexta feira 19/08, em companhia do presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), José do Nascimento Júnior, para encontro com a comunidade ucraniana e acompanhamento das obras de restauro da Igreja de São Miguel Arcanjo que está em fase de conclusão. Construída no início do século XX pelos imigrantes ucranianos, a igreja será reinaugurada no dia 6 de novembro deste ano.

Vanhoni tem apoiado diversas iniciativas em benefício da preservação da memória da imigração no Paraná, como o restauro das igrejas de São Miguel Arcanjo, em Mallet, da igreja da Imaculada Conceição, em Antonio Olinto e de São José, em Água Branca, São Mateus do Sul. O deputado foi também autor do Projeto de Lei que inscreve o dia 24 de agosto dentro do calendário oficial de comemorações do país como o Dia Nacional da Imigração Ucraniana.

Outra ação prevista para a região é a construção de um museu federal na cidade de Prudentópolis, relacionado a imigração, que irá aproveitar acervos já existentes na cidade, além de buscar materiais em municípios do entorno. A proposta é do Instituto Brasileiro de Museus e faz parte das ações previstas pela Política Nacional de Museus. Há perspectivas do museu ser instalado em um terreno nas vizinhanças do Clube 12 de Novembro, que está em processo de doação pela Eletrobrás. José do Nascimento Junior, presidente do Ibram, afirmou que o museu não deve se concentrar apenas na cultura e colonização ucraniana, mas, estará em diálogo com a diversidade de imigrantes da região.

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Igreja de São Miguel Arcanjo durante as obras de restauro, no primeiro semestre de 2011. Foto: Jussara Valentini (Instituto Arquibrasil).

fórum municipal de desenvolvimento de colombo/pr – josé do nascimento junior, presidente do instituto brasileiro de museus (ibram)

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O presidente do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), José do Nascimento Junior, participou do I Fórum Municipal de Desenvolvimento de Colombo, nesta sexta feira, 19/08/2011. O evento contou com palestras do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo e do diretor de Desenvolvimento Urbano e Regional do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), professor Francisco A. Costa. O Fórum, que aconteceu nos dias 18 e 19 de agosto por iniciativa da prefeitura do município, foi composto por diversos painéis abordando temas como: Políticas Públicas de Abrangência Social; Programas Governamentais e o município de Colombo; Geração de emprego e renda; Desafios do desenvolvimento sustentável em um território de preservação ambiental, dentre outros.

Em sua palestra, “Cultura e Expressão Artistica” José do Nascimento discorreu sobre a importância da memória nas politícas culturais, a expansão do campo museológico brasileiro, a cidade como expressão simbólica coletiva, o entendimento da cultura como fator de desenvolvimento econômico, e ressaltou a influência da Convenção da UNESCO sobre Promoção e Proteção da Diversidade das Expressões Culturais no Plano Nacional de Cultura. A Convenção, aprovada em 2006, favorece a reafirmação do direito soberano dos Estados de implementarem políticas necessárias à proteção e promoção de suas expressões culturais e a necessidade de se estabelecer medidas de proteção às expressões culturais vulneráveis e ameaçadas.

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É importante primeiro contextualizar o papel da cultura no desenvolvimento das cidades. Entender que a cidade é um fenômeno cultural. Partir desse pressuposto de que nela cada elemento é uma expressão das pessoas, de suas açôes, das marcas que as diferentes identidades imprimem em seu entorno e que constroem a cidade através do tempo. A cidade é uma síntese de várias culturas, de vários olhares, ela é o resultado deste processo.

Neste Fórum estamos falando de desenvolvimento econômico e a cultura está tradicionalmente vinculada à área social. Mas, este entendimento está mudando em nossas politicas públicas e a cultura a cada dia tem saído mais do campo do social e vem sendo percebida como vetor essencial para o desenvolvimento econômico, integrando o planejamento das nossas cidades. A cultura é um campo que gera mais empregos do que diversos setores produtivos e com menor investimento.

