Arquivo para outubro, 2009

moção de apoio pela pec 150 – 2% do orçamento federal destinado para a cultura

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O deputado federal Angelo Vanhoni está em campanha pela aprovação da PEC 150. Uma moção de apoio à proposta, além do pedido ao Presidente da Câmara Federal, Michel Temer, de inclusão desta pauta na ordem do dia, está sendo levada aos participantes das etapas municipais e estaduais da II Conferência Nacional de Cultura.

“Estamos vivendo um momento histórico para a democracia brasileira: a valorização do ser humano e de sua produção simbólica. O entendimento da cultura como direito de cidadania e a sua inscrição nas prioridades do Estado. O país está amadurecendo na percepção da transversalidade dos investimentos na cultura e do seu reflexo em todos os setores da administração pública. A importância da economia da cultura no desenvolvimento de nossa sociedade, na multiplicação das oportunidades de trabalho e na melhoria da qualidade de vida da população é cada vez mais evidente. O respeito ao legado das diversas tradições que compõem nossa identidade e a expressão subjetiva de cada indivíduo através da arte, além de ser um dever do Estado, exerce uma ação transformadora em diversos setores da sociedade, gera novas perspectivas de sustentabilidade econômica, de distribuição de renda e cria oportunidades de circulação de nossa produção cultural, colocando-a em diálogo com o mundo.

A ampliação dos investimentos no setor cultural para 2% do orçamento do país é a base mínima para que possamos realizar uma política pública de cultura efetiva em todo o territorio nacional. Chegamos a grandes conquistas nos últimos anos do governo Lula, fruto dos debates que vem acontecendo nas conferências em todo o país. No entanto, estas reformas dependem da garantia de recursos para sua realização. Temos pela primeira vez em nossa história um Plano Nacional de Cultura, que estabelece diretrizes e metas a serem atingidas nos próximos dez anos, temos o Sistema Nacional de Cultura, que será votado em breve e normatizará os repasses do governo federal para os estados e municípios, redistribuindo os recursos de forma equitativa sem concentrações e polaridades em nosso extenso território. A reforma da lei Rouanet, qué é o principal instrumento de incentivo à cultura no Brasil, permitirá uma participação maior da sociedade civil na escolha dos projetos, além de possibilitar que os recursos cheguem diretamente aos artistas e produtores culturais através dos fundos setoriais.

Todas estas reformas em nossas políticas culturais necessitam agora de sua participação e de seu apoio. É o momento de toda a sociedade se mobilizar para garantir esta vitória do cidadão brasileiro sobre os imperativos imediatos da vida em pról de sua dignidade maior, que é a expressão de sua alma e a valorização da memória de sua coletividade e de seus ancestrais.

Atualmente os investimentos do governo federal na área da cultura estão fixados em apenas 0.6% da arrecadação nacional. A elevação deste patamar para 2% do orçamento do país, dedicados à preservação, acesso e fomento à cultura é absolutamente necessária para o desenvolvimento de nossa sociedade, para que o Brasil se equipare, em termos de investimentos no setor cultural, aos índices mínimos aceitáveis para os países em desenvolvimento, segundo critérios estabelecidos internacionalmente pela UNESCO.”

link para Plano Nacional de Cultura – pdf
link para PEC150 – doc

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Participe você também desta campanha. Faça o download da Moção de Apoio, imprima, passe aos amigos, conhecidos e entidades. Você pode nos enviar por e-mail para imprensa.depangelovanhoni@gmail.com ou através do correio para o escritório em Curitiba: Rua XV de Novembro, 1234, conj. 402. CEP 80060-000

MOÇÃO DE APOIO PELA PEC 150 – download

Nós, participantes e delegados(as) das Conferências Municipais de Cultura do Estado do Paraná, abaixo-assinado, pedimos ao Presidente da Câmara Federal que insira na ordem do dia a votação da Proposta de Emenda Constitucional 150, que eleva a 2% do orçamento federal, 1,5% do orçamento estadual e 1% do orçamento municipal as verbas destinadas para Cultura. A aprovação da PEC 150 é fundamental para que as políticas públicas de cultura, temas dos nossos debates, possam ser estruturadas e fortalecidas. Cultura na pauta do Brasil. Cultura como um direito de cidadania é o que reivindicamos.

Clique aqui para assinar a Moção “on-line” de Apoio à PEC-150

Fotos: Gilson Camargo

preservação do patrimônio histórico e cultural brasileiro e democratização do acesso à produção artística nacional – incentivo à doação de obras de arte aos acervos dos museus públicos federais

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Hélio Oiticica, um dos artistas brasileiros mais importantes do século 20, em fotografia tirada pelo cineasta Ivan Cardoso. Pelo menos 90% das obras do artista plástico carioca foram destruídas devido a um incêndio na noite de 16/10/2009 no primeiro andar da casa da família, no Jardim Botânico, zona sul do Rio de Janeiro. Lá estavam abrigadas mais de mil peças do acervo do Projeto Hélio Oiticica e nada se salvou. A tragédia provocou grande comoção entre os artistas. Em entrevista à CBN e à Rádio Câmara, o ministro Juca Ferreira e o deputado Angelo Vanhoni falaram sobre a necessidade de legislação específica para a preservação do patrimônio cultural brasileiro e de instrumentos que garantam a democratização do acesso a esta produção.

A Câmara Federal está analisando projetos de lei que garantem maior segurança jurídica às doações filantrópicas no Brasil. O Projeto de Lei 2764/08, do deputado Angelo Vanhoni, que tramita em caráter conclusivo – será analisado pelas comissões de Educação e Cultura, de Finanças e Tributação, e de Constituição, Justiça e Cidadaniapermitirá que contribuintes (entidades e associações) deduzam do Imposto de Renda devido o valor de obras de arte e bens de valor histórico e cultural que forem doados a museus públicos federais. De acordo com a proposta o valor a ser deduzido não poderá ultrapassar a 6% do imposto devido, somando-se também as doações feitas aos fundos da criança e do adolescente, a projetos culturais e ao incentivo a atividades audiovisuais.

