100 dias de participação do partido dos trabalhadores na administração municipal de curitiba/pr

O diretório municipal do Partido dos Trabalhadores de Curitiba realizou encontro sobre os primeiros meses do PT na administração municipal. O evento teve por objetivo mostrar as colaborações e projetos importantes que já estão em andamento e outros projetos a serem implantados, evidenciando a participação do partido na administração de Curitiba. A reunião aconteceu na segunda feira, 13 de maio, no salão de eventos da APP Sindicato.

Participaram da mesa o presidente municipal do PT, vereador Jonny Stica, o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, a secretária da Mulher, Roseli Isidoro, a vice prefeita, Mirian Gonçalves, o presidente da Fundação Cultural, Marcos Cordiolli, o secretário de Saúde, Adriano Massuda, o administrador da Regional CIC, Ton Vargas,  o líder do governo na Câmara Municipal, vereador Pedro Paulo e a vereadora Professora Josete.

Este é um momento importante para o nosso partido, onde vamos fazer uma primeira análise das nossas pastas e secretarias no governo e também fazer um balanço da gestão. É um início de governo em que temos secretarias importantes sob a administração do PT e temos também a possibilidade de uma interlocução direta com o nosso prefeito através da Mirian Gonçalves, que hoje está fazendo uma agenda positiva, muito forte como vice prefeita e ainda acumula a Secretaria de Trabalho, que já demonstra suas primeiras ações levando nas regionais da cidade as ações de emprego de forma distribuída e descentralizada, além do Sine Móvel e de outros recursos que busca junto ao governo federal para estruturar a sua secretaria, e tem feito uma agenda muita positiva na área.

Também o secretário Marcos Cordiolli, que já coloca nos seus primeiros dias de gestão a Tuboteca, que foi matéria semana passada na Folha de São Paulo como referência em todo o Brasil para levar cultura aos terminais e pontos de ônibus. Avançou, descentralizando também as ações culturais, levando, no seu primeiro mês, o Garibaldis & Sacis ao Sítio Cercado, levando cultura aos bairros, e tem tido uma ação também muito próxima ao governo federal. A secretária Roseli Isidoro, que traz para Curitiba a Casa da Mulher Brasileira, um programa do governo federal que tem tudo para dar certo em Curitiba, dando proteção à Rede Integrada da Mulher e dando respeito à Lei Maria da Penha. Também o secretário Massuda, que vem enfrentando os maiores desafios, sem dúvida uma das pastas mais difíceis de lidar, porque envolve algo essencial à nossa população, que é a saúde, já teve desafios no Evangélico e em outros hospitais, com um déficit imenso na saúde deixado pelo ex-prefeito, com capacidade de resolver estes conflitos e também de começar as primeiras parcerias, seja com a Universidade Federal do Paraná, de forma que a universidade esteja presente em toda a rede municipal e também já coloca suas ações na rede de proteção familiar da saúde. O Ton é o nosso administrador da Regional da CIC, vem fazendo um grande trabalho, e também o nosso líder do governo na Câmara, Pedro Paulo, que tem defendido nossa gestão de forma muito eficiente. Nós temos aqui um time que representa este colegiado e que tem o grande desafio de levar o PT, a gestão do Gustavo e esta integração de partidos com sucesso e com uma diferença no modo como vê a prefeitura.

Quero agradecer especialmente a APP Sindicato e ao companheiro André Passos pelo apoio que deram para a realização deste nosso encontro, e por último, gostaria de comunicar hoje a vocês a inauguração do novo site do PT Curitiba. O site foi reformulado, onde será possível cada mandato de vereador colocar suas notícias de forma autônoma e onde cada regional também vai postar as suas notícias, agendas e ações do PT.

Jonny Stica, vereador de Curitiba e presidente do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores.

O prefeito Gustavo Fruet fez uma exposição detalhada dos principais desafios enfrentados neste início de gestão e ressaltou a participação popular no debate sobre a cidade nas mais de 50 audiências públicas já realizadas nestes 4 primeiros meses. Abaixo, transcrevemos sua saudação inicial aos membros do Partido dos Trabalhadores que integram sua equipe na administração da prefeitura municipal.

É uma alegria estar com vocês aqui. Quero cumprimentar o Jonny por ter assumido a presidência do diretório municipal. É um desafio imenso, pode ter certeza, uma prova de fogo, e consolida uma liderança muito importante. Você tem um potencial imenso e é um quadro a ser incentivado. Eu fico muito feliz! Agradeço também o convite de estar aqui de forma muito gentil. Espero que seja a primeira de uma sequência de encontros.