José do Nascimento Junior

2ª festa nacional do feijão preto – prudentópolis/pr – 14/08/11

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A 2ª Festa Nacional do Feijão Preto (FENAFEP), em Prudentópolis/PR, reuniu mais de 50 mil pessoas nos quatro dias de festividades em comemoração ao aniversário da cidade, que completou 105 anos na última sexta-feira, 12/08. Além das atrações culturais, artísticas e gastronômicas como parque de diversões, exposição agroindustrial, torneio leiteiro, feira de sabores e a maior feijoada do Brasil, o evento contou com palestras direcionadas a produtores, técnicos e empresários onde foram abordados temas relacionados à cultura do feijão e aos avanços tecnológicos na produção agrícola.

Prudentóplis concentra um dos maiores núcleos de minifúndios da Região Sul, com quase 8 mil produtores rurais baseados especialmente na agricultura familiar. O município é responsável por quase 10% da produção nacional de feijão preto, chegando a produzir 50 mil toneladas por ano.

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Vanhoni visitou a festa em companhia do empresário Junior Durski e do prefeito Gilvan Agibert (ao centro na foto).

Na Feira de Sabores, os visitantes tiveram a oportunidade de provar doces e vários produtos do artesanato local como, pães, bolos, bolachas, conservas, massas, comidas típicas, embutidos, defumados e bebidas. A idéia da feira é ampliar a comercialização da produção local de alimentos, que é fortemente influenciada pela cultura dos imigrantes ucranianos e poloneses. No Concurso Gastronômico, foram servidos pratos a base de feijão, como feijão tropeiro e perohê de feijão. O evento contou com apresentações de duplas locais, grupos tradicionalistas gaúchos e do Festival de Música das Escolas Municipais (Femuem).

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O deputado acompanhou a apresentação dos alunos da rede pública municipal de ensino no Femuem e em sua fala reafirmou o compromisso do governo federal com o financiamento da educação em todo o Brasil e com a valorização do magistério através das metas previstas no PNE, sendo uma delas, a equiparação do salário dos professores da rede de ensino público aos demais profissionais com formação semelhante em outras áreas de conhecimento.

É uma alegria muito grande poder estar aqui no aniversário de Prudentópolis e acompanhar o Festival de Música das Escolas Municipais. Há três anos atrás, em 2009, aprovamos na Câmara dos Deputados uma mudança no curriculum de todas as escolas do Brasil, que coloca a obrigatoriedade do ensino da música. Isto representa um grande avanço, porque inscreve em nossas prioridades educacionais o compromisso de cultivar e desenvolver a sensibilidade do ser humano através da música e das artes.

Neste ano, no mês de outubro, nós teremos um desafio ainda maior, que é discutir e aprovar o Plano Nacional de Educação para o próximo decênio, e dentre as metas do PNE que se referem à qualidade da educação, uma delas diz respeito especificamente à valorização do magistério. Aqui temos uma boa notícia para os professores. Nós queremos, e este é o entendimento do governo federal, que nos próximos dez anos, o salário médio do professor do ciclo básico esteja equiparado aos vencimentos de outros profissionais brasileiros com a mesma qualificação.

Angelo Vanhoni

debate sobre o pne – são josé dos pinhais/pr

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A Câmara Municipal de São José dos Pinhais realizou nesta sexta-feira, 12/08, debate sobre o Plano Nacional de Educação, que contou com a presença de professores, representantes de organizações sociais do setor educacional, líderes sindicais e secretários de educação da região metropolitana de Curitiba e municípios vizinhos. Participaram da mesa (da esquerda para a direita na imagem acima), o professor da UFPR doutor em Ciências Geodésicas, Hideo Arakia, o vereador Onildo Francisco dos Santos, a secretária Municipal de Educação, Tania Maria Galvão Perez Centeno, o deputado federal Angelo Vanhoni, relator do projeto de lei que cria o Plano Nacional de Educação na Câmara dos Deputados e o presidente do Conselho Estadual de Educação, Romeu Gomes de Miranda.