Muitos autores que já fazem parte do acervo cultural nacional e grandes expoentes da expressão artística brasileira indispensáveis em nossa formação ainda são inacessíveis à grande maioria. Autores fundamentais no imaginário nacional como Monteiro Lobato, Cecília Meireles, Paulo Leminski e Hélio Oiticica são alguns dos numerosos exemplos em que as dificuldades entre as instituições, editores, familiares e disposições contratuais a respeito do direito sobres as obras não produzem um consenso que viabilize o acesso amplo a esses bens culturais. Isso se reflete também nas artes visuais, onde obras de inegável valor simbólico em nossa cultura estão restritas a coleções particulares sem que haja uma via direta de acesso para o público.

“Se isso acontecer, nós estaremos garantindo um mecanismo institucional de estímulo, de apoio, de fomento para que grande parte desse patrimônio que não está preservado do ponto de vista do Estado, possa estar muito bem cuidado e a disposição da maior parte do público brasileiro, garantindo assim a fruição aos bens culturais que a sociedade brasileira produziu ao longo da sua história.”
Angelo Vanhoni

link para o Projeto de Lei 2764/08
link para a entrevista com o ministro Juca Ferreira, o deputado Angelo Vanhoni e o presidente do IBRAM, José do Nascimento Júnior na Rádio CBN – Rio
link para a entrevista com o deputado Angelo Vanhoni na Rádio Câmara

londrina – palestra na conferência municipal de cultura – teatro zaqueu de melo – 18/10/2009

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A cidade de Londrina realizou a etapa municipal da II Conferência Nacional de Cultura nos dias 16, 17 e 18 de outubro, elegendo delegados para a Conferência Estadual que acontecerá no final de novembro em Campo Mourão. Na solenidade de abertura o prefeito de Londrina, Barbosa Neto, ressaltou a importância dos conselhos em Londrina e deu posse aos novos conselheiros de Cultura. O deputado federal Angelo Vanhoni deu subsídio ao debate sobre os eixos temáticos da conferência falando sobre a atuação do Congresso Nacional na implementação das políticas públicas de cultura, a diversidade cultural do país, a preservação do patrimônio histórico, a reforma da lei Rouanet e a PEC 150, aprovada recentemente pela Comissão Especial da Câmara de Deputados e que eleva para 2% do orçamento da União os recursos destinados à Cultura. Em sua palestra o deputado conclamou a sociedade a se mobilizar para que o aumento da dotação orçamentária seja aprovada no plenário. O Brasil opera com índices inferiores ao patamar mínimo de investimento no setor  indicado pela UNESCO e este é o momento histórico para resgatar a dívida social que o país tem com a cultura.

“É uma grande satisfação estar aqui trazendo informações sobre o que está sendo tratado no Congresso Nacional no que diz respeito às políticas de cultura no Brasil. São subsídios importantes para os eixos que estão sendo discutidos nas conferências municipais e estaduais, e que vão culminar com a II Conferência Nacional de Cultura em março do ano que vem. Este ciclo de encontros e debates que está sendo realizado em todo o país produzirá um documento com o conjunto de sugestões e reflexões da sociedade civil a respeito das políticas de cultura que cada município vem praticando e de indicações e diretrizes para as políticas a serem adotadas nacionalmente.

Na área da cultura muito é preciso ser feito, mas, nós temos dado grandes passos para consolidar aquilo que entendemos que é o papel do Estado em relação às políticas sociais. O Ministério da Cultura tem 15 anos apenas e na Câmara dos Deputados ainda não temos uma comissão permanente de cultura. Temos sim, o que já é de grande importância, uma Comissão de Educação e Cultura, porém, mais de 90% das ações ainda recaem sobre a educação. É dificil para a classe política e para os gestores públicos do país entender a cultura para além daquilo que vulgarmente é qualificado como entretenimento, como se a cultura tocasse apenas uma dimensão do ser humano, que é a diversão e o lazer. A cultura tem que ser entendida para além disso, como elemento fundamental na formação do ser humano. Ela trata da construção de valores, da expressão simbólica de uma comunidade, dos anseios e utopias dos indivíduos. As manifestações literárias, os movimentos músicais, o artesanato, os grupos de folclore, de teatro, de dança, afirmam valores e concepções de mundo, e quando nos elevamos para além da luta diária para suprir as necessidades imediatas, nos deparamos com o que mais importa para o ser humano, que são os seus valores simbólicos. Através das políticas de cultura, nós estamos tratando da identidade profunda das comunidades e dos indivíduos que formam a nossa sociedade.

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O surgimento de uma política pública que identifique as manifestações culturais, que as preserve, que realce e dê destaque a estas manifestações é algo muito recente. O resgate da memória física, do nosso acervo arquitetônico, nossa memória colonial, nossa memória barroca, nossa memória moderna e contemporânea, que expressa a consciência de nosso povo, não era visto como prioridade. Agora, nestes últimos anos, um grande trabalho de preservação da memória e do patrimônio histórico está sendo feito, e também em outras  áreas da cultura, entendendo-a não apenas como entretenimento, mas como força constitutiva das concepções e dos valores de uma sociedade.

Algumas leis fundamentais estão tramitando para que possamos dar um salto de qualidade nas políticas públicas de cultura, que tem o cidadão brasileiro como centro, como um cidadão que tem o direito de se expressar livremente e de fruir os bens culturais que a sociedade constrói. Este é um debate que tem que acontecer na sociedade. É um debate político que já acontece no Parlamento, e que acontece também no interior do governo. A grande maioria dos gestores e da classe política brasileira, no entanto, ainda não entende a cultura como um direito de cidadania. Entende a cultura como um direito menor, relegado ao espetáculo, relegado a uma noção superficial de entretenimento. Nós temos que usar de todas as armas para fazer com que essa mudança de visão aconteça. Se for preciso argumentar que a cultura desenvolve o país economicamente e traz dinheiro, se o fórum de convencimento for esse, nós vamos tomar os argumentos do mercado e demonstrar, por exemplo, que só numa cidade na Itália, só a cidade de Florença é mais frequentada por turistas durante o ano do que o Brasil inteiro no mesmo período. Florença tem aproximadamente 700 mil habitantes e perto de 20 milhões de pessoas a visitam a cada ano. Assim ficará claro como uma cidade pode viver de seu patrimônio cultural, como pode encontrar nele as suas bases econômicas e ter a sua principal riqueza forjada na preservação de sua memória.

