
O Ministro da Cultura da Ucrânia, Vasyl Vovkun, inaugurou monumento em homenagem às vítimas de Holodomor nesta sexta feira, 11/12/2009, no Memorial Ucraniano do Parque Tingui, em Curitiba. A grande fome que dizimou a população da Ucrânia, integrada à URSS nos anos de 1932 e 1933, está sendo reconhecida como genocídio por diversos países do mundo. Holodomor significa morte pela fome, ou ainda “moryty holodom”, morte induzida através da fome.
link para Holodomor na Wikipedia

Interior do Memorial Ucraniano no Parque Tingu.
A solenidade iniciou-se no interior do Memorial, réplica da igreja centenária de São Miguel Arcanjo, em Mallet. Estavam presentes na cerimônia religiosa Dom Efraim Krevey, Bispo Emérito da Igreja Greco-católica, o Arcebispo Dom Geremias Ferens da Igreja Ortodoxa e o Padre Edson Boilo.

Vasyl Vovkun, ministro da cultura da Ucrânia.
Entre os pontos firmados pelo presidente Lula em recente visita a Ucrânia está o reconhecimento do Holodomor como genocídio. O fato foi referendado pela Câmara Federal em setembro passado na aprovação de proposição do deputado paranaense Angelo Vanhoni.
Nos anos de 1932/33, milhares de ucranianos morreram de fome durante o processo de coletivização forçada pelo regime de Stálin. Segundo estimativas atuais do governo ucraniano, o numero de vítimas pode chegar a 10 milhões de pessoas. O episódio permanceu em silêncio durante o governo soviético. Após a independencia da Ucrânia, em 1991, censos e documentos do período passaram a ser revistos. ”A inauguração do momumento mantém viva a memória das vítimas desta tragédia”, afirmou Vitório Sorotiuk, presidente da Representação Central Ucraniana no Paraná.
Por seus indícios a Grande Fome de 1932-1933 é considerada pela Convenção da ONU para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio, de 9 de dezembro de 1948, como um crime de genocídio do povo ucraniano e seu reconhecimento já foi realizado por diversos parlamentos do mundo: Estados Unidos, Canadá, Estônia, Argentina, Austrália, Itália, Hungria, Lituânia, Geórgia e Polônia. Mais do que um ato de solidariedade tardio com o povo ucraniano, é uma manifestação forte em favor da liberdade e contra toda e qualquer tirania.
Angelo Vanhoni
link para requerimento Holodomor na Comissão de Direitos Humanos do Congresso Nacional
link para requerimento Holodomor na Comissão de Educação do Congresso Nacional

Dona Ana Niedzieluk, residente em Curitiba a mais de 60 anos, nasceu em 1920 na Ucrãnia e imigrou para o Brasil em 1947. Ela é uma das testemunhas da fome de 1932, tendo sobrevivido também à II guerra mundial trabalhando na Alemanha no período de 1942-1945.

Membros da comunidade ucraniana, integrantes de grupos folclóricos, líderes religiosos e autoridades em frente à replica da Igreja de São Miguel Arcanjo, no Parque Tinguí. Entre os presentes estavam o Embaixador da Ucrania no Brasil Volovynyr Lacomov, o presidente da Representação Central Ucraniano Brasileira Vitório Sorotiuk, o ministro da Cultura, Vasyl Vovkun, e a Consul Larysa Myronenko.
Fotos: Gilson Camargo
3 Respostas a “inauguração do monumento em memória das vítimas do holodomor – parque tingui – curitiba”
Responda