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O deputado Vanhoni ressaltou que o Congresso Nacional avançou na área da educação nos últimos anos ao aprovar leis que ampliaram os investimentos do governo federal no ensino básico e médio, que antes estavam somente a encargo dos estados e municípios. O PNE estende ainda mais o compromisso da esfera pública com a educação e estabelece as metas e diretrizes do setor para o decênio 2011/2020.

Somos 190 milhões de brasileiros e hoje, perto de 60 milhões estão sendo beneficiados pelo Fundeb, que é o fundo que organiza e distribui os recursos para a educação em todos os estados e cidades do Brasil. Enquanto o custo aluno no Paraná estava em R$ 2.300,00, o custo aluno do Maranhão e do Piauí não chegava a R$ 1.300,00. Com o Fundeb o custo aluno dos estados do Nordeste e de outras regiões do Brasil começou a ser elevado para chegar aos patamares mínimos dos estados da Região Sul e Sudeste. Nós queremos, em nosso projeto para o Brasil, que toda a criança, no Amazonas, em são José dos Pinhais ou em qualquer outra cidade brasileira, possa ter uma educação de qualidade. Para isso precisamos  pensar um sistema que distribua recursos, que remunere os professores, que possibilite a construção de escolas, a construção de bibliotecas, que ofereça merenda escolar e que reúna as condições para que a produção de conhecimento aconteça. Todo o objetivo desse esforço em torno do PNE é fazer com que cada brasileiro possa desenvolver a sua capacidade de aprender.

Angelo Vanhoni

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O debate contou com tradução simultânea para libras. O deputado reiterou ainda que o Plano Nacional tem uma meta que trata exatamente da educação especial. “Nós consolidamos o entendimento de orientar, através do plano, a possibilidade de absorver a contribuição que o setor educacional das escolas de ensino especial no Brasil inteiro estão sugerindo à Comissão. No caso dos surdos há uma especificidade porque trata-se de uma língua. A primeira língua dos surdos é a libras e temos que dar também a estes jovens a garantia de acesso a escolas bilíngues.”

Fotos: Gilson Camargo

restauro da igreja de são josé – água branca, são mateus do sul/pr – lançamento do projeto

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Neste sábado, 06/08/2011, estivemos em São Mateus do Sul/PR para o lançamento do projeto de restauração da igreja de São José, na comunidade de Água Branca, um dos principais marcos da colonização polonesa na região. Além da presença de diversos membros da comunidade, o deputado Angelo Vanhoni foi recebido pelo prefeito da cidade, Luiz Adyr Gonçalves Pereira, pelo padre Ermildo Krasovski e pelo presidente da irmandade São José, Joelson Falkoski.

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O início das obras depende da aprovação da complementação de recursos dentro do projeto cultural do Instituto Arquibrasil, responsável pelo restauro, que conta com o apoio da Petrobrás através da Lei Rouanet. Após o término do diagnóstico da estrutura do edifício e detalhamento da planilha orçamentária, cuja finalização está prevista para dezembro, o projeto será analisado pela equipe técnica do IPHAN e reencaminhado ao Pronac. Essa tramitação pode levar de dois a três meses e a estimativa é de que vencidas estas etapas, incluindo a captação de recursos, a restauração possa ser concluída no prazo de um ano.

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Há pouco mais de três anos tive a oportunidade de conhecer melhor a região de São Mateus do Sul, que se destaca economicamente no cenário nacional pela sua produção industrial, e perceber a importância da cidade no processo migratório polonês, que integra a alma profunda do povo brasileiro e tem uma influência ainda mais expressiva na formação cultural do Paraná, o estado que recebeu o maior número de imigrantes poloneses em nosso país.

Com o objetivo de valorizar o legado das tradições culturais do Paraná e percebendo que os marcos arquitetônicos e turísticos da imigração eslava eram praticamente desconhecidos no resto do Brasil, em 2009 convidei o ministro da Cultura e o presidente do IPHAN para visitarem o interior do estado e conhecerem de perto estas comunidades. Estivemos naquela ocasião em Mallet, Prudentóplis e Irati.