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Nós entendemos que o Brasil tem uma dívida social muito grande para com a cultura. Somos perto de 190 milhões de brasileiros, é praticamente um continente o país em que nós vivemos e temos uma formação cultural muito diversa. Eu, pelo menos, não conheço similar no planeta. Nós temos a influência e a tradição viva dos povos indígenas em quase todo o território nacional. Algumas tribos preservam hábitos do período paleolítico e do neolítico e vivem na floresta sem serem extrativistas, são catadores, integrados ao meio ambiente. São comunidades que merecem especial atenção, pois, praticamente não tiveram contato com a sociedade contemporânea. Nós temos também a presença dos portugueses no início de nossa formação, depois a tradição africana, e do século 19 para cá, uma forte imigração de diversos povos europeus e asiáticos. Nós temos no Brasil mais libaneses do que no Líbano! Temos uma forte presença de alemães no sul do país e também no estado do Espírito Santo. Temos a presença dos eslavos. Mais de 90% dos eslavos que saíram da Ásia e da Europa central vieram para a América do Sul e estão no Paraná, na cidade de Curitiba e na Regiao Sul do nosso estado. São poloneses, ucranianos e uma pequena parcela de russos, notadamente na cidade de Ponta Grossa. Uma cultura viva, influenciando a comida, o folclore, a dança e os costumes destas localidades. Tem regiões no Paraná onde os jovens na rua falam ucraniano ou polonês. Mantém a língua transmitida pelos seus avós e que hoje não é mais falada no seu país de origem, ou guarda diferenças importantes, de valor histórico, pois é um dialeto que não sofreu quase mudanças em mais de 100 anos! Esse conjunto de tradições formam a nossa riqueza cultural, são um depoimento de que estas comunidades puderam preservar os seus costumes e que algumas delas mantiveram-se praticamente intactas, formando um patrimônio cultural de interesse para o mundo.

Temos que dar os parabéns ao presidente Lula pelos avanços e pelo apoio que ele tem dado às iniciativas na área da cultura. No início de seu governo, a verba estipulada no orçamento para a cultura era de 0.2%. Nós aumentamos este índice para 0.6%, Gastavamos 200 milhões na lei Rouanet em 2003 e passamos para 1 bilhão e 300 mil em 2008. Estamos com uma boa política na área da leitura, temos também uma política de preservação do patrimônio histórico, que está muito melhor. O IPHAN está tabalhando em todo o Brasil. Está resgatando o barroco mineiro, no Nordeste está recuperando as igrejas, no Recife, em Olinda os prédios históricos, estamos intervindo no Rio de Janeiro para fazer o resgate dos casaríos. Em São Paulo a mesma coisa. Aqui no estado do Paraná estamos fazendo o restauro das igrejas de madeira, que são uma obra de arte que os poloneses e ucranianos fizeram no interior do estado. Tem uma igreja em Mallet que tem 113 anos, foi construída em cima de uma montanha, em madeira de imbúia, feita pelos colonos, só de encaixe. É uma arquitetura que não existe mais hoje, não tem pregos. É uma obra de arte! A Regiao Sul do Paraná tem mais de 70 igrejas, uma mais linda que a outra. O ministro da cultura veio conhecê-las este ano e mais de 2 milhões de Reais estão sendo investidos nas obras de restauro.

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A lei Rouanet, que foi criada há 17 anos atrás é uma lei que tem por finalidade  incentivar a cultura lá na ponta, fomentar as manifestações culturais no Brasil e a produção artística. Só que com o passar do tempo surgiram distorções e nós temos hoje o seguinte diagnóstico: no ano passado a lei Rouanet operou com 1 bilhão e 300 milhoes de Reais. 80% desse dinheiro foi gasto no eixo Rio – São Paulo e apenas 3% dos projetos que foram aprovados pela lei Rouanet foram responsáveis por 80% do montante do recurso. As verbas da lei Rouanet dão desconto integral à empresa patrocinadora no imposto de renda, ou seja, a empresa não entra com recurso próprio, é dinheiro do governo! Então, a lei teria por objetivo fazer com que uma indústria de pequeno e médio porte pudesse financiar a cultura e todo ano dar 200 ou 300 mil Reais para projetos culturais. Só que isso não está acontecendo. 80% do dinheiro vem das empresas públicas, das estatais, e a inciativa privada participa muito pouco, com apenas 20 % do que é gasto com a lei Rouanet no Brasil inteiro, e a gente vai perceber que a iniciativa privada, quando participa, também está concentrada no eixo Rio – São Paulo.

Outra coisa que observamos na lei Rouanet: muitos dos grandes projetos que são aprovados tem a possibilidade de sucesso e viabilidade econômica por conta própria,  não precisariam de subvenção. Por exemplo, um show de um grande nome da música popular brasileira que já tem seu público cativo, que é conhecido nacionalmente. São shows que tem um forte apelo de mercado e os produtores destes eventos estão ganhando duplamente, com o fomento da lei Rouanet e com a bilheteria! O objetivo da lei Rouanet, que é o de incentivar a cultura no país abrindo perspectivas a todos, não só no eixo Rio – São Paulo, e não somente aos nomes consagrados, não está sendo cumprido. Os percentuais são muitos discrepantes em relação a distribuição dos recursos no territorio nacional.

Precisamos ter uma indústria de cultura forte, para colocar o nosso produto cultural interagindo com o resto do planeta.  Queremos que os nossos artistas possam ter espaço e dialoguem com a cultura mundial, com a Ásia, com a Europa, com a América do Norte, com a América Central, com a América do Sul. Para isto a lei Rouanet precisa ser reformulada, ajustando algumas distorções. A proposta de reformulação da lei não foi ainda para o congresso nacional, mas deve ir em breve. A proposta do Ministério recebeu mais de 2 mil sugestões durante o período de consulta pública e muitas delas foram incorporadas.

