Arquivo para junho, 2009

igrejas ucranianas – arquitetura da imigração no paraná

9
Igreja de Nossa Senhora do Amparo – Colônia Santa Maria – União da Vitória

O lançamento do livro Igrejas Ucranianas – Arquitetura da Imigração Ucraniana, e a exposição de fotos que leva o mesmo nome, aconteceram no dia 27 de junho, no Museu Paranaense, em Curitiba. O livro é o resultado da pesquisa realizada pelo Instituto ArquiBrasil. Sob coordenação de Key Imaguire Júnior, os arquitetos Fábio Domingos Batista, Marialba Rocha Gaspar Imaguire e Sandra Rafaela Magalhães Corrêa desenvolveram o projeto de pesquisa a partir de dados colhidos em mais de 200 igrejas ucranianas por toda a Região Sul do Paraná. Em uma segunda etapa foram selecionados 25 edifícios para um estudo mais aprofundado, sendo possível elaborar uma visão geral do que foi e é produzido pela etnia ucraniana e seus descendentes, sob o aspecto arquitetônico.
Tal estudo fez tambem uma escala bibliográfica na Ucrânia, para estudar o que era lá produzido quando da vinda dos imigrantes para o Brasil. Nestas regiões a arquitetura religiosa tradicional, em sua maioria, é construída com troncos de madeira desbastados e aplainados, ou ainda divididos ao meio, assentados na posição horizontal, um sobre o outro. Nas quinas, encaixes sem pregos. Suas obras são simples, mas harmônicas e belas, mostrando como se faz a boa arquitetura.

7
Igreja de São Miguel Arcanjo – Serra do Tigre – Mallet

Este livro foi organizado de forma a contextualizar o meio histórico e social onde foi produzida essa arquitetura. O primeiro capítulo trata das questões relativas à vinda dos imigrantes ucranianos para o Brasil e o Paraná, discorrendo sobre as motivações para a (e)imigração e como se iniciou a vida em terras brasileiras. O segundo capítulo aprofunda o olhar sobre as religiões que esta etnia trouxe ao Brasil, representada por duas igrejas: a católica ucraniana e a ortodoxa, versando sobre a liturgia e como esta se concretiza na arquitetura. Por fim o terceiro capítulo trata do estudo tipológico arquitetônico de nosso objeto, finalizando com o detalhamento das 25 igrejas selecionadas.

5
Igreja do Divino Espirito Santo – Marco 5 – General Carneiro

“Na vasta diversidade e riqueza das arquiteturas produzidas nestes 509 anos de Brasil, muitos universos continuam desconhecidos ou pouco estudados, principalmente aqueles constituídos por construções que permaneceram isoladas em áreas rurais e que, no entanto, refletem o grande esforço de execução e manutenção pelas comunidades que as produziram.
Nesse sentido, o Estado do Paraná ainda guarda surpresas. Região ocupada por imigrantes, que no princípio, a par de seu sustento, produziram espaços para suas atividades, misturando características tecnológicas e culturais de seus locais de origem às preexistentes nos locais de fixação.
Os ucranianos, segunda etnia mais numerosa no Paraná, investiram em suas igrejas os recursos possíveis a sua condição, que só agora, cerca de um século mais tarde, começam a merecer estudo compatível com seu valor e importância.
Com incentivo fiscal do Governo Federal, o projeto – da pesquisa aos produtos finais – foi patrocinado integralmente pela Petrobras. A esta empresa que orgulha o povo brasileiro pelo que faz em sua área de atuação e por investir na preservação e difusão da cultura brasileira, nosso especial agradecimento.”

Roberto Martins – presidente do Instituto Arquibrasil

2

Fotos: Ramon José Gusso

O livro é o resultado de quatro anos de pesquisa e mais de quinze mil quilômetros percorridos no Estado do Paraná em busca das igrejas previamente selecionadas. Também neste percurso foram realizadas entrevistas com moradores das comunidades ucranianas e pesquisas nos mais variados arquivos e bibliotecas.

8
Igreja Ruthena, na colônia Rio Claro, já demolida. Localizada na atual colônia Fluviopolis, município de São Mateus do Sul/PR – Acervo D. Efraim Krevey.

O mandato do deputado federal Angelo Vanhoni prestigiou o lançamento do livro e destaca a importância da obra, bem como do trabalho desenvolvido pelo Instituto ArquiBrasil. Para Vanhoni, que acompanha o trabalho desenvolvido “os arquitetos e pesquisadores que formam sua equipe são grandes responsáveis pela divulgação da história patrimonial construída pelos ucranianos e também pelos poloneses no Estado do Paraná. Além da pesquisa sobre as igrejas, o instituto está a frente de trabalhos essenciais para a preservação da cultura eslava, como os  projetos de restauro das mesmas, entre elas, a Igreja São Miguel Arcanjo, em Mallet, recentemente anunciado com a presença do Ministro da Cultura Juca Ferreira.”

1

Lançamento do livro e exposição das imagens no Museu Paranaense, em Curitiba – de 27 de junho a 12 de julho de 2009. De terça a sexta feira das 9:00 às 17:00. Sábados, domingos e feriados, das 11:00 às 15:00 h.
Lançamento do livro e exposição no Museu do Milênio, em Prudentópolis – de 17 de julho a 02 de agosto de 2009. De segunda a sexta das 08:00 às 11:30 e das 13:00 às 17h30h.
Lançamento do livro e exposição no Paço da Liberdade, em Curitiba – dia 14 de agosto de 2009.
Outras informações: Instituto ArquiBrasil – (41)33534273  ou ucranianis@institutoarquibrasil.org.br

universidade da integração latino americana – unila – seminário na ufpr – 24/06/09

seminario_unila_foto_gilsoncamargo24_06_09curitiba1
O seminário contou com as presenças de Angelo Vanhoni,
Jorge Samek, Zaki Akel Sobrinho, Dr. Rosinha e Helgio Tavares.