De lá para cá estamos fazendo um trabalho conjunto com o Ministério da Cultura para restaurar alguns destes edifícios. Assim aconteceu com as igrejas da Imaculada Conceição, em Antônio Olinto e a de São Miguel Arcanjo, em Mallet. Agora estamos trazendo a mesma perspectiva para São Mateus do Sul, neste projeto que em sua fase inicial conta com o apoio da Petrobrás através da Lei Rouanet.

A restauração da igreja de São José, em Água Branca, é motivo de orgulho não só para a cidade de São Mateus, mas para todo o Brasil, para as diversas tradições e culturas que compõe a nossa identidade, no sentido de que elas, todas, possam se beneficiar de políticas públicas e iniciativas que visem a preservação de sua memória.
Angelo Vanhoni

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Segundo a arquiteta Jussara Valentini, do Instituto Arquibrasil (ao centro na imagem acima), quando foi criado em 1935 o IPHAN tinha como foco prioritário o patrimônio histórico nacional mais antigo, como a arquitetura luso brasileira, as casas grandes e as senzalas, e só recentemente houve uma valorização maior da diversidade cultural do país, da presença dos imigrantes e, no caso do Paraná, da cultura eslava.

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A Igreja de São José, em Água Branca, é um dos maiores legados deixados pelos imigrantes poloneses a partir dos anos de 1890 e 1892. Projetada em forma de cruz e concluída no ano de 1900, toda a madeira utilizada na construção foi serrada e sepilhada manualmente. Nas laterais existem 4 altares, todos trabalhados em madeira. Por sobre o altar principal, vê-se uma inscrição em polonês: “Wr. 1900 Jezus Chrystus, Bóg-Czlowiek zyje, króluje, panuje”. Traduzindo: “Desde o ano de 1900 Jesus Cristo, Deus-Homem vive, reina, impera”. A pintura interna foi feita em 1923 por Ewaldo Ducat, de Irati. Os quadros da via sacra e dos santos vieram da Polônia e da Bélgica. Localiza-se na Colônia de Água Branca, distante da sede do município aproximadamente 14 km.

Os primeiros imigrantes poloneses passaram por dificuldades quando chegaram ao Brasil. Vieram em grande parte contratados pelas autoridades do império, que prometiam alguns benefícios, mas, com o advento da república eles ficaram abandonados à propria sorte. As primeiras levas desembarcaram em 1841, no Espírito Santo, e este processo se estendeu por mais de um século. Estima-se que aproximadamente 600.000 poloneses tenham vindo para o Brasil; 60% dos quais estabeleceram-se no Paraná. Fundaram as cidades de Mallet, Castro, Ponta Grossa, Cruz Machado, São Mateus do Sul, Irati, Apucarana e União da Vitória, entre outras. Muitos descendentes falam o idioma polonês como língua materna. Curitiba é a segunda cidade fora da Polônia com o maior número de habitantes de origem polonesa.

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Fotografia: Gilson Camargo

plano nacional de educação – metas com maior concentração de emendas

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Na sessão desta quarta feira, 03/08/2011, da Comissão Especial do Plano Nacional de Educação na Câmara Federal, a primeira após o recesso parlamentar, o deputado Angelo Vanhoni, relator do projeto, apresentou a primeira nota técnica sobre as emendas ao PNE. Foram 2.906 emendas encaminhadas por 14 partidos. Entre as que mais receberam emendas estão a meta 1, que trata da educação infantil, com 253 emendas, a meta 20, que trata do financiamento, com 216, a meta 12, que trata do acesso ao ensino superior, com 212, e a meta 7, que trata do Ideb, com 205 emendas ao texto.

A maioria das emendas estão concentradas nos temas referentes à educação especial, educação de jovens e adultos, educação profissional, gestão democrática, avaliação e qualidade da educação, a questão do Ideb, a valorização dos profissionais e por fim o financiamento da educação que recebe um conjunto de emendas, todas propondo a elevação da dotação orçamentária a 10% do PIB.

link para a íntegra dos vídeos das sessões da Comissão Especial do PNE na Câmara Federal
link para a íntegra das emendas ao PNE na página da Câmara Federal

Ouvimos o professor Angelo Ricardo de Souza, doutor em Políticas Educacionais e membro do Núcleo de Pesquisa em Políticas Educacionais da Universidade Federal do Paraná, a respeito dos pontos mais polêmicos nesta primeira avalição das emendas ao PNE.

