Arquivo para abril, 2011

Seminário “Entrelinhas PPGE/UFPR: O Plano Nacional de Educação em Discussão” – curitiba/pr

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O Teatro da Reitoria da UFPR passou a sediar, a partir da noite desta quarta-feira (27/04), as discussões do seminário “Entrelinhas”, que aborda o novo Plano Nacional de Educação (PNE). O seminário está sendo promovido desde março pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE), em conjunto com o Setor de Educação e com a Pró-Reitoria de Graduação da UFPR e contará com mais dois encontros (nos dias 02 e 09 de maio), ambos no auditório da Reitoria. Cada encontro contará com 4 debatedores: 2 representantes de 2 linhas de pesquisa do PPGE, 1 representante discente e 1 representante da sociedade civil. Um dos objetivos é produzir emendas ao projeto que tramita na Câmara dos Deputados desde o fim do ano passado.

02/05/2011 – Diretrizes do PNE 2011/2020: IX) valorização dos profissionais da educação; e X) difusão dos princípios da equidade, do respeito à diversidade e a gestão democrática da educação. Metas e estratégias relacionadas.

09/05/2011 – Sistematização e organização de proposições para a Câmara Federal.

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Composição da mesa em 27/04: professora Astrid Avila, presidente da APUFPR-Sindicato, professora doutora Maria Amélia Sabagg Zainko, pró-reitora de graduação da UFPR, professor doutor Zaki Akel Sobrinho, reitor da Universidade Federal do Paraná, professor doutor Paulo Vinícius Baptista Silva, coordenador do Programa de Pós Graduação em Educação e as alunas da pós graduação da UFPR, Lívia Morales e Natália Bueno.

Em sua fala de abertura o reitor da Universidade Federal, Zaki Akel Sobrinho, discorreu sobre as principais características que nortearam a estruturação do PNE e referiu posicionamentos em relação ao que se espera do plano expressos pelo ministro da Educação, Fernando Haddad.

A primeira característica mencionada pelo ministro Haddad é a clareza, concisão e acessibilidade ao texto. Essa foi uma preocupação. Que o documento ficasse enxuto, de fácil leitura para qualquer cidadão, podendo ser colocado em forma de  cartazes nas escolas e ficar a vista da população para que qualquer cidadão brasileiro possa ter acesso, e não ser um documento apenas para iniciados. Essa é uma caracteristica de um documento que quer dialogar com a família, com os educadores e com os gestores dos governos municipal, estadual e federal. Um documento que seja escrito numa linguagem aceita e compreensível por todos.

A segunda característica é a questão das metas claras. A partir de metas claras poderá funcionar o que chamamos de comandos estratégicos. Ou seja, aquela meta tornar-se depois alguma coisa que possa ser a atribuição de tarefas específicas para cada agente público, que seja muito claro o papel de cada instância de governo e de cada ator deste processo de implementação do plano. Um bom plano para ser implementado deve ter metas que sejam mais do que um conjunto de enunciados. O fato de elas estarem quantificadas vai simplificar o seu acompanhamento e a sua avaliação de implantação.

A terceira característica é que este conjunto de metas deve ser desdobrado depois num grande plano executivo. Como gestor confesso a vocês que às vezes a gente fica frustrado, porque a gente tem uma intenção, um projeto, uma idéia, e nem sempre a idéia é compreendida pelas pessoas que estão trabalhando numa mesma equipe e nem sempre isto é colocado em prática de uma maneira adequada. Eu acho que esta transposição de uma intenção numa ação, numa atividade, é algo que está contemplado neste plano, porque ele vai permitir que a partir de sua aprovação, quando ele for pactuado com a sociedade brasileira, a geração de documentos para que  possamos ter sua implementação facilitada, inclusive facilitando a coordenação de sua implantação.

A quarta caracteristica é que as metas, apesar de desafiadoras, sejam factíveis. Ontem a deputada Fátima Bezzerra dizia: “ministro, eu acho que o MEC foi conservador nas metas”, o Parlamento quer avançar nas metas, quer propor desafios mais ousados (….)

(….) A quinta característica é que o plano deve contemplar todos os níveis do ensino sem deixar de lado nenhuma etapa do processo educacional (…) O ministro cita como exemplo que 4 das 20 metas do PNE se referem ao educador especial.

A sexta característica é o financiamento que viabilizará os meios para execução deste plano e o atingimento das metas. Nao basta ter um plano ousado, não basta ter metas ambiciosas se a gente não tiver financiamento. Foi mencionado reiteradas vezes que  no Plano Nacional de Educação anterior houve um veto do presidente à parte do financiamento e a educação ficou subfinanciada. Todos nós sentimos na pele quando a Universidade tinha mais de 10 milhões de divida, e vimos o que foi a resistência do movimento docente, das entidades, da comunidade para reverter aquela situação. Agora, no governo Lula em especial, e esperamos que o governo Dilma continue, a gente vê uma nova injeção de recursos.