Quais são estas mudanças? Democratizar a lei, distribuir mais o recurso para fomentar a cultura nas diversas regiões do país, construir novos fundos de cultura, os fundos setoriais, que serão cinco. Fazer com que grande parte dos recursos estejam nestes fundos e os produtores culturais possam inscrever os projetos nos fundos para uma comissão que vai analizar técnicamente estes projetos. Aqueles que tiverem aprovação serão premiados e terão acesso direto aos recursos dos fundos. As comissões serão paritárias, sempre garantindo a participação da sociedade civil com as suas entidades e os seus representantes na avaliação técnica dos projetos.

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Outra lei importante que aprovamos agora na Comissão Especial destina um dinheiro fixo no orçamento da União para a cultura, a PEC 150, que já está pronta para ir para o plenário. É hora dos artistas, dos produtores culturais e da sociedade como um todo se mobilizarem para garantir esse avanço. Hoje em dia o recurso para a cultura praticamente não existe. É muito inferior aos índices mínimos aceitáveis.  São apenas 0.6% do orçamento nacional, ou seja, de cada 100 mil Reais que o governo arrecada apenas 600 Reais vão para a cultura. É muito pouco! Esse é o recurso que o Ministério tem para a cultura. Com o Brasil, enorme como é, tão diverso e rico culturalmente, o recurso é muito pequeno! Nós não estamos dando conta de registrar tudo isso, não estamos podendo apoiar as manifestações culturais, não estamos fomentando a produção como deveríamos e estamos perdendo o que temos de mais sagrado, que são os nossos valores simbólicos, o sentimento de pertencimento a uma comunidade e a uma região. Nossa luta é para aprovar que no mínimo 2% do orçamento da Uniao seja destinado à cultura. Isto elevaria os nossos recursos para um patamar  que possibilite a efetividade de uma política cultural para o país inteiro. Mas, alcançar esta meta não é fácil. O Ministério do Planejamento tem resistência, o Ministério da Fazenda tem resistência. O presidente da republica topa, mas daí vem o técnico da fazenda e diz que não dá. Eu imagino o que um secretário de cultura de um municipio passa quando solicita recursos para a sua área. Não é nem o prefeito que se opõe, mas, chega o secretario de educação e diz que precisa de verba para construir uma escola, o secretário de saúde diz que precisa ampliar aquele posto, o pessoal das obras diz que tem uma ponte que precisa ser constrída em regime de urgência. Ou seja, para nós que lutamos pela cultura, se a gente nao estiver muito convencido de que a cultura é tao importante quanto a educação, que nós temos, de fato, que aumentar aquele posto de saúde, mas temos também que incentivar a cultura na comunidade, nós não conseguiremos reverter este quadro. Porque se a comunidade estiver mais contente, se tiver mais afirmação de sua identidade, vai ter menos violência, vai ter menos doenças, vai ter mais possibilidades de se envolver com as políticas da prefeitura, do estado e do país, e poderá participar mais ativamente do processo de transformação social.

Nós, que somos militantes na área da cultura, temos o dever de fazer a defesa da importância da cultura como forma de expressão dos valores simbólicos humanos em igualdade de condições com as outras áreas, demonstrando que os investimentos em cultura refletem também na saúde, na segurança pública, na educação e nos demais setores da administração pública. Precisamos evidenciar o seu caráter interdisciplinar e transversal para que se perceba que a cultura não subtrai recursos de outros setores. Muito pelo contrário, os complementa e possibilita que os benefícios cheguem à sociedade de uma forma mais abrangente. Este entendimento já é consenso nos debates internacionais e o Brasil não pode ficar atrás. Multiplicar as oportunidades de convívio estético, de partilhamento de um espirito comum, de representação das questões da existência é fundamental para a saúde de uma coletividade.

Vejam um exemplo de como a cultura pode agir de forma transformadora em relação à segurança pública, interferindo para melhorar as condições de vida e de cidadania em áreas de alto risco social. A Colômbia, há 20 anos atrás tinha as cidades mais violentas do mundo. Cartagena, Bogotá e Medelin, cidades marcadas pelo tráfico de drogas. A Colômbia adotou então uma política fantástica do livro e da leitura. Bibliotecas, que hoje são exemplares para o mundo foram construídas e instaladas justamente nas antigas favelas e bairros pobres de Medelin. A partir disso os índices de violência nestas cidades diminuiram muito, os bairros mais reclusos começaram a atrair o interesse da comunidade em geral pela excelência de seus aparelhos culturais e através do convívio cultural o paradigma de risco gradualmente se transformou. Hoje o Brasil vai para Colômbia olhar a experiência que eles tiveram para aprender e trazer para o nosso país. O programa que nós estamos discutindo do livro e leitura já foi discutido no Brasil a 20 anos atrás, mas, não foi colocado em prática. A Colômbia colocou em prática um programa muito parecido, com as mesmas ideias que tinhamos e teve um enorme sucesso nos resultados.

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Precisamos defender verbas para a nossa área, porque se a gente não garantir esse percentual mínimo de 2%, nós não teremos como fazer uma política de cultura efetiva em nível nacional, estimulando os valores que o Brasil tem, estimulando os jovens para que desenvolvam cada vez mais os hábitos da leitura e da escrita, trazendo fomento para as artes, a dança, a expressão corporal, o teatro, as artes plásticas, a performance, a fotografia, o cinema e as novas plataformas digitais. Precisamos garantir a democratização das possibilidades de expressão cultural que as novas plataformas digitais estão trazendo para o mundo. Hoje é possível fazer um pequeno filme num aparelho de telefone. Você pode se comunicar com qualquer parte do mundo, pode escrever um poema e publicá-lo de maneira que ele possa ser acessado no planeta inteiro. As possibilidades de expressão e comunicação do ser humano se multiplicaram e não é possível que a gente esteja se relacionando com este grau de intensidade de transformação pelo qual o mundo está passando e tenha as dificuldades e entraves que enfrentamos no Brasil ao nao ter garantidos os recursos para fomentar uma política pública de cultura em todo o território nacional. Nós aprovamos a pec 150 que aumenta para 2% do orçamento da União os recursos destinados à cultura. 1.5% para os estados e 1% para os municípios. Este é o patamar minimo, nao é o patamar máximo, que deveria ser muito maior. É uma recomendação da UNESCO para países em desenvolvimento. Não é um número que tiramos da nossa cabeça, é apenas um reajuste que busca equiparar o Brasil aos índices estabelecidos internacionalmente. Por isso é uma luta de todos nós, garantindo um direito de cidadania.