Blog Vanhoni – Qual o cenário de debates que se desenha nesta primeira avaliação das quase 3 mil emendas encaminhadas ao PNE?

Angelo Souza – Olhando para o conjuto de emendas ao PNE podemos observar os 6 pontos mais tensos no plano, onde a disputa está mais acirrada, tomando por base também o que a gente tem ouvido nas audiências públicas.

1- A primeira delas tem a ver com a educação especial. As posições aí estão divididas em três lados. Tem a proposta do governo, que é a de manter a política atual para a educação especial coordenada pelo poder público, porém, com participação da sociedade civil organizada via instituições como as Apaes. Ou seja, a idéia do governo é manter a política de convênio, mas trazer uma maior participação pública.

De outro lado tem a Federação das Apaes. Estas instituições são contrárias à participação do Estado, defendem a idéia de que o Estado seja financiador, porém, quem detém o conhecimento sobre a educação especial são as Apaes. E tem ainda um outro movimento da sociedade civil que defende uma estatização do sistema, que é de progressivamente ir diminuindo os repasses e canalizar estes recursos para a construção de escolas públicas para alunos especiais.

Juntamente com esta polêmica se inscreve também a questão da educação para surdos. Existe uma proposta de criar uma meta específica para a educação dos surdos. Eles pleiteam, adequadamente, que apesar de não terem a língua portuguesa como primeira língua, eles podem, afora isso, ter uma aula absolutamente normal, desde que haja um tradutor para libras e por isso querem escolas e turmas especiais para surdos. O fato de eles não falarem português gera uma outra categoria no ensino que é a cultura linguística dos surdos.

2- O Segundo ponto tem a ver com a meta 7, vinculada à qualidade de ensino e avaliação. Ela na verdade é uma meta de avaliação e não uma meta sobre qualidade, pois apenas traduz a noção de indicadores avaliativos como conquista de qualidade. Aqui temos o governo federal somado ao empresariado em geral, ao Conselho dos Secretários de Educação, à Undime, ao Movimento Todos pela Educação, Instituto Ayrton Senna, enfim, este segmento.

De outro lado você tem a Campanha Nacional pelo Direito à Educação e muito mais especialmente a ANPEd, que é a entidade mais representativa da produção de conhecimento em educação no Brasil. A ANPEd inclusive radicalizou e propôs uma emenda de exclusão dessa meta, uma emenda supressiva, porque entende que a noção de qualidade, tem que ser traduzida na idéia de condição de qualidade e ela está lá na valorização profissional, na condição de acesso, na incorporação da educação especial, na ampliação do ensino superior, etc…

Eu avalio que vai ser muito difícil alterar substancialmente esta meta, mas é possivel melhorar o texto. Tem deputado que é favoravel ao IdeB e todas estas métricas avaliativas, porém, no corpo do texto da meta 7 há uma tabela com os números do IdeB. Isto não pode acontecer porque o IdeB não é uma política de estado, é uma política de governo e que, a depender do governante, pode desaparecer. Então, nesse sentido é possivel que o texto da meta se modifique.

Eu tenho impressão que vai ter alteração para melhorar o texto, mas não haverá alteração da substância da meta. Depende, isto está em disputa. Nós temos uma audiência pública programada para agosto que é justamente para discutir isso.

3- O terceiro ponto tem a ver com a educação profissional, que é a meta 11. De um lado tem o Sistema S e os empresários, de outro o governo federal e um terceiro grupo que é a ANPED e a Campanha Nacional pelo Direito à Educação.

O MEC já reconheceu a fragilidade da Meta 11, que propõe apenas dobrar o número de vagas existentes, mas basta manter a política atual que isso já vai acontecer antes dos dez anos. A meta é portanto muito singela e deverá ser revista para cima.