Quero agradecer ao Pedro Paulo. Na composição política, o Pedro aceitou o desafio de assumir a liderança do governo na Câmara Municipal e tem tido um trabalho muito intenso, mesmo no início da gestão. Ele tem tido uma grande capacidade de diálogo para que não se faça nada de forma impositiva, para que tudo se construa no diálogo e sempre procurando balizar as posições.

Ao Adriano Massuda, nosso secretário de Saúde, que vai ter a oportunidade de fazer um relato da situação que nós encontramos na área, dos desafios que foram o início da gestão e todos os avanços que já foram apresentados no primeiro trimestre. Para efeito de comparação, todas as ações anunciadas, com todos os investimentos do início do projeto até junho equivalem a tudo que foi feito nos últimos 5 anos! Isso é uma demonstração de profunda dedicação e profundo conhecimento e competência da equipe que o Adriano tão bem lidera na Secretaria de Saúde.

À Roseli, que assume a Secretaria Especial da Mulher, também é um desafio imenso, eu quero agradecer pela rápida articulação com o governo federal e pelas ações que ela vai anunciar aqui. Eu sempre disse nos encontros, eu espero um dia a gente não ter mais a discussão de gênero, como foi na composição da equipe. As mulheres que a compõem ali estão por competência. Pessoas que comprovadamente, aonde passaram, demonstraram competência, mas é fundamental a gente trabalhar neste processo de inclusão e de valorização.

Agradeço muito também ao Cordiolli, que assumiu a Fundação Cultural de Curitiba. O primeiro desafio, já na noite da transição, foi o anúncio do não empenho de recursos para a Oficina de Música que iria começar na sequência. Se for possível, fazer o relato destas ações, do que já foi feito, e principalmente desta excelente articulação com o Ministério da Cultura, com o Sistema Nacional de Cultura e as ações realizadas em seguida.

Agradeço também ao Rosinha, ao Tadeu Veneri, agradeço muito a professora Josete, e depois, no decorrer do nosso encontro quero também destacar como tem sido a relação com os sindicatos, que nós procuramos desde o primeiro momento abrir uma interlocução direta, clara, objetiva e a Josete vem tendo um papel fundamental nesta relação com os sindicatos. Acredito que boa parte de uma pauta antiga dos sindicatos junto à prefeitura acabou sendo atendida nesse início de gestão. Pela relato que me passaram mais de 90% da pauta já foi contemplada na primeira negociação.

E por fim, à nossa vice, a Mirian, que tem tido uma postura de muito diálogo, de muita participação. Ela tem sido uma pessoa muito firme, muito correta. Eu sei também das pressões naturais de quem ocupa uma função pública, quer seja junto aos partidos, junto a Câmara Municipal, ou junto a sociedade, e de alguma maneira ela está compartilhando também este mesmo desafio, esta pressão e contrapressão que a gente está vivendo neste início de gestão, mas, acredito que com um saldo positivo e de muita responsabilidade. Eu faço o registro público de que a Mirian tem tido uma postura digna com a cidade, digna da representação, e pode ter certeza, representando com muito respeito e muito orgulho a indicação que o PT fez para ela compor esta chapa. E por isso os convido, quarta-feira terá o ato de transição na Câmara Municipal, mas sexta feira, não só uma filiada do PT, mas pela primeira vez na história de Curitiba uma mulher assume a prefeitura.

E da mesma forma agradecer, eu o vi chegando agora, todos sabem o respeito e a alegria que tenho pelo Vanhoni, com quem eu tenho conversado com mais frequência, e ele tem sido muito colaborativo neste diálogo.

Gustavo Fruet, prefeito de Curitiba.

Nesta composição fizemos o que era fundamental, um alinhamento nas nossas propostas, e o que eu posso dizer é que há coerência entre o que foi proposto e o que tem sido feito. Entre a construção e o nosso dia a dia na marca desse governo. A participação popular, que é tão cara para todos nós petistas, ela se constrói, ela começa nas audiências públicas, que não foram só nas regionais, mas outras tantas, transmitidas pela internet e de todas as outras formas. Na auditoria que está sendo feita na URBS tem uma comissão institucional que é formada por integrantes da Universidade Federal, da PUC, do Positivo, do Sindicato dos Contabilistas, do Fórum Popular, o que significa a garantia para todos da sociedade de uma representação popular nesta comissão que há muitos anos nós desejávamos que acontecesse, que é a averiguação de verdade do que acontece na URBS.