Aprovamos o Plano Nacional de Cultura que vem sendo debatido com a sociedade a mais de três anos e que já vem orientando as políticas públicas do governo. Estamos caminhando em sintonia com as indicações da sociedade no Congresso Nacional, e vamos discutir agora o Sistema Nacional de Cultura – SNC. Recentemente tivemos uma palestra em Curitiba, na Secretaria de Cultura do Estado, com representantes do Ministério, expondo a estrutura de funcionamento do SNC e convocando todos os municípios do Paraná a realizarem suas confêrencias de cultura e participarem do debate nacional. O Sistema Nacional de Cultura é uma lei que prevê as diretrizes e os mecanismos de colaboração entre as três esferas de governo. Nós vamos ter uma ampliação do Fundo Nacional de Cultura e para que os recursos possam ser repassados para os estados e para os municípios temos que ter um sistema nacional votado, que organize e disicipline a relação entre a união, os estados e os municípios. Hoje esta lei ainda não existe. Será um grande avanço. Nós estamos construindo isso agora. Obrigado pela atenção. Desejo a todos uma boa confêrencia.”

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Fotos: Gilson Camargo

londrina – visita à prefeitura – oportunidades de trabalho ao portador de necessidades especiais

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O deputado federal Angelo Vanhoni em visita a Cidade de Londrina, reuniu-se com o prefeito Barbosa Neto e comprometeu-se em buscar recursos federais aos projetos e demandas da cidade. Durante o encontro, Paulo Lima, presidente da Adefil (Associação dos Deficientes Físicos de Londrina) trouxe as reivindicações dos portadores de necessidades especiais e da entidade que ele representa. Dentre as solicitações mais urgentes está a aquisição de uma sede.

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O deputado se dispôs a ajudar no que for possível, juntamente com a prefeitura para solucionar a questão e falou sobre as medidas que estão sendo tomadas no sentido de ampliar as oportunidades de trabalho aos portadores de necessidades especiais.

“Muitas vezes os portadores de necessidades especiais são preteridos porque no local de trabalho não há estrutura adequada para recebê-los. Porém, esta realidade está mudando, temos avançado nas políticas voltadas para a sua real inserção na vida social e no mundo do trabalho.“

Desde 2007, no Estado do Paraná, comprar equipamentos e aparelhos destinados aos deficientes físicos, auditivos e visuais ficou mais barato. O Governador Requião aderiu ao convênio proposto pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ), que estabelece isenção do ICMS na compra desses equipamentos. O texto prevê que equipamentos como veículos automotores adaptados e plataformas de elevação para cadeira de rodas, além daqueles destinados aos portadores de deficiência visual e auditiva, contenham isenção do ICMS de 18%. Assim, a diferença é repassada ao preço final de venda estimulando sua instalação nos equipamentos urbanos, escolas, órgãos públicos e empresas. A proposta foi apresentada por Vanhoni quando deputado estadual, e agora, como deputado federal, sugeriu ao CONFAZ a ampliação deste subsídio para todo o território nacional, isentando também as operações interestaduais.

link para a proposta apresentada ao CONFAZ

Outro projeto que dará condições de inserção do portador de necessidade especial no mundo do trabalho é o que propõe a isenção de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) aos veículos adquiridos por pessoas jurídicas de direito público ou privado. Desde que para fins de utilização profissional por pessoas portadoras de deficiência ou reabilitadas e especialmente adaptadas para este fim.

Link para a íntegra do projeto de Angelo Vanhoni.

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Angelo Vanhoni, Paulo Lima e Barbosa Neto fizeram a inauguração simbólica do recém instalado elevador destinado aos portadores de necessidades especiais na sede da prefeitura.

Fotos: Gilson Camargo

abertura das inscrições para o ifet (instituto federal de educação tecnológica) irati / pr

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A cidade de Irati, neste dia do professor, 15/10/2009, deu um passo importante para o seu desenvolvimento educacional e econômico: a abertura do edital para o teste seletivo às 120 vagas oferecidas pelo IFET – Instituto Federal de Educação Tecnológica. Os três primeiros cursos disponibilizados pelo Instituto são: Agroecologia, Informática e Vestuário. Entre as 152 novas escolas técnicas criadas no 2º mandato do Presidente Lula, uma delas é a de Irati.

O processo para a sua instalação começou em 2007, quando o prefeito Sergio Stoklos buscou uma parceria junto a Universidade Federal do Paraná (UFPR) para estruturar cursos profissionalizantes. Através do contato estabelecido com o então reitor da instituição, Carlos Augusto Moreira Júnior, com o diretor da Escola Técnica da UFPR, Alí­pio Santos Leal Neto e com os deputados Angelo Vanhoni e Felipe Lucas, o municí­pio foi incluí­do no projeto do governo federal de expansão do ensino profissionalizante no paí­s.

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Sergio Stoklos abriu a solenidade falando também em nome da vice prefeita Marisa Lucas e fez uma saudação especial às crianças e aos professores.

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“A cidade de Irati é muito importante para o estado do Paraná. Uma cidade pólo de uma região que precisa de desenvolvimento econômico e precisa de apoio do governo estadual e do governo federal. É neste sentido que temos concentrado nossos esforços.