Temos, de um lado o Sistema S e os empresários que pensam a educação profissional de uma maneira bastante instrumental para o mercado de trabalho e emprego, mas que tem expertise e portanto um conhecimento acumulado com uma prática eficiente na formação técnico profissional e que é financiado com recurso público. De outro lado tem entidades defendendo uma diminuição de repasse de recursos para o sistema S. O Ministério já comprou essa briga há 4 anos atrás e perdeu. São mais de 10 bilhões de reais que o governo federal manda para o Sistema S. É um sistema muito eficiente, mas muito caro. O que ele dá de retorno é muito pouco perto do que ele recebe. Talvez o estado poderia fazer melhor. Mas eu avalio que isso vai se manter mais ou menos como está hoje. A saída aqui vai ser o Pronatec. O financiamento público de demanda dentro do segmento privado, como é o ProUni, com uma ampliação da oferta pública via Institutos Federais de Educação Tecnológica, escolas estaduais profissionalizantes, etc…

4- Um quarto aspecto de polêmica e o que mais envolve recursos é o ensino superior, que é o grande “business” da educação.

Temos aí toda a gama de empresários que investem em educação, além do segmento da sociedade que historicamente se organizou no ensino superior, como a Fundação Getulio Vargas, a Cesgranrio e as confessionais: os Católicos, Presbiterianos, Luteranos, etc… alguns representantes deste setor tem por objetivo reduzir as metas em seu favor. Por exemplo: Tem uma disposição no texto do PNE que é para os centros universitários privados. Eles querem alterar o texto da meta 13, que diz assim: “elevar a qualidade da educação superior pela ampliação de atuação de mestres e doutores nas instituições de educação superior”, que portanto serve para faculdades isoladas, centros universitários e universidades, “para 75% no minimo do corpo docente em efetivo exercício e do total, pelo menos 35% de doutores.” Eles estão propondo uma alteração do texto para manter esta regra somente para as universidades e reduzí-la drasticamente para os centros universitários e faculdades isoladas, que é onde eles ganham mais dinheiro. Por isso estão pressionando neste ponto e nas estratégias pelo afrouxamento da regulação.

O MEC está apostando na idéia de que vale a pena uma regulação sobre o sistema privado. Já as instituições privadas querem diminuir a regulação e ampliar a participação do financiamento público nas suas instituições, não por demanda, mas por oferta. Ou seja, se uma universidade tem 30 alunos em sala de aula e 40 cadeiras, o estado paga as outras 10 e trata de arrumar os alunos que faltam.

5- O quinto ponto é a meta 20, que é o ponto mais complexo. A questão do financiamento. Todas as 41 emendas querem ampliar o índice orçamentário para 10% do PIB. Significa dobrar o investimento público em 10 anos. Isto é possivel? O governo federal diz que não. Tem divergências entre os próprios deputados que defendem os 10%. Este aumento de investimento pode ajudar desde que melhore a sua gestão. A questão não é só a de investir mais, porém de investir melhor. O governo federal certamente vai cumprir com os 7%. Talvez consigamos até mais 1.5% em negociação. Para cima disso, só com recurso estadual e municipal. Na minha visão acho possível chegarmos até no máximo 8.5%.

6- Não existe uma meta específica sobre gestão democrática, a meta 19 do plano fala da forma de escolha de diretores de escola. Ela tem uma positividade, que é de ao cabo, em 10 anos o Brasil não ter mais esta figura arcaica, patrimonialista, que é a de indicação política para os cargos de direção das nossas escolas.

Não tem nenhuma emenda defendendo a indicação. Há um consenso construído de que a indicação política para estes cargos é ruim. Mas tem dois grupos, de um lado MEC o Consed, a mídia, os empresários que atuam na educação, as instituições como Todos Pela Educação e o Instituto Ayrton Senna, que defendem que o sujeito para ser dirigente escolar tem que ter avaliação de mérito e tem que provar domínio técnico da função.