Outro testemunho que eu preciso fazer aqui é de como o Gustavo vem cumprindo a nossa participação e a nossa integração no governo. Eu não tive até hoje nenhuma dificuldade com nenhum dos secretários de governo, que inclusive dão abertura dos dados, do que a gente quiser saber da prefeitura e das suas pastas. Isso é muito importante. Isso faz parte da relação democrática a que nós nos propusemos.

Com a COHAB, por exemplo, eu tive o prazer de entregar há duas semanas em uma dessas vilas que eu advoguei lá no começo das ocupações, e nunca imaginei na minha vida que 20, 25 anos depois eu pudesse estar entregando um título de propriedade. Eu falo e me emociono.

Com o secretário de Abastecimento, temos um bom trabalho, vamos trabalhar junto a Conab, também vamos tentar junto com o governo federal aproveitar um imóvel de mais de 10 mil metros quadrados, que estava sendo vendido e nós conseguimos reverter, não vai mais ser vendido. Esses 12 mil metros, com refrigeração, podem ser colocados a favor de Curitiba, da região metropolitana e dos pequenos produtores. Então a gente vai conquistando avanços em cada ponto possível.

Da Secretaria do Trabalho eu vou falar dois minutos e depois passar um vídeo, que explica melhor todas as nossas ações. Nós reunimos a diretoria da secretaria e a gente dizia o seguinte: Tem que pensar para além do quadrado, além daquilo que uma secretaria faz sempre. E nós estamos tentando inovar. Já fizemos três eventos e três feiras fora. Vamos promover no dia 8 de junho a primeira Feira de Emprego descentralizada na Região Sul, que eu tenho certeza vai ser um sucesso, porque ela vai ser dirigida aos empregados e aos empresários daquela região, e afora esta nós, temos mais oito feiras para fazer.

Além do que não está colocado no vídeo, tem também o combate ao trabalho infantil, que essa semana já tem agenda, e a equidade de gênero em um trabalho recente. Temos uma equipe pequena, senhor prefeito, mas, que funciona bastante, com companheiros e companheiras, e ali também tem equidade de gênero. Tem o Adilson só e três diretoras. E está funcionando. Era isso, obrigado.

Miriam Gonçalves, vice prefeita de Curitiba.

Uma das questões que eu quero registrar aqui é minha felicidade imensa em ver o quanto este partido acertou na sua definição da política de alianças, que foi muito dura e foi debatida a exaustão. Do acerto que o PT teve na definição desta aliança, que iria mudar a história dessa cidade. E mais do que isso, o PT chega ao governo, à prefeitura da cidade de Curitiba, com um olhar para o futuro e com a possibilidade de, quem sabe daqui a alguns anos nós termos de fato e de direito um prefeito ou uma prefeita na cidade de Curitiba, para dar a demonstração clara que através da aliança com a gestão do Gustavo nós conseguimos implementar o nosso jeito de governar. Então, eu não poderia deixar de registrar a minha satisfação, até por ver como muitos dos companheiros do debate fraterno e duro que nós tivemos na defesa da aliança, hoje integram a gestão da prefeitura, e vem com a sua contribuição no debate, vem com a sua clareza a instrumentalizar a base do partido que está espalhado pela cidade.

O segundo, é dizer que indiscutivelmente eu tenho que concordar cem por cento com a Mirian. Ainda que pese o desafio que está sendo colocado para a gente efetivamente democratizar a nossa gestão através das conferências que irão acontecer, através dos espaços que estão se construindo na cidade pelas mãos da administração, nós temos um grande desafio que é fazer com que os companheiros e companheiras, filiados ou militantes deste partido entendam as dificuldades desta administração, os desafios que nós estamos tendo que superar, mas, fundamentalmente, que esta gestão tem compromisso com o alinhamento dos programas da nossa gestão do governo federal, seja no passado com o ex-presidente Lula, seja através do governo da presidenta Dilma.

Ninguém está inventando nada, seja na área da saúde, sejam as políticas na área da cultura, sejam as ações da Mirian através da Secretaria Municipal do Trabalho, seja o Ton na administração da Regional, sejamos nós na Secretaria da Mulher. E assim tem sido na Secretaria de Educação, assim tem sido com a Márcia, presidente da Ação Social. A diretriz e a orientação, os programas e projetos implementados pela nossa gestão do PT ao longo destes anos é suficiente para que a gente possa traduzir estas grandes ações do governo federal e implementá-los na nossa cidade. A gente tem encontrado nos movimentos sociais, nos movimentos populares um eco muito grande no sentido de que todo este conhecimento e este acúmulo tem sido suficiente para produzir política.

