Arquivo para maio, 2009

paranaguá, ilhas e cidades litorâneas – restauração do patrimônio histórico e incentivo ao turismo

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Por iniciativa do mandato do deputado federal Angelo Vanhoni, Paranaguá deverá sediar reunião para discutir a inclusão das cidades históricas no Plano de Aceleração de Crescimento – PAC. O conjunto histórico e urbanístico da cidade foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão do Ministério da Cultura, e atinge um polígono da região central, com cerca de 400 edificações, praças, logradouros públicos e até parte do Rio Itiberê. A área compreende as ruas XV de Novembro, General Carneiro, Conselheiro Sinimbu, Pêcego Júnior e vias transversais. Este patrimônio passa agora a contar com legislação federal para proteção e terá incentivos para conservação, inclusive com empréstimos de recursos a juros subsidiados por instituições financeiras como a Caixa Econômica Federal, por meio de programas específicos do governo federal.
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link para projeto Monumenta/MinC

Representantes da Associação de Prefeitos das Cidades Históricas Brasileiras estiveram reunidos, no dia 18 de março de 2009, em Brasília, com o ministro da Cultura, Juca Ferreira, para entregar uma carta a ser encaminhada ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, reivindicando a criação de um programa específico de valorização destes municípios.
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Outras linhas de fomento e programas do MinC poderão beneficiar a atividade cultural na região através do recente convênio assinado entre o Governo do Paraná e o Governo Federal no programa Mais Cultura, garantindo 70 novos Pontos de Cultura para o estado.
(link para Mandicuera Associação de Cultura Popular – Ponto de Cultura/MinC, em Paranaguá)

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Rio Itiberê e orla do centro histórico de Paranaguá, vista a partir da ilha dos Valadares.

Paranaguá é a cidade mais antiga do estado do Paraná. Grande Mar Redondo, na língua tupi-guarani, era assim que os índios denominavam a formosa baía – Pernaguá, Parnaguá, Paranaguá. Sua colonização teve início aproximadamente em 1550, primeiramente na Ilha da Cotinga, movida pelo interesse na extração de ouro, que se dizia abundante na região. A cidade possui 139 mil habitantes e um PIB de R$ 3.970.088.000,00, tendo em seu porto sua principal atividade econômica.

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A Baía de Paranaguá conta com diversas ilhas: Palmas,
Cotinga, Amparo, Eufrasina, Ilha das Peças, Ilha dos Valadares, Superagui, Piaçaguera, São Miguel, Teixeira, e a famosa Ilha do Mel.

A região possui grande potencial turístico. Como primeira cidade do estado, seu patrimônio natural e cultural é privilegiado. Testemunha de mais de 400 anos de história, guarda ainda vestígios da época da colonização em seus casarios de fachada azulejadas, em suas ladeiras de pedra e em suas igrejas. Situa-se na maior baía do estado do Paraná e considerada a terceira de maior importância no país pelo seu estuário lagunar, além de ser cercada pela Serra do Mar e pela Mata Atlântica.

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Vista aérea do Rio Itiberê: acima a ilha dos Valadares, abaixo, o aterro, o novo Mercado de Peixe e parte do centro histórico.

As rotas dos navios de turismo na costa Sul do Brasil  prevêem paradas em Santos/SP e Porto Belo/SC,  “saltando” esta região riquíssima e com grande capacidade para recebê-los. É muito importante a implantação de um terminal de passageiros para navios de grande porte, impulsionando várias atividades comerciais e de serviços no setor turístico: a hotelaria, gastronomia, entretenimento, transportes, turismo ecológico, etc.. e que ensejará adequações sócio-ambientais, com a melhoria das condições estruturais e o restauro do patrimônio histórico destas localidades.

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Estação Ferroviária de Paranaguá – maio/2009.

Construída em 1922, substituindo a primeira estação de 1885, a estação ferroviária de Paranaguá recebe hoje um trem de passageiros por semana, aos domingos, vindo de Curitiba.
Principal ligação de Paranaguá com o planalto até meados do século XX, a estrada de ferro Paranaguá – Curitiba foi inaugurada em 1885, com 110 quilometros de extensão, passando por paisagens deslumbrantes da Serra do Mar e oferecendo um dos mais belos passeios do mundo através da maior área de Mata Atlântica ainda preservada no continente.
link para Serra Verde Express.