O texto da meta diz que a escolha dos dirigentes deve passar por avaliação de mérito e pela participação da comunidade, que é a eleição. Um modelo misto do que já existe, na verdade. As emendas sugerem outra coisa. Ou só concurso público ou o contrário, suprimir a avaliação de mérito e manter apenas o aspecto eletivo.

plano nacional de educação – entrega do relatório com as contribuições do paraná ao relator do projeto

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A cerimônia de encerramento dos debates sobre o Plano Nacional de Educação (PNE) 2011/2020 e entrega do relatório com as contribuições do Paraná ao relator do projeto, deputado Angelo Vanhoni, realizada na sexta feira, 29/07/2011 em Curitiba, contou com a presença de reitores, professores, diversas lideranças do setor educacional, da sociedade civil organizada, de representantes públicos e autoridades, do vice governador e secretário estadual de Educação, Flávio Arns, do reitor da Universidade Federal do Paraná, Zaki Akel Sobrinho, do presidente da Itaipú Binacional, Jorge Samek, do senador Sérgio Souza e dos deputados federais Dr. Rosinha e Angelo Vanhoni.

O relatório produzido por esta iniciativa representa um momento significativo do processo de debates organizado pelo Fórum Estadual de Educação do Paraná, constituido em 06 de maio de 2011 com o objetivo de conduzir os debates sobre o PNE e articular as discussões que subsidiarão a elaboração do Plano Estadual, dos Planos Municipais e das Conferências Estaduais de Educação. O trabalho desenvolvido em todas as 10 regiões do estado envolveu milhares de trabalhadores da educação, gestores públicos, parlamentares, entidades e instituições da sociedade civil, estudantes e comunidade, resultando na publicação de um relatório em dois volumes contendo análises, proposições e emendas ao conjunto de metas e estratégias do projeto de lei que estabelecerá o novo PNE para o decênio 2011/2020.

Apesar do número recorde de emendas para um projeto de lei – quase 3 mil – a expectativa do deputado Angelo Vanhoni é a de encaminhar o PNE para votação na Comissão Especial da Câmara Federal em setembro deste ano.

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Eu gostaria, em nome do governador do estado, a quem eu também represento nessa oportunidade, de destacar três aspectos. Eu tenho a impressão, deputado Vanhoni, que não há contribuição mais consistente no Brasil do que os dois volumes que lhe serão entregues no dia de hoje. Eles representam o esforço de todos a favor da educação. A educação é uma responsabilidade de todos, da família, da sociedade e do governo, como a nossa Constituição fala. Vamos superar as distinções de aluno municipal, aluno estadual e criar uma metodologia que seja para toda a caminhada do ser humano pela vida. O plano tem que representar também as pessoas com algum tipo de deficiência, como a comunidade dos surdos aqui presentes, que se mobilizou. Os anseios e necessidades de todas as pessoas devem ser contemplados por este documento.

O segundo ponto é que o Fórum Estadual de Educação continue, porque nós temos a grande tarefa de elaborar, depois do Plano Nacional, o Plano Estadual e os Planos Municipais de Educação e, que este Fórum possa ser, professor Akel, o instrumento para realizar este grande debate no Paraná, com a participáção de todos e dizer que educação é prioridade absoluta. Vamos aproveitar a caminhada para não termos que recomeçar todo o processo.

O terceiro aspecto que a gente tem que enfatizar sempre, eu já enfatizei quando o Fórum foi anunciado a dois meses atrás, é que nós temos a honra de termos o deputado Angelo Vanhoni, do nosso estado, como relator do Plano Nacional de Educação. Isto é uma honra para o Paraná em primeiro lugar. Estou, como vice governador do Estado do Paraná e como secretário de Educação, muito feliz de você estar recebendo este material e tenho certeza que será um belo subsídio para a elaboração do relatório final.

Vamos convergir para aquilo que é mais fundamental: educação boa de qualidade, emancipadora, transformadora, construtora de cidadania, de participação para todos os paranaenses e para todos os brasileiros. Que bom que estamos aqui. Parabéns!

