12ª conferencia municipal de saúde de curitiba

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Com o tema “A construção da Gestão Compartilhada do SUS”, o prefeito Gustavo Fruet e o secretário municipal da Saúde, Adriano Massuda, inauguraram nesta sexta-feira, 22/11, a 12ª Conferência Municipal da Saúde de Curitiba. O evento marca os avanços do Sistema Único de Saúde em nossa capital e conta com a participação de diversos segmentos do controle social, entre usuários, trabalhadores, prestadores e gestores do SUS. A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e o deputado federal, Angelo Vanhoni, também participaram da solenidade de abertura, confirmando o compromisso do Governo Federal com as grandes melhorias que estão acontecendo na saúde pública de Curitiba em benefício da população que mais precisa. Além dos debates, a Conferência elegerá também as entidades e órgãos que integrarão o Conselho Municipal da Saúde até 2015.

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Conseguimos avançar muito neste ano. Reestruturamos a maternidade do Bairro Novo, ampliamos o número de equipes de Saúde da Família e firmamos parcerias com os prestadores de serviços. Mas, ainda temos um longo caminho pela frente e com as propostas apontadas por mais de 10 mil pessoas que participaram das conferências locais e distritais vamos ver quais são os principais anseios de todos que compõem o SUS Curitiba.

Adriano Massuda

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Nós vivemos um período em que o controle social, a participação das pessoas na discussão das políticas e das diretrizes de saúde tem uma tarefa muito grande em nosso país. A ciência e o conhecimento trouxeram para a humanidade conquistas espetaculares no prolongamento da vida do ser humano nestes últimos anos. Infelizmente, nem todas estas conquistas que a ciência médica, a indústria e a alta tecnologia já consolidaram no mundo estão a serviço da maioria do povo, nem no Brasil, nem em outros lugares.

Eu acredito que a força social, a organização da sociedade, as conferências tem o poder de revigorar e impulsionar o SUS, garantindo igualdade de condições na oferta de saúde e de uma vida melhor para todos os trabalhadores e trabalhadoras do nosso país.

Angelo Vanhoni

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Hoje nós podemos dizer que estamos acompanhando a par e passo a melhoria da infraestrutura de saúde, um trabalho feito pelo Ministério da Saúde, pelo ministro Alexandre Padilha. Nós hoje temos cadastrados, catalogados, acompanhando as mais de 38 mil Unidades Básicas de Saúde do Brasil.

Nós estamos também acompanhando as 18 mil obras nestas Unidades Básicas de Saúde, sejam elas de reforma, de ampliação, sejam construções, porque o entendimento é que nós temos que ter uma boa infraestrutura, assim como nós estamos acompanhando e monitorando a construção das nossas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). São 790 UPAs em construção ou ampliação, e hoje os gestores locais tem conseguido passar ao governo federal, através de um sistema integrado de monitoramento, como estão estas obras, o quanto de recurso já foi recebido, e passam isso pra gente inclusive com fotos, com filmes, o que nos dá muita segurança de fazer o repasse de recursos para as gestões. Isto é fundamental.

Outro programa que eu julgo de muita importância, e o Adriano Massuda foi fundamental para que a gente o estruturasse, é o SOS Emergência. É um programa que não tem ainda um alcance tão grande como as nossas Unidades Básicas de Saúde, mas nós estamos com um projeto piloto com foco em 40 hospitais para melhorar nosso atendimento de urgência e emergência, para acabar com a fila em pronto socorro, para ter leitos de retaguarda, para dar um atendimento decente às pessoas que procuram o serviço.

Neste programa nós já estamos com 30 hospitais e fizemos uma qualificação para que a gente pudesse atender. Hoje nós estamos com processo de informatização, de acompanhamento, tem mais de 800 leitos de retaguarda que foram abertos melhorando o atendimento e agora em Curitiba o Hospital do Trabalhador também entrou neste projeto. Há também outros programas que estamos desenvolvendo em parceria com os estados e municípios e que foram resultados de conferências como estas, discutidas ao longo do tempo.