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O artesanato local à venda no centro histórico, as cestarias e objetos, muitos deles influenciados pela cultura indígena Carijó, carregam características da cultura popular parnanguara.

Paranaguá destaca-se no cenário do fandango paranaense, pois foi a primeira cidade a constituir um grupo com fandangueiros tradicionais, como o lendário Manequinho da Viola. Este grupo teve origem no trabalho do folclorista Inami Custódio Pinto, que na década de 1950 começou a formalizar suas pesquisas no litoral do Paraná. O trabalho pioneiro tornou Paranaguá uma das cidades onde mais se encontram grupos de fandango no estado. Há o Grupo Folclórico Mestre Romão, o de Mestre Eugênio dos Santos, o Pés de Ouro, o Caiçaras do Paraná e o grupo da Associação Mandicuéra.
(link para o Projeto Museu Vivo do Fandango – 2006)

A cidade tem uma produção cultural relevante no contexto nacional e internacional. Heitor Vila Lobos passou parte de sua juventude em Paranaguá entre 1907 e 1908, e artistas como Jean Baptiste Debret, Alfredo Andersen, William Michaud, Theodoro de Bona, Waltel Branco, Brasilio Itibere, Julia da Costa e Raul Cruz, tematizaram a região em suas obras.

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Paranaguá -
Jean Baptiste Debret – 1827 – aquarela

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Porto de Paranaguá –
Alfredo Andersen – sem data (final da década de 1890) – óleo sobre tela.

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Aspecto da colônia Superagüi –
William Michaud – sem data (entre 1895 e 1902) – aquarela.

link para Pintores da Paisagem Paranaense, no blog Olhar Comum.

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Waltel Branco – abril 2008.

Waltel Branco tem uma trajetória profissional surpreendente. Responsável por sucessos de muitos artistas, Waltel é sem sombra de dúvida um dos mais importantes músicos do Paraná, ou, em suas palavras, “baiano da Baía de Paranaguá”.
Violonista, arranjador e maestro de reconhecido talento, que dividiu palco com Radamés Gnatalli, gravou com Baden Powell, considerado gênio por Guinga, arranjador de João Gilberto por diversos anos, compositor e arranjador da TV Globo (entre outros arranjos, destaca-se o de “Retirantes”, com Dorival Caymmi, tema da novela “Escrava Isaura”). No entanto, boa parte de suas próprias obras permanecem ainda desconhecidas do grande público.

(clique e ouça Waltel Branco – last.fm)

Fotos: Gilson Camargo

links relacionados:
Prefeitura Municipal de Paranaguá
Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá
Mandicuera Associação de Cultura Popular
Secretaria de Estado da Cultura / PR
Secretaria de Estado do Turismo / PR
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular
Instituto Ambiental do Paraná / IAP

mupe – museu de periferia do sítio cercado – abaixo assinado solicita oficinas do ibram para criação de um ponto de memória na comunidade

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Moradores do bairro Sítio Cercado, em Curitiba, reuniram-se na Associação Vila Vitória, no dia 22/05/2009, com o objetivo de criar um Ponto de Memória na comunidade. O encontro resultou numa lista de assinaturas solicitando uma oficina de museologia ao Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM. Uma próxima reunião foi agendada para o dia 04 de Julho de 2009 na atual sede da ACNAP/Casa Brasil. A carta é endereçada à Mário de Souza Chagas, Coordenador de Processos Museais do IBRAM.

Os Pontos de Memória são uma iniciativa do Programa Nacional de Justiça com Cidadania – PRONASCI, uma parceria entre o Ministério da Justiça e o Ministério do Cultura – MinC. Em abril deste ano a ACNAP / Casa Brasil, no Sítio Cercado, recebeu a visita de contadores de histórias do Rio de Janeiro vinculados ao Museu da Maré e ao Museu de Favela – MUF para uma troca de experiências sobre a implantação dos Pontos de Memória em suas comunidades

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Moradores do Sítio Cercado e amigos do MUPE – Museu de Periferia, presentes na reunião do dia 22/05/2009.

O texto abaixo foi  lido por José Afonso Filho ( Zuca), durante a reunião na Vila Vitória em 22/05/2009. Trata-se de uma compilação de relatos sobre as primeiras familias que ali residiram e conta a história do bairro até 1987.