Quando o governo Lula começou estavamos perto de 4% do PIB e ao final estavamos em 5%. Este 1 ponto percentual representou um grande investimento. Agora  a meta é chegar a 7% do PIB, mas claro, do PIB de uma economia que está crescendo. Ninguém deixou de perceber o quanto a economia brasileira vem crescendo, vem avançando e vai nos próximos anos ocupar um papel ainda de maior destaque no cenário internacional.

Ontem foi falado pela deputada Fátima Bezzerra que todo mundo está usando o número de 10% como algo que talvez seja o ideal, o desejável. Já citaram também os recursos do Pré-sal que deveriam também entrar nesta discussão e fazer parte deste cenário para estabelecermos um novo patamar de investimento na educação.

Por ultimo é a questão do reflexo que este plano nacional terá nos planos estaduais e nos planos municipais, haja visto o apelo que o ministro fez no final de sua fala para que nós, dirigentes das universidades e comunidades universitárias, possamos fazer este diálogo chamando as autoridades estaduais e municipais para que participem e discutam o plano nacional e em seguida os seus reflexos nos planos municipais e estaduais. Haverá inclusive um prazo para que as demais unidades façam o seu planejamento para esta adequação e se alinhem com o plano nacional. Além do que o ministro cita uma lei da responsabilidade educacional. Como a gente já tem uma lei de responsabilidade fiscal, eles estão com uma  proposta de fazer uma lei de responsabilidade educacional. Algo mais perene, que garanta que independente de humores, visões ou concepções ideológicas haja uma continuidade das políticas educacionais.

Para terminar, eu gostaria de dizer que um bom plano de educação que seja resultado da percepção e da visão da sociedade em todos os seus segmentos e estratos vai ser o plano que vai transformar o nosso país.

Zaki Akel Sobrinho – reitor da UFPR

Fotos: Gilson Camargo

assembléia de fundação do museu de periferia do sítio cercado (mupe) – curitiba/pr

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Moradores do bairro Sítio Cercado em Curitiba se reuniram nesta sexta feira, 15 de abril, na sede da Prefeitura Regional do Bairro Novo para realizar a Assembléia de Fundação do Museu de Periferia do Sítio Cercado (MUPE). A ata de fundação contou com mais de 30 assinaturas. Dentre os presentes estavam membros de Associações de Moradores envolvidos com o projeto “Pontos de Memória”, artistas residentes no bairro, representantes da prefeitura e da Fundação Cultural de Curitiba.

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A assembléia deu posse à diretoria do MUPE, formada por (da esquerda para a direita):
Pedro Divino na coordenação financeira, Marcelo Souza Rocha na coordenação geral e Daniel Kravicz como tesoureiro.

O coordenador geral do MUPE, Marcelo Rocha, fez um relato dos principais momentos que consolidaram o processo de instalação do museu. Sua fala foi ilustrada por imagens e textos disponíveis na internet contendo documentação das oficinas de museologia oferecidas aos moradores e da participação de membros do MUPE nos 3 encontros nacionais Teia da Memória” promovidos pelo Instituto Brasileiro de Museus .

link para a página do MUPE

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A Fundação do MUPE confere aos moradores do bairro o instrumento jurídico necessário para a chegada de recursos do governo federal garantindo autonomia administrativa para o primeiro Ponto de Memória da cidade. O processo de sensibilização teve inicio em 2009 através de intercâmbio cultural realizado entre moradores de comunidades do Rio de Janeiro, contadores de histórias dos Museus da Maré e do Museu de Favela e moradores do Sitio Cercado em evento realizado na Associação Nossa Senhora da Luta, no Xapinhal.

Desde então um conjunto de oficinas de museologia vem sendo ministradas periódicamente, sendo que a primeira delas “museu, memória e cidadania” contou com a presença de Mário Chagas, atual Coordenador de Processos Museais do IBRAM. Em  2010 o MUPE promoveu uma série de encontros visando integrar ao Conselho Gestor da instituição representantes das diversas localidades que compõe o Sitio Cercado como: Vila Rio Negro, Coqueiros, Xapinhal, Vila Americana, Campo Serrado, Sambaqui, Bairro Novo A, B e C, Vila Osternack, 23 de Agosto e Parigot de Souza, além de promover atividades para estimular a pesquisa sobre a memória viva do bairro entre os alunos da rede pública de ensino.

Leia a íntegra da entrevista com Mário de Souza Chagas concedida ao Blog Vanhoni em agosto de 2009.

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O evento contou  com uma mostra de acervo do MUPE, organizada por Palmira de Oliveira e Frederico Pinheiro, reunindo imagens coletadas junto aos moradores mais antigos, além de exposições de artistas residentes no bairro, como as pinturas e paisagens do Sr. Paulo e as fotografias de José Paiva, tematizando flores de frutas e verduras que se encontram nas redondezas.