O projeto de número 2878/2008 que cria a Unila, que terá sede em Foz do Iguaçu/PR, tramita hoje na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Por se tratar de proposição ordinária, as comissões têm poder terminativo, sendo soberanas as suas decisões. O projeto já foi aprovado pelas Comissões de Educação e Cultura, Trabalho e Finanças.

Provisoriamente, o campus será instalado no Parque Tecnológico de Itaipu até que as instalações da Unila, em terreno cedido pela usina binacional fiquem prontas. A previsão é de que a nova universidade esteja funcionando plenamente em 2011.

A Unila iniciará suas atividades entre agosto de 2009 e fevereiro de 2010, com a instalação de 36 cursos (25 de graduação e 11 de pós-graduação), 09 centros de estudos e um centro de formação de professores.

vanhoni_seminario_unila_foto_gilsoncamargo24_06_09curitiba5
Vanhoni foi o relator do projeto da Unila na Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal.

“Falar da Unila e da criação desta universidade nos dá muita satisfação. Porque se há algo de realmente importante que um governo possa fazer na história de um povo é saber construir estas duas questões fundamentais: o conhecimento e a liberdade, especialmente num país como o Brasil, que tem uma dívida social enorme na área da educação. São 45 milhões de jovens em idade escolar universitária buscando uma formação que lhes dê a oportunidade de desenvolver conhecimentos nas áreas específicas escolhidas e os capacite para o mercado de trabalho, sendo que perto de 40 milhões de brasileiros ficam completamente de fora, sem acesso ao ensino superior. Então, vir a um debate como este sobre a Unila é muito significativo, levando em conta a dimensão que o tema representa para nós brasileiros e para nós latinos americanos.

A idéia da construção de uma universidade com o perfil que está se desenhando é uma determinação própria do presidente Lula. As sugestões inicialmente eram distintas, mas ele corretamente preferiu que tivessemos um centro universitário num local que possibilitasse a convivência entre jovens da América Latina e jovens brasileiros, como um símbolo para o continente, indicando que a verdadeira integração entre os povos se dá através da cultura, apontando para uma integração de valores e consolidando a perspectiva de construirmos uma sociedade baseada na liberdade, na democracia e no entrelaçamento entre os povos.

A prioridade que o governo federal está dando para a educação é algo que nos deixa muito orgulhosos. Só de invesimentos do Fundeb serão 4 bilhões e meio de Reais. Há 6 anos atrás foram apenas 300 milhões. Saltamos de 300 milhões para 4 bilhões e meio. Estamos incluindo no orçamento recursos para ajudar o Fundeb e investindo na educação infantil, ensino fundamental e ensino básico. Só neste mandato último, foram construidas 154 escolas técnicas no Brasil, entre elas, 9 do Instituto Técnico Federal aqui do Paraná, sendo a escola sede a Escola Técnica centenária da Universidade Federal do Paraná. São institutos técnicos federais para formar jovens com 17 anos e também formar professores na área de ciências, que é uma exigência nacional. Faltam mais de 100 mil professores no ensino de química, física e matemática em nossas escolas. As universidades particulares não oferecem esses cursos, só as públicas é que os têm oferecido. O sistema de ensino médio brasileiro remunera mal os professores. Não é atrativo para aqueles que pensam a química, a física e a matemática dar aulas. Se nós queremos ter um Brasil com ciência e tecnologia,  temos que investir na formação dos nossos jovens.

Houve um seminário agora em São paulo, com os ministros Fernando Haddad e Paulo Bernardo, sobre formação e qualidade de educação no Brasil. Os indíces que alcancamos são muito ruins, mas o governo tem um projeto que é o Plano de Desenvolvimento Educacional, o PDE. As mil escolas no Brasil que tem média abaixo de 3 estão tendo tratamento especial por uma equipe de especialistas das universidades federais, para fazer com que os jovens possam ter a garantia de aprender a escrever direito e ter acesso a uma formação básica em matemática. Então o governo, além do investimento no ensino superior, além de apostar no conhecimento e na cultura como valor de integração, que é a proposta que embasa a Unila, está cuidando da qualidade da educação em todas as etapas. É fácil mudar? Não se muda assim. São 2 milhões e 300 mil alunos no ensino médio. Para você colocar um novo professor no ensino médio, com mais capacidade, agregando mais valor e conhecimento, é necessário fazer com que as universidades que já existem e as 14 que estão sendo construidas tenham aporte financeiro e sejam estimuladas, para que os professores se sintam motivados e possam propiciar um ensino  de qualidade para a juventude.

A Unila, além de ajudar a diminuir esta grande disparidade social que é a falta de acesso ao ensino superior aos jovens do Brasil, está voltada para um propósito ainda maior: a integração dos povos latino americanos. Para nós foi uma satisfação muito grande aprovar o projeto no Comissão de Educação e Cultura. A Unila é uma nova instituição que o Brasil está criando para diminuir os problemas sociais do continente e integrar os povos atraves do compartilhamento do saber.