“O nome do atual bairro Sítio Cercado encontra a sua origem no passado de um sítio de 175 alqueires com o mesmo nome. Cercado pelas águas dos arroios da Padilha, Cercado e Boa Vista. O seu proprietário era o Sr. Laurindo Ferreira da Cruz, nascido em 22/12/1862, e casado com Maria Pereira de Andrade em 07/07/1888. A casa onde morava tinha 14 peças, era feita de pedra natural e de barro, e localizava-se onde hoje existe o conjunto de Moradias Olinda, no encontro das ruas Apucarana e Sertaneja. Além de criações de gado suíno e bovino, possuía também um pomar de laranjeiras, mimoseiras, figueiras e pessegueiros. O acesso ao sítio se dava pela linha seca através de um portão, hoje defronte a igreja de futurama. Com a morte do Sr. Laurindo em 23/05/1932, o sítio foi dividido entre os 3 filhos herdeiros: Júlia, Sezinando e Isaac. A Júlia, casada com Pedro Ferreira, ficou com a parte dos fundos do sítio, uma faixa de terra encostada no arroio Cercado. Ao Sezinando coube a parte do meio, hoje formada pelas vilas desde o Jardim Irati até o rio das Padilhas. Isaac ficou com a casa paterna e a área de frente do sítio hoje formada pela vilas Rio Negro e Santa Celeste, Isaac casou-se com dona Magdalena Claudino da Cruz que lhe deu 3 filhos: Deusita, Eurides e Isaíde. Em 1946 o Sezinando vendeu a sua parte à colônia dos Irmãos Menonitas, que para criação de gado leiteiro, distribuiu a área em faixas de terra entre os leiteiros alemães, de acordo com as condições e possibilidades de cada um. Em 1947, após a morte de sua filha Isaíde, o Isaac abandonou o sítio e se muda para o Pinheirinho onde ele constrói na entrada da estrada para Umbará uma casa e inicia o Posto de Gasolina Pinheirinho. O sítio foi entregue aos cuidados de seu agregado José Gonçalves e sua esposa Ana, que moravam numa casa localizada entre o portão e a casa original. Em 25/05/53 o Sr. Isaac F. da Cruz que já havia vendido 10 alqueires aos leiteiros alemães vende o restante da herança dele ao Sr Maciel Augusto José Bohn, Newton e Gilberto Agiber, que em sociedade começou a lotear a Vila Rio Negro. A Vila Santa Celeste será loteada já em 1972. O Sr. Domingos Campos adquiriu a chácara com a casa original, área entre as ruas Parecatu e Astorga, onde hoje se localiza o conjunto de Moradas Olinda. Em 21/04/1955, em circunstâncias bastante confusas e suspeitas, queimou a casa original. Falava-se de um suposto tesouro escondido nas paredes ou embaixo da casa. Por falta de infra-estrutura e interesse dos compradores a povoação do loteamento vai demorar bastante. Era considerada uma área sem futuro ou condições de progresso. É a partir dos anos 70, forçadas pelo êxodo rural, que milhares de famílias vindo inicialmente de Santa Catarina, depois do Norte do Paraná, vão ocupando os novos loteamentos. Os leiteiros alemães, pressionados pelo avanço da cidade, vendem as suas terras às companhias de loteamento e então vão surgindo os diversos loteamentos: Vila Americana (1968), Vila Nossa Senhora de Lourdes, Santa Joana, Jardim Tranquilo, Jardim Irati (1974), e outros. Mais tarde em 1978, a partir de uma ocupação da área por famílias sem casa surge a Vila Nova Aurora. É por fim em 1985, a partir das desapropriações feitas pela prefeitura municipal para assentamento de famílias que surgem as moradias Olinda e Del Rey. Hoje, em 1987, esta parte do Sítio Cercado conta com mais de 6 000 famílias ou 24 000 pessoas.”

A memória do Sítio Cercado com seus pastos e gado continua viva através do Sr. José Gonçalves, Dona Ana e seus filhos Adis e Jorge que moram na rua Assaí, criando gado em terras alugadas fora do Sítio Cercado. Esta história foi escrita a partir de depoimentos da Dona Deusita, do Sr. Eurídes, Sr. Jango (filho da Dona Julia), o velho Maneco (empregado do Sr. Isaac) e o Sr. José Gonçalves.

teatro de bonecos popular do nordeste – patrimônio cultural do brasil

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Catirina e Benedito. Bonecos de papel marchê sobre cabaça – Mestre Clóvis, Paraíba.