O grande desafio da Secretaria Municipal da Mulher é provar para a cidade de Curitiba que não é apenas mais uma secretaria. É um órgão gestor de política pública que vai dialogar com todas as secretarias, entendendo que a Secretaria da Mulher é um mecanismo de articulação das políticas formuladas por todas as pastas. Dialogar sobre a questão da saúde da mulher é conversar com a Secretaria Municipal de Saúde, é definir as nossas ações e as nossas diretrizes, e ser capaz não só de articular, mas também de acompanhar, monitorar, e afinal cobrar resultados dessas áreas todas.

Nós já conseguimos um grande avanço. Em função das ações que estamos desenvolvendo e dos recursos que nós estamos trazendo do governo federal, conseguimos convencer os técnicos da prefeitura, de que a Secretaria Municipal da Mulher vai brigar por orçamento no próximo ano e é importante que nós já estejamos identificados como ação na Lei de Diretrizes Orçamentárias para que possamos trazer cada vez mais recursos do governo federal.

São 360 mil reais para a estruturação da nossa secretaria, que vai desde a compra de equipamentos até a capacitação de pessoal. A campanha de mídia que nós já encaminhamos junto com o Gladimir Nascimento, em torno de 1 milhão e 300 mil reais, para a gente poder trabalhar uma campanha forte de mídia sobre essa questão dos dados da violência. E o nosso projeto de formação continuada que nós já enviamos ao governo federal na perspectiva de captar 400 mil reais para fazer a formação dos nossos gestores, aqueles que trabalham na ponta, na questão do enfrentamento à violência.

O Programa Casa da Mulher Brasileira, e este eu faço questão de correr as Regionais, porque é um programa fantástico do governo federal que Curitiba, assim como São Paulo, Salvador e Manaus receberá. A construção desta Casa da Mulher Brasileira tem um aporte de recursos de 4 milhões e 300 mil reais, mais dois anos de custeio. Significa dizer que por dois anos a prefeitura não vai desembolsar um tostão para a manutenção desta estrutura porque é do orçamento geral da União. O governo vai custear o pagamento das despesas com água, com luz, com todo o mobiliário e a construção da casa está colocada neste recurso. A única contrapartida da prefeitura é a área. O prefeito Gustavo Fruet já sinalizou com a área e hoje nós estivemos conversando com a superintendência do MSS da Presidência da República, que veio nos oferecer mais uma área de 17 mil metros quadrados na gleba do Juvevê.

É uma estrutura que vai abrigar todos os serviços, desde a delegacia da mulher, o juizado especial que atende a violência contra as mulheres e o atendimento psicossocial. Vamos ter uma unidade para trabalhar também a questão da autonomia econômica das mulheres que são vitimas de violência, é uma estrutura que vai ter em torno de 7 mil metros de área construida. Pelo cronograma que tivemos do governo federal, é muito possível que a partir de setembro iniciem as obras destas quatro casas nos estados que elenquei, com funcionamento previsto para março do ano que vem. Enfim, o trabalho está sendo exaustivo, mas, ele não seria tão gratificante se não tivéssemos o apoio do prefeito Gustavo Fruet.

Roseli Isidoro, secretária da Mulher.

A saúde cresceu nos últimos anos sem ter uma base de sustentação financeira. Nós chegamos na prefeitura e recebemos uma dívida da ordem de 126 milhões de reais em recursos não empenhados. Ou seja, quase 10% do orçamento anual da saúde. Quais são as consequência desta dívida?

Primeiro, o impacto em cadeia no funcionamento dos hospitais que dependem desses recursos. Nenhum hospital público em Curitiba tem uma situação financeira estável, qualquer prazo para um hospital desse significa um comprometimento no seu funcionamento, no pagamento de seus funcionários, na compra de medicamentos. Pegamos a situação da saúde em Curitiba numa crise por conta desses atrasos que aconteceram durante o ano passado. Além disso, em toda a cidade se trabalha com um estoque estratégico de medicamentos, para que, se houver algum problema de distribuição nacional ou de compra você possa ter uma garantia. É uma questão de segurança sanitária para o abastecimento de medicamentos. O estoque estratégico de Curitiba foi consumido nos últimos 3 meses do ano passado e a gente assumiu a prefeitura no dia 1 de janeiro com 87 itens ou seja com 44 % dos medicamentos zerados no nosso almoxarifado. Isso todo mundo pode acompanhar pela imprensa.