Quando o governo federal anunciou a criação de 150 escolas técnicas no Brasil e pegamos a lista das cidades que iriam ser contempladas, percebemos que Irati não havia sido incluída. Foi ai que começamos nossa luta junto ao Ministério da Educação para trazer um IFET para cá. A primeira pessoa com quem fomos conversar foi com o Alípio Leal, que na época era reitor da Escola Técnica da Universidade Federal do Paraná, e depois com outros setores do governo federal e do governo estadual, até chegarmos aqui, no dia de hoje, que culminou, para alegria nossa, na abertura das inscrições numa data muito especial, o Dia do Professor e da Professora.

A partir de hoje a população da cidade poderá se inscrever nos primeiros três cursos técnicos que terão início no mês de março de 2010. Esta data não vai sair da memória da cidade. Já temos aqui a Unicentro, que está com sua estrutura sendo recuperada e agora o IFET, que vai ajudar o jovem a ter uma profissão e entrar no mercado de trabalho. A existencia de um centro tecnológico instalado numa região como esta, que precisa se desenvolver e ajudar a juventude a ter perspectiva de uma educação profissionalizante é de uma importância extraordinária. Mais extraordinário ainda é o impacto que vai trazer no desenvolvimento de Irati.

Aqui perto, na cidade de Pato Branco, muitos pais tinham que mandar seus filhos estudarem em Curitiba ou em Santa Catarina. Há vinte anos atrás foi instalado um CEFET – Centro Federal de Ensino Técnico – e hoje Pato Branco é um pólo de atração de indústrias e uma cidade com grande desenvolvimento econômico. A escola transformou a região. É este caminho que Irati vem perseguindo. O desenvolvimento que falamos é aquele que atinge diretamente a vida das pessoas, e para isso há três setores nos quais que o governo federal está concentrando suas ações. Na saúde, porque sem saúde, nós seres humanos não podemos cumprir com a finalidade da nossa existência. Na geração de emprego, pois sem trabalho, perdemos a dignidade, e na educação, sem a qual não há perspectiva de um futuro melhor.

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Vanhoni e o deputado estadual Felipe Lucas.

Mesmo num cenário de crise, em que países como a Rússia e outros tantos da Europa estão com taxas negativas de crescimento, o Brasil vai crescer um ponto positivo este ano. É o único grande país, junto com a China e a India, que irá crescer em sua economia! Nós batemos o recorde de trabalhadores com carteira assinada, a questão social vem sendo gradualmente resolvida e o paradigma de acesso à educação está se transformando. Há sete anos atrás tinhamos apenas 67 escolas técnicas no Brasil. No primeiro mandato do governo Lula, mais 68 foram criadas. Até 2010 estaremos entregando 152 novas escolas técnicas. E uma delas está aqui, em Irati.

Ontem, na câmara dos deputados, aprovamos um projeto que tem um alcance enorme para mudar o perfil da nossa sociedade: o Vale Cultura, que será um cartão magnético no valor de 50 Reais para ser gasto exclusivamente em cultura. Pela primeira vez em nossa história o governo criou um instrumento que visa garantir o acesso aos bens culturais para que pelo menos uma ou duas vezes por mês o trabalhador possa ir ao teatro, ao cinema, comprar um novo livro e ter esse direito assegurado independente de suas outras despesas. Nós aprovamos também, neste mesmo projeto, que sejam incluídos os funcionários públicos entre os beneficiados, porque estamos pensando nos 2 milhões e 500 mil professores que temos no Brasil. É um investimento na atualização cultural do professor e assim ele poderá fazer o mesmo com os seus alunos. Temos que incentivar nossos professores que são a força propulsora do desenvolvimento cultural do país, para que eles possam acompanhar a produção simbólica contemporânea e integrar estes conteúdos em suas reflexões.

Por último, quero destacar duas pessoas que tiveram um papel importante nesta luta pelo IFET aqui em Irati. Em primeiro lugar, o prefeito Sergio Stoklos, por sua responsabilidade sobre a cidade, e o deputado Felipe Lucas. Ele foi incansável para que esse empreendimento educacional se tornasse realidade. Um abraço a vocês e muito obrigado a todos.”

Angelo Vanhoni

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Alípio Santos Leal, reitor do IFET, em sua fala na solenidade realizada em frente a sede da Prefeitura de Irati.

“Estes serão os primeiros de muitos cursos que virão. Não só de nível técnico, mas também de formação inicial continuada para trabalhadores, independentemente do nível de escolaridade e a formação e qualificação dos professores da rede municipal e estadual. Nós vamos fazer o Instituto Federal do Paraná junto com a Prefeitura, representantes da Câmara, Assembléia e do Congresso Federal. Vocês me deram uma surpresa muito grande com esta mobilização toda na cidade. Parabéns e obrigado.”

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O imóvel situado na Vila Matilde, com uma área construída de mais de 1.000 m2, sediará o novo instituto. O projeto de cessão do terreno foi aprovado e autorizado pela Câmara Municipal.

Inscrições e informações no site do Instituto Federal do Paraná.

Fotos: Gilson Camargo

vale cultura aprovado na câmara federal – 14/10/09

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Uma grande vitória para a democratização do acesso a produção cultural no Brasil ocorreu nesta quarta-feira, 14/10/2009. Foi aprovado na Câmara Federal o Projeto de Lei que cria o Vale Cultura. No valor de 50 Reais, o vale será destinado ao consumo de serviços ou produtos culturais pelos trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos e será distribuído pelas empresas que aderirem ao Programa Cultura do Trabalhador.

Emendas importantes alteraram a proposta inicial do projeto de lei no relatório apresentado pela deputada Manoela d`Ávila (PCdoB-RS), entre elas, a extensão dos benefícios para os funcionários públicos, que antes não estavam incluídos. Para o deputado Angelo Vanhoni, que encaminhou a discussão desta alteração, “O projeto é grandioso e um marco na história da cultura brasileira. É o primeiro instrumento de democratização do acesso aos bens culturais e a inclusão dos professores do ensino público aprimorou ainda mais a proposta, pois, garante a transversalidade entre a educação e a cultura. É uma contribuição essencial para a atualização dos seus conhecimentos e para a melhoria da qualidade do ensino.” Além dos funcionários públicos também foram incluídos no programa os portadores de necessidades especiais e os aposentados.