Então professor Helgio, reitor Zaki, eu vim aqui com muita satisfação e é um motivo de orgulho como deputado federal ter podido participar ativamente na Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal, ajudando a tramitar este projeto, fazendo com que fosse aprovado, eu e o conjunto dos deputados daquela Comissão. Neste segundo semestre ainda a Itaipu já deve começar as obras de construção do campus universitário, naquele belo terreno que doou para a construção da Unila. Imaginem vocês daqui a 5 ou 6 anos, ir à Foz do Iguaçu e frequentar o campus universitário da Unila, com 4 mil jovens de língua espanhola, ouvindo os debates nas cantinas, dentro da universidade, falando sobre Borges e Cortázar, a política da Argentina, a politica do Uruguai, do Paraguai,  o cinema, a literatura, a poesia, a pintura, se entrelaçando numa região de fronteira tão importante. Então nós do Brasil estamos de parabeńs. Samek e Zaki, por favor, transmitam ao ministro Fernando Haddad e ao presidente Lula os nossos parabéns pela proposta inovadora que estão fazendo na construção desta universidade. Muito obrigado.”
Angelo Vanhoni

samek_foto_gilsoncamargo_seminario_unila_24_06_09curitiba2
Jorge Samek – diretor geral da Itaipu.

“Em primeiro lugar, quero usar esse tempo em nome da Itaipu, para dizer porque ela está inserida no processo de implantação da UNILA, e falar do sentimento mais nobre do ser humano que é o sentimento de gratidão. Nós da Itaipu somos eternamente gratos a essa universidade. A UFPR construiu um modelo reduzido aqui, do outro lado da rodovia BR116, no Centro Politécnico, que funcionou durante todo o processo de implantação da usina hidrelétrica de Itaipu. Se o Brasil hoje cresceu, o principal aspecto pelo qual é reconhecido mundialmente é a experiência desenvolvida em sua produção de energia. 95 % de toda energia elétrica consumida no Brasil tem a sua origem em hidro-eletricidade. No mundo inteiro isso é completamente diferente, tem país que não chega a 10%, e grande parte das fontes desse conhecimento foi gerada aqui, nesta universidade. Quero fazer uma saudação a nossa centenária Universidade Federal do Paraná, por sua contribuição para o desenvolvimento do país, e não podia ser diferente. Estamos dando agora estes mesmo passos com a formação da UNILA, com vistas à integração da América Latina.

Muitos estados do Brasil quiseram ser sede desta nova Universidade. O presidente Lula acertadamente indicou Foz do Iguaçu como sendo o local ideal. Houve a solicitação para que se escolhesse uma área na cidade que pudesse fazer jus a tal empreendimento e selecionamos os 40 melhores hectares de área da Itaipu, na entrada da Usina, que será a sede do campus universitário da Unila. O projeto arquitetônico ficou a cargo de Oscar Niemeyer e sua equipe.

projeto-niemeyer-lateral-campus1

A escolha do arquiteto, além da excelência profissional e de sua relevânciaa histórica indiscutível, agrega um importante incentivo ao turismo em Foz do Iguaçu. A cidade recebe em média um milhão e trezentos mil turistas por ano, que buscam visitar as Cataratas do Iguaçu e também a própria Itaipu. Nesse ano nós já recebemos 700 mil turistas. Todos sabem, que até pouco tempo atrás, o turista ia a Foz do Iguaçu e ficava um dia apenas, às vezes dois. Estamos fazendo um trabalho para modificar esta característica do turista que vem nos visitar. Nós queremos ampliar esta permanência para 3 ou 4 dias, pelo menos. O conjunto arquitetônico da Unila, somado  aos atrativos de Itaipu, ao Parque Nacional, as Cataratas do Iguaçu, a gastronomia da Argentina, ao setor de compras do Paraguai, a agricultura que realizamos na região, as etnias, que são 76 povoações das mais diferentes partes do mundo morando naquele pedaço, tudo isso em conjunto, se pudermos reunir atrativos que permitam a esse turista ficar um dia a mais em Foz do Iguaçu, numa conta aproximada, em dois anos a UNILA estaria paga.

Falando um pouco em financiamento e geração de riqueza. Aquele americano, aquele europeu, aquele argentino, que chega à Foz do Iguaçu, aquele chinês, aquele japonês, ficam todos maravilhados quando vêem as obras de Itaipu. Essa obra de engenharia brasileira, considerada uma das sete maravilhas da engenharia moderna. O turista se apercebe disso e diz “essa é a capacidade da engenharia brasileira, paraguaia, da engenharia da América Latina. Imaginem agora se agregarmos o valor de poder contemplar também uma obra exemplar da arquitetura de Niemeyer

São um milhão e trezentos mil turistas atualmente, mas isso vai triplicar. Foz do Iguaçu tem potencial para receber 10 milhões de turistas. Não vai demorar tanto tempo assim. E estes turistas vão  aquecer a economia local, não há duvida, num projeto que traz consigo também essa perspectiva.”
Jorge Samek – link para site Itaipu Binacional.

zakiakel_seminario_unila_foto_gilsoncamargo24_06_09curitiba2
Zaki Akel Sobrinho – reitor da UFPR.

“Hoje, neste seminário, estamos fazendo uma discussão que é mais do que bem-vinda. Uma discussão de um projeto estratégico que vai mobilizar o Estado do Paraná e que talvez não esteja muito bem compreendido. Como Reitor e participante deste projeto nós as vezes somos indagados: o que é a UNILA? Como vai funcionar? Qual é o modelo? Qual é a participação da UFPR neste processo? Há uma série de dúvidas e questionamentos sobre o seu funcionamento, justamente por ser uma proposta inovadora. Achamos por bem fazer esse seminário para esclarecer à sociedade sobre o  projeto. Precisamos de mais parceiros para que se consolide rapidamente. Quando assumi o cargo de Reitor, no dia 19 de dezembro, em Brasília, nos comprometemos em levar a Universidade à sociedade e fazer com que ela chegue com grande vitalidade aos cem anos, cada vez com mais pertinência social na área da graduação, na área da pesquisa e da pós-graduação, nas atividades de extensão e em nossa enorme capacidade de prestação de serviços à sociedade.