Emenda parlamentar aprovada pelo deputado Angelo Vanhoni viabiliza encontros dos mestres-bonequeiros do Nordeste. A emenda tem por objetivo oportunizar a reunião e a documentação das atividades dos mestres-bonequeiros, no intuito de registrar o Teatro Popular de Bonecos do Nordeste como Patrimônio Cultural Brasileiro.
link para projeto Mamulengo Patrimônio

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“No Brasil é o “mamolengo” a expressão mais antiga e primitiva do teatro de figuras. Muito popular em Pernambuco, é de importação européia. Conserva sempre uma linha de ação dramática muito simples, inspirada diretamente nos fatos diários. Os bonecos tem cabeça e mãos de madeira (balsa, mulungu, imburana) e o corpo de pano vazio, como uma luva. São manipulados acima de uma cortina ou telão por trás da qual se escondem os operadores. São eles também que falam pelos bonecos.
A etimologia do termo “mamolengo” ainda nao foi definitivamente esclarecida. Presume-se que ele tenha origem na conjugaçao de duas palavras: “mão” e “molengo”, mão mole, mão que se move.

Martim Gonçalves.

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Renato Perré – Presidente da Associação Brasileira de Teatro de Bonecos/ABTB – com boneco talhado em madeira de Mulungu.
link para Teatro Filhos da Lua

“Proposto pela Associação Brasileira de Teatro de Bonecos – ABTB, o Registro do Teatro de Bonecos Popular do Nordeste como patrimônio cultural do Brasil obrigará a criação de um plano de salvaguarda desta expressão cultural pelo IPHAN. A partir daí, o poder público assumirá o compromisso de implementar políticas públicas de revitalização desta arte, o que poderá reverter a ameaça de extinção desta tradição e garantir a sobrevivência dos mestres-bonequeiros.
De acordo com a titular da 4ª Superintendência Regional do IPHAN, Olga Paiva, para que um bem cultural  ganhe o reconhecimento é preciso que tenha relevância nacional. A superintendente considera que isso ocorre com o teatro de bonecos, já que é apreciado por expressiva parcela da população na região Nordeste .”
fonte: Diario do Nordeste.

Fotos: Gilson Camargo

dia internacional dos museus – canto XVI da iliada – richard rebelo – museu da república / rio de janeiro

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No teto do Palacio do Catete, decorado em estilo neoclássico, a representação do encontro dos Deuses no Olimpo, com Apolo ao centro.

O Museu da República abriu excepcionalmente nesta segunda-feira, dia 18 de maio, para a apresentação do Canto XVI da Ilíada de Homero na tradução de Manuel Odorico Mendes, no dia Internacional dos Museus. A performance teatral com o ator Richard Rebelo aconteceu no Salão Nobre do museu, às 20h.

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O projeto Homero nos Museus está sendo realizado em parceria com o Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM, mandato do deputado federal Angelo Vanhoni e Associação Cultural e Artística Iliadahomero. O objetivo é difundir os valores da cultura oral e sua força transformadora da sociedade, estimulando a leitura dos textos clássicos e facilitando o acesso às matrizes literárias do Ocidente. A tradição da poesia épica grega sobreviveu graças à oralidade e as apresentações dos rapsodos até que pudesse ser finalmente escrita ou compilada por Homero no séc. VII antes de Cristo. Esta “contação de histórias” foi responsável pela transmissão dos valores fundamentais da cultura ocidental e permanece viva até hoje. Nas palavras de Platão “Homero educou a Grécia” podemos perceber a importância atribuída à narrativa oral pelos iminentes filósofos gregos já no século V a.C. Da mesma forma os contadores de histórias da atualidade exercem um importante papel no desenvolvimento do imaginário coletivo.

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O Salão Nobre do Palácio do Catete relembra a vida social e o luxo da corte brasileira no século XIX. Nele eram realizadas as principais recepções do palácio. As pinturas verticais representam cenas mitológicas associadas à música e às artes, e, na parte superior das paredes, pinturas em semicírculo referem-se à vida de Apolo, deus da música e da poesia.

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As cenas das batalhas entre gregos e troianos são visualmente descritas pela movimentação do ator, que através de gestos ilustra coreograficamente os combates, emprestando vivacidade ao texto e tornando a compreensão da narrativa acessível a um público maior.

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O Canto XVI da Ilíada narra as aventuras de Patroclo, herói grego e principal líder dos Mirmidões (gregos), depois de Aquiles. A morte de Patroclo, no final do canto, acarretará no retorno de Aquiles ao campo de batalha e a subsequente vitória dos gregos sobre os troianos.