Flavio Arns

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Quando cheguei aqui um grupo de professores veio falar comigo e perguntou a respeito de um projeto que está tramitando no Congresso sobre a data de admissão das crianças no ensino fundamental. Haverá uma audiência pública no começo de agosto para discutir este projeto e mais amplamente a questão da educação infantil.

Aí a gente percebe a importância do Plano Nacional de Educação, porque há dez anos atrás a educação básica não era tema de discussão no Congresso Nacional. Era um problema das mães, dos pais, não havia uma política pública. Quem tivesse recurso colocava os filhos numa escola particular. Algumas prefeituras tinham convênios, mas não havia uma política de educação infantil no Brasil, não se entendia a educação infantil como um direito da criança.

O Plano Nacional vem consolidar uma política que pretende, até 2016, universalizar o acesso ao ensino a partir dos 4 anos de idade em todo o território nacional. Isto implica em preparar recursos, preparar os governos municipais, planejar o Brasil com o objetivo de garantir este direito.

Nestes últimos anos um novo entendimento da educação vem se consolidando. Em primeiro lugar foi a criação em nossa Constituição do FUNDEB, que é um fundo que distribui recursos para educação e que incorpora a educação infantil, a educação especial, a educação de jovens e adultos e o ensino médio. Com o FUNDEB nós ampliamos e criamos um fundo que tem a responsabilidade de repartir e distribuir os recursos para todo o sistema educacional brasileiro. A União passa a contribuir não apenas no ensino superior, como antigamente. O governo brasileiro percebeu que ele não pode ficar de fora do sistema educacional, mesmo sabendo que as definições constitucionais responsabilizam apenas os municipios e estados por determinadas etapas da educação em nosso país.

Angelo Vanhoni

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O deputado federal Angelo Vanhoni, relator do Projeto de Lei 8035/10 – PNE 2011-2020, recebeu das mãos do reitor da UFPR, Zaki Akel Sobrinho, o relatório com as 1.424 emendas propostas por representantes da educação de todo o Paraná.

É uma grande alegria hoje estarmos nesta solenidade de entrega de um trabalho coletivo. Este fórum é de todos, é um espaço republicano de discussão. Nós recriamos um espaço em que a sociedade paranaense vai pautar a educação como seu tema principal. O Paraná falou forte, está sendo ouvido nas instâncias de poder deste país, está sendo ouvido nos locais onde se decide o destino de nossa nação. A educação volta a ser uma pauta central na sociedade brasileira. Nós não estamos fazendo um debate para iniciados, circunscrito à academia ou que prioriza determinados temas ou determindas áreas. Nós fomos capazes de produzir, pela força e articulação de todos os que estão nesta mesa e pela força e trabalho de todos os que estão nesta plenária ou que participaram durante estes dois meses, que arregaçaram a manga e puseram a mão na massa em sentar, discutir, debater, propor, olhar para o diferente, compreender esta diversidade e perceber que estamos num momento ampliado. É a oportunidade de falarmos de financiamento, de carreira docente, da centralidade do papel do educador, falar de que país nós queremos ter para os nosso filhos e netos, pois, é a partir desta visão que vamos desenhar a educação que vai nos conduzir a este país. Eu tenho certeza que este Plano Nacional de Educação, após tanto debate, após uma profunda reflexão da sociedade, vai ter lá no Congresso o tratamento que merece. Para orgulho nosso estamos entregando hoje ao deputado federal Angelo Vanhoni, relator deste projeto na Comissão Especial, o trabalho de todos nós.

Zaki Akel Sobrinho

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A cerimônia foi realizada integralmente com tradução simultânea para libras. Houveram manifestações em defesa de escolas e classes bilingues para surdos na qual se use libras como lingua de instrução (primeira língua) e o português escrito como segunda língua. O movimento reivindica para o ensino brasileiro um direito assegurado em marco internacional em 2006, na Convenção Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da ONU. Na primeira quinzena de agosto haverá audiencia pública no estado do Rio de Janeiro, tematizando a educação especial no PNE.

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Na abertura da solenidade, a poeta surda Rosani Suzin interpretou o Hino Nacional Brasileiro.

Fotos: Gilson Camargo




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