Tenho um grande orgulho de ser reitor da Universidade Federal do Paraná. Lembro dos tempos em que eu era um professor da casa apenas, começando a minha carreira, e vi um movimento lutando por mais verbas, mais recursos, lutando pela valorização da carreira docente, por melhores condições de trabalho, e hoje, como reitor, vejo estes anseios se realizando. Agora temos a tarefa de implantar o REUNI, que é o Programa de Reestruturação e Expansão da Universidade, e caminhamos nesta direção. Só este ano tivemos 27 % a mais de vagas no vestibular, estamos correndo com as cotas, com a contratação de professores, estamos precisando urgentemente de mais quadros administrativos para dar conta da quantidade enorme de trabalho que foi colocado em nossas mãos.

Temos agora o projeto da UNILA, uma proposta que todos poderão conhecer melhor hoje, e que está exigindo o empenho de nossa estrutura administrativa e cada vez mais trabalho e dedicação dos nossos servidores.  O recurso precisa chegar com velocidade e ser administrado com competência e precisão. Dentre poucos anos todos poderão observar o que estamos presenciando agora, o que este esforço representa para o Estado do Paraná, para a educação, saúde, tecnologia e cultura do nosso Estado.

Estamos num momento ímpar da história de nossa instituição, de uma expansão como nunca se viu. Vamos passar de algo como 40 mil estudantes, que tínhamos em 2008, considerando a Universidade Federal do Paraná e a Universidade Tecnológica do Paraná, para algo que deverá passar de 80 mil estudantes, em 2013, quando estivermos com todas as novas unidades em funcionamento.”
Zaki Akel Sobrinho – link para site UFPR.

dr_rosinha_foto_gilsoncamargo_seminario_unila_24_06_09curitiba
Dr. Rosinha – deputado federal, relator do projeto na Comissão de Constituição e Justiça.

“Nos últimos seis anos de mandato, eu comecei a trabalhar especificamente na integração do Mercosul, da América do Sul. E a UNILA vem contribuir muito neste debate, na sua construção, no seu objetivo, como depreende-se de seu próprio nome, que é a integração da América Latina.

Eu vou pegar um processo histórico conjuntural bastante recente. Foi assinado um Tratado de Integração, Cooperação e Desenvolvimento na América do Sul que remonta aos primeiros acordos entre Alfonsin e Sarney. Era um momento importante, porque era o final das ditaduras militares. Se lembrarmos a história e a origem da Itaipu, nós temos que dizer que um tratado como esse é de fundamental importância. E se lembrarmos que tínhamos cinco exércitos na região sul, na época da ditadura, e olhávamos aos países vizinhos como possíveis adversários numa disputa de integração.
Quando chegamos no final do século passado e início deste, estávamos vivendo um outro momento de conjuntura econômica e política que era muito semelhante na América toda. Entramos no século XXI sem nenhuma ditadura militar e com democracia, mas com a capacidade dos Estados totalmente falida, com grave crise financeira, econômica, e uma profunda crise social que cobrava mudanças conjunturais e estruturais nesses países.

Entramos neste século com os Estados dependentes econômico-financeiramente e dependentes tecnologicamente. As universidades foram destruídas nesse processo de ditadura e no processo do modelo neoliberal. Nenhuma universidade tinha capacidade de pesquisa, de ciência, de tecnologia, e com uma profunda dependência cultural, principalmente, dos Estados Unidos. No bojo dessa conjuntura, é que vão surgindo os processos de integração, onde entra a UNILA.

Hoje em dia estamos vivendo uma outra crise, uma crise mundial que não tem característica somente financeira, e temos que entendê-la, para poder pensar a universidade que queremos. A história é importante para desenhar a universidade que nós queremos. Nós não fazemos uma universidade, numa luz qualquer. Fazemos em cima de um processo real que se estuda. Essa última crise que vivemos é uma crise de modelo de desenvolvimento. Não podemos ter um modelo de desenvolvimento voltado ao consumismo, à destruição total ambiental. Se nós queremos dar à universidade um caráter novo, temos que ler corretamente o que está acontecendo no país e no continente. E uma universidade com o caráter da UNILA, além da compreensão histórica que temos que ter, devemos ter uma compreensão cultural. Que continente nós tivemos? Ou compreendemos a cultura e a história desse continente, ou não vamos conseguir dar à universidade o caráter que ela deve ter. Então é fundamental, no conhecimento da história, a superação de preconceitos. Não sei quantos de nós tivemos a oportunidade de viajar pelos continentes americanos e observar as diferenças culturais que existem. Se olharmos para o Nordeste brasileiro, o sul do Brasil, e a Bolívia aqui do lado e os Andes, são todos completamente distintos. Como vamos criar uma universidade pública, de caráter público, devemos compreender essa história, criar profissionais que respeitem essa história, e que façam a intervenção adequada para essa realidade”.
Florisvaldo Fier – link para site Dr. Rosinha.

seminario_unila_foto_gilsoncamargo24_06_09curitiba7
Helgio Trindade
, ex-reitor da UFRGS e coordenador da equipe de implantação da UNILA.

As primeiras atividades acadêmicas da Unila estão marcadas para o segundo semestre deste ano. No próximo dia 19 de agosto, será instituído o Conselho Consultivo do Instituto Mercosul de Estudos Avançados (Imea). O conselho será formado por especialistas brasileiros e estrangeiros de excelência em suas áreas de atuação. O Imea será um órgão da Unila dedicado à pesquisa e à pós-graduação que funcionará em rede com as demais universidades da região.