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Na platéia, da esquerda para a direita: Mário Chagas, Letícia Sabatella, José Nascimento Junior e Eneida Braga.

A apresentação de Richard Rebelo aconteceu uma semana após o nascimento do Instituto Brasileiro de Museus. O IBRAM substitui o antigo Departamento de Museus, desvinculando-se do IPHAN. O Instituto tem por objetivo formular políticas culturais para todos os museus brasileiros - não apenas os federais - melhorar os serviços do setor, aumentar a visitação e arrecadação dos mesmos, fomentar políticas de aquisição e preservação dos acervos e criar ações integradas entre os museus brasileiros.

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Mario de Souza Chagas (diretor do Departamento de Processos Museais – IBRAM) cumprimenta o ator Richard Rebelo ao final da apresentação. Ao fundo o atual presidente do Instituto Brasileiro de Museus - IBRAM, José Nascimento Junior.

O evento se insere também na  programação da VII Semana Nacional de Museus que ocorre entre os dias 17 e 23 de maio na cidade do Rio de Janeiro. A semana conta ainda com diversas atividades: palestras, visitas monitoradas gratuitas, seminários, projeções de filmes, espetáculos teatrais e oficinas.

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A diretora do Museu da República, Magaly Cabral (ao centro) expressou o desejo de realizar o ciclo completo de apresentações dos 24 Cantos da Ilíada no Salão Nobre do palácio, a partir de 2010, com duas apresentações mensais. O projeto visa dinamizar a visitação do museu e realçar, através da publicação de um catálogo, a iconografia presente nas diversas salas do Palácio do Catete, que em sua maioria ilustram cenas da mitologia greco-romana em seus afrescos, pinturas e esculturas.

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Fotos: Gilson Camargo

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O projeto Homero nos Museus iniciou-se com uma proposta de intercâmbio entre contadores de histórias do Museu da Maré e do Museu de Favela (MUF), no Rio de Janeiro – duas instituições da vanguarda museológica no Brasil – e os atores da Associação Iliadahomero em Curitiba.

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Em abril de 2009 o ator Richard Rebelo esteve no Museu da Maré realizando uma apresentação de incentivo à leitura para crianças da comunidade. Durante a atividade os jovens tiveram acesso a trechos da Ilíada de Homero e também a contos da Maré recentemente publicados em livro pela própria instituição.  A contadora de histórias Marlene Nunes (Maré) e a cantora e compositora Afrolady (MUF) vieram a Curitiba e se apresentaram na Casa Brasil / ACNAP no bairro Sítio Cercado, em abril deste ano (link para post sobre o evento). Os contadores de histórias põem em circulação a memória viva de suas comunidades. Esta é uma forma de itineração de acervos museológicos através de relatos. A troca de experiências entre as comunidades do Rio de Janeiro e o bairro Sitio Cercado em Curitiba tem perspectivas de fomentar o surgimento de um Ponto de Memória na região.

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Os cantos da Ilíada realizados pela Associação Iliadahomero vêm itinerando desde 1999 com apresentações em mais de 20 cidades brasileiras. Em 2006 a atriz Claudete Pereira Jorge participou da I Bienal de Arte Comtemporanea de Tessaloniki (Grécia), realizando apresentações do canto I, em português, nas cidades de Atenas, Thessaloniki, Skopje, Berlin e Amsterdam. A atriz se apresentará em Porto Alegre ainda no mês de junho no Memorial do Rio Grande do Sul em data a ser divulgada.
link para blog Iliadahomero

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Richard Rebelo e Afrolady durante atividade de incentivo a leitura no Harmonicanto, projeto desenvolvido por Cássia de Oliveira na comunidade de Cantagalo, vinculado ao Museu de Favela – MUF.

Fotos: Naldinho Lourenço e Chiris Gomes

prudentópolis – visita do ministro da cultura juca ferreira à igreja são josafat

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Em Prudentópolis o Ministro da Cultura Juca Ferreira anunciou recursos para o restauro da Igreja São Josafat e reafirmou que o governo federal volta-se a dar apoio aos diferentes grupos étnicos que, a partir do final do século XIX imigraram massivamente para o Brasil, principalmente para o centro-sul do estado do Paraná, incorporando suas culturas à cultura brasileira. “O Brasil tem uma característica cultural e étnica única no mundo, pois além de cada grupo preservar a sua cultura, existe respeito à identidade do outro, atração e admiração mútua.”