Além de falarmos dos problemas, temos que falar do que vai se fazer daqui para frente e o que já estamos fazendo. Pensar a saúde em Curitiba para os próximos 20 anos significa pensar quais são os problemas de saúde que serão mais prevalentes daqui a 20 ou 30 anos. As pessoas vão precisar de atendimento mais próximo de suas casas e mais adequados a realidade da população. Por isso, a nossa prioridade é concentrar na atenção básica. Através de centros de saúde qualificados. Todo cidadão de Curitiba tem o direito de saber quem é o seu médico e qual a sua equipe de referência para poder, quanto tiver algum problema, procurar uma unidade de saúde. Este é um desafio que nós temos pela frente e uma meta que a gente quer alcançar através da ampliação da saúde da família, e o melhor modelo é a organização da atenção básica.

Ampliação da carga horária de funcionamento das unidades para a população trabalhadora que não tem, às vezes, a possibilidade de ir ao médico no seu período de trabalho. Uma outra prioridade: atenção à saúde mental. Nossa querida vice prefeita Mirian Gonçalves, a gente pode pensar um grande trabalho de reinserção destas pessoas. Os casos que chegam com urgência na saúde mental, nas Upas, não tem um atendimento adequado de qualidade, e depois da urgência, temos que encaminhar para um fase de reabilitação, depois de reabilitado, temos que reinserir na sociedade, e como é que se reinsere? É pelo trabalho.

A gente tem que construir uma mudança paradigmática no modo de tratarmos a dependência química em Curitiba, para ser exemplo para o país. Não dá pra gente tratar o usuário de drogas como criminoso. Temos que tratá-lo como dependente que precisa de uma política firme de reinserção dessa população na sociedade.

Além do que a gente vai fazer e do que já estamos fazendo, reorganizando a urgência/emergência, a atenção hospitalar, as especializadas, o mais importante é o modo como a gente vai fazer isso. Este é um ano de Conferência Municipal de Saúde, vão haver conferências locais e distritais que começam a partir da semana que vem. É importante que cada zonal esteja envolvida, para a gente demonstrar não só para Curitiba, que uma gestão do PT se faz valorizando os trabalhadores, uma gestão democrática, valorizando a participação dos usuários no controle social.

Adriano Massuda, secretário da Saúde.

Nós atuamos em algumas frentes que foram fundamentais. A primeira delas foi o processo de descentralização e desconcentração das políticas públicas em Curitiba. Nós estamos transformando nossos espaços nas zonais de Curitiba em centros culturais, estamos modificando nossa relação com a sociedade, estamos procurando de uma forma bastante avançada fazer com que aquilo que é cultura viva, aquela cultura que existe em nossa cidade com grande capilaridade mas que sempre foi invisibilizada pelo poder público se torne efetivamente uma cultura visível, uma cultura que recebe apoio, uma cultura que se reconstrói. Isso tem sido a marca de nosso governo.

Nós temos avançado fortemente na área da transparência. Todas as contratações de artistas hoje pela Fundação Cultural, todas as contratações de serviços culturais de uma forma geral são feitas na forma de chamada pública. Nós temos recebido pressões muito grandes, inclusive de pessoas que tradicionalmente se opunham aos governos passados achando que era somente uma inversão de balança. Não há uma inversão de balança. Em nosso governo a transparência e a democracia são inegociáveis.

A segunda questão: nós estamos recuperando todos os instrumentos democráticos. Semana que vem, sob o governo da Mírian, nós vamos reinstalar o Conselho Municipal de Cultura, vamos constituir a Conferência Municipal de Cultura, vamos fazer um Plano Municipal de Cultura, vamos nos inserir no  Sistema Nacional de Cultura, fomos a antepenúltima capital do Brasil a fazer e agora estamos nos preparando para isto. Vamos democratizar todas as nossas ações de uma maneira transparente porque essa é a nossa marca na cultura e assim vai ser.

Estamos reestabelecendo também a nossa relação com os instrumentos já estabelecidos da cultura. Vamos refazer a Lei Municipal de Incentivo a Cultura, vamos reestruturar o Mecenato, o Fundo Municipal de Cultura e vamos abrir espaços preciosos dentro desta Lei, como editais para as regionais da cidade para apoiar o trabalho de descentralização assim como aqueles com foco dirigido.