“Esse instituto será o nosso carro-chefe, e será criado pela UFPR em parceria com a Unila”, disse Hélgio. Na mesma data, será inaugurado o primeiro evento acadêmico da Unila: o Colóquio Internacional “Educação para a Integração Latino-Americana”. O evento reunirá , até 22 de agosto, especialistas da região, dos Estados Unidos e da Europa, para debater a educação superior e a integração latino-americana. Entre os meses de agosto e dezembro, estão previstas as inaugurações de pelo menos dez cátedras (grupos de pesquisa), em diferentes áreas do conhecimento.

Hélgio Trindade comentou ainda a intenção de exigir dos alunos formados pela Unila que cumpram, ao final de seus cursos, algum tipo de serviço civil obrigatório. “Grande parte dos alunos da Unila necessitarão de ajuda para se manter em Foz do Iguaçu, e a prestação de um serviço civil obrigatório seria uma espécie de retribuição ao investimento feito pela sociedade”. Na ocasião, o coordenador apresentou a lista preliminar dos primeiros cursos de graduação da Unila. São eles:

- Sociedade, Estado e Política na América Latina
- Relações Internacionais e Integração Regional
- Historia e Direitos Humanos na América Latina
- Desenvolvimento Rural e Segurança Alimentar
- Economia, Desenvolvimento e Integração
- Comunicação, Poder e Mídias Digitais
- Letras e Línguas Estrangeiras
- Ecologia e Biodiversidade
- Energias Renováveis
- Gestão Integrada dos Recursos Hídricos
- Engenharia de Macro-Infraestruturas
- Licenciaturas: Ciências da Natureza / Interculturalidade e Integração / Esporte, Meio Ambiente e Políticas Sociais
- Saúde Coletiva e Preventiva
link para blog Notícias Unila.

helgiorodrigueszakiakel_foto_gilsoncamargo_seminario_unila_24_06_09curitiba
Helgio Trindade e Zaki Akel, em entrevista na UFPR.

A Unila não irá oferecer cursos tradicionais, como Medicina, Direito e Engenharia clássica. “Queremos fazer cursos inovadores, com abordagem interdisciplinar”, explicou o presidente da comissão. Os cursos serão bilíngues. Metade dos alunos será de origem brasileira e a outra metade, dos demais países latino-americanos. A previsão é de que, no início de 2010, cerca de mil alunos estejam matriculados nos cursos de graduação da Unila.
Em cinco anos, o total de estudantes deve chegar a 10 mil. O de professores, a 500. Metade dos docentes também será formada por profissionais dos demais países da região.

A Unila irá usar o novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para a seleção de seus alunos. No caso dos alunos de outros países, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), autarquia ligada ao Ministério da Educação, está preparando uma espécie de “Enem em espanhol”, para uso da Unila.

samekrosinhavanhoni_foto_gilsoncamargo_seminario_unila_24_06_09curitiba
Durante coletiva concedida à imprensa antes da abertura do seminario o deputado Dr. Rosinha (ao centro) informou sobre a tramitação do projeto no Congresso Nacional.

Relator do projeto na CCJ, Dr. Rosinha (PT-PR) revelou que irá rejeitar as três emendas apresentadas ao projeto na CCJ, todas de autoria do deputado Jutahy Magalhães (PSDB-BA). Uma das emendas prevê que os cargos de reitor e vice-reitor da Unila sejam ocupados por brasileiros ou naturalizados, o que já está previsto pela Constituição. As outras duas emendas tentam evitar o uso do espanhol, além do português, nas seleções de alunos e professores da Unila. “São propostas que inviabilizam a integração regional”.

O parlamentar informou também que pretende apresentar seu parecer já no início do próximo mês, e aprová-lo na comissão antes do recesso de julho, que começa no dia 16. “No Senado, que deve começar a analisar a matéria em agosto, a tramitação tende a ser mais rápida.”

Fotos: Gilson Camargo

posse da nova diretoria da ancine – rio de janeiro

possediretoriadaancine_foto_anacarolinacaldas
Glauber Piva em seu discurso de posse como diretor da ANCINE. Sentados, da esquerda para a direita: Paulo Alcoforado, Manoel Rangel, Juca Ferreira e Márcio Meirelles.

Um público formado por cineastas, produtores e atores deu o tom da cerimônia de posse da nova diretoria da Ancine, no dia 19 de junho, em cerimônia realizada no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro. O diretor-presidente da Agência Nacional do Cinema, Manoel Rangel foi reconduzido ao cargo, e os novos diretores Glauber Piva e Paulo Alcoforado foram empossados pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira. Minutos antes do ato oficial, vários representantes do cinema brasileiro foram abordados pela imprensa e quase como em coro reivindicaram o mesmo: a ampliação do parque exibidor brasileiro e mais salas de cinema para que os filmes nacionais possam ser vistos por um público maior.
Aos novos diretores, o deputado federal Angelo Vanhoni desejou um bom trabalho voltado para a divulgação e a consolidação do cinema nacional, colocando-se como parceiro neste caminho. Informou que no 2º semestre realizará um debate no Paraná para discutir políticas públicas do audiovisual e espera contar com a participação da Ancine no evento. Para Vanhoni, o tema central do debate no momento é a ampliação do acesso à produção nacional de cinema e vídeo. Um dos caminhos já propostos pelo MinC é o Vale Cultura. Um novo subsídio que deverá ser aprovado em 2009 pelo Congresso Nacional e poderá gerar um aumento estimado em 12 milhões de pessoas entre consumidores de livros, teatro, cinema e exposições.

saiba mais no blog Cultura Faz Diferença
Foto: Ana Carolina Caldas

alteração da lei rouanet – debate – teatro municipal de campo mourão / paraná – 18/06/09

DSC06352
Angelo Vanhoni, Sônia Singer (presidente da Fundação Cultural de Campo Mourão) e Gilmar de Gouvea (membro da diretoria do Conselho Municipal de Cultura de Campo Mourão).