A iniciativa poderá injetar R$ 7,2 bilhões por ano no mercado cultural do país. O benefício é optativo e os trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos terão descontados nos seus vencimentos apenas 10% do valor do vale (5 Reais). O Vale Cultura funcionará por meio de cartão magnético ou de papel. Trabalhadores que recebem mais do que cinco salários mínimos também poderão ter acesso ao programa, mas, apenas quando todos aqueles com faixa salarial mais baixa já houverem sido contemplados dentro da empresa. Neste caso, o desconto no salário irá variar entre 20% a 90%  do valor do vale.

Pela proposta aprovada, será dada permissão aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios que concedam o Vale-Cultura nos termos das leis específicas de cada um deles. O projeto segue agora para votação no Senado Federal.

link para matéria na página do Ministério da Cultura
link para o texto integral do Vale Cultura – Projeto de Lei

museu da cerâmica – preservação do conhecimento e das técnicas de manufatura em campo largo / pr

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O prefeito de Campo Largo, Edson Basso e o Sr. Alberto Augusto nas instalações da Cerâmica Rio Branco.

A cidade de Campo Largo tem uma tradição de mais de 130 anos. No final do século 19 vieram para cá muitos italianos, poloneses, alemães e portugueses, que ao construirem a cidade partilhando seus conhecimentos, suas práticas culturais e tecnologias, desenvolveram manufaturas de uma qualidade excepcional. O processo industrial da cerãmica está muito presente na formação social da cidade, no número de trabalhadores que se dedicaram a esta atividade, na riqueza produzida ao longo dos anos para a economia local e na importãncia da memória fabril, que se confunde com a memória de inúmeras gerações.

O Museu da Cerâmica é um museu temático que praticamente já está pronto. A fábrica, fundada a mais de 50 anos por Alberto Augusto e sua familia, mantém intactas todas as peças e equipamentos utilizados no processo de fabricação. É um projeto muito importante para a cidade e o governo federal tem um programa que pode apoiar na criação do museu. Nós entraremos em contato com a direção do Instituto Nacional de Museus, em Brasília, encaminhando uma solicitação para que os técnicos do IBRAM venham à Campo Largo e nos orientem nos procedimentos necessários. Vamos começar a discutir com a prefeitura a possibilidade de fazer um acordo entre o governo federal, estadual e municipal para trazer mais este benefício para a cidade na área da cultura: o da preservação da memória, da valorização dos conhecimentos reunidos nesta manufatura tão importante para a sociedade, sobretudo numa cidade que tem toda essa tradição em cerâmica, que é a capital nacional da louça e tem sua produção exportada para diversos paises do mundo.
O Museu da Cerâmica pode resgatar a história da produção da louça no município, além de contribuir no processo educacional dos jovens. Podemos incluir no projeto oficinas permanentes sobre o manuseio com a cerâmica, fazer demonstrações práticas aos turistas, entre outras possibilidades.”
Angelo Vanhoni

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Alberto Augusto, dedicação ao ofício de ceramista durante 50 anos.

Em dezembro de 1955 começava a funcionar em Campo Largo a Cerâmica Rio Branco, tendo a frente Seu Alberto Augusto, hoje com 89 anos. Fruto de sua experiência anterior no setor cerâmico, ele e seu irmão Albino Augusto, enquanto trabalharam em fábricas como a Cerâmica Aurora, foram planejando o sonho do negócio próprio. O primeiro forno foi construído no período da noite, em que Alberto não estava trabalhando. O segundo forno, utilizado para a queima do esmalte, foi construído em 1956, no primeiro ano de funcionamento da Rio Branco. Cerca de 20 anos mais tarde, esses mesmos fornos foram reconstruídos para ampliação da capacidade.

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Boca de forno a lenha para queima da argila.

Anos de trabalho, investimento e retorno, não só para a família, mas, para a cidade de Campo Largo, conhecida hoje como um dos principais pólos ceramistas nacionais. Seu Alberto conta que diariamente, nos 40 anos de existência da Cerâmica Rio Branco, eram produzidas de 1800 a 2000 peças. Desde 1998 as máquinas pararam de funcionar e lá Seu Alberto, juntamente com o genro Balduino Vidal, (ex funcionário da fábrica, de 1977 a 1983) guardam e conservam o maquinário antigo, fornos e até amostras de louças fabricadas. O espaço agora integra o projeto para virar o Museu da Cerâmica.

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Os visitantes percorreram a antiga fábrica conhecendo suas instalações, ouviram a história relatada pelo próprio fundador e ao final firmaram a parceria. Para Balduino Vidal, que foi o responsável, durante a visita, em dar todas as explicações sobre o processo da produção das louças, “fazer o Museu é a forma desta história ficar guardada para sempre na cidade.”

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A Cerâmica Rio Branco produziu durante 44 anos. Fabricava louças e utensílios, além de estatuetas e objetos de devoção para as igrejas da região.

A proxima etapa para a criação do museu  se dará  através de uma visita técnica do IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus) para avaliação do local e o início da elaboração do projeto. A articulação junto ao Ibram é compromisso assumido por este mandato que,  com o prefeito Edson Basso, dará início aos trâmites jurídicos da cessão da propriedade para a prefeitura.

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Visão externa da fábrica, fechada desde 1998. Equipamentos intactos e história mantida.

Fotos: Gilson Camargo

comunidade santa cruz – distrito de três córregos – campo largo/pr – 11/10/09 – incentivo a agricultura familiar

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Vanhoni participou da festividade na comunidade de Santa Cruz a convite da prefeitura de Campo Largo e conversou com as lideranças presentes na entrega de benefícios ao interior do município.

O Prefeito de Campo Largo Edson Basso entregou na tarde do último domingo, 11/10, na localidade de Santa Cruz, distrito de Três Córregos, um trator e duas novas ambulâncias. O ato ocorreu durante as festividades locais e reuniu cerca de 200 pessoas. Os veículos são destinados exclusivamente para atender as comunidades do interior do município. A nova máquina agrícola passa a integrar a frota do programa Patrulha Rural Mecanizada, que atende a pequena agricultura familiar local. O investimento de quase R$ 100 mil foi possível através de uma emenda parlamentar do deputado Angelo Vanhoni. Os recursos são do Governo Federal, com contrapartida do município. O prefeito ainda enfatizou a reforma e ampliação do posto de saúde da localidade de São Pedro, no distrito de São Silvestre. Na obra serão investidos 60 mil Reais.

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Edson Basso, prefeito de Campo Largo, no ato de entrega do maquinário à Patrulha Mecanizada, na comunidade de Santa Cruz.

“Esse trator vai garantir a ampliação do serviço da Patrulha Rural Mecanizada para atender aos pequenos produtores na comunidade de Santa Cruz dos Tres Córregos. O nosso município tem uma área rural muito extensa e os equipamentos que nós temos são tratores já bem antigos, que demandam um grande investimento em manutenção e tambem há dificuldade em atender a toda demanda que a gente tem. Com a entrega desse trator para o município nós vamos conseguir atender melhor os pequenos produtores. É um trator de 106 cavalos, com grande potência, e a nossa região lá do interior município, Três Corrégos, São Silvestre, São Pedro e Palmital, são de um terreno dobrado, de relevo diferenciado e com um trator pequeno não conseguimos atender com qualidade o nosso produtor. Esse equipamento que está vindo tem capacidade de arar um alqueire de terra em torno de 3 horas. Quase 24 mil metros quadrados! Isso sem duvida é um grande benefício para o município e para os agricultores locais.”
Lino Petry
- secretário municipal de Desenvolvimento Rural de Campo Largo

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Lino Petry, Edson Basso, vereador Julião e Angelo Vanhoni.

“Campo Largo é uma cidade que tem um papel importante no desenvolvimento do nosso estado, é um polo industrial e também um polo que preserva nossas tradições mais profundas, fruto da onda migratória de poloneses, alemães e italianos que vieram para o Brasil no final do século 19. É uma grande satisfação estar aqui. Eu tenho acompanhado a administração do prefeito Edson Basso. Ele tem sabido combinar o desenvolvimento urbano com as questões socias e se preocupado de uma maneira muito correta com a agricultura, a educação e a saúde. Ele entrou em contato comigo em Brasilia e solicitou a nossa intervenção para comprar as máquinas necessárias para o desenvolvimento da agricultura no interior do município. A primeira está chegando hoje, a que o secretário Lino Petry fez referência e que vai impulsionar o pequeno agricultor, principalmente aquele que não tem recursos para alugar o maquinário a preços de mercado. Temos um município grande com uma agricultura orgânica de qualidade e uma agricultra familiar essencial para a região metropolitana. A cidade pode contar com o nosso apoio nesses anos em que estivermos no Congresso Nacional. Faço isso com a maior dedicação, a maior vontade e tenho aqui muitos amigos. Para mim, vir à Campo Largo e poder ajudar no desenvolvimento dos programas que o governo Lula está fazendo com os municípios é uma satisfação e uma honra.”
Angelo Vanhoni

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Posto dos Correios no distrito de Três Córregos. Contato para telefonia e postagem na região.

Os moradores da localidade tem problemas com o precário sistema de telecomunicações. Segundo eles, existem poucos telefones públicos: “Se você precisa ligar num caso de emergência tem que andar muitos quilômetros e o telefone quase sempre está com problemas”, afirma um morador. A única operadora de telefonia celular com sinal abrangente na região pretende desativar as transmissões. “Vamos exigir junto a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) que acompanhe o caso e garanta o atendimento à esta comunidade. É vergonhoso que aqui, bem perto de Curitiba, ainda tenhamos comunidades sem acesso a telefonia”, declarou o parlamentar.

Fotos: Gilson Camargo

entrevista à rádio comunitária onda livre – campo largo/pr

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Lino Petry, Carlos Andrade e
Angelo Vanhoni, durante entrevista concedida a Célio Vigilato.

A Rádio Onda Livre de Campo Largo entrevistou o deputado Angelo Vanhoni nesta sexta feira 09/10/2009, em diálogo com Carlos Andrade, secretário municipal de Assuntos Estratégicos, representando o prefeito Edson Basso, e Lino Petry, secretário municipal de Desenvolvimento Rural. Os entrevistados anunciaram  a chegada de benefícios para as familias que moram no interior do município, em evento que acontecerá neste domingo, 11 de outubro, as 14h, durante tradicional festa na localidade de Santa Cruz, no distrito de Três Córregos.

O prefeito Edson Basso fará a entrega de um trator  que será utilizado em atendimento às demandas dos produtores locais. O programa é um incentivo ao pequeno agricultor, que pagará  uma taxa de cerca da metade do valor cobrado por empresas especializadas pela hora de trabalho, para ter acesso ao maquinário agrícola. O veículo foi adquirido com recursos do governo federal através de uma emenda parlamentar do deputado federal Angelo Vanhoni, que garantiu ao município um recurso de aproximadamente 100 mil Reais. O dinheiro está sendo disponibilizado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural para a compra do trator e de mais duas grades de arado. Dentre as melhorias anunciadas pela prefeitura estão a ampliação da Unidade Básica de Saúde na localidade de São Pedro e a compra de duas novas ambulâncias. Os veículos substituirão as antigas unidades móveis usadas para transporte de pacientes e beneficiarão os Distritos de Três Córregos e São Silvestre.

Durante a entrevista foram discutidos acontecimentos estruturais para a cidade, como o perdão da dívida do município de Campo Largo com o Estado do Paraná,  projeto que está sendo encaminhado à Assembléia Legislativa por iniciativa do governador Roberto Requião, e o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) para a agricultura familiar, do governo federal, que vai garantir um preço mínimo para a compra da produção de alimentos, incentivando o pequeno agricultor.

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Fotos: Gilson Camargo




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