Também estamos procurando reestruturar a Fundação Cultural. O último concurso público que tivemos foi há 19 anos. Estamos trabalhando num processo de reestruturação interna, criando novas coordenações de linguagens, como arquitetura, moda e design, que nós não tínhamos. Estamos trabalhando com temas transversais, por exemplo, a Fundação Cultural não tinha uma política para a economia da cultura, Não tinha política para cultura digital, que são duas áreas em extrema ascendência, não tinha nenhuma política para diversidade, que são ações fundamentais para a cultura em nosso país, e que o governo federal vem promovendo. Passamos a ter uma coordenação de regional, que permite uma capilarização das nossas políticas de cultura bastante profunda. Nós estamos atuando nestas áreas e procurando de uma maneira mais geral atuar integradamente, defendendo a cultura em todos os outros programas.

Marcos Cordiolli, presidente da Fundação Cultural de Curitiba.

Nas regionais a gente não tem, talvez, a mesma facilidade dos secretários, de estar elaborando políticas, a gente tem que ir lá e resolver os problemas. Então é a roçada, é a drenagem, é o tapa-buraco, é a vaga da creche, é a unidade de saúde, é a associação de moradores. Para vocês terem uma idéia, lá na CIC são 409 associações de moradores, 211 ONGs, 122 igrejas, e nós já atendemos mais de 62% dessas pessoas que nos procuraram.

Ajudamos a consolidar lá o que a gente está chamando de fórum das entidades, até mesmo para facilitar esse debate, e eu acho que essa é a forma que o PT faz política, que é exatamente na democracia e na discussão. Então, quando a gente fortaleceu esse fórum das entidades foi exatamente para aproximar a comunidade da prefeitura, de levar a prefeitura para dentro da comunidade, que eu acho que é o nosso grande desafio de rompimento das políticas passadas, e a gente tem se empenhado ao máximo em estar representando bem o partido na construção de uma nova gestão em Curitiba, em especial lá na CIC.

Mas, apesar de todas as dificuldades a gente também tem coisas boas pra trazer. Em menos de 4 meses, são 103 dias de gestão, nós já fizemos mais de 166 mil atendimentos para a comunidade, realizando desde obras e projetos em parceria com empresas, em parceria com Ongs, para atender da melhor forma possível os anseios daquela população mais carente que está lá na CIC. Temos a previsão da construção de 5 CMEIs, que começam agora a partir do segundo semestre, com recursos do governo federal em parceria com a Secretaria de Educação, aonde a gente conseguiu ceder os terrenos, o governo entra com a estrutura financeira, e a secretária, que é a nossa querida Roberlayne, tem uma sensibilidade muito grande e sabe que destes primeiros 20 CMEIs que estão chegando, aonde tem hoje a maior demanda é realmente na CIC, pois temos hoje uma fila de aproximadamente 3800 crianças esperando creche.

Mas, a principal notícia que eu venho trazer hoje para vocês, e aproveito para agradecer o empenho de toda a equipe, em especial ao deputado Angelo Vanhoni, é a construção em parceria com a Fundação Cultural, do primeiro Centro Cultural de periferia da cidade de Curitiba. A partir de amanhã começam as obras de construção do Centro Cultural da CIC. Um espaço com 380 lugares, com tela profissional, com palco profissional, aonde nós vamos estar abrindo espaço pra população carente que nunca pode vir ao Teatro Guaíra, poder assistir música, dança, teatro, e poder participar efetivamente da cultura da nossa cidade.

Eu estou muito feliz e muito contente com o início dessa gestão, em especial com os nossos secretários do PT, com a nossa vice prefeita que tem dado uma atenção especial para a nossa regional. Companheira Roseli, companheiro Massuda, com quem eu tive a felicidade de escolher o tema da saúde e fazer a primeira consulta pública na gestão do prefeito Gustavo Fruet, com a participação de mais de 1200 moradores da CIC e de outras regiões.

Deixo de braços e portas abertas a nossa administração regional para quem quiser conhecer o que lá acontece, nos colocamos  a disposição para qualquer debate, para qualquer informação e tenho certeza que o nosso sonho ainda está apenas começando. Vamos realizar ele no dia a dia na gestão do Gustavo, na gestão da companheira Dilma, e se Deus quiser no próximo governo do estado depois das próximas eleições. Muito obrigado.

Ton Vargas, administrador da Regional da CIC.


Presentes no encontro, o deputado federal Angelo Vanhoni e Vitório Sorotiuk.

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