13 de março de 2015, todos na rua pela democracia

Estiveram reunidos nesta sexta-feira ensolarada, 13 de março, na Praça Santos Andrade, em Curitiba/PR, lideranças sindicais de diversas categorias, bancários, petroleiros, professores, jornalistas, estudantes, simpatizantes e lideranças partidárias num ato em defesa da democracia, da Petrobras, dos direitos dos trabalhadores, da reforma política com constituinte e da continuidade dos programas sociais de emancipação do povo brasileiro realizadas pelos governos Lula e Dilma. As conquistas foram muitas nos últimos 12 anos.

O Brasil hoje atravessa um momento muito importante. Há uma crise política instaurada no Congresso Nacional, no relacionamento do Congresso Nacional com o Poder Executivo. Há uma Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga um dos casos de corrupção mais profundos da nossa história porque atinge a principal empresa de desenvolvimento econômico do nosso país, que é a Petrobras. O Partido dos Trabalhadores tem pessoas envolvidas nesse processo, assim como também estão envolvidas pessoas de outros partidos da base aliada e de setores conservadores, setores daqueles que fazem oposição ao governo do PT desde antes do governo Lula, que fazem oposição à política que combina desenvolvimento econômico com distribuição de renda; que trouxe milhares de trabalhadores para a formalidade, que fez com que a Petrobras descobrisse uma reserva fabulosa de petróleo que é o Pré-sal e adotasse um processo de desenvolvimento sobretudo sob a égide da Petrobras, não compactuando com a venda destas reservas para os interesses das grandes multinacionais, que eram os interesses que estavam colocados há muito tempo no Congresso Nacional. São interesses conflitantes e que estão no seio da oposição ao nosso governo.

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Aqueles que defendem a democracia tem que saber dialogar com a população no sentido de ser firmes, defendendo a apuração da corrupção do nosso país, mas serem firmes também na defesa e na manutenção das conquistas obtidas nos últimos 12 anos, ajudando a realizar as correções necessárias, mas mantendo a essência do programa deste governo, que é beneficiar o conjunto da população com geração de emprego, elevação do salário mínimo, política social para as mulheres, política para a juventude e investimento em educação, não permitindo que apenas o mercado decida quem deve trabalhar e quem pode estudar num país tão marcado pela exclusão social como é o Brasil.

Porque sob o manto do combate a corrupção, que todos defendemos, há uma oposição tentando iludir setores da população para impor uma derrota ao governo da presidente Dilma, mas, os interesses que estão por detrás disso é que devem ser esclarecidos e debatidos com a sociedade brasileira.

Temos o dever nesse momento de abrir o coração e com a maior transparência ir às ruas, ir ao encontro da sociedade. Aceitar com paciência as críticas que estão sendo feitas em relação à corrupção na Petrobras, mas a partir disso abrir o debate sobre os rumos do país e o que significa este governo em contraposição a outros governos que querem vender a Petrobras, que querem fazer com que o processo educacional seja aquele onde a lógica do mercado para a educação privada ganhe terreno no nosso país.

Enfim, nós precisamos estar atentos a tudo isso e só vamos ajudar o governo a tomar as as atitudes que devem ser tomadas se estivermos nas ruas, juntos com a população.

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Fotos: Gilson Camargo

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