produção cultural – depoimento de joão luiz fiani, presidente do sindicato dos empresários e produtores de espetáculos de diversão do estado do paraná (seped)

joaoluizfiani foto gilsoncamargo curitiba05 03 10 produção cultural   depoimento de joão luiz fiani, presidente do sindicato dos empresários e produtores de espetáculos de diversão do estado do paraná (seped)
Da platéia do Teatro Lala Schneider, inaugurado há 15 anos, João Luiz Fiani dirige um dos espaços de maior índice de público da cena teatral curitibana, além de presidir o SEPED, produzir, adaptar, dirigir e atuar em centenas de espetáculos levados na cidade.

“Para nós é um grande orgulho o Angelo ocupar a presidência da Comissão de Educação e Cultura da Câmara. Principalmente porque o Paraná sempre fica relegado a segundo plano nesta área. E de outro lado é uma vitória. O Angelo sempre esteve envolvido com as questões culturais e eu o vejo como uma luz no fim do túnel. Estou orgulhoso e feliz por ser amigo dele e saber que o seu trabalho sempre foi muito sério. Um dos debates que passará por esta Comissão é a Lei Rouanet. Eu vejo ainda este assunto como uma utopia para nós aqui no Paraná. Fazer uso dela é uma situação utópica. Rezo para que o Vanhoni a frente desta Comissão possa fazer com que nós, reles mortais,  possamos ter acesso a este mecanismo. Esta é a nossa expectativa.

Como representante dos produtores de cultura, como presidente do SEPED, acho que a gente ainda sofre muito com a falta de recursos e incentivos. Temos apenas a lei municipal, nada em nível estadual e muito pouco na esfera federal. Com o Vanhoni, temos um aliado de Curiitba e do Paraná. Temos aqui muitos produtores de qualidade, artistas maravilhosos e o que falta realmente é esta projeção e respeito nacional. Mas, este é um importante passo, ter um paranaense sensível à cultura a frente deste processo.

Na época da campanha eleitoral foi falado muito em estadualização da Lei Rouanet, o que para mim é uma grande sacada e poderia ser a salvação da cultura brasileira. Infelizmente pelo que eu soube o eixo Rio-São Paulo foi totalmente contra e, se essa briga não for resolvida mais uma vez ficaremos relegados ao último plano. As grandes empresas preferem investir nos artistas de São Paulo e Rio, que normalmente tem maior visibilidade. Então espero que isso possa ser revertido. Não podemos esquecer que isso foi promessa de campanha e ainda não foi realizada.”

Foto: Gilson Camargo

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