PRINCÍPIOS E OBJETIVOS SOCIAIS DO MUPE:

a) a promoção da cidadania;
b) o cumprimento da função social;
c) a valorização e preservação do patrimônio cultural e ambiental;
d) a valorização da dignidade humana e o respeito aos direitos universais;
e) a universalidade do acesso, o respeito e a valorização à diversidade cultural;
f) repúdio aos preconceitos e discriminações de qualquer natureza, conforme definidos em lei;
g) o intercâmbio institucional;
h) legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, economicidade e a eficiência;
i) respeito à Constituição Federal Brasileira, unidade e soberania do Brasil.

Fotos: Gilson Camargo

Cadernos CEC 2011 – PNE: CONSTRUINDO O FUTURO AGORA!

O Plano Nacional de Educação (PNE) está em debate no Congresso Nacional e estabelece a política educacional para o decênio 2011-2020. O PNE é composto por dez diretrizes e vinte metas. Em 2011 este projeto será debatido amplamente pela sociedade brasileira, e em particular, pela comunidade educacional.

Você pode conhecer o projeto de lei, bem como a legislação citada. A Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados publicou o livreto Ação Parlamentar nº 436, organizado por Márcia Abreu e Marcos Cordiolli, visando facilitar o acesso ao texto em tramitação e ampliar o diálogo com a sociedade. Acesse a publicação e ajude a divulgá-la.

Link para o livreto Ação Parlamentar nº 436 – arquivo pdf

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A educação brasileira passou por uma profunda transformação entre 2002 e 2010. A universalização dos primeiros anos do ensino fundamental foi consolidada. Criou-se a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica ofertando ensino médio para milhares de jovens. O governo federal apresentou a firme disposição de expandir as redes municipais de educação infantil. O atendimento especial e a educação de jovens e adultos foram impulsionados por ações concretas em particular de apoio do governo federal. A educação indígena, de quilombolas e de populações ribeirinhas foi reconhecida com identidades especificas e também focos de atenção especial. Esta nova situação foi possível por que o governo federal, na gestão Lula, decidiu investir efetivamente na educação básica e chamou para si a co-responsabilidade com estados e municípios. Para isto, instituiu o Fundeb, ampliou e qualificou o SAEB e criou o Ideb, além de diversas ações setoriais e específicas. Os professores, força motriz de todo o processo educacional, foram contemplados com o Piso Salarial Profissional Nacional. A educação superior viveu uma verdadeira revolução, com a expansão do setor público (com a ampliação das vagas em universidades federais e a criação dos Institutos Federais) e no setor privado (com a oferta de vagas pelo Prouni). Os novos campi das universidades e institutos federais permitiram a expansão da ciência e tecnologia para diversas regiões desatendidas. Agora, a educação brasileira entra em um novo momento. O Plano Nacional de Educação é expressão desta proposição. Construído a partir da I Conferência Nacional de Educação – CONAE – apresenta proposições concretas para a efetiva universalização de toda a educação básica, com atendimento em crescente da jornada escolar; a grande ampliação da educação superior possibilitando o acesso ao conhecimento, a ciência e a arte por todas as nossas crianças, adolescentes e jovens. Estamos construindo um novo país, com distribuição de renda, com democratização, fortalecimento de nossa identidade nacional e com o reconhecimento de nossa rica e profunda diversidade cultural. O PNE vai ser o instrumento para guiar a educação no processo da construção do Brasil do futuro que estamos realizando hoje.
Angelo Vanhoni – relator da Comissão Especial do Plano Nacional de Educação na Câmara dos Deputados

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A Comissão Especial criada para analisar o Plano Nacional de Educação (PL 8035/10, do Executivo) foi instalada hoje em Brasília com a eleição do presidente, vice-presidente e a indicação do relator para o projeto. O deputado Gastão Vieira (PMDB-MA) presidirá a Comissão e a relatoria ficará a cargo do deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), que terá o papel de analisar a proposta do executivo e acolher as demandas da sociedade civil, além de promover encontros estaduais, ampliar a discussão e popularizar o tema nos quatro cantos do Brasil.

O projeto, que estabelece a política educacional para o decênio 2011-2020 tem como objetivo garantir a qualidade da educação do país e é composto por 10 diretrizes e 20 metas, tais como a previsão de investimento do Produto Interno Bruto, a valorização do professor e a universalização do ensino.

Temos que dar igualdade de oportunidades na educação de forma básica e homogênea em todo o território brasileiro. Para que isso aconteça precisamos que sejam elaborados também os Planos Estaduais e Municipais de Educação. A instalação dos Conselhos é de grande importância para a fiscalização e o cumprimento das metas. Temos muito trabalho pela frente, pois é preciso melhorar a qualidade da educação no Brasil. O PNE traz metas de qualidade. Isso começa com o salário e contratação de professores de educação infantil para garantir o alicerce da educação brasileira.
Angelo Vanhoni




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