A cidade de Campo Mourão foi palco no último dia 18 de junho de mais um debate sobre a proposta de modificação da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a chamada Lei Rouanet.
O evento foi realizado no Teatro Municipal da cidade numa promoção conjunta da Fundação Cultural de Campo Mourão – FUNDACAM e o mandato do deputado federal Angelo Vanhoni, contando ainda com a presença de Maurício Dantas, gerente da Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura que se encarregou de apresentar os principais pontos da proposta de mudança.
Estiveram presentes também a solenidade de abertura o prefeito de Campo Mourão, Nelson Turek e sua vice-prefeita, bem como a presidente da Fundação Cultural, Sonia Singer. Durante a abertura do evento, foi dado posse ao recém eleito Conselho Municipal de Cultura de Campo Mourão, e ainda, o prefeito Nelson Turek passou para as mãos de seus representantes as chaves de um ônibus zero Km para o desenvolvimento de ações e projetos culturais na região. O Ministério da Cultura, que no início de março deste ano apresentou uma proposta de criação de uma nova Lei de Fomento à Cultura, em substituição a atual Lei Rouanet, após a realização de uma série de consultas públicas com audiências em 14 capitais brasileiras e mais consultas abertas através da internet, deverá nos próximos dias reapresentar uma nova proposta incluindo estas novas sugestões colhidas durante este processo.
A expectativa era de que um novo documento, que mais tarde será encaminhado a Câmara Federal para a devida apreciação e votação, fosse apresentado no debate em Campo Mourão, todavia, conforme lembrou Maurício Dantas, as sugestões foram tantas que uma equipe composta por 14 pessoas ainda está em Brasília tabulando todas as informações e elaborando uma nova proposta que contemple todas as sugestões encaminhadas. O novo documento deverá estar disponibiizado até o início do próximo mês. Segundo o representante do Ministério a nova proposta deve manter os atuais mecanismos da isenção fiscal e do Fundo Nacional de Cultura, todavia o que deve acontecer é o aprimoramente do mecanismo do Fundo com a criação de um maior controle social
.
Durante sua explanação em Campo Mourão, o deputado Angelo Vanhoni lembrou que a Nova Lei de Fomento ou a Lei Rouanet não podem e não devem ser confundidas com instrumentos de construção de políticas públicas. Estes mecanismos são importantes, mas a definição da política de cultura deverá ser construída através de processos participativos como a instalação de um Sistema Nacional de Cultura. O deputado destacou ainda que a aprovação da PEC 150 é fundamental para a garantia de recursos do poder público para o setor cultural.
Já Maurício Dantas também destacou que o Plano Nacional de Cultura deverá em breve estar aprovado e que este instrumento legal será um importante norteador do poder público e da sociedade para a definição de um amplo projeto de políticas públicas para a Cultura. A exemplo do processo de discussão da Lei Rouanet que na verdade já se extende por mais de seis anos, o Plano Nacional de Cultura e o Sistema Nacional de Cultura devem e precisam ser construídos com a participação de toda a sociedade.
Durante os debates, em proposição da platéia, foram mencionadas as ações para a 2ª Conferência Nacional de Cultura que acontecerá em março de 2010. No entanto, foi lembrado que aos municípios existe um prazo legal para realização de suas conferencias municipais de cultura até o mês de setembro deste ano, para que cada município defina suas propostas e suas prioridades, bem como, identifique os delegados que deverão participar da Conferência Estadual, que tem como prazo máximo o mês de dezembro deste ano.
Foi lamentado também a falta de um Conselho Estadual de Cultura legalmente constituído no estado do Paraná.

Texto: Marcelo Miguel / Quixote Art
Foto: Amauri Martineli

conferência nacional de educação 2010 – etapa municipal curitiba – colégio estadual do paraná – 15/06/09

conae_foto_gilsoncamargo_15_06_09curitiba

A Conferência Nacional da Educação (CONAE) a ser realizada em 2010, precedida por conferências municipais e estaduais em 2009 será um acontecimento ímpar na história das políticas públicas do setor educacional no Brasil. Sociedade civil, agentes públicos, entidades de classe, estudantes, profissionais da educação e, pais, mães ou responsáveis de estudantes se reunirão em torno da discussão pela melhoria da qualidade da educação brasileira a partir do tema central: Construindo o Sistema Nacional Articulado de Educação: O Plano Nacional de Educação, Diretrizes e Estratégias de Ação. A CONAE deverá, portanto, constituir-se em espaço social de discussão da educação brasileira, articulando os diferentes agentes institucionais, da sociedade civil e dos governos, em prol da construção de um projeto nacional de educação e de uma Política de Estado. Assim, é fundamental garantir ampla mobilização e participação democrática nas conferências municipais e estaduais, assegurando mais representatividade e participação na Conferência Nacional.
A palestra de abertura coube a José Thadeu Rodrigues de Almeida, da comissão organizadora nacional da Conae, acompanhado pela professora Maria Dativa de Salles Gonçalves (UFPR). Almeida destacou que a Conae muda de forma estruturante a maneira como se faz educação no país, com a participação dos trabalhadores da educação, gestores públicos e privados e da sociedade civil.

conae_foto_gilsoncamargo_15_06_09curitiba4
Professores municipais levantaram cartazes com reivindicações que o magistério está levando ao debate. São bandeiras como a ampliação da hora-atividade, a diminuição de alunos por sala e a contratação de mais profissionais.

angelovanhoni_foto_gilsoncamargo_15_06_09curitiba3

“O Governo Lula, o governo que eu represento na Câmara Federal, tem realizado nos últimos anos um grande investimento na educação. São várias as ações que tem ampliado o acesso à educação e melhorado a qualidade do ensino no Brasil. Porque pensar educação é pensar o futuro. E ainda temos muito o que fazer. Momentos como este, em que a sociedade civil organizada se une, é o momento adequado para definir novas metas. A Conferência Nacional de Educação precisa encampar a luta contra a evasão no ensino médio, pensar e fazer uma escola viva para que os jovens possam ter acesso ao conhecimento de forma consistente, que alimente o espírito e amplie as perspectivas de trocas culturais, uma escola baseada nos valores da solidariedade, democracia e tolerância. Ainda faltam professores no Brasil. Por isso, é preciso que o investimento na formação dos professores seja prioridade em todo o território nacional. Por isso, o governo Lula investiu também no ensino superior. Foram 16 universidades federais construídas neste período, dentre elas, a UNILA – que dará um novo sentido à integração continental no ensino público. A aproximação dos povos latino-americanos para fortalecer nossos valores, culturas, histórias e lutas sociais. Na Unila, teremos vagas para 5 mil jovens brasileiros e 5 mil jovens latino-americanos.”
Angelo Vanhoni

angelovanhoni_foto_gilsoncamargo_15_06_09curitiba10
Vanhoni foi o relator
do projeto que instituiu a UNILA, na Comissão de Educação e Cultura, e participará no próximo dia 24 do Seminário sobre a Universidade da Integração Latino Americana.

mariadativa_foto_gilsoncamargo_15_06_09curitiba
A professora Maria Dativa – ao centro na imagem – ressaltou que a Conae é a culminância de um longo processo histórico, iniciado na década de 30 e que se radicalizou após a ditadura militar, quando educadores e a sociedade se organizaram para formular propostas à política educacional, influenciando a Constituição, a LDB e o PNE (Plano Nacional de Educação).

Maria Dativa de Salles Gonçalves foi indicada pelo deputado Angelo Vanhoni ao Prêmio Darcy Ribeiro da Câmara Federal, que homenageia pessoas que se destacaram e contribuíram para a educação brasileira. A professora, palestrante da mesa de abertura da etapa curitibana da Conferência Nacional da Educação, foi escolhida por ser referência na luta em prol da educação brasileira. Desde a década de 1980, quando foi fundadora e coordenadora do Fórum Paranaense em Defesa da Escola Pública é militante ativa dos movimentos da educação. O Fórum Nacional da Educação em Defesa da Escola Pública, do qual a professora também fez parte, foi o grande responsável pela formulação do capitulo sobre Educação da Constituinte de 1988 e pela elaboração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
O segundo dia da Conae está reservado aos debates sobre os eixos da conferência. Pela manhã serão abordados assuntos referentes ao papel do Estado na garantia da Educação, gestão democrática, financiamento e controle social. Sustentarão os debates: Andréa Caldas (UFPR), Jorge Eduardo Wekerlin (SME), Andreia Gouveia (UFPR), Juliano S. de Oliveira (Sinepe) e Márcio Camargo (Universidade Positivo). A tarde, a mesa de debates é coordenada pelo Sismmac. Os temas tratados são o acesso e permanência escolar, formação e valorização dos profissionais, inclusão, diversidade e igualdade, com Marlei Fernandes de Carvalho (APP-Sindicato), José Airton Vidal Junior (Senai), Janeslei Albuquerque (APP-Sindicato), Mônica Ribeiro da Silva (UFPR).

dariovelozo_escultura_de_joaturin_foto_gilsoncamargo_curitiba1
Busto de Dario Vellozo, em escultura de João Turin, em frente ao Colegio Estadual do Paraná.

A Conferencia está sendo realizada no Colégio Estadual do Paraná, fundado em 13 de março de 1846. A nova sede foi inaugurada em 1950 pelo Presidente da República General Eurico Gaspar Dutra e pelo Ministro da Educação e Cultura, Professor Clemente Mariani. Atualmente atende a cerca de 4.700 alunos, sendo considerado o maior e um dos mais antigos colégios públicos do Paraná.

Fotos: Gilson Camargo

preservação das florestas com araucária – dia mundial do meio ambiente

curitiba_foto_gilsoncamargo_ruaxv_junho2009d

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente – Ibama, em exposição educativa, espalhou pelas esquinas do calçadão da Rua XV de Novembro, em Curitiba, 10 troncos de árvores com aproximadamente 1,3 metro de altura por 1 metro de diâmetro. Em cada estação, voluntários explicam para a população dados sobre a floresta e as principais causas da devastação. A ação de conscientização promovida em parceria com órgãos estaduais e municipais comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, e é um alerta à sociedade sobre o processo de extinção da Floresta de Araucária. No Paraná restam menos de 1% destas ecorregiões símbolo do estado.

curitiba_foto_gilsoncamargo_ruaxv_junho2009a

A exposição no centro de Curitiba, através do impresso “Contagem Regressiva” redigido pela pequisadora Teresa Urban e amplamente distribuído no evento, instrui a população a tomar parte ativa no processo de preservação ambiental.

Diante do quadro de extinção das florestas originais com araucárias e da contínua depredação dos recursos naturais no território nacional, o Mandato do deputado Angelo Vanhoni vem se posicionando através de projetos de lei  que visam perenizar incentivos à preservação ambiental. Algumas das medidas sugeridas pelo deputado  já estão sendo  adotadas em programas como o Bolsa Verde, anunciado pelo governo federal no dia 5 de junho, que incentiva os pequenos produtores rurais na preservação do  meio ambiente.

Dentre as iniciativas parlamentares em curso destacam-se o Projeto de Lei 1999/2007, de Angelo Vanhoni, que está tramitando apensado ao projeto de lei do deputado Antonio Palocci na Comissão de Meio Ambiente, o qual visa instituir em âmbito nacional, a recompensa ambiental aos proprietários rurais que preservarem florestas em suas propriedades além dos 20% da “reserva legal”. Caso o projeto de lei seja aprovado, a recompensa ambiental será paga aos proprietários em valor equivalente a 50 sacas de milho por alqueire/ano, tendo por base o preço médio de mercado praticado no ano anterior, com recursos oriundos de um fundo constituído para esse fim ou através do Pronaf-Florestal. Os proprietários contemplados com o incentivo receberão treinamento e instruções dos órgãos do Estado, a fim de colaborarem como agentes ambientais voluntários na preservação da natureza. Esta ação parlamentar pretende ajudar a corrigir dois problemas de natureza sócio-ambiental: o primeiro diz respeito ao crônico cenário de pauperização ao qual estão submetidos milhares de agricultores familiares em nosso país, onde muitos se vêem forçados a abandonar o campo em busca de melhores condições de vida nos grandes centros urbanos; o segundo refere-se ao aprofundamento do processo de degradação ambiental em curso no Brasil, num momento em que o mundo globalizado constata as graves conseqüências da ação humana sobre o meio ambiente.

Atualmente, aos pequenos  proprietários que preservam os recursos naturais só restam duas alternativas: vender as suas áreas aos grandes proprietários aprofundando o êxodo rural ou permanecer na propriedade passando por inúmeras necessidades, pois é impossível a sobrevivência de numerosas famílias em propriedades que giram em torno de 10 hectares e, em grande parte dos casos 8 hectares são cobertos com vegetação nativa incluindo espécies em extinção.

curitiba_foto_gilsoncamargo_ruaxv_junho2009b

No sentido de garantir a institucionalização de programas de conscientização e educação ambiental e instigando a sociedade ao debate sobre ações preventivas nesta área, o Projeto de Lei 769/2007 propôe a criação do Dia Nacional da Educação Ambiental, no dia 3 de junho, data próxima àquela em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente. O projeto já obteve os pareceres favoráveis na Câmara dos Deputados, da Comissão de Cidadania e Justiça e da Comissão de Educação e Cultura.

curitiba_foto_gilsoncamargo_ruaxv_junho2009

No dia 09 de junho, Vanhoni promoveu encontro da bancada do partido em Brasília com o objetivo de  reforçar o apoio às questões ambientais no Congresso Nacional. A articulação está sendo feita em parceria com os deputados Paulo Teixeira e Cândido Vaccareza, lider do PT na Câmara Federal.

“Todo mundo pode ajudar a salvar a Floresta com Araucária. Você pode fazer isso incorporando novas atitudes como cidadão: Nunca compre madeira, papel, carvão, e objetos feitos de pinho, imbuia ou canela sem comprovar sua procedência. Ao observar qualquer sinal de derrubada de floresta nativa, avise a autoridade mais próxima. Pergunte a seu deputado ou senador o que ele tem feito para proteger a Floresta com Araucária. Cobre do Poder Público em todos os niveis a valorização e o fortalecimento dos orgãos responsáveis pela conservação da natureza e de seus servidores. Pratique o Codigo Florestal Brasileiro, ele é um dos melhores instrumentos para manter o que ainda resta da floresta em pé. Exija que as áreas protegidas sejam delimitadas, tenham sua regularização fundiária efetivada e seus planos de manejo sejam executados. Conheça as leis ambientais e use-as bem. Afinal, a Constituição Brasileira assegura que todos tem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.”
Teresa Urban

IAP / FORÇA VERDE – 0800 8430304
IBAMA – 0800 618080

Fotos: Gilson Camargo

revitalização da praia de matinhos – governo federal garante recursos de r$ 20 milhões para recuperação da orla marítima

matinhos2
Praia Brava – Matinhos – PR – Foto: Carlos Eduardo Jorge

Em resposta ao projeto apresentado pelo deputado Angelo Vanhoni, e as reivindicações dos prefeitos do litoral, o governo federal liberou um total de R$ 20 milhões para a recuperação da orla marítima de Matinhos. O projeto consiste em obras de infraestrutura e na engorda artificial da praia, com reposição de areia no trecho que vai da praia Brava até a praia de Rivera. O recurso, garantido pelo presidente Lula, nesta terça, 09, está no orçamento previsto pelo PAC Saneamento, que disponibilizará nesta seção, R$ 4,7 bilhões para obras de drenagem em cidades constantemente atingidas por enchentes e inundações, e beneficia 109 municípios em 18 estados brasileiros.
Para Vanhoni, “este é um passo decisivo que irá contribuir para o litoral paranaense como um todo”. O deputado lembra que “o projeto de revitalização de Matinhos foi elaborado juntamente com o secretário do estado de desenvolvimento, Forte Neto e o prefeito de Matinhos, Eduardo Dalmora”. A seleção dos municípios por parte do governo federal priorizou empreendimentos em estágio avançado de planejamento, para possibilitar o rápido início das intervenções. Além disso, valorizou projetos de grande impacto para a população local e em consonância com as diretrizes do Programa de Drenagem Urbana Sustentável, dos Ministérios das Cidades e da Integração Nacional.

link para matéria publicada na CBN/Curitiba em 10/06/09.




Cadastre-se em nosso mailing

Twitter Angelo Vanhoni