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Prudentópolis foi um dos primeiros municípios a receber as famílias de imigrantes vindas da Ucrânia Ocidental, atraídas pelas terras férteis oferecidas pelo Império do Brasil a quem quisesse estabelecer-se na Província do Paraná. Em 1895 e 1896 cerca de 5 mil famílias vieram conduzidas pelas carroças do Sr. Henrique Kremer em busca de nova vida. A segunda leva de imigrantes chegou em 1908 quando o governo brasileiro motivou através de doação de passagens de navio e alimentação a vinda de mais ucranianos. A terceira leva de imigrantes chegou entre a primeira e segunda Guerra Mundial e se deu principalmente por motivos de parentescos estabelecidos no Paraná.

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Juca Ferreira, Luiz Fernando Almeida, Don Meron Mazur e Padre Efrem Krefer.

No dia 08 de abril de 1923 realizou-se a benção da pedra fundamental da atual Igreja São Josafat. A construção foi finalizada em 1928. No ano de 1979 a igreja foi tombada como patrimônio histórico, artístico e cultural pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná. Hoje a diocese conta com 32 igrejas, 5000 famílias e aproximadamente 35 mil fiéis.

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O Ministro da Cultura visitou a Igreja de São Josafat acompanhado do prefeito de Prudentópolis Gilvan Agibert. Entre os presentes Dona Meroslava (à direita na imagem), diretora do Museu do Milênio. O Museu foi criado com o intuito de resgatar e preservar a memória e história do imigrante ucraniano e foi inaugurado em 1995 – ano do centenário da imigração ucraniana. O seu acervo é composto por objetos de uso tradicionais, artesanato típico, documentos, fotografias e livros relacionados ao tema.

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A formação da identidade nacional brasileira deve-se em grande parte à diversidade étnica decorrente dos séculos de imigração. Como consequência dessa diversidade e miscigenação, a assimilação cultural que existiu e ainda existe são importantes fatores para a construção e transformação da cultura em nosso país.

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Fotos: Gilson Camargo

irati – visita do ministro juca ferreira às obras de construção do centro cultural denise stoklos e encontro com prefeitos da região centro – sul do paraná

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Juca Ferreira, Vera Mussi, Angelo Vanhoni, Denise Stoklos, Sergio Stoklos e o deputado estadual Felipe Lucas, durante a visita.

A edificação deste centro cultural em Irati é uma obra custeada pelo Governo do Estado do Paraná em reconhecimento aos 100 anos de emancipação política do município e uma homenagem à atriz Denise Stoklos. O prefeito Sergio Stoklos acredita que este centro cultural possibilitará a integração social e a valorização das pessoas. “É um investimento importantíssimo que permitirá que todos os iratienses, independente de classe social, possam ter acesso à cultura, inclusive com a iniciação em diferentes tipos de arte, como teatro, dança e música” O trabalho está sendo elaborado visando atender as necessidades técnicas para a edificação de um espaço cultural que possa ser utilizado por toda a comunidade de Irati e região oferecendo cursos, oficinas e atividades áudio-visuais, além de abrigar espetáculos diversos.

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O centro cultural terá 4.726,71 metros quadrados de área construída e seu bloco principal será feito em estrutura de concreto armado e alvenaria, dividido em três ambientes: área do palco, foyer e área da platéia, com capacidade para 517 lugares. O prédio será construído num terreno de 10.970 metros quadrados, cedido pela municipalidade.

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Na sede da Associação dos Municípios do Centro Sul do Estado do Paraná – AMCESPAR – o ministro Juca Ferreira discorreu sobre a diversidade cultural do povo brasileiro e situou o Brasil como exemplo de convívio harmônico entre diferentes etnias e tradições. Referiu-se também ao inventário das edificações ucranianas e polonesas no Paraná que esta sendo desenvolvido pelo IPHAN, como garantia da preservação dos valores simbólicos da cultura eslava e comprometeu-se em contribuir para a programação do Centro Cultural Denise Stoklos, após sua inauguração.

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O encontro contou ainda com apresentações do Grupo Folclórico Ucraniano Ivan Kupalo e do Grupo Folclórico Odina, do Distrito de Gonçalves Junior.

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Ao final das homenagens, a menina Bianca entregou ao deputado Angelo Vanhoni uma carta endereçada ao Ministro da Cultura.

Fotos: Gilson Camargo




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