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Temos o tratamento de álcool e drogas com o programa “Crack, é possível vencer”. Eu sempre digo que o fundamento deste programa é na área da saúde, não é na área de segurança. É você ter um atendimento a quem é usuário de álcool e drogas, poder atender a família, ter uma rede de atendimento e de assistência 24 horas. Os consultórios de rua que estão sendo implantados, os leitos especializados, que numa proposta do Ministério da Saúde, hoje são remunerados em quase 3 vezes a remuneração normal de um leito, e isso faz a diferença para que a gente tenha uma estrutura de atendimento.

A atenção à pessoa com deficiência. O quanto a saúde tem colaborado para isso com os centros especializados em reabilitação, os centros especializados na área de odontologia, que são necessários, o transporte acessível, os centros cirúrgicos, a ampliação dos testes do pezinho, da orelhinha. A saúde é fundamental para isso e a gente tem conseguido avançar.

Mas, um dos programas que eu julgo de maior importância é o Programa Mais Médicos. Nós não temos como fazer saúde sem ter os profissionais de saúde, todos eles, enfermeiros, área de assistência, e não temos como fazer sem ter médicos. A presidenta Dilma tinha consciência disso.

Nós começamos a estruturar este programa no início de 2012. A presidenta chamou a área de saúde e nós da Casa Civil e disse: “nós temos um déficit muito grande com a população. Nós não temos médicos em muitas partes do Brasil, não temos médicos nas regiões metropolitanas de grandes centros, não temos médicos no interior, a população se ressente disso e nós precisamos ter médicos para atender”.

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A primeira coisa que a presidenta nos pediu foi “nós precisamos formar mais médicos, abrir mais cursos de medicina, preparar os nossos profissionais”, portanto, a primeira proposta do Mais Médicos não era a de fazer um edital para trazer médicos estrangeiros para cá. Era exatamente fazer a reestruturação da nossa formação em medicina. Nós precisavamos formar médicos para que a gente pudesse fazer frente a este déficit, e eu lembro que na época nós tínhamos como meta a formação de 11 mil médicos, e nos vamos começar a abrir cursos. Já começamos este ano e em 2017 nós vamos estar com 11 mil vagas instaladas no Brasil para formar médicos neste país, seja na rede pública, seja na rede privada. Isto num esforço muito grande do Ministério da Saúde com o Ministério da Educação.

Mas aí vem a pergunta: o que nós vamos fazer no período de formação destes médicos? Nós não formamos um médico em menos de 8 anos, não temos condições de colocar um profissional para atuar num curto espaço de tempo, e com a demanda e a necessidade que nós tínhamos era preciso pensar em algo.

Foi neste contexto que nós avaliamos que poderíamos abrir um programa temporário, mas que fosse um programa ousado, para trazermos médicos do exterior, de países cujos profissionais estavam pedindo para vir para cá como Portugal e Espanha, e de países que tinham já uma história na formação de profissionais em medicina como Cuba, então nós resolvemos implantar o programa.

Eu tive o privilégio de participar desde processo desde o início com o Ministério de Saúde e reputo este um dos programas mais importantes da presidenta Dilma, porque de fato, nós vamos levar profissionais que vão atender as pessoas 5 dias por semana 8 horas por dia e isto vai fazer a diferença.

Parabéns à prefeitura de Curitiba, ao secretário Adriano Massuda, aos funcionários e à todos os que participam desta conferência, e podem ter absoluta certeza de que a saúde é um compromisso e uma prioridade da presidenta Dilma.

Gleisi Hoffmann

Fotos: Gilson Camargo

1 Comentário

  1. dalila
    25 de novembro de 2013

    se interessar, ai estão parte dos pronunciamentos de sexta feira na Conferência.

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