
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente – Ibama, em exposição educativa, espalhou pelas esquinas do calçadão da Rua XV de Novembro, em Curitiba, 10 troncos de árvores com aproximadamente 1,3 metro de altura por 1 metro de diâmetro. Em cada estação, voluntários explicam para a população dados sobre a floresta e as principais causas da devastação. A ação de conscientização promovida em parceria com órgãos estaduais e municipais comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, e é um alerta à sociedade sobre o processo de extinção da Floresta de Araucária. No Paraná restam menos de 1% destas ecorregiões símbolo do estado.

A exposição no centro de Curitiba, através do impresso “Contagem Regressiva” redigido pela pequisadora Teresa Urban e amplamente distribuído no evento, instrui a população a tomar parte ativa no processo de preservação ambiental.
Diante do quadro de extinção das florestas originais com araucárias e da contínua depredação dos recursos naturais no território nacional, o Mandato do deputado Angelo Vanhoni vem se posicionando através de projetos de lei que visam perenizar incentivos à preservação ambiental. Algumas das medidas sugeridas pelo deputado já estão sendo adotadas em programas como o Bolsa Verde, anunciado pelo governo federal no dia 5 de junho, que incentiva os pequenos produtores rurais na preservação do meio ambiente.
Dentre as iniciativas parlamentares em curso destacam-se o Projeto de Lei 1999/2007, de Angelo Vanhoni, que está tramitando apensado ao projeto de lei do deputado Antonio Palocci na Comissão de Meio Ambiente, o qual visa instituir em âmbito nacional, a recompensa ambiental aos proprietários rurais que preservarem florestas em suas propriedades além dos 20% da “reserva legal”. Caso o projeto de lei seja aprovado, a recompensa ambiental será paga aos proprietários em valor equivalente a 50 sacas de milho por alqueire/ano, tendo por base o preço médio de mercado praticado no ano anterior, com recursos oriundos de um fundo constituído para esse fim ou através do Pronaf-Florestal. Os proprietários contemplados com o incentivo receberão treinamento e instruções dos órgãos do Estado, a fim de colaborarem como agentes ambientais voluntários na preservação da natureza. Esta ação parlamentar pretende ajudar a corrigir dois problemas de natureza sócio-ambiental: o primeiro diz respeito ao crônico cenário de pauperização ao qual estão submetidos milhares de agricultores familiares em nosso país, onde muitos se vêem forçados a abandonar o campo em busca de melhores condições de vida nos grandes centros urbanos; o segundo refere-se ao aprofundamento do processo de degradação ambiental em curso no Brasil, num momento em que o mundo globalizado constata as graves conseqüências da ação humana sobre o meio ambiente.
Atualmente, aos pequenos proprietários que preservam os recursos naturais só restam duas alternativas: vender as suas áreas aos grandes proprietários aprofundando o êxodo rural ou permanecer na propriedade passando por inúmeras necessidades, pois é impossível a sobrevivência de numerosas famílias em propriedades que giram em torno de 10 hectares e, em grande parte dos casos 8 hectares são cobertos com vegetação nativa incluindo espécies em extinção.

No sentido de garantir a institucionalização de programas de conscientização e educação ambiental e instigando a sociedade ao debate sobre ações preventivas nesta área, o Projeto de Lei 769/2007 propôe a criação do Dia Nacional da Educação Ambiental, no dia 3 de junho, data próxima àquela em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente. O projeto já obteve os pareceres favoráveis na Câmara dos Deputados, da Comissão de Cidadania e Justiça e da Comissão de Educação e Cultura.

No dia 09 de junho, Vanhoni promoveu encontro da bancada do partido em Brasília com o objetivo de reforçar o apoio às questões ambientais no Congresso Nacional. A articulação está sendo feita em parceria com os deputados Paulo Teixeira e Cândido Vaccareza, lider do PT na Câmara Federal.
“Todo mundo pode ajudar a salvar a Floresta com Araucária. Você pode fazer isso incorporando novas atitudes como cidadão: Nunca compre madeira, papel, carvão, e objetos feitos de pinho, imbuia ou canela sem comprovar sua procedência. Ao observar qualquer sinal de derrubada de floresta nativa, avise a autoridade mais próxima. Pergunte a seu deputado ou senador o que ele tem feito para proteger a Floresta com Araucária. Cobre do Poder Público em todos os niveis a valorização e o fortalecimento dos orgãos responsáveis pela conservação da natureza e de seus servidores. Pratique o Codigo Florestal Brasileiro, ele é um dos melhores instrumentos para manter o que ainda resta da floresta em pé. Exija que as áreas protegidas sejam delimitadas, tenham sua regularização fundiária efetivada e seus planos de manejo sejam executados. Conheça as leis ambientais e use-as bem. Afinal, a Constituição Brasileira assegura que todos tem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.”
Teresa Urban
IAP / FORÇA VERDE – 0800 8430304
IBAMA – 0800 618080
Fotos: Gilson Camargo
olá eu gostaria de saber como fazer para entrar em contato com as pessoas responsavél para catalogar 4 pés de araucarias que eu e meu pai plantamos em um terreno onde meu pai mora já que onde ele mora a 40 anos e ja temos no terreno 6 pés de araucaria com aproximadamente 20 anos cada é que onde meu pai mora o terreno foi doado para ele morar e querem tira-lo para contruir e quero ipedir que tirem as araucarias porque é um terreno valorizado ja que fica na av das torres.
